Guarda Costas

14 Emma, é com você


Notas iniciais
Olá minhas lindas! Eu estou atualizando o capítulo de hoje e estou me sentindo o Tio Martin XDDDD Espero que aproveitem o capítulo de hoje, pois ele é o ponto final da fase inicial :DDDD

[...]

Sábado, 08:00.

– Eu não sei cozinhar. – Emma sorriu amarelo para os dois que olhavam suas “panquecas” com estranheza.

– É, eu percebi. – Henry espetou aquele negócio gosmento. – Mãe, como estão suas panquecas? – O rapaz perguntou e viu Regina olhar para aquele negócio no prato dela.

– Swan, eu não vou comer isso. Sejamos francas, isso aqui não é panqueca. – Apontou com seu dedo bem daquele jeito que as mães repreendem seus filhos fazerem, apenas para dar uma enorme ênfase.

– Não precisa humilhar, porque você não faz o café então?

– Pensei que não ia pedir. MÃE! Faz o café por favor! – Pediu o rapaz vendo Emma lhe olhar estreito. – Ah! Qualé Emma? Isso aqui é intragável! Até o cheiro está estranho.

Emma completamente infantil se virou para direção oposta do garoto com os braços cruzados e o nariz empinado. Henry tocou o ombro dela, que se afastou mais um pouco.

– Tá bem! Não vou mais falar da falta de dons culinários, vamos falar de física? – O rapaz entrou na onda dela.

– Física? Prefiro química. – Virou de lado e respondeu. – Mas podemos juntar as duas coisas, sabia? – O sorriso diabólico que ela lançou para o garoto foi sem igual. – Acho que tá na hora de alguém comer.

[...]

– MEU DEUS!!! TIRA ISSO DE PERTO DE MIM!!! – Grace, a mini piranha, traíra reclamara. – Isso não é panqueca!!! SAI!!! – Caiu dentro do carro de novo.

– Mas só tem isso pra comer. Ou como isso, ou passa fome. Se você continuar me magoando. – Dramática. – Eu vou levar ISSO para dentro novamente.

– Leva logo essa merda para longe de mim!!! Deus que me livre ter que comer isso. – Grace gritou em plenos pulmões.

Henry apareceu com um prato de panquecas, quer dizer, com duas panquecas e um pouco de calda. Grace abrira ficara de boca aberta. No mesmo instante se sentiu envergonhada de ver o garoto se aproximar e parecia que aquelas panquecas eram para ela.

– Minha mãe achou que seria maldade demais você comer aquilo ali. – Apontou para o prato de panquecas de Emma. – É pra você. – Esticou o prato, mas se lembrou que a garota estava amarrada.

Pegou o garfo e começou a “cortar” com ele pedaços de panqueca, molhou um deles e colocou na calda. Esticou o pedaço para a garota comer, a mesma o olhou espantada, ele não demonstrava nenhum tipo de emoção fazendo aquilo. Na verdade não olhava nos olhos da garota.

– Você ainda é um ser humano. Precisa comer. – Ele disse isso sem nem mesmo olhar para a garota.

Uma lágrima, uma única saiu dos olhos azuis dela. Emma ainda observando os dois, deixou-os sozinhos.

– Seu garoto, vale ouro. – A de olhos esmeralda comentou com a Juíza Mills.

– Eu sei. – Olhava pela porta, um pouco preocupada com os dois.

– Como assim a garota come das suas panquecas? – Falou com um tom de falsa ofensa.

– Eu fiz algumas para nós Swan. – Olhou diretamente para ela. – Você vem?

– O garoto está bem, ele só vai alimentar ela. – Emma garantiu.

– Graças a mim, vamos comer algo decente. – Regina deu uma certa ênfase em decente.

Regina a puxou até a cozinha, Emma se sentou cruzando os braços. Um prato foi arrastado sobre a mesa por sua patroa, até que ela se sentasse. A mesma estava sentada sobre a mesa com o prato no colo.

– Vai me dar na boca? – Se referia as panquecas, mas claro que a cabeça maliciosa da guarda costas logo imaginou outras coisas. – Se bem que eu já...

– Swan, não seja irritante. Eu quero que você experimente minha panqueca. – Tirou um pedaço e molhou na calda. Claro que a garota não pôde evitar uma risadinha com aquela sentença.

Emma abocanhou aquele pedaço de panqueca, estava divino. Droga! Era uma cozinheira de primeira também. Era inteligente, linda, boa, sem antecedentes criminais, boa cozinheira e respeitosa.

– Você é perfeita Regina, que droga. – Disse sem pensar. O rosto outrora zombeteiro agora era vermelho, mas de vergonha.

– Então gostou? – Perguntou com surpresa.

– Está ótima. Meu avô adoraria comer suas panquecas, diria que no mínimo pararia de ser intoxicado com minha comida. – Riu, o que fez Regina sorrir.

Não eram apenas os olhos, mas quando Emma não era aquela cretina, ela era... Diferente! Sim, diferente, não tinha outra forma de dizer aquilo. Ela era normal. E ela sendo normal, fazia Regina ficar bem, nada estranho, mas anormal com certeza. Contando que seu marido havia morrido há menos de doze horas, sim, muito anormal.

– Opa. – Emma havia lambuzado sua bochecha.

– Swan! Você diz que não é criança, mas age como uma. – Reclamou tentando limpar.

Emma pegou sua mão que estava suja com a calda. Quem disser que não é mentira, mas Emma de boba e ingênua não tinha nada. Não conseguiu deixar de ficar pasma com seus dedos sendo sugados pela boca da garota de olhos esmeralda. Sentiu tanto tesão que cruzou as pernas. Não podia fazer nada com a garota. Primeiro ela era só uma garota, segundo seu filho estava acordado. Aquela boca macia envolvendo seus dedos.

– Swan... – Gemeu baixinho.

Ela largou seus dedos limpos e se aproximou de seu rosto, mas foi para lamber a parte suja em sua bochecha.

– Mills, já está limpa. Ou preciso limpar alguma outra área? – Perguntou com segundas intenções, mas era mais para zoar com sua patroa. – Tenho que dizer que o gosto da minha calda é deliciosa.

Regina abriu a boca para retrucar, mas decidiu fazer diferente...

– Para falar a verdade estou bem limpa, faço uma boa limpeza todos os dias. – Disse bem perto da boca da garota.

– Eu garanto que minha limpeza é melhor, mas se você quiser depois de fazer sua limpeza eu possa conferir. – Maliciosa se aproximou o máximo que pôde sem tocar a boca de sua patroa.

– Não lhe pago para esses serviços Swan. – Olhou nos olhos dela.

– Agora estou me sentindo uma prostituta. – Emma se afastou sentando em sua cadeira novamente, agora acariciava as pernas descobertas de sua patroa.

– Você é muito nova para se sentir assim. – Regina riu.

– Olha, eu tenho vinte anos e você quarenta e quatro, qual é o problema em fodermos? – Como sempre, Emma era sútil. Igual uma bazuca.

– Não se pergunta ou diz em voz alta a idade de uma dama Swan. – Pegou o prato de panquecas ainda com um sorrisinho nos lábios.

Não soube quando e como, mas Swan se aproximou sem deixar as intenções transparecerem e lhe beijou, nem mesmo tentou pará-la, primeiro: A língua dela já estava dentro da sua boca. Segundo: Porque... Porque... Nem sabia o porquê.

– É por isso que eu disse em voz alta. – Riu quando Regina tentou estapeá-la.

[...]

– Senhora Glass, eu chequei, seu marido está bem. – O médico abriu a porta, mas ficou estático em ver aquela cena. – Mas, mas, mas... O quê?! – Não conseguia explicar aquilo.

Paciência não era uma das virtudes de Madge, logo passou pelo doutor e foi instantâneo. Desmaiou, caiu dura no chão com o susto. Os aparelhos de Sidney estavam desligados, mas o Senhor Glass também tinha uma companhia, outro corpo caído ali no chão. Leopold estava caído no chão.

– DOUTORES!!! – Saiu correndo da sala gritando por outros colegas.

[...]

– Emma estou ligando sua TV. – Disse alto o suficiente para a loira ouvir.

Como não obteve resposta ligou mesmo assim a TV. Já estava na Times.

“­–... E seguimos com as notícias. Noite passada foi bem movimentada, um incidente no Restaurante do Centro da cidade de Boston causou um assassinato, uma tentativa de homicídio e um sequestro. A Juíza Regina Mills é vítima de sequestro e ainda está desaparecida, mas temos uma descrição da sequestradora, um dos clientes do restaurante fez um retrato falado da mulher. E não para por aí, parece que um carro no nome de Regina Mills explodiu próximo da área livre da cidade...

– Como podem deixar que façam isso conosco? Simplesmente abandonam um carro aqui. Essa área já é danificada o suficiente. Nossas crianças depois não conseguem dormir por causa de um ‘barulhão’ desse... – O depoimento partiu de uma senhora que pelo que ouviu mora nas comunidades, para falar a verdade, os guetos.

–... Acabamos de receber um comunicado de um de nossos repórteres, nesta manhã Sidney Glass, um dos homens de Regina Mills, faleceu. A causa da morte não foi identificada. Os médicos afirmam que mesmo que não tenham conseguido extrair os estilhaços do projétil, com certeza, não foi por isso que ele veio a falecer. O mais curioso é que ao lado do corpo de Sidney Glass se encontrava o corpo de Leopold Swan, um dos mais prestigiados agentes militares do governo dos Estados Unidos.”

– EMMA!!! – Gritou pela garota, estava assustada agora completamente. – CORRE!!!

A de olhos verdes surgiu na sala com um revólver na mão, se assustou com a patroa gritando, ficou um pouco irritada com isso, estava lendo alguns papéis importantes.

– Emma, o Sidney está morto.

–...

– Seu avô Emma... – Pausou. – É Leopold Swan não é?

– Como...? – Emma espantou-se.

– Emma, ele morreu.

Notas finais
Gostou? Deixe seu comentário! See you tomorrow!!!