Greggory Field: Desvendando O Passado

5 Capítulo 5 - Clube de Teatro


Notas iniciais
Meus Deuses, miiiiiil Desculpas pela demora, mas é que eu ando estudando demaaaaais da conta, e eu estou com tanta preguiça de escrever :c Eu gosto sempre de ter um capitulo adiantado tipo: Eu posto o 5, ai eu quero ter o 6 pronto, sacou? (ainda não to com o 6 totalmente desenvolvido) Enfim.. Espero que gostem (:
TE VEJO LÁ EM BAIXO =D

Greg acordou com uma baita dor na região acima do abdome, porém, sua garganta parecia ter melhorado – É, parece que o remédio tinha realmente feito efeito-. A irmã não viera acordar o garoto.


Ele se levantara devido a dor latejante. Andou de um lado para o outro do quarto, fazendo o assoalho ranger, sem saber o que fazer.


Ele começou a lembrar-se dos detalhes de ontem, alguns que nem havia percebido: Ao invés de Sabrina voltar para casa depois da enfermaria, ela tornou a entrar no colégio. Provavelmente para despedir-se de sua turma de teatro, ou para pegar sua mochila, talvez... Ou apenas, para não ter mais de aguentar Greggory, depois de passar tanto tempo com ele, e, além disso, ela tinha perdido o teatro de ontem, só pra levá-lo na enfermaria. Se Sabrina ficasse com raiva dele, ele entenderia, porque, ela tinha toda a razão.


Depois de algum tempo, o garoto ouviu passos, e tornou a deitar e se cobrir. A irmã não tardou a começar a berrar e sacudir o irmão, sem piedade.


- Ok, já levantei! – bradou Greg, fazendo cara de sono, apesar de já ter descansado e repousado. Era muito bom poder dormir novamente depois de dias sem fechar os olhos. Ele se sentia muito melhor do que ontem, que parecia que um caminhão havia passado por cima dele (e de fato havia, só que esse caminhão tinha nome).


Greggory foi para a sala, pegou uma torrada (desta vez com suco) e ligou a TV.


“E o Homem do Fogo, como as pessoas estão o chamando, está incendiando casas em toda a cidade de Niceville, e seu mais recente ataque foi à casa da família Evans...”


- Eles moram na rua vizinha! – exclamou Tiffany, comendo seu cereal com leite.


- Vamos Greguinho... Está na hora de nós irm... MEU SANTO DEUS? QUE É ISSO ROXO NA SUA GARGANTA? – berrou Kimberly, não só dando um susto em Tiffany mas como em Greg também.


O garoto ignorou. Apenas, continuou inexpressivo e tornou a redirigir sua atenção para a TV:


“Testemunhas afirmam não ter visto ninguém adentrar a casa, mas os bombeiros já constataram: Todos os incêndios que estão ocorrendo nessa pequena cidade da Flórida, são causados propositalmente por alguma pessoa. Seja lá quem for, toma todo o cuidado para não deixar provas... A policia ainda investiga os misteriosos casos...”


- Eu te fiz uma pergunta, Greggory Field! – esganiçava-se sua irmã, insistindo em saber a causa da garganta roxa de Greg.


- Caí... Da cadeira... Na sala de aula... – falou Greggory, mentindo descaradamente, e, infelizmente suas irmãs sacaram o tom de falsidade em sua voz.


- Que isso, hein Gregguga! Usando seus poderes Greggorianos para atrair a mulherada! – falou Tiffany, rindo e corando ligeiramente.


- Do que é que...?


- Ah, Gregguinho, você sabe muito bem do que estamos falando... Uma “amiguinha” te deu um chupão! – caçoou Kimberly.


Greg não podia acreditar no que ouvira. Chupão? Era a coisa mais tola que já tinha ouvido na vida (perdendo apenas para dia que Kimberly fora para uma fazenda e perguntou: Por onde sai o leite? Greggory morreu de rir. A irmã se vingou depois, dando vários tapas nele, mas valeu a pena).


- Já expliquei, e se não quiserem acreditar em mim o problema não é meu. – retrucou Greg. – pensem o que quiser.


- Só por causa dessa sua resposta mal-criada, você está sem jantar. – falou Kimberly, enquanto ela e o irmão saiam de casa.


Eles entraram no carro, e ficaram sem se falar, ao longo do percurso. Não demorou mais de dez minutos até chegar à Rua do Colégio, mas, a pé, demoraria mais de meia hora.


- Tchau, pirralho. – disse a irmã, enquanto ajeitava o retrovisor, irritada.


Greggory saiu do carro e não respondeu. Apenas se virou e adentrou na escola. Ele viu Sabrina ajeitando a mochila e ia falar com ela, porém, eles não tardaram a entrar na sala.


A aula fora muito chata. Greg chegou a pensar, por uns instantes, em matar aula. Mas já tinha passado grande parte do tempo, então, não seria necessário.


- Ok turma, liberados. – falou o professor de Química.


- Mas ainda nos restam uma hora... – falou um menino com um cabelo entupido de gel. Chegava a dar para ver seu próprio reflexo nos cabelos negros dele.


- EU SEI! O diretor pediu para liberar vocês mais cedo.


Logo os celulares dos alunos entraram em ação. Suas irmãs nem SONHAVAM em comprar um celular para Greggory. Sabrina não pensou duas vezes e saiu ligeira da sala. Greg seguiu-a.


- Hey, aonde você vai?


- Não é da sua conta. – respondeu a garota, arrogante.


- Tudo bem... Vá e me deixe aqui, apodrecendo... – disse Greggory, fazendo cena.


- Ah, deixa de ser melodramático... – ela pensou por alguns segundos e respondeu — Está bem. Eu vou para o Teatro. De repente não foi só a nossa turma que foi liberada mais cedo... Talvez já tenha pessoas lá... Quer vir comigo?


- Claro... Não penso em nada melhor pra fazer. – respondeu Greg, dando os ombros.


Durante o percurso, o interminável silêncio enchia os ouvidos de ambos. Depois finalmente dobraram a porta a direita da quadra, e entraram em um lugar muito escuro e úmido, com cheiro de suor e fumaça de baunilha.


- Hm... Sra. Evans? – chamou Sabrina, coçando o queixo e sinalizando Greggory com a cabeça.


- Ahh, sim! Digo... Hm... O que vocês fazem aqui? E quem é esse? – falou a moça que parecia ser a professora. Greg a reconhecia. Ela o auxiliou na caçamba, no dia anterior.


- Fomos... Liberados mais cedo. E eu não tinha nada para fazer, e resolvi vir. Prazer, eu sou... O menino da caçamba... Lembra? Meu nome é Greggory Field. – apresentou-se.


- Ah, agora eu me lembrei! Bem, é ótimo ver que você já está melhor. Prazer eu sou a Sra. Evans, professora de Teatro. Será muito bom ter você aqui conosco hoje, Greg! Posso te chamar assim, não é?


- Pode. – confirmou Greggory, sorrindo.


- Certo... Porque a senhora disse “conosco”? Tem mais gente aqui? – perguntou Sabrina, surpresa.


- Sim. Todas as turmas foram liberadas mais cedo hoje, por ordens do diretor e... – ia dizendo a Sra. Evans, quando seu telefone tocou. – Ah, desculpe... É uma mensagem do meu sobrinho... Ele está lá em casa com os bombeiros...


Daí que Greg se lembrou: “Família Evans”... Ele ouvira no noticiário que a casa deles tinha pegado fogo.


- Desculpe a indelicadeza, mas foi sua casa que...?


- Foi sim, querido, anunciou no jornal matinal de hoje... Bom, acho que você viu... Eu só queria saber quem é esse “Homem do Fogo”. Ele vem infernizando a cidade há algumas semanas. O engraçado é que é só essa aqui. Se a pessoa quisesse realmente aparecer, botaria fogo em cidades maiores, para aparecer em noticiários melhores, e mais famosos, certo?


- Vai ver ele quer algo nessa cidade... – sugeriu Sabrina, que se encontrava no palco, arrumando alguns objetos que iam estar em cena. Entre eles tinha uma espada, um vestido, uma maçã, dois pequenos frasquinhos e uma cabeça de uma caveira (notavelmente de plástico, pelo excessivo brilho). A professora não respondeu. Apenas reuniu os alunos, e anunciou:


- Turma, vamos representar Shakespeare. A peça Romeu e Julieta, para ser mais precisa. Quem gostaria de ser a Julieta? – perguntou a Sra. Evans, olhando atentamente, procurando voluntárias. — Que tal você, Sabrina? – perguntou a professora, sendo que a garota nem tinha se oferecido. Greggory nunca tinha visto ninguém corar tanto na vida. Ela parecia não gostar de ser a escolhida, porém, nada disse.


- E meu pequeno Romeuzinho? Hmmmm... Greg, você se importaria?


- Mas é que... Sra. Evans, eu não sei atuar...


- Certo. Tem razão... Poderia ser você, Jeremy? – falou a professora, esperançosa.


O garoto assentiu nervosamente a cabeça, e dirigiu-se para o palco, bem ao lado de Sabrina.


Depois de algum tempo, Greggory percebeu que a peça era muda. Eles atuavam apenas por gestos. Apesar de não haver fala alguma, Greg percebeu que Sabrina atuava espantosamente bem. Ela até chorou em silencio.


Em seguida, o garoto que fora o Romeu, já mudando de peça (apesar de Greggory não ter cultura nenhuma no tópico teatro, percebera que era Hamlet), sibilou “Ser ou não ser, eis a questão.” E apenas por essa frase, provocou aplausos barulhentos e exagerados da turma. Greg poderia facilmente ter feito isso, e ser o responsável pelos aplausos... Se ele soubesse que era tão fácil assim...


Agora tudo havia mudado completamente. A atriz principal era uma garota loira de olhos castanho-escuros, e expressão indecifrável, mas com uma atuação e memória para decorar textos, realmente impecável. Agora representavam “A branca de Neve”(não mais em silencio). A bruxa má era uma garota com cabelos crespos. Falava muito baixo, e mal dava para ouvir sua voz.


Depois de algumas horas, e mais algumas peças famosas, o Teatro acabara. A Sra. Evans perguntou se Greggory gostaria de continuar no teatro, e Greg tímido e sem reação, acabou aceitando a proposta. A professora comemorara com uma dança doida, e Greggory não teve como se segurar: Acabou rindo.


Finalmente Greg fora pra casa, e percebeu de novo que Sabrina tinha ficado. De repente ela ia ajudar a Sra. Evans a desmontar o cenário...


Durante o percurso até a sua casa, ele ficou pensando na briga, no teatro, e no misterioso motivo de Sabrina ficar no colégio até tarde.


Contudo, quando Greggory chegou ao seu destino, logo percebeu que as coisas não estavam normais: Havia algo de estranho.

Notas finais
O nome do Próximo capitulo será... Capítulo 6 - Uma Hospedagem Grátis
Espero que gostem. Te vejo na pagina de Reviews, e espero você no próximo capitulo! Beijos =D