GreenVille, 5 dias após o surto.

O dia amanhece em GreenVille.
Na casa de Katie, estão Ela e Clarisse no quarto. Peter, Barnes e Rita ficaram dormindo na sala de estar.
Porém Peter havia despertado cedo para preparar suas coisas.
Um pouco depois Barnes levanta, e vai até Peter:
—- Vai ser um dia bem maluco não é amigo? — diz Barnes.
—- Já estou acostumado com isso — responde Peter.
—- Sabe, você tem jeito de ser militar ou algo do tipo — diz Barnes se assentando próximo a Peter.
—- Quase isso! — responde Peter — Eu faço parte de um grupo de operações especiais de YellowTown.
—- Eu estava de férias quando isso aconteceu — continua Peter — Eu vi as notícias e decidi vir pra cá pra buscar alguém e achar uma solução. Mas não encontrei ela.
—- Ela quem? — pergunta Barnes.
Peter tira uma fotografia do bolso de seu casaco e entrega a Barnes.
—- Mia! Nós estávamos prestes a nos tornamos noivos — diz Peter — Ela iria morar comigo em YellowTown. Mas ainda estava em GreenVille, porque precisava arrumar suas coisas para poder sair. Um dia antes da mudança dela, aconteceu isso tudo.
—- E não a encontrou? — pergunta Barnes.
—- Fui até a casa dela, mas não tinha ninguém. As coisas da mudanças ainda estavam lá, mas ela não — responde Peter.
—- Sinto muito! Se precisar de minha ajuda, pode contar — diz Barnes.
—- Agora mais do que nunca eu preciso encontrar uma cura — diz Peter — Se ela estiver por aí a fora, se estiver infectada, eu irei trazê-la de volta.
—- Nós faremos! — diz Barnes devolvendo a foto.
—- Podem contar comigo! — diz Katie se aproximando.
—- Eu ouvi vocês conversando, vocês nem falam alto — continua Katie — Mas eai, qual o grande plano?
—- Adentramos o Laboratório Tars e procuramos pelos componentes do DX1 — diz Peter.
—- Aposto que deve estar uma bagunça por lá — diz Barnes.
—- Talvez — responde Peter — Por isso vamos precisar de foco.
Os três entram em um acordo para irem ao laboratório.
Enquanto Barnes e Peter aguardam na sala com os armamentos carregados, Katie sobe até o quarto para falar com Clarisse que ainda dorme.
—- Clarisse! Vamos levantar! — diz Katie ao chegar no quarto.
Clarisse tem uma lembrança de sua mãe ao ouvir o chamado de Katie.
—- Oi Katie — diz Clarisse se levantando.
—- Clarisse escuta — diz Katie se sentando na cama próximo a ela — Eu vou precisar sair com o Peter e o Barnes, e vou ter que deixar você aqui com a Rita.
—- Por que você tem que ir? — pergunta Clarisse.
—- Eles precisam de ajuda! — responde Katie — Eles dois sozinhos vão estar muito vulneráveis. Por isso eu terei que ir.
—- Você vai voltar? — pergunta Clarisse.
—- É claro que vou! — responde Katie — Eu disse que ficaríamos juntas até tudo isso acabar. E nós ficaremos.
Katie abraça a garota e se despede.
Ao ir a sala ela fala com Rita:
—- Cuide bem dela!
—- Eu cuidarei! — responde Rita.
Eles saem, entram no carro de Peter e se dirigem ao Laboratório Tars.

YellowTown
Na manhã seguinte, Merlin chega a sua sala no centro de pesquisa e vê uma pequena movimentação por lá.
—- O que está acontecendo aqui? — pergunta Merlin.
—- Ah, Oi Sr. Merlin, nós só estamos limpando a sua sala — responde um funcionário da limpeza — Foi uma ordem do governador.
—- Ah sim — diz Merlin.
Merlin percebe que as pessoas ali são apenas funcionários de limpeza.
Eis que chega um dos cientistas do hospital.
—- Dr. Merlin, bom dia!
—- Bom dia! — responde Merlin.
—- Por acaso o sr. viu o Dr. Davis? Ele já deveria ter chegado — pergunta o cientista.
—- Não, não o vi — responde Merlin — Eu acabei de chegar.
—- Tudo bem então — diz o cientista se retirando.
Um pouco depois a equipe da limpeza termina seu serviço, e se retiram.
Merlin agradece e entra na sua sala.
Ele verifica alguns papéis fora de ordem e estranha.
Minutos depois ele recebe uma ligação:
—- Alô?
—- Merlin! Seu favor já foi concedido — diz uma voz misteriosa.
—- Ótimo — diz Merlin.
—- Eu mesmo me encarreguei de cuidar do Davis. Agora me diga sobre o processo, como está?
—- Por enquanto está tudo conforme o planejado — responde Merlin.
—- É bom que esteja!
Foram as últimas palavras daquela voz antes de desligar a ligação.
Merlin ao guardar o telefone, tira de sua mochila um panfleto. Ele olha, sorri e diz:
—- Só mais um pouco.

GreenVille
Em direção ao laboratório Tars. Peter, Barnes e Katie conversam sobre o que devem fazer no local.
Peter recebe uma chamada através do seu comunicador.
—- Alô, Peter?
—- Morris! Tô na escuta!
—- E então? Qual a situação? Novidades?
—- Ainda não! Não consegui encontrar a Mia. Estou indo ao laboratório Tars pra achar a amostra.
—- Beleza! Quando conseguir é só se comunicar comigo. Eu vou estar jogando GTA V.
—- Para com esses vídeo games Morris!
—- Me obrigue! Desligando...
A chamada é encerrada.
—- Quem era? — pergunta Barnes.
—- Um amigo de YellowTown — responde Peter — Ele vai desenvolver a cura assim que eu enviar os componentes do DX1.
—- Espero que ele consiga mesmo — diz Barnes — Ele tem jeito de ser um daqueles malditos nerds.
—- Isso é uma vantagem — responde Peter.

Tempo depois eles chegam ao Laboratório.
—- E chegamos — diz Katie.
Eles descem do carro, Peter distribui armamento para os dois.
Ele fica com uma rifle, e da uma metralhadora para Barnes.
—- Agora eu gostei — diz Barnes colocando o cartucho de balas na arma — É disso que eu precisava pra me animar.
Enquanto a Katie ele entrega uma pistola.
—- Já atirou alguma vez? — pergunta Peter.
—- Poucas vezes! — responde Katie.
—- Sério? — diz Peter surpreso.
—- Antes que eu viesse para GreenVille, eu morava com meu pai no Texas. Ele me ensinou a segurar numa arma — responde Katie.
—- Ótimo, temos uma filha de Cowboy aqui — brinca Peter.

Eles caminham em direção ao laboratório. Porém a medida que vão se aproximando, eles vão percebendo algo estranho.
—- Tem algo esquisito aqui! — diz Barnes — O local devia estar abandonado. Mas o sistema de segurança continua ligado.
—- E se eles não desligaram? — pergunta Peter.
—- Vai saber! — diz Barnes — Como vamos entrar?
Peter avista uma espécie de buero, uma saída de esgoto do Laboratório.
—- Podemos ir por baixo!
—- Nem ferrando — diz Barnes.
—- É a única opção! — explica Peter — Se o sistema de segurança está ativado, então não vamos passar por cima. Só resta irmos por baixo.
—- E andaremos pelas fezes? — diz Barnes.
—- Já tem 5 dias que não usam os banheiros daqui, não deve estar tão sujo — responde Peter — Katie pode ficar aqui fora na cobertura.
—- Eu concordo — diz Katie sorrindo.
—- Droga! — diz Barnes.
Eles vão até o bueiro, eles levantam a tampa, e Peter antes de descer entrega um rádio à Katie. Logo depois ele desce, em seguida Barnes desce ainda resmungando.
Lá embaixo, existe uma parte por onde corre o esgoto, e uma parte estreita por onde eles podem caminhar, sem pisar na água suja.
Peter pega um outro rádio.
—- Katie? Está me ouvindo?
—- Sim estou — responde Katie.
—- Qualquer movimento aí fora nos avise — diz Peter.
—- Ok. Boa sorte! — diz Katie desligando.

Peter caminha na frente, enquanto Barnes o segue.
—- Droga, isso aqui fede demais — diz Barnes.
—- Nem tanto Capitão! — responde Peter.
—- Droga, olha só o tamanho daquele rato — diz Barnes.
—- Medo de ratos capitão? — pergunta Peter com ironia.
—- Droga, agora tem um rato boiando em cima da merda — diz Barnes
—- Você está deixando essa missão tão alegre capitão — diz Peter ainda ironizando Barnes.

Um pouco adiante eles chegam a uma saída.
Eles sobem, e saem do lado de fora do Laboratório, porém já dentro dos portões.
—- Vamos lá! — Diz Peter seguindo na frente.
Eles caminha pelo pátio externo do laboratório.
Ao se aproximarem da entrada, Peter percebe um movimento dentro do laboratório através do vidro.
Ele interrompe o caminhar de Barnes e se abriga em um local para não ser visto.
—- O que houve? — pergunta Barnes ao ser puxado por Peter para trás de um pequeno muro.
—- Tem gente lá dentro — responde Peter.
—- Podem ser sobreviventes — diz Barnes.
Peter se levanta um pouco e observa as pessoas que estão lá dentro.
Em um momento um dos homens olha para fora, porém Peter se abaixa rapidamente.
—- Merda! Ele quase me viu — diz Peter.
—- Eu já disse que eles podem ser apenas sobreviventes? — diz Barnes novamente.
—- Sim, sobreviventes — diz Peter — E que usam ternos, e andam armados.
—- Estão armados? — pergunta Barnes.
—- Sim, devem ser seguranças — responde Peter — duvido que eles nos deixe entrar.
—- Então como vai ser? — pergunta Barnes.
—- Do meu jeito! — responde Peter — Vamos pelos fundos.

Os dois vão até a parte dos fundos do laboratório, porém haviam dois seguranças patrulhando o local. Peter tenta retornar, mas é avistado.
—- ELES NOS VIRAM BARNES! — diz Peter.
Os seguranças iniciam disparos contra os dois, que permanecem abrigados.
Barnes percebe um momento e sai do abrigo para revidar.
Ele consegue atingir um, mas erra o outro. Por sorte Peter consegue atingir o outro antes que esse podesse atirar contra Barnes.
Os disparos chamam a atenção dos que estavam dentro, e de Katie também que se abriga do lado de fora.
—- Peter o que aconteceu aí? — pergunta Katie pelo rádio.
—- O local está cheio de seguranças, não podiamos evitar — responde Peter.
—- Vai precisar ser bom agora, os outros estão indo — diz Katie.
Barnes e Peter se aprontam para o conflito.
Eles se posicionam estrategicamente a espera dos outros seguranças.
Ao chegarem eles disparam, um grande tiroteio se inicia.
Peter e Barnes tem vantagem no local, e pouco a pouco vão eliminando seus oponentes.

Do lado de fora Katie percebe que o som também atraiu diversos infectados.
—- Hãn Peter! Será que você poderia tentar abrir o portão para mim? Tem diversos infectados chegando.
—- Estamos indo! — responde Peter correndo para a parte interna do laboratório.
Peter entra e com a ajuda de Barnes procuram algo que acione o portão.
—- PETER! — diz Katie pelo rádio.
—- CALMA EU ESTOU PROCURANDO — grita Peter.
ALI! — aponta Barnes para uma alavanca próximo a um monitor de segurança.
Peter corre e aciona.
O portão do lado de fora é acionado e Katie corre até ele.
Porém ele abre de forma bastante lenta.
Katie se vira e dispara tentando atrasar os infectados enquanto o portão se abre.
O plano funciona, mas as balas se acabam.
O portão já está aberto o suficiente para ela passar, então ela entra:
—- AGORA PETER! FECHA! — diz ela.
Peter aciona novamente a alavanca fechando o portão. Um infectado fica preso entre as barras, e é esmagado na frente de Katie, que cospe enojada.
Ela se dirige para o laboratório onde estão Peter e Barnes.
—- Que tantos corpos são aqueles lá fora? — pergunta ela ao se encontrar com eles.
—- Seguranças! — diz Peter — Parecem que estavam protegendo o lugar.
—- O Pistoleiro aqui até que trabalha bem — brinca Barnes — Queria ter homens assim na minha unidade.
—- Ok, agora que entramos precisamos vascular tudo e procurar algo sobre o DX1 — diz Peter — Vamos nos separar...
Alôoo! — interrompe Katie — Só precisamos ir até a sala do Merlin, com certeza deve estar lá.
—- Ela está certa! — diz Barnes.
—- Tá bom, então precisamos achar a sala do Merlin! — diz Peter.
—- É só olhar no cartaz ali — diz Katie apontando um cartaz que diz a direção de todas as salas.
—- Ok, vamos até lá — diz Peter.
Eles se dirigem até a sala de Merlin em busca dos componentes do DX1.

Casa de Katie
Rita vasculha a geladeira e algumas estantes a procura de algo.
—- O que esta procurando? — pergunta Clarisse.
—- Algo para nos alimentar-mos — responde Rita — Aqui só tem algumas frutas e cereais, não vai dar pra se manter forte só com isso.
—- Eu acho que ela iria fazer compras — diz Clarisse.
—- Quem? — pergunta Rita.
—- A Katie — responde Clarisse — Ela falou que precisava comprar coisas, mas não tinha ido por causa disso que está acontecendo.
—- Entendi — diz Rita — Tem um mercado aqui próximo. Podemos ir até lá.
—- Mas ele não está fechado? — pergunta Clarisse.
—- Não! Ele estava aberto, parece que não conseguiram fechar quando começou o surto — disse Rita.
—- É perigoso lá fora! — diz Clarisse — A Katie sempre dizia para não abusar tanto da sorte.
—- Mas nós vamos abusar só um pouco — diz Rita — Precisamos ir, você topa?
—- Tá bom — diz Clarisse.
As duas saem de casa em direção ao pequeno mercado. Enquanto são seguidas de longe por alguém.

Continua...