Grim Desire
6 Achados e Perdidos
10:37 — Sala de aula — Colégio Darmouth.
Victor levantou apressadamente e falou ao professor que estava passando e pediu para ir à enfermaria, assim que saiu, Verônica se xingou mentalmente por não ter impedido sua saída e a mensagem. Droga, droga, droga. Mil vezes droga.
10:40 — Corredor — Colégio Darmouth.
Victor correu pelo corredor até achar uma porta já conhecida pelo mesmo. Achados e Perdidos. Quantas vezes ele já não se escondeu lá dentro para matar aula, ou simplesmente para pegar alguma garota, antes de namorar Katarina, claro. Ele riu sozinho de suas lembranças.
– Katarina, você está aí dentro?
– Victor? Oh, Victor, me tira daqui – ela gritou batendo na porta. Victor girou a maçaneta, mas estava trancada por fora também.
– Não dá para abrir, está trancada por fora – Katarina se desesperou e Victor pensou em algum jeito de tirá-la de lá.
– Tive uma idéia, se afaste da porta – Kat se afastou e ele arrombou a porta. – Você está bem? – Ela o abraçou forte
– S-Sim – Kat estava chorando e Victor alisando suas costas e seu cabelo
– Ei, olha pra mim – ela o encarou, com os olhos ainda marejados — Se acalme, eu estou aqui, já passou – deu um beijo em sua testa
– Eu fiquei com tanto medo de ninguém me encontrar e eu acabar passando a noite aqui, sozinha. – O abraçou mais forte
– Mas eu já te achei, você não está mais presa.
– Obrigada, Vi, por tudo. Eu te amo – Katarina parou de chorar e o beijou calmamente, não deixando ele responder.
– Eu também te amo – falou entre o beijo, que logo se encerrou – Vem, vamos pra casa. – Victor entrelaçou sua mão com a dela
– Mas e a aula?
– Eu falei pro professor que estava passando mal. E você precisa descansar, ficou muito nervosa com essa situação. – Kat abriu um sorriso e lhe deu um selinho, ela adorava quando seu lado preocupado e fofo transparecia, ocultando seu lado possessivo, egoísta e explosivo. Os dois olharam para os lados, se certificando que não havia nenhum funcionário ou aluno por perto, correram pelo longo corredor e desceram as escadas, Katarina gargalhou, o que fez Victor sorrir involuntariamente. Eles passaram despercebidos e apressadamente pela secretaria e correram até o muro do colégio, que os daria a tão esperada liberdade.
– Tomara que não sintam nossa ausência
– Relaxa, baby. Qualquer coisa os meninos dão cobertura pra gente – Victor piscou para ela. – Agora sobe logo antes que nos achem aqui. – Kat assentiu e com ajuda de Victor, subiu o muro e pulou para fora da“prisão”. Ainda bem que eu não coloquei meu habitual salto. Pensou.
Victor escalou o muro sem muitas dificuldades e deu uma ultima olhada, para checar se ninguém estava observando-os, antes de também pular.
– Para onde vamos? – Perguntou Katarina
– Seus pais estão em casa?
– Hum... Acho que ainda não voltaram do trabalho
– Então vamos para lá — os dois sorriam e andaram calmamente até a casa de Kat, que não era muito longe do colégio. Ela pegou a chaves, abriu a porta e verificou se realmente não havia ninguém em casa. Realmente, a casa estava vazia. Os dois subiram até o quarto de Katarina e jogaram suas mochilas em um canto qualquer do cômodo e Victor deita em sua cama
– O que faremos agora?
– Acho que tenho uma idéia – ele sorri maliciosamente para ela e a puxa pelo pulso fazendo-a cair na cama, em cima dele, sorrindo. Os dois começam um beijo desesperado aproveitando o raro momento que eles tem sozinhos.
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