Durante a noite Emma escuta alguns gemidos e resmungos, ela se levanta e vai ao encontro de Regina, que estava se virando de um lado para o outro, balbuciando algumas palavras, logo lágrimas começam a escorrer pela face da morena, o que faz a salvadora se desesperar. Ela se senta na cama e chama por Regina para que acorde.

– Regina acorde... Regina... — Sem sucesso ela segura nos ombros da outra a chacoalhando. — Vamos Regina, isso é só um sonho... — ainda sem sucesso. — Regina isso já está me assustando.

– NÃÃÃOO... — Regina desperta gritando, o que faz a loira se assustar e quase cair da cama. — Daniel... — Sussurra com lágrimas.

Emma vendo a situação em que Regina estava, não pensa em nada além de abraã-la, e é o que faz.

A abraça para que ela se sinta melhor, pra que saiba que pode contar com a loira para qualquer coisa. E era o que a ex-prefeita precisava, um ombro onde ela pudesse chorar e espantar seus medos.

No quarto escuro só ouvia-se um choro compulsivo, de um desespero profundo, então a porta se abre e um Henry assustado entra com cuidado, ele vê suas mães abraçadas e a morena chorando. Corre a seu encontro para abraça-la também, para que, junto de sua mão loira, possa conforta-la. Os três ficam assim até que o choro cesse e Regina se pronuncie.

– Eu assustei vocês? — Perguntou enxugando as lágrimas.

– Um pouquinho mãe. — Henry disse carinhoso, mas na verdade tinha se assustado pra valer.

– Um pouquinho? Que nada, eu quase caí da cama quando gritou. — Emma tentou fazer graça, e funcionou já que Regina sorriu.

– Desculpa por isso. — Disse a morena de cabeça baixa e com um sorriso fraco.

– tu bem Regina, mas agora nos conte o motivo de seu desespero e desse grito. — Disse a loira olhando para a Regina.

– não foi nada, está tudo bem... — Disse ainda de cabeça baixa.

– Como anda Regina, se você estava suando, se debatendo de um lado para outro e de repente acorda gritando desesperada?! — Fala erguendo o rosto da morena, que a olha nos olhos.

– Mão, eu sei que a senhora está querendo guardar isso só para você, mas pode confiar, nós só queremos ajudar. — Disse o garoto segurando a mão de Regina.

– Você não está mais sozinha Regina, estamos aqui. — Emma falou olhando diretamente nos olhos da morena.

– Foi só um sonho, mas já que querem saber, eu conto. — Ela respirou fundo e prosseguiu. — Eu vi ele voltando, eu estava em seus braços novamente, foi como se ele realmente estivesse aqui na minha frente, como se eu estivesse olhando em seus olhos... — Ela parou e uma lágrima escorreu.

– o Robin? — Perguntou Henry.

– Daniel... — Disse Emma pensativa lembrando-se do que Regina sussurrou depois do pesadelo. — foi com ele que sonhou, n]ao foi?

– Foi sim, como sabe? — Regina não entendeu como Emma poderia saber disso.

– Você sussurrou o nome dele. — Emma falou voltando a sua atenção para Regina.

– Seu primeiro amor, mãe? Aquele que me atacou? — Henry fez cara feia ao se lembrar da cena do ataque.

– Como assim te atacou? — Seu primeiro amor não morreu, Regina? A Cora não o matou? — Disparou as perguntas, não compreendendo sobre o que os dois falavam.

– Longa história Emma... — Falou voltando a tremer de frio. — Outra hora eu conto.

– Ok, mas eu vou querer todos os detalhes dessa história... Mas enfim, o que aconteceu nesse sonho para fazer com que você gritasse desesperada? — Emma usou um pouco de sarcasmo, e Regina notou.

– Eu não gritei desesperada... — Regina revirou os olhos.

– Ok mães, vocês poderiam se controlar só um pouco? Eu quero saber como foi esse sonho. — O garoto cortou o clima de desafio que se instalou entre as duas.

– Ok! — As duas falaram juntas e se olharam.

– Então continue mãe.

– Não me recordo todos os detalhes, apenas vi Daniel de volta, aqui em Sotorybrooke... — Ela respira fundo. — Então nos envolvemos novamente, nos abraçamos e nos beijamos, e do nada, ele some de minhas vistas, de meus braços... — Ela fecha os olhos. — Quando o vejo novamente, estava ferido no peito onde fica o coração, ou melhor, onde ficava o coração... — Ela respira e uma lágrima escorre por sua face.

– Regina, não precisa continuar... Se quiser parar, tudo bem pra nós. — Emma disse, notando a dor que Regina sentia.

– Tudo bem mãe... — Henry fala segurando forte a mão de Regina. Como ela não diz nada, Emma toma iniciativa.

– Garoto, acho melhor você voltar a dormir, eu cuido da sua mãe. — Henry apenas acena afirmativamente e sai.

– Obrigada Emma. — Se pronuncia Regina assim que o filho sai do quarto.

– Tudo bem, agora que tal me contar o resto do sonho?! — Emma sabia que Regina ia contar era alguma coisa que a morena não queria que Henry ouvisse.

– Você sabia que eu não queria contar na frente do Henry, não é mesmo?! — Perguntou com um sorrisinho discreto.

– Eu imaginei... — Emma sorriu. — Agora não enrola e me conta.

– Ok! Eu vi o Daniel sem coração... Mas desta vez, não foi minha mãe quem o arrancou, fui eu... Eu estava com o coração do meu primeiro grande amor nas mãos, Emma. — A morena já estava prestes a chorar.

– Regina foi só um sonho...

– Era a Evil Queen novamente Emma, eu era a vilã de novo... E se eu voltar a ser aquela mulher horrível? Uma mulher capaz de matar alguém que ama... — Regina continuou falando sem ouvir o que Emma falou. A morena estava em prantos.

– Você não é uma vilã Regina... — Emma a abraçou. — Você agora é uma heroína, uma pessoa boa, que faria qualquer coisa para proteger quem ama. Essa é você Regina, eu sei que você não fará mal a ninguém. — Elas já se olhavam nos olhos.

Regina sorriu e, por um impulso, abraçou Emma, uma braço apertado e necessário, que fez a loira se assustar com tal atitude mas que foi bem vinda. Um abraço demorado que fez com que a salvadora sorrisse e a morena derramasse algumas lágrimas, mas não de tristeza e sim de felicidade por ver que Emma não a via como um monstro, como muitos a viam.

– Obrigada Emma, muito obrigada mesmo. — disse Regina emocionada.

– Só falei a verdade Regina. — Emma sorriu, mas logo o sorriso some. — Você está quente Regina, muito quente, deve estar com febre. — A morena nada disse e quando Emma tentou se afastar do abraço, percebeu que Regina tinha desmaiado.

A loira a colocou deitada com cuidado na cama, a cobriu, foi ao banheiro e pegou uma toalha pequena, molhou água fria e depois, voltando ao quarto, depositou a toalha na testa da morena, tentando assim, diminuir a febre. Emma passou a noite toda assim, de olho em Regina, sem dormir nem mesmo um segundo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.