Greggory Field: Desvendando O Passado
18 Capítulo 18 - A chegada de um primo
Notas iniciais
Esse novo personagem promete >:)
A última semana fora um borrão. Passou tão rápido, que Greg mal se lembrava de algo. Apenas lembrou-se de que seu amigo, Dylan, estava na enfermaria, e que o visitou regularmente. Quanto a Mary? Ela ficou na A.A.H por uns tempos, amarrada a uma cama de ferro, pois de vez em quando ela tinha umas recaídas e surtos.
- E então, Enfermeira Nice, quando Dylan receberá alta? – perguntou Sabrina, fazendo com que houvesse a sombra de um sorriso no rosto pálido dele.
- Bem, ele já está comendo melhor, mas ainda está fraco... Se ele sair por estes dias, terei de deixá-lo sem treinar, pois seria muito esforço. – respondeu a enfermeira. – mas, pensando bem, terei de liberá-lo, ele vai passar o final de semana em sua casa, afinal. – ela concluiu.
Greggory chamou a Sra. Rupkins mais para perto e sussurrou em seu ouvido:
- E a Mary?
- Ainda está amarrada. Aquela garota é louca. – disse Nice. – Entretanto, de qualquer jeito, ela é uma Heroína, afinal. A A.A.H cometeu um erro ignorando-a no inicio do ano. Isto é impossível. Ou os poderes dela chegaram esse mês ou...
- Não, ela tem dezesseis anos. – corrigiu Greg. – não é possível que... Ou é?
- Existem casos extremos, assim como o de Kevin, querido. – a enfermeira sussurrou de volta.
Greggory assentiu, e depois voltou sua atenção para Dylan, e aproveitou a ocasião e perguntou se eles gostariam de acompanhá-lo para pegar Thomas na rodoviária.
- Quem é Thomas? – perguntou Dylan.
- Meu primo. Achava que tinha só eu e minhas irmãs vivas, na nossa família, mas...
- Ué, e como isso é possível? – perguntou Sabrina. Quando estava prestes a responder, o Sr. Payne entrou na sala.
- Vão, vocês tem de treinar, Dylan, você pode ficar aqui, mas, seus amigos, ah, eles não tem desculpa, hein? E como está este braço? – ele perguntou, estudando o garoto.
- Está melhor... – Dylan respondeu.
- Vou lhe contar uma história, que, com certeza vai fazer você se sentir melhor. Um dia, eu... – ele começou, mas olhou ao redor, e percebeu que Greg e Sabrina ainda estavam plantados lá. — O que ainda estão fazendo aqui? VÃO! – ele gritou. Sabrina olhou para Greggory e assentiu, como a resposta da pergunta que Greg tinha feito. Antes de eles saírem, Dylan fez o mesmo.
O resto dos dias fora praticamente treinamento intensivo, estudar, comer e dormir.
***
Sexta-feira chegou tão depressa, que Greggory mal teve tempo de pensar. Quando se deu conta, Dylan já tinha recebido alta, a maluca estava quase suspensa de suas medicações, e ele, Dylan, e Sabrina estavam indo buscar Thomas na rodoviária. Quando passaram pela Sra. Evans, ela enrolava uma conversa na outra.
- Então, queridos. Como andam os dias de treinamento?
- Estamos indo bem. – Greg respondeu, impaciente. — Temos que ir a um lugar...
- Ah, mas já? Aonde vão? – ela perguntou, com um olhar vidrado, lunático.
- Buscar o primo de Greggory na rodoviária... – respondeu Dylan.
- Fiquem aqui comigo, vocês dois, por favor, estou tão sozinha... Ninguém mais vem falar comigo... Só vocês. – ela disse, fazendo uma carinha triste. Eles tiveram pena dela, mas realmente não dava. Eles tinham prometido a Greg.
- Ai, se vocês quiserem ficar com ela, eu vou entender... — começou.
- Não, não, sem querer ofender – disse Sabrina-, Sra. Evans, temos de ir... Nós tínhamos dito que íamos... – Dylan assentiu.
- Tudo bem, crianças. Vão. Não sei o que tem acontecido comigo, ultimamente. – ela disse, ainda cabisbaixa. – estou virando um repelente de pessoas ambulante.
Eles se despediram e, se sentindo culpados, se foram. Uma longa caminhada pela rua deserta e úmida, a Sexta-Feira à noite, em Niceville.
- Que é que deu nela? – Dylan foi quem quebrou o silêncio, não absoluto, mas apenas com a exceção do vento forte e gélido, que cortava seus rostos nus.
- Não sei. – respondeu Greggory – Desde que ela reapareceu, Sra. Evans anda meio estranha, não acham?
Todos concordaram, em silencio.
- Apesar de ter todas as condições para largar essa cidadezinha, queria que a A.A.H não fechasse. – disse Sabrina, mudando rapidamente de assunto. – Odeio mudanças. Acho tão ruim...
- Mas depende... Se a mudança for para melhor... – falou Dylan.
Depois de andar, finalmente chegaram num ponto iluminado, que reconheceram ser a rodoviária. Um ônibus estava chegando naquele exato momento.
- Será que ele está nesse ai? – perguntou Greg, ansioso.
- Sei lá. – respondeu Sabrina, com descaso.
- SUPRESA! – disse uma voz masculina atrás deles, fazendo os três pularem de susto.
- Thomas? – perguntou Greggory, descrente. Ele era alto, tinha o cabelo loiro bem escuro e os olhos, eram quase tão negros quanto os de Greg. Ele era bem parecido com Greggory, tirando o fato de que era loiro.
- Eu mesmo, priminho! – disse Thomas, abraçando Greg abruptamente. Sabrina e Dylan riram. – e quem são esses? – perguntou, quando finalmente soltou-o.
- Ah, Thomas, esses são...
- Me chame de Thomy, por favor. – Thomas disse.
- Certo... Então... É... Thomy, esses são Dylan e Sabrina, meus amigos.
- Prazer... – cumprimentou-os. – Eu achei que Greggory viria sozinho... – ele disse, fazendo uma pausa dramática. – Mas quanto mais pessoas melhor, não é? – concertou-se, abrindo um sorriso cativante.
- Trouxe só uma mala? – perguntou Greg a Thomas.
- É, eu não tenho muito... Perdi a maioria das coisas na viagem com Magda... – e Thomy ficou serio. Seu sorriso sumiu, e seu rosto ficou com uma sombra.
- Então, vamos? – disse Sabrina, quebrando o silencio que prevaleceu depois.
Eles caminharam, desta vez, não para a A.A.H, mas para a casa de Greggory, onde Thomas iria ficar hospedado. Quando estavam mais ou menos no caminho, Thomas resolveu falar.Uma tossida antecedeu a sua fala, mas quem tossiu não estava com eles, havia sido outro alguém. Ele resolveu ignorar.
- E ai, gostando da nova cidade? – perguntou a Greg.
- Sim, estou gostando. Nunca fiz amigos lá em Wimberley... – ele disse e quando olhou para Dylan e Sabrina, escancarou um belo sorriso.
- Wimberley... Cidade estranha, não acha? Sempre considerei um lugar tão calmo... Quem iria imaginar que ia ser lugar de assassinato... E ainda por cima de um CASAL? – perguntou Thomy.
Foi ai que Greggory se deu conta de que ele estava falando de seus pais. Dylan e Sabrina engoliram em seco. Eles nunca falavam sobre os pais de Greg, pois era um assunto muito doloroso para ele, e respeitavam isso.
- Cidade estranha? Duvido que seja mais estranha do que essa. – disse Dylan. Sabrina deu um chute bem forte, mas discreto em sua canela, fazendo Dylan urrar. – Q-quer dizer... Que tipo de cidade tem apenas uma delegacia... E, e... E um corpo de Bombeiros... Isto é realmente estranho... – concertou-se, inutilmente.
A tosse se repetiu.
- Fala sério, quem está tossindo? – perguntou Sabrina, alto. Então, começou-se a ouvir um barulho de passos.
Eles dobraram a esquina. Os passos estavam seguindo-os.
- Acho que tem alguém atrás de nós. – sussurrou Sabrina, a Dylan e a Greggory. Eles três estavam na frente, quando ouviram um urro. Thomas estava no chão, gritando de dor.
Notas finais
O próximo capitulo será: Capitulo 19 - Em busca de Assistência
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