Grimbald, Lorena.
1 Nascimento
Notas iniciais
Mansão Grimbald, Alemanha, julho de 1990.
Era uma manhã fria de inverno na Alemanha, as crianças Grimbald estavam reunidas na sala de estar, aguardando a ligação que anunciaria o nascimento de mais uma Grimbald.
–Não sei para que toda essa ansiedade... É só mais um bebê. –Disse Joseph, que tinha 10 anos — Não vejo a hora de ir para Hogwarts!
–Não é só um bebê, é minha irmãzinha! –respondeu irritada a pequena Marcelle que no auge dos seus 7 anos vivia brigando com o irmão mais velho.
–Atende! Atende! –gritou a pequena Raiane de 2 anos quando o telefone da casa começou a tocar.
Maternidade, Hospital Central, Alemanha.
A mulher deitada na cama olhava com indiferença para o pequeno bebê nos braços do marido. Ela estava frustrada por não ter conseguido dar um filho homem ao esposo. Por outro lado, Sir José Grimbald não se importava muito com isso, já que considerava o pequeno Joseph como seu filho.
–Com licença, já avisamos aos seus filhos que a Lorena nasceu e está bem, eles perguntaram quando a senhora irá para casa. –disse uma enfermeira do hospital- Respondi que o médico assinará sua alta amanhã de manhã. Os senhores precisam de alguma coisa?
–Não, obrigada. –respondeu Marcela.
Jardim da Mansão Grimbald, Alemanha, 1992.
Raiane e Lorena estavam sentadas no lindo jardim da Mansão Grimbald brincando de boneca. Era uma linda tarde de sol e os pássaros cantavam alegremente, pois a primavera se aproximava.
–Não é justo, não é justo!-Marcelle chegou ao jardim emburrada.
–O que foi Celle? –perguntou a pequena Raiane.
–O Joseph foi para Hogwarts ano passado e a mamãe disse que eu não posso ir ainda, que sou muito nova. Não é justo!
A pequena Raiane não entendia muito bem então resolveu sorrir para a irmã e voltar a brincar com Lorena que não parecia ter percebido a chegada da mais velha.
— Lorena não, lama não pode colocar na boca. – Marcelle com 9 anos disse para a menor que tinha acabado de completar 2 anos. – Raí pega o paninho dela. – a menininha de 4 anos correu e entregou para a mais velha, que na mesma hora limpou, as mãos e boca da irmãzinha.
— Marcelle, Raiane, tragam Lorena para dentro, sua mãe já está chegando e não vai gostar nem um pouco de ver vocês sujas de lama. – a empregada, que era mais como uma governanta-babá as chamou dando-lhes banho e terminando bem na hora que a senhora Marcela chegou a casa depois de um dia de compras com as amigas.
— Mamãe! – a pequena Marcelle desceu as escadas correndo.
— Oi filha! Mamãe trouxe presentes. – a mulher disse sorrindo e beijou o topo da cabeça da filha e foi para o sofá. – Vá chamar suas irmãs, também trouxe algo pra elas. – Marcelle foi até o quartos das mais novas e as três desceram novamente.
— Olá mamãe. – Raiane disse abraçando a mãe, que não deu muita atenção e lhe disse um oi seco.
— Aqui, pra você! – disse entregando uma boneca para Raiane e uma coruja de pelúcia para Lorena. – E Celle! – entregou para Marcelle uma réplica do castelo de Hogwarts com todas as peças.
— Obrigada mamãe! É muito lindo. – a menina abraçou a mãe e foi brincar com as irmãs mais novas.
Estação de King ’s Cross, Londres, 1994.
Lá estava Joseph indo para seu quarto ano na escola de magia e bruxaria. Junto com ele estavam Sir José com a pequena Lorena com 4 anos de idade, senhora Marcela dando a mão para Raiane agora com seis anos e Marcelle com 11 indo pela primeira vez para a escola.
—Ah minha menininha já está indo para Hogwarts! – Marcela disse abraçando a filha. – Seja o orgulho da família. – logo todos se despediram e Marcelle e Joseph passaram pela parede chegando então à plataforma 9³/4.
— Nossa, que incrível. — a menina que andava de mãos dadas com o irmão disse maravilhada com o trem.
— Não é incrível? Espere só para ver lá dentro. – Joseph disse sorrindo para a mais nova, levando-a para dentro da locomotiva. – Você vai ficar no carro com os primeiranistas, eu vou para o carro da Sonserina.
— Ah Joseph eu queria ficar com você, não conheço ninguém, e se não gostarem de mim?
— Ei! – ele disse se abaixando. – Claro que vão gostar de você, primeiro porque você é linda, e segundo porque é uma Grimbald.
— Mais eu sou gorda. – a menina disse olhando para baixo.
— Claro que não é Marcelle, você ainda vai crescer só tem 11 anos, vai por mim, quando você tiver 15 vai ser a menina mais linda da escola. Agora vamos vou te levar no carro dos primeiristas. E lembre-se não...
— Não falar com Harry Potter, eu sei. – a menina respondeu e o irmão a levou até seu destino, chegando lá eles se despediram e Marcelle foi encontrar uma cabine vazia. – Com licença, posso me sentar aqui? – ela entrou em uma cabine onde um menino loiro estava sozinho, no início ele pensou em responder que não, mas depois olhando para o rosto delicado da menina a sua frente respondeu que sim. – Prazer meu nome é Marcelle Black Cunighun Grimbald.
— Prazer meu nome é Draco, Draco Lucius Malfoy. Seu primeiro ano?
— Sim, confesso que estou com medo. Você tem algum irmão estudando aqui? – Marcelle se sentou ao lado de Draco.
— Não, sou filho único. E você, tem?
— Sim, meu irmão Joseph está no quarto ano. Tenho mais duas irmãs, a Lorena de 4 e a Raiane de 6.
— Nossa que legal, eu sempre quis ter um...
— Sempre quis ter o que Draco? – uma menina morena entrou na cabine interrompendo a fala do loiro.
— Irmãos Pansy. Marcelle essa é Pansy Parkinson, Pansy essa é a Marcelle ela também é do primeiro ano. – Draco fez as apresentações.
— Oi, então você é de família sangue pura ou mestiça? Sua família é da onde?
— Sangue puro, minha família é de descendência alemã.
— Nossa que legal. Já sabe para qual casa quer ir?
— Meu pai falou que independentemente da casa que eu vá, disse para eu ir de coração, mais eu quero ir para Sonserina, e mamãe também quer que eu vá, ela disse que eu sou a favorita dela, mesmo isso não sendo muito legal. – E foi assim o trajeto todo, logo chegou Blásio Zabini outro amigo de Draco e os quarto foram conversando até o trem parar. – Para onde vamos agora? – mal terminou a pergunta e os jovens viram um meio gigante chamando todos os alunos do primeiro ano.
— Muito bem alunos do primeiro ano, vocês virão comigo, na entrada do castelo encontrarão a professora Minerva e ela os levará para a seleção de casas. Agora por favor, de 4 em 4 entrem nos barcos. – o gigante o qual o nome era Hagrid encaminhou os jovens até a entrada do castelo onde encontraram uma senhora com vestes de bruxa e um pergaminho na mão.
— Muito bem quando eu chamar seus nomes venham até aqui. – ela foi chamando nome por nome, passando por Harry Potter, Hermione Granger, Rony Weasley, Draco Malfoy, até que chegou a vez de Marcelle.
—Interessante... – o chapéu que já estava posicionado na cabeça da menina começou a falar. – Muito inteligente, seria uma ótima corvina, mas também é corajosa, será que ficaria melhor na Grifinória? – ele ia dizendo e deixando a menina cada vez mais ansiosa. – É muito ambiciosa... Vejo aqui que também não mediria esforços para chegar onde deseja. Já sei aonde vou te colocar, SONSERINA! – finalmente o chapéu gritou e a menina vibrou de alegria, correndo para ir falar com o irmão que sorria.
— Você viu Joseph, consegui entrar para Sonserina! – ela abraçou o irmão.
— Vi sim Celle, estou orgulhoso.
— Que fofa, é sua irmã Joe? – uma menina loira que aparentava ter a idade do irmão de Marcelle perguntou sorrindo.
— É sim, Celle essa aqui é a Joane, minha amiga.
— Prazer Joane, e tchau. Vou sentar com meus amigos Joseph. – deu um beijo no rosto do irmão e foi se sentar com Draco, Pansy e Blásio.
— Seu irmão é o Joseph Grimbald? Nossa porque eu não reparei logo no sobrenome. – Blásio questionou a amiga.
— E o quê que tem isso Blas?
— Ele é o melhor batedor que a Sonserina já teve em muitos anos.
— É eu sei, meu irmão é demais. – a menina brincou e logo após o pronunciamento do diretor, que também era seu padrinho, os jovens jantaram e foram encaminhados para a sala comunal, assim que chegou a seu quarto Marcelle foi dormir, pois estava muito cansada.
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