Posso a ti,

Enganar,

Mentir e trair,

Aos outros,

Posso também.

O que não não posso?

Aliás,

Sou livre,

Possuo livre arbítrio,

Neste país,

Tão pobre e enclausurado,

Que fecha as suas portas,

Somente à mim.

O que não posso,

De fato,

É fugir do mundo.

Fugir do meu destino,

Fugir da minha vida,

Fugir das pessoas,

E, é claro;

Fugir de mim mesma.

Quanta desonra carrego,

Dentro do meu peito,

Quanto sofrimento carrego,

Acima de meus ombros,

Causa e lutas perdidas,

Sou uma alma perdida,

Vagando o mundo solitariamente.

Dentre milhões,

Sou apenas eu,

Gritando para algo,

Que não está ao meu alcance.

Estou gritando para o mundo mudar.

Estou gritando,

Porque estou tentando,

Eu mesma me modificar!...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.