Greenwich

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Olá leitores!
Essa é a minha primeira fanfic aqui no site,estou de dedos cruzados para que vocês gostem!!!

Anna ON

Acordei e fui diretamente para a cozinha. A fome estava me dominanando completamente,ao ponto de roubar alguns bolinhos que a Sr. Eva havia preparado antes mesmo de serem servidos. Fiquei muito agradecida pelo fato de meus irmãos não terem percebido. Então,Ninna,uma das criadas foi ao nosso encontro e me chamou junto a minha irmã até o jardim.
- Desculpe o transtorno,senhoritas.- Dizia ela enquanto andávamos pelo grande salão. Pude perceber uma lágrima tímida e sincera percorrendo sua face. Aquela simples e pequena lágrima me fez ficar gelada,afinal só havia sido liberada quando meu pai morreu,dois anos antes. Ao abrir a porta algumas enfermeiras rodeavam o copo.
Era minha mãe.
Estavam a embalando em uns tecidos e a cobrindo de óleos que,conforme a tradição, iriam purificar o corpo no enterro. Emma foi correndo,chorando aos gritos e gritando uma seqüência interminável de porquês. Já minha reação foi diferente: Fiquei parada no lugar como uma pedra. Minha boca aberta revelavam a mais surpreendente das tristezas existente na terra. Então,o bolinho de chuva na qual estava em minha mão esquerda caiu,sendo presa para a cadelinha Kenna. Cai de joelhos e comprimi a cabeça de Kenna contra meu peito. Comecei com um choro seco,que foi ficando maior a cada " Porque " que Emma soltava.
- Anna,levante-se.- Disse meu irmão Jacob em uma voz trêmula,que estava chorando sem parar. Em sua perna se abrigava a pequena Amélia,nossa irmã mais nova de somente três anos. Seus olhos azuis brilhavam,e uma pouca quantidade de lágrimas caia em seu nariz arrebitado. A pobre menina não teve a oportunidade de crescer com a companhia de sua mãe,o que me fez abraçá-la muito forte.
- Esta frio aqui fora,majestade,levante-se — Um guarda me abordou em um tom bem solene,estendendo a mão. Pude perceber que em suas luvas haviam pequenos rubis,a pedra preferida da minha mãe,o que me fez cair uma lágrima sobre a grama espessa e verde do terraço do grande salão.
Majestade.
O dia que eu mais temia em toda a minha vida tinha acabado de chegar. A morte da minha mãe,o que emendaria na minha coroação. Era a herdeira. Claro que, mesmo estando uns 6 metros de distância de mim e do guarda, Emma ouviu, o que a fez levantar rapidamente e olhar profundamente nos meus olhos, se virando e indo até a porta. Saiu do terraço e foi para as escadarias que davam os quartos. Resolvi segurar na mão do guarda e me levantar,queria ser consolada por alguém naquele momento. Meus irmãos não saberiam me acalmar,então fui ao meu quarto talvez tentar conversar com uma de minhas criadas,precisava daquilo. Só que,quando abri a porta do quarto...


Emma ON

Senti os raios solares na minha pele,acompanhados de uma leve brisa que arrepiou totalmente os pelos do braço direito,olhei para o lado e vi o despertador. Eram seis horas da manhã em ponto,meia hora antes do que teria que acordar naquele dia para ajudar Amélia na lição de casa de matemática,o que fez brotar um sorrisinho mínimo em minha face. Me levantei e escovei os dentes,sendo que fui direto para o quartinho de Amélia: Ela não estava lá. Então me lembrei que era terça-feira,geralmente o dia em que ela dormia com mamãe,então passou em minha cabeça que ela havia ajudado Meli realizar os problemas matemáticos nós quais havia me mostrado no dia anterior. Me troquei,desci as escadarias que davam para o grande salão,tentei espiar o terraço,mas grandes cortinas de veludo cobriam completamente as portas de vidro. Passei pelo jardim e fui até a sala de jantar onde todos os meus irmãos já estavam,inclusive Amélia,mas mamãe não. 'Não havia nem sequer aparecido', dizia Lea,de 10 anos.
- Onde esta mamãe? -Perguntei a Jacob,que estava ao meu lado.
- Não falso idéia, perguntei a Amélia mas ela se recusou a responder. —
- Viu ela passando pelos corredores? —
- Não,nem deu sinal de vida — Sua resposta foi muito enxuta,mas considerei. Me virei e comecei a comer os quitutes preparados pela Dona Eva,a cozinheira mais antiga entre nosso corpo docente.
O café da manhã seguia muito bom até que uma das criadas,Ninna, me chamou com Anna em particular. Uma lágrima sofrida caiu em seu avental. Percebi que ela estava nos levando em direção ao terraço. Abriu as cortinas e a porta,então pude ver aquele corpo, não tive dúvida de mais nada do comportamento de Amélia: Mamãe estava morta. Mamãe havia nos deixado,como papai. Éramos agora cinco irmãos órfãos. 3 princesas,1 príncipe e uma rainha,Anna. Nós éramos gêmeas, mas pelo simples fato de sua cabeça ter saído primeiro do que a minha foi sempre treinada para ser rainha,era a herdeira do trono. Isso era a coisa mais injusta que alguém poderia ter feito. "Se pudéssemos governar juntas ..",pensava. Mas era impossível. Sai correndo e fui agarrar o corpo de mamãe.
- Porque! Porque! Porque! — Gritava entre os soluços. Só que,todos os porquês acabaram quando ouvi um quadra abordando Anna e dizendo,no tom mais solene e claro:
- Esta frio aqui fora,majestade,levante-se.
Majestade,majestade,majestade. Anna seria a rainha eternamente,mas claro,ainda tinha tempo de impedir. Me levantei e sai correndo para seu quarto para fazer uma pequena surpresinha.

Notas finais
Então esse foi o primeiro capítulo. Claro que os próximos não serão iguais a este,com este formato,tentarei variar bastante na narração de cada uma das irmãs (Emma e Anna),mas resolvi fazer este com a narração das duas para que o leitor possa entender a opinião e a reação de cada uma em relação a morte da mãe;
Também tentei alterar o modo de contagem de cada uma,mas se não deu certo e realmente ficaram muito idênticas me perdoem,sou nova nesse assunto de Fanfic.
Espero que tenham gostado,foi realmente feita com muito carinho!!
Ah,e se você leu,eu amo você. Sério.