GreenVille

7 Cura - parte 1


Peter já em GreenVille, se comunica através de um comunicador com Morris:
—- Alô? Alô? Testando, testan...
—- Eu estou escutando Morris — Peter interrompe Morris — Consegui entrar em GreenVille. E as coisas estão prestes à ficar tensas.
—- Você já devia imaginar — diz Morris — A partir de agora você está num cenário de filme de terror. Ou ação, sei lá.
—- Ok Morris, do que exatamente você irá precisar? — pergunta Peter.
—- Bom, você não pode ter contato com nenhum infectado. Então precisará achar a fórmula do DX1 — explica Morris — Você já vai atrás da fórmula?
—- Não Morris! Eu vou até a casa da Mia — responde Peter — Depois que ela estiver segura, aí vou atrás da fórmula.
—- Onde ela mora mesmo? — pergunta Morris.
—- Na Vila Saints! — responde Peter.
—- Ok! Qualquer coisa é só entrar em contato — diz Morris encerrando a chamada.

*Casa de Clarisse
Katie e Clarisse, após o ataque saem do quarto. Elas percebem que o infectado já não bate à porta.
—- Ótimo, parece seguro — diz Katie — Preciso que você pegue suas coisas para levarmos.
*Katie entrega uma mochila a Clarisse.
Clarisse vai então ao seu quarto pegar roupas e objetos pessoais enquanto Katie permanece na sala de estar.
Ela vê um retrato dos pais de Clarisse com uma frase: "Unidos para sempre".
Katie guarda o retrato, e continua explorando a casa.
Ela vai a cozinha, lá ela pega alguns alimentos e os coloca em uma outra mochila.
Clarisse desce do quarto com as coisas que conseguiu pegar.
—- Estou pronta — diz Clarisse.
—- Ótimo! Pegou o suficiente? — pergunta Katie.
—- Acho que sim — responde Clarisse.
—- Tá bom, deixa eu ver como está o movimento lá fora — diz Katie indo até a porta.
Ela olha da janela e não vê nenhum movimento na rua.
—- Parece que está calmo — diz Katie — Eu acho que dá pra ir até o carro.
Nesse momento, Katie percebe um carro andando pela rua. Ele para em uma casa a frente.
As luzes do carro se desligam, e a porta se abre.
—- Quem é você? — diz Katie em um tom baixo.
Ela vê um homem saindo, e ele está bem armado. Ele se dirige a casa e toca a campainha.

*Peter
Peter chega a casa da Mia.
Ele estaciona seu carro em frente à casa, desliga o carro e em seguida ele pega algumas armas no banco traseiro de seu carro.
Ele sai, ele observa bem a região e vai até a casa de Mia. Ao chegar ele toca a campainha.
Ninguém lá atende.
Ele vai até uma janela da casa e tenta observar o ambiente interno. Mas parece não haver ninguém na casa.
—- Droga! Onde você está Mia? — diz Peter.
Ele volta até o carro e pega um celular. Ele tenta ligar para Mia, mas não obtém nenhum contato.
Nesse momento uma pessoa vem correndo pela rua.
Peter vê e saca uma de suas armas.
Ele vai até o meio da rua e aponta sua arma.
—- POR FAVOR! NÃO ATIRE EM MIM! ELES ESTÃO ATRÁS DE MIM! — grita a pessoa.
Peter percebe um grupo de infectados perseguindo aquele homem.
—- Mas que merda! — diz Peter apontando sua arma agora para os infectados.
Ele efetua alguns disparos. Alguns chegam a cair, mas ele percebe que é um número muito grande.
O barulho dos disparos chama a atenção de um infectado que estava nos fundos de uma casa a frente da de Mia.
Aquele infectado vai em direção de Peter, que ainda continua atirando contra os outros.
Nesse momento alguém grita de uma Janela:
—- EI ATRÁS DE VOCÊ!
Peter se vira e vê o infectado que iria te atacar pelas costas, então ele faz um disparo contra sua cabeça.
—- POR AQUI RÁPIDO — alguém de uma casa grita chamando por Peter.
Ele corre até a casa, enquanto a multidão de infectados se aproxima.
Ele entra e a moça da casa tranca a porta.
—- Precisamos reforçar a porta e as janelas — diz aquela mulher.
Peter ajuda ela a empurrar uma estante até a janela.
Os infectados chegam e se batem contra a porta da casa, mas não conseguem nada.
—- Não imaginei que fosse tão assustador — diz Peter.
—- Certo, precisamos esclarecer algo — diz a mulher.
—- Esclarecer? Como assim? — pergunta Peter.
—- Em primeiro lugar, você foi tocado, mordido ou algo do tipo?
—- Não! — responde Peter.
—- Segundo, suas armas — diz a moça apontando o armamento.
—- O que tem elas? — Peter contesta.
—- Você poderia entregá-las — responde a mulher.
—- Mas por que? — Peter novamente contesta.
—- Eu não confio em você mesmo tendo te salvado — diz a mulher.
—- Olha moça, tá tudo bem! Eu não vou fazer nenhum mal — explica Peter — Eu sou das forças especiais, e estou em uma missão aqui em GreenVille.
—- Ainda não confio — diz a moça.
—- Ok, vamos ser civilizados — diz Peter — Eu me chamo Peter, e vim de YellowTown para fazer uma importante tarefa aqui. E voce é?
—- Katie! — responde a moça — Sou jornalista, ou era antes disso começar.
—- Hum, Katie! Obrigado por me salvar! — diz Peter.
—- Tá — responde Katie — Então você veio de fora?
—- Sim eu vim — diz Peter.
Neste momento ele percebe a presença de outra pessoa na casa.
—- Quem é ela? — pergunta Peter.
—- É a Clarisse — responde Katie — somos sobreviventes.
—- Moram aqui? — pergunta Peter.
—- Só ela — responde Katie — Nós só viemos pegar algumas coisas e depois voltaríamos para meu apartamento.
—- Ah, então não são mãe e filha — diz Peter.
—- Não. Os pais delas foram infectados. E eu consegui salva-lá — diz Katie se lamentando.
—- Eu sinto muito — diz Peter.
—- Você disse que veio numa missão. Que tipo de missão? — pergunta Katie.
—- Eu preciso de uma amostra do DX1 para análise — responde Peter — Tenho um amigo que pode produzir uma cura.
—- Achei que Merlin estivesse produzindo — diz Katie.
—- Eu não confio naquele cara! — diz Peter.
—- Concordamos em algo — brinca Katie.
—- Por acaso vocês não viram ninguém daquela casa não é? — pergunta Peter indicando.
—- Não! — responde Katie — Nós chegamos e fomos atacadas. E ficamos todo esse tempo presas aqui.
—- Droga! — diz Peter — Eu tenho que sair daqui.
—- Nós também precisamos — diz Katie — Mas tão cedo vamos conseguir, a casa está cercada por esses infectados.
—- Eu posso tirá-las! — diz Peter — Mas nós vamos nos arriscar bastante.
—- Não! Escuta aqui, nós nos arriscamos demais hoje — diz Katie.
—- Melhor que ficar preso aqui com essas coisas tentando entrar — responde Peter.
—- Você tem algum plano sabichão? — pergunta Katie.
—- Eu sairia primeiro, e atirava neles. Em seguida vocês corriam e iam até o carro — sugere Peter.
—- Clarisse! O que você acha? — pergunta Katie.
Clarisse acena positivamente com a cabeça.
—- Então que seja — diz Katie.

Próximo dali, está o capitão de polícia Barnes e a enfermeira Rita em um carro.
O carro aparenta algum defeito e aos poucos vai parando.
—- Mas que porcaria! — Diz Barnes irritado.
—- O que aconteceu? — pergunta Rita.
—- Eu não sei! Esses carros de polícia de GreenVille são uns atrasos — responde Barnes.
E o que vamos fazer? — pergunta Rita meio assustada.
—- Fica calma! Nós vamos dar um jeito — responde Barnes — Vamos precisar de um outro veículo — diz Barnes saindo do carro.
Rita sai logo após. Barnes se afasta um pouco e acende um cigarro.
Rita um pouco mais atrás se vira de costas e vê algo:
—- Ah meu Deus Barnes! Olhe aquilo — diz Rita olhando para algo.
Barnes se vira, e ao ver uma multidão de infectados ele deixa seu cigarro cair.
—- Cacete! — diz ele.