Greggory Field: Desvendando O Passado

10 Capítulo 10 - Um novo membro


Notas iniciais
Oi gente! Mil perdoes pela demora, tive prova de matemática essa semana e foi uma loucura. Ainda não cheguei a terminar o 11, mas está bem legal! Ah, tenho uma novidade: Eu pedi para um blog "divulgar" a minha fanfic e pra avaliar também, e parece que gostaram! (confira aqui: http://katfanfics.blogspot.com.br/2012/05/greggory-field-desvendando-o-passado.html) Mas enfim, prometo não demorar mais tanto assim, e no máximo duas semanas fazendo vocês esperarem. Sei que minha Fic não é tão boa pra ficar 1 mes sem postar, porque se não, vocês me abandonam :c
P.S.: Espero que ainda estejam ai, acompanhando a fic *O*

O garoto acordou extasiado na enfermaria. Olhou para a mesa ao seu lado e localizou o café da manha, em uma bandeja. Tinha torradas, geleia, um suco de laranja e um vasinho, com uma flor. Greggory nunca, em toda sua vida tomou um café tão reforçado quanto esse.


- Hm... Estou vendo que o Sr. Field já acordou, não é? – falou a enfermeira, surgindo do nada.


Greg hesitou antes de atacar o café, afinal, aquilo poderia não ser para ele. Então, apenas assentiu com a cabeça, e permaneceu encarando a bandeja.


- Está com fome? Pode comer, fique a vontade, isto é para o senhor mesmo. – falou a enfermeira, dando um sorriso caloroso. – E ai, animado para o seu primeiro dia?


- Munto. – falou Greggory, com a boca cheia de torrada. – Ah, desculpe. Muito. – falou o garoto, abrindo um belo sorriso.


- Ah, mas que coisa boa! E como se sente?


- Melhor que ontem... – falou o garoto, dando um gole em seu suco. – Mas a senhora não desconfia de nada mesmo?


- Ora, querido, mesmo que eu desconfie, eu posso estar errada. E se eu for dar um laudo errado, com medicações erradas, é melhor nem dar, afinal, pode acabar piorando tudo, não é? – falou a enfermeira, rindo. – Acho que você nem ao mesmo sabe meu nome... Permita que eu me apresente. Chamo-me Nice Rupkins, mas aqui me chamam de Sra. Rupkins, ou enfermeira Nice.


- Eum men damo Gengondi Vilde. – apresentou-se Greg, que agora tinha a boca cheia de pão com geleia. Depois, lembrou-se que a enfermeira Nice já sabia seu nome, afinal, chamava-o de “Sr. Field”.


Ela soltou uma risada simpática e disse:


- Assim que acabar de comer, já pode ir para a sua sala de aula, querido! – falou entusiasmada. – Você se recuperou mais rápido do que eu pensei, achei que você ia ter de ficar mais tempo aqui... Você só ficou aqui por um dia e meio!


- Que dia é hoje? – perguntou Greggory, confuso.


- Hoje é Quinta.


Ah, mas que sorte. Greg teria que observar os Heróis por dois dias – contando hoje – e ia para casa no sábado. Ia passar todo o final de semana ansiando pela segunda-feira. O garoto terminou rapidamente o café e foi para seu dormitório, tomar banho e se arrumar para a escola. Ele havia perdido o primeiro e o segundo tempo.


Depois de se arrumar e organizar o material, ele partiu em direção ao outro prédio da escola, onde ficava sua classe.


- Hey, me espera! – gritou Sabrina, ao longe. A garota usava um suéter verde e tinha os cabelos presos, num rabo de cavalo mal feito, que segurava os longos e desgrenhados fios negros. Usava uma calça jeans meio amarrotada e uma rasteira verde.


- O QUE HOUVE COM VOCÊ? – perguntou Greggory, arregalando os olhos para Sabrina. Ela estava bem mais desleixada que o normal.


- Ah, eu dormi muito mal essa noite. Me senti culpada, sabe. Será que você desmaiou – quando a garota disse essa palavra, fez Greg se sentir uma garotinha, que apagou apenas por ter olhado para o seu ídolo. – por minha culpa? Digo, será que o copo que eu conjurei bateu em você, ou na sua cabeça e você simplesmente... Caiu?


- Acho que não. Perguntei a enfermeira Nice... Ela tem suas conclusões, mas achou melhor não falar porque ela disse que se me medicar de forma errada, será pior, então, é melhor ver quais são os meus poderes. – explicou Greggory, no momento que adentravam na sala de aula.


Sabrina, que sempre sentara distante de Greg, porém, desta vez, sentou perto do garoto. Ele não queria que ela tivesse pena, mas apenas, que o compreendesse.


- Pois bem, turma. Peguem seus livros e abram na pagina 35. Hoje vamos falar sobre as células das plantas... – iniciou a Professora Anne, mas fora interrompida por fortes batidas na porta.


- Eu posso entrar? – perguntou um menino alto e rústico, como se fosse um homem das cavernas, em uma espécie de rosnado.


- Presumo que sim, Sr. Kircky. Sente-se ali, atrás do Sr. Parker, por favor.


Quando o garoto passou pelo arco da porta, Greggory reconheceu: Era Kevin. Ia se sentar lá atrás. Enquanto passava pela fileira de Greg, Kevin encarou-o, e imitou o choro de um bebe, causando fortes gargalhadas de toda a turma, enquanto cumprimentava os amigos com apertos de mão, socos e tapas.


- Poderiam me falar qual é a graça? Gostaria de rir um pouco, também. – contrapôs-se a professora, apoiando um braço na mesa.


- A graça? A graça é o cara-de-iguana, professora. Tem o físico de uma donzelinha. – falou um menino, do “bando” de Kevin, rindo alto.


- Tenha mais respeito com o Sr. Field, David. Está com menos cinco pontos em sua média. – anunciou a Srta. Tilford, dissolvendo o sorriso de David. – Pois bem, mais algum engraçadinho? Não? Ótimo. Então, prossigamos com a aula. A célula é composta por núcleo, membrana plasmática...


E durante a aula não houve mais interrupções. De vez em quando o olhar de Greg encontrava o intimidador de Kevin, que, rapidamente, fazia uma cara carrancuda, e involuntariamente, fazia Greggory desviar o olhar.


Depois da interminável e entediante aula, sobre estruturas celulares, o sinal tocou. Greg saiu da sala indiscretamente apressado, já muito ansioso para ver os Heróis treinarem.


- Não sei para que toda essa pressa... São apenas humanos fazendo atividades físicas! – insistia Sabrina, pela vigésima vez. Será que ela não entendia que isso era um mundo novo para Greggory? Será que ela tinha sempre que ser uma estraga prazeres?


Finalmente eles chegaram ao local onde eram as aulas de Teatro. Sabrina tinha ficado para trás. Greg olhou, procurando atentamente a Sra. Evans, mas nada avistou. Até, que uma mão gélida repousou em seu ombro, dando um susto no menino, que instintivamente girou seu corpo para ver de quem a mão pertencia: Era da Sra. Evans.


- Oh, querido, que bom te ver! – cumprimentou a Professora.


O coração de Greggory ainda batia acelerado, mas ele não tardou a cumprimentá-la de volta.


- E como vão as coisas na A.A.H, tudo bem? – perguntou a Sra. Evans, curiosa. Havia algo diferente nela. Seu olhar, talvez. Estava meio... Vacilante. Apesar do fato de ela estar bem ali, falando com o garoto, parecia que sua mente vagava a vários quilômetros de distância.


- Ah, em geral sim. Hoje é meu primeiro dia de observação... Mas ontem, o dia não foi tão bom...


- Porque, querido?


- Porque eu desmaiei. Ninguém sabe o porquê, foi do nada. Eu estou me sentindo um fraco, impotente, sabe... – confessou o garoto, fitando o chão.


- Ora, Greg, todo o Herói tem um ponto fraco... Geralmente é o oposto do poder...


- Como assim? – perguntou Greggory, confuso.


- Por exemplo: Uma pessoa que tem o poder da água, qual seria seu ponto fraco? Vou fazer outra pergunta: Qual o oposto de água?


- Fogo. – respondeu o garoto.


- Então fogo seria o ponto fraco dessa pessoa. Na A.A.H, dá para aprender como não ficar tão vulnerável ao seu ponto fraco, mas não dá para evitar completamente. Geralmente, em uma família, o PTF é o mesmo. – explicou a Sra. Evans. – Certo, agora mudando totalmente de assunto, e o incêndio na sua casa, suas irmãs vão depor?


- Sim, elas vão depor esse final de semana. Nós descobrimos algo que foi queimado de propósito, com todas as intenções possíveis: Uma foto dos meus pais, que eu nem sabia que existia. Kimberly e Tiffany guardavam-na no próprio quarto, que os bombeiros acreditam que foi o local onde o incêndio começou. – falou Greg.


- Puxa! Intrigante, não? Greggory, querido, não quero te prender mais. Vá observar os Heróis, eles te esperam. Ah, já ia me esquecendo. E Sabrina, como está? – perguntou a Sra. Evans, sonhadora.


- Lá vem ela. – disse Greg, apontando para a porta.


Quando a garota chegou, Greggory saiu em direção a A.A.H, acenando teatralmente para duas.


O garoto adentrou na Associação, e partiu direto em direção ao seu dormitório, até que percebeu que tinha duas camas no dormitório. Ambas surgiam da parede, feito finas gavetas com colchões brancos e macios dentro. Greg nunca tinha visto a de cima armada – na verdade, ele nem sabia que havia uma cama superior -. Parece que Greggory ia ter um companheiro de quarto. Todavia, não tinha tempo para pensar nisso, afinal, a cada minuto que se passava, o garoto perdia o precioso tempo que podia estar observando os Heróis.


No exato momento que estava saindo, o diretor Burguins entrou no dormitório de Greg e disse:


- Está pronto, meu jovem?


- Sim, sim, eu estava saindo agora e...


- Claro... Oh, creio que já percebeu que tem mais uma cama armada, não é?


- Foi exatamente a primeira coisa que me dei conta quando entrei aqui...


- Você terá um companheiro de quarto, Roger se esqueceu de lhe avisar. – explicou Sr. Burguins. – Pois bem, vá andando, vá observar os Heróis, não quero te atrasar mais. Terceiro corredor, esquerda, direita. Haverá uma grande “arena”. Bem, você saberá quando achar.


E o garoto partiu, aliviado, em direção ao corredor iluminado, repassando as coordenadas do diretor. Mal podia esperar. Depois de passar pelo terceiro corredor, dobrou a esquerda, e havia uma série de portas. Não demorou a achar uma curva para a direita.


Em seguida, chegou a uma sala muito mais clara do que todos os corredores, e viu pessoas, com uniformes pretos, que pareciam que eram constituídos de borracha, ou algum outro material bem flexível. Havia aljavas e arcos de um lado, facas, adagas e espadas enquanto do outro – o que parecia mais bárbaro de ambos -, martelos grandes e robustos, uma catapulta gigante, vários tipos de rocha, um “rio de lava”, uma parede de escalada, cordas, tirolesa (acima do rio), dispositivos de metal altamente cortantes, enormes bolas de metal repletas de espinho e havia algumas replicas menores também.


Praticamente todos os materiais estavam em uso, pelos mais diversos heróis: Magrinhos e altos, com poderes extraordinários e curiosos, até os mais fortes e brutais, com a super força, que apelavam mais pelo treinamento braçal.


Depois de umas duas ou três horas, Greggory ainda não tinha se cansado de vê-los fazendo manobras e demonstrando suas “anormalidades”. Eles agiam normalmente, apesar de alguns poucos quererem se exibir, mas no fim, sempre acabavam se machucando.


O garoto sempre se sentira rejeitado, diferente da sociedade, e agora sabia o motivo. Porque ele era Especial.


Algum tempo depois, seus pensamentos foram interrompidos pelo Sr. Payne e pelo Sr. Burguins, alegando que tinham uma importante noticia para dar para todos:


- Silencio Heróis, silencio. – pedia o diretor da escola, e no mesmo momento, todos se calaram. –Temos um novo membro na Associação conosco hoje.


E Greg viu a silhueta de um garoto ao lado do Sr. Burguins, medindo quase seu tamanho. O garoto era forte, e mais parecia um Neandertal do que uma pessoa civilizada. Ah, não. Não poderia ser. A A.A.H era o único lugar que Greggory ficava livre do...


- Kevin Kircky! – anunciou Sr. Payne, empolgado, sinalizando Kevin com a mão. – Ele possui poderes muito evoluídos, apesar de serem um pouco tardios. Nosso amigo tem 16 anos. Vamos todos ser educados com o Sr. Kircky.


No momento que o diretor da A.A.H se calou, começou um murmúrio de todos, entretanto, Greg fez diferente: Procurou, frenético, o olhar de Sabrina, que estava tão surpresa quanto ele. Quando Greggory se virou, percebeu que Kevin o encarava, friamente, com um sorriso maldoso no rosto. Por uns instantes, Greg conseguiu sustentar o olhar, mas, logo em seguida, ambos os diretores começaram a falar com Kevin, fazendo o garoto desviar sua atenção.


Será que o companheiro de quarto de Greggory seria Kevin? Não poderia ser. Que azar, se fosse. Greg passou tanto tempo pensando no que faria se Kevin fosse seu companheiro, que acabou nem prestando muita atenção naquilo que tanto ansiava. Assim que o decreto acabou, todos voltaram a treinar normalmente.


Passado determinado tempo, havia ficado chato. Parecia ser muito mais interessante treinar do que apenas observar.

Notas finais
Gostaram? Pois então, mereço Reviews?
Pois é, eu ando meio sem criatividade (mais um motivo pra eu ter demorado) e gostaria que voces mandassem suas ideias... Os mais confiantes por Review, e o mais timido, por MP (que se quiser, eu divulgo a ideia nas notas do próximo capitulo).
Então, o capitulo próximo capitulo será: Capítulo 11 - Fazendo novas amizades.
Te vejo nos Reviews e no próximo capítulo!