Grâce
1 Décernè
Notas iniciais
Estava a pensar em Jane e Maura, em todas as fics que li e me veio a cabeça escrever algo, então o fiz. Espero que gostem.
POV Maura
Não existe nada que se compare a maravilha de acordar e poder observar Jane dormindo. Ver seus cabelos revoltos espalhados por suas costas nuas, sua face plena, extremamente doce; como ela realmente é. E ter a consciência de que somente eu, tenho o privilégio de conhecer este lado dela juntamente com o de ter o seu corpo, sua alma inteiramente para mim; me faz pensar, sentir, que sou a pessoa mais sortuda do mundo.
Recordo-me muito bem de nossa primeira noite juntas. Ambas inseguras pela falta de experiência com a situação, porém submissas ao desejo que nos consumia.
Foi lindo. Foi terno. Foi mágico.
Acredito que foi um dos melhores momentos que já tive, por ter sido a primeira vez que me entreguei de corpo e alma a pessoa a quem amo.
Tudo em Jane me atrai: Seu olhar marcante, sua ironia, seu jeito protetor, sua pele levemente morena, suas cicatrizes, seus defeitos; tudo.
Estamos juntas-como casal- a alguns meses e não houve um dia que não valesse a pena, justo por estar ao lado dela. E a melhor parte disso, é que eu não precisei deixar de ser quem sou, fingir ser outro alguém para que ela me aceitasse, e me amasse.
Inúmeras vezes ela ousou dizer-me que me ama com toda a minha estranheza, com toda a minha falação; meu jeito esquisito de ser. O que é engraçado, pois nunca achei que um dia, alguém se habituaria a tudo que eu sou, e jamais imaginei que alguém me adoraria tanto por isso. Mas Jane me provou que eu estava equivocada, que eu sou a sua Maura por ser exatamente como sou, e depois de tantos obstáculos ao me relacionar com as pessoas por minha estranheza, saber disso é algo que me faz enxergar que eu, só precisava da pessoa certa, e esta, é Jane. Minha doce Jane.
Depois de nossa primeira vez, depois de toda entrega; todas as vezes que estivemos juntas, todas as vezes em que fizemos amor me fizeram estar ciente de que ultrapassar aquela linha de amizade-que somente nós, víamos como amizade-, foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado.
Quem nos conhece diria que perdemos muito tempo; mas eu afirmo que ganhamos. Porque a vida nesse meio tempo, fez-nos ver que nada estava dando certo porque estávamos tentando enxergar longe demais, quando o que precisávamos estava a nossa frente: Nós precisávamos uma da outra, não apenas como amigas, mas como parceiras de vida, como mulheres, como seres humanos que se amam de corpo e alma.
Nunca pedi muito a vida, mas sempre dei o meu melhor e a retribuição de todo o bem que tenho feito tem-me sido devolvida através das pessoas que me circundam. E não falo isso porque estou feliz, pois em todos os maus momentos eu pude contar com as pessoas que nunca me prometeram que ficariam, mas que ficaram -Os Rizzoli’s sabem bem como chegar e ficar na vida de alguém-.
O que mais eu poderia querer? Tenho tudo o que preciso, e farei o meu melhor para manter tudo isso estável durante o maior tempo que puder. Quero estar com minha Jane até o resto de minha vida, amando-a, aceitando-a, venerando-a, e tenho certeza que assim será, porque sei que ela sente o mesmo e tem me provado que me quer em sua vida até o seu último suspiro.
Tenho dado amor, e recebido amor e nenhum obstáculo que a vida nos apresente será maior que tudo o que somos; e nós somos Rizzoli e Isles, amor e luz, desejo e paixão, pureza e eletricidade. Somos dois seres que tem compreendido o real sentido da vida; do privilégio de caminhar e fluir na direção que o destino desenha nossa jornada.
Fale com o autor