Grego
1 O caso
22:40, sexta-feira dia 14/07/2001 a policia de Wing City recebe uma ligação de um orelhão informando um assassinato na rua Baroni esquina com a Inácio Silva. Em poucos instantes três viaturas se deslocam até o local. Poucos minutos depois chega Ruther Fetter um detetive de 43 anos, pai de duas filhas July e Anna, cada uma com 12 e 10 anos respectivamente. Ruther é viúvo, sua mulher morreu no parto de Anna, ele tem cogitado abandonar a corporação policial para dedicar-se as filhas.
Chegando ao local do crime, ele vê o corpo, é uma moça, aparentemente 20 anos, morena de cabelos lisos e longos, e na garganta um longo corte.
- Passional? Pergunta Fetter.
- Ainda não sabemos, estamos encaminhando amostras de DNA para identificarmos. Responde um dos policiais.
- Logo agora que prometi para minhas filhas que íamos sair de férias. Resmunga Ruther.
- Lamento detetive.
O detetive fica rondando o cadáver e percebe um tipo de corte no braço direito, pouco abaixo do ombro, diz “11α”.
- Onze Alfa?
- E aí? Chega um policial cumprimentando Ruther Fetter.
- Larry... Olha isso, diz onze alfa.
- Algum código da bandidagem? Mensagem pra uma gangue rival?
- Não. Acho que não. Julgando pelo cadáver, a menina não parece ser do crime.
Os dois observam o corpo, Larry Allen é um Policial e amigo intimo de Ruther, enquanto analisam a cena do crime, Larry recebe uma ligação, é da central. Identificaram a vítima.
- E? Pergunta curioso o detetive.
- Ela é, ou era, Carla Igniovski, vinte e dois anos, sem namorado, nem sequer um casinho, cursava direito na universidade local, filha de um advogado reconhecido aqui, o Dr Marcolino Igniovski Filho. Diz Allen.
- Sei... Já ouvi falar da fera. Diz Ruther.
Enquanto Larry lê um relatório diz:
- Bem... Não temos nenhuma evidência, nenhuma pista, nenhuma impressão digital, e a menina não tinha muitos amigos.
- O corpo será encaminhado ao laboratório, para identificar se houve alguma agressão, pois não esta aparentando. Diz o detetive.
- Mande uma busca nos arredores, tente encontrar testemunhas, ou alguém suspeito. Ordena Larry para um policial.
- Eu vou pra casa, as meninas estão sozinhas há algum tempo. Qualquer coisa me ligue.
Dizendo isso, Fetter entra no seu carro e vai para sua residência. Em casa Ruther brinca com as filhas, janta, em seguida deita para dormir, ele fica alguns minutos acordado pensando no caso, tentando ver alguma brecha, e pouco depois pega no sono.
No outro dia, depois de deixar as meninas na escola, Ruther segue para a delegacia, enquanto esta parado no engarrafamento recebe uma ligação de Larry.
- Então... Identificaram que a arma usada, é de uma Faca de chef, foi usada para rasgar a garganta e para fazer a cicatriz do onze alfa.
- Certo Larry, obrigado. Ruther desliga o celular e começa a pensar. Em questões de segundos ele processa as informações: “Onze e alfa... Onze... Será alguma pista? Carla Igniovski. Carla Igniovski tem quatorze letras, não há ligação. Onze... Universitária, treze letras. Morena são seis. A vítima não possuí uma ligação aparente com o número onze. E alfa... Alfa é a primeira letra do alfabeto grego... Seria a primeira de onze? Isso pode significar um serial killer. Ou não. Alfa, talvez seja só pra despistar. Bem... Tenho que investigar melhor. E usou uma faca de chef... Sendo apenas um corte na garganta, sem lesões nos braços... Foi um ataque surpresa?!” Aos poucos o transito vai tomando ritmo, o dia corre, até que ao fim da tarde aproximadamente umas 18 horas, aparece um garoto de 17 anos, chamado Celso, que diz ter visto alguém suspeito nas proximidades da rua Baroni, era alguém de aproximadamente 1,80m 70kg, de calça jeans, uma botina preta, no rosto uma espécie de lenço, no maior estilo velho oeste, e um óculos escuro, o que é estranho levando em conta que era tarde da noite. Ruther pede para conversar a sós com Celso.
- Chegou a ver alguma faca Celso?
- Não senhor.
- Onde exatamente você viu ele? Pergunta o Fetter.
- Eu moro na parte de baixo da Baroni, tava voltando da aula quando ele passou do meu lado. Responde o garoto.
- Mas ele não te viu?
- Viu... Ele olhou no fundo do meu olho, ele veio correndo na minha direção, e quando passou do meu lado olhou bem pra mim.
“Estranho será que ele só mata mulheres? Mas mesmo assim deixar uma testemunha viva... Só se ele queria que a policia encontrasse o Celso... Ele está querendo se mostrar para nós. E isso será o motivo de seu declínio.”
Quando o Fetter agradece e está prestes a liberar o menino, Larry entra na sala apavorado
- RUTHER. Berra o policial. — Houve mais um assassinato, hoje, há duas quadras da rua Baroni, na rua Augusto Lukita.
- O que??? Se espanta o detetive.
- E o cadáver tinha uma marca. Diz Larry.
Ruther presta atenção, quando Larry continua:
- A marca foi feita por uma faca, no mesmo local, logo abaixo do ombro direito.
- Eu sabia, é como uma marca registrada. Diz Fetter.
- É, porém nessa havia a marca 10α.
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