Guarda Costas

12 Como cão e gata


Notas iniciais
Este capítulo precede todas as coisas que vão acontecer pra que a verdade seja exposta, claro que vou contar aos poucos, mas mesmo assim... Perdoe ele estar pequeno, mas prometo que os próximos serão maiores e com certeza mais emocionantes. Obrigada minhas queridas pelos reviews e como prometido voltei para vocês...

[...]

– Eu te machuquei muito? — Regina parecia preocupada.

– Na verdade foi bem sexy. — Emma riu.

– Agora eu estou com vergonha de ficar nua na sua frente. — Regina parecia uma garotinha.

– Eu não. — Riu, se levantou para colocar suas roupas.

Ela não tinha do que se envergonhar, um corpaço de vinte anos.

– E por quê tá colocando a roupa? — Fez uma careta divertida para a morena de olhos verdes.

– Porque seu filho adolescente de dezesseis anos está no outro quarto. — Colocava sua calça jeans.

– Oh merda...! — Regina deixou o corpo cair na cama novamente, cobriu-se toda com os lençóis e quando chegou na cabeça pegou o travesseiro e colocou sobre o rosto.

– O que foi? Seu filho não sabe o que é sexo? — Emma não compreendeu o comportamento repentino.

– Não é isso, é que você é quatro anos mais velha do que meu filho, é como se eu tivesse dormido com uma amiga dele. Oh meu Deus!

– Tecnicamente não dormimos ainda. Então...

– Você faz graça com tudo mesmo...?! — Regina tirou o travesseiro.

– Você é muito certinha, moralista demais para mim. — Riu abafado enquanto terminava de colocar sua regata.

– Onde você vai?

– Cuidar do seu filho... — Recebeu um olhar ameaçador dela. — Não nesse sentido... Vou fazer uma tala para aquele braço. Você deveria dormir. Deve estar bem cansada, sabe... Seu marido, o namorado dele...?

– Estou me sentindo uma prostituta barata. Acabei de perder o Dan e fui para a cama com uma adolescente.

– Por que tem tanto problema com minha idade? — Virou-se para a juíza.

– Porque se você não sabe, eu tenho mais de quarenta anos.

– Eu nunca liguei para a idade, para falar a verdade eu sinto muito... — Engatinhou na cama para encarar face a face a patroa. — Muito! — Encarou-a nos olhos. — Muito tesão mesmo.

– Nunca tinha feito isto com outra...

– Mulher?

– Garota. — Admitiu divertida tocando o rosto da de olhos esmeralda. — Acho que são esses seus olhos.

– O que tem meus olhos? — Sorriu sacana.

– Eu não sei. Quando você não é... VOCÊ... Seus olhos ficam diferentes.

Emma riu e saiu de cima de Regina.

– Bom, admito que foi imprudente de minha parte ter transado com minha patroa. Só que eu não ouvi nenhum não. — Regina ia responder, mas não teve tempo.

Acabou ficando sozinha, naquela cama grande. Instantaneamente deitou-se abraçando um travesseiro. Apertou-o. Agora sozinha, e deitada em uma cama enorme, sabia o quanto Dan lhe faria falta.

"Estava deitada de bruços na cama, de repente acordou assustada, mas de prontidão dois braços fortes a abraçaram.

– Gina! Gina! Sou eu. — Seu carinhoso esposo a segurou. — Eu estou aqui querida. — Sussurrou em seu ouvido."

Sentiu algumas lágrimas rolarem pelo rosto. Se assustou, por um momento outros flashes mais fortes lhe atingiram. Seu período de luto oficial estava se iniciando.

[...]

Emma observava o garoto dormir, decidira que era melhor fazer o curativo dele após ele acordar. Sua perícia visual sempre lhe permitiu ver além do que já vê. O garoto dormia todo encolhido, os dois braços próximos do corpo. Era quase uma fortaleza, estava se protegendo.

– FILHA DA MÃE! — Exclamou alto.

Tocaram no garoto. Com certeza a tal da Grace tinha algo a ver com aquilo. Os braços roxos, alguém segurou firme seus pulsos, mãos grandes com certeza. O rosto com leves feixes roxos. Um provável tapa. Reconhecera todas aquelas coisas, parecia que estava se vendo.

– Por que ajudou a mim e a minha mãe? — O garoto havia acordado e nem havia notado.

– Sua mãe é minha patroa. — Falou calma, olhando agora os olhos do garoto.

– Como assim?! Eu nunca soube da sua existência. — Henry se sentou na cama, não por muito tempo. — AI!!! Droga!! Minha mão.

Emma no mesmo instante avançou para tentar pegar sua mão, mas o garoto automaticamente segurou o ombro dela com a mão menos machucada, a olhava com os olhos arregalados. A guarda costa teve sua confirmação na hora. Se não a garota, alguém havia tocado no garoto. Se afastou rápida do garoto que ainda mantinha o olhar arregalado, o que ele fez foi se encolher mais. Não quis comentar nada, mas o garoto se encolheu tanto, que parecia aquelas minhocas quando algo ou alguém tocam nelas, elas se encolhem tanto a ponto de se retorcerem até ficarem completamente encolhidinhas.

– Imagino que deve ter visto coisas muito ruins mesmo garoto. — Comentou solidária apenas o observando.

– Mataram August, o meu... pai. — Admitiu e notou as lágrimas encherem os olhos. — estupraram meu pai... Foi horrível.– O soluço foi alto. — Fizeram ele perder toda a...– Não conseguiu dizer nada, somente sentiu Emma acariciar sua cabeça.

– Eu sei. — A de olhos verdes sorriu para ele. — Dói. — Mas o sorriso era triste. — Não precisa me contar nada agora, me conte quando estiver doendo menos. — Sussurrou para ele, não sabia porque, nunca ninguém lhe fez sorrir franca, nem seus pais, nem seu avô, nem mesmo sua avó. Só a mãe do garoto. — Deixa eu dar uma dica garoto, garanto que essa posição é muito desconfortável.

Tirou sua mão da cabeça dele. Apoiou as mãos nos joelhos e se levantou da cadeira.

– Deita, e se cobre, menos dor na coluna depois.

Saiu do quarto rapidamente, levou a cadeira consigo deixando o rapaz deitado no quarto. Foi para a cozinha, ainda era madrugada, mas não podia dormir, ia ser uma longa noite. Ainda estava enfraquecida, por causa da ferida. Apelou para uma caneca de café. Abriu uma porta do buffet pegando o pacote de café em pó. Colocou um pouco de água em uma caneca para esquentar. Deixou o coador de papel e o suporte dele prontos sobre outra caneca e colocou duas colheres de pó de café nele. Encostou na mesa e ficou a pensar.

– Acho que já deu tempo.

Pegou um dispositivo de dentro da gaveta da cozinha, lembrava muito um celular, mas não era. Abriu a tampa dele e digitou no teclado algumas coisas, acessou o que queria. Apertou no "enter" e sua impressora no canto da sala fez uns barulhos incômodos, mas era o serviço dela. Sentiu algo gelado em sua nuca.

– Nem pense nisso.

– Eu não penso. — Emma sorriu sentindo o gelo em seu pescoço.

– Estamos quites Swan, salvei o garoto daqueles vagabundos miseráveis. — Repetiu em seu ouvido. — Isso nos iguala, agora é cada uma por si.

– Então eu estava certa. Estrelas ninja? — Ainda não havia virado para encarar a dona da voz. — Sério? Isso é tão cafona.

– Foi bem eficaz. Não somos amigas, mas... Um pássaro branco me disse que algo muito ruim vai acontecer dentro da organização. E em breve vamos saber quem é quem.

– Sabe que não há perigo dentro da org...

– As fichas são apagadas e blá blá blá... Baboseira, eles vão pegar todos ali dentro, há muitos corruptos, fica esperta Emma.

– Quem vai pegar quem? — Quando se virou não havia mais ninguém além dela. — Sério? Que antiquado, a janela? — Fechou sua janela.

Notas finais
Gostou? Deixe seu comentário! E aí, quem vocês acham que é a pessoa do fim do capítulo?