Faltam algumas horas para iniciar o dia da destruição de GreenVille.
Uma ogiva está sendo preparada para ser lançada em GreenVille. Existe um clima tenso entre as autoridades e pessoas de todo o país, pelo tal fato.
Um julgamento será realizado. Merlin será julgado pelos seus atos.

Em GreenVille, Katie e Clarisse estão num carro. Elas se dirigem até a saída de GreenVille.
Katie, estaciona o carro na beira da estrada para dormir com a garota.
É madrugada, e as duas estão exaustas.
Katie, sai do banco do condutor e vai ao banco traseiro, onde se encontra Clarisse.
Ela se senta ao lado de Clarisse, que a abraça fortemente.
As duas permanecem ali, sem dizer nada, apenas esperando o dia clarear.

YellowTown
Merlin é mantido numa cela separada, na prisão da cidade.
Ele sempre se mantém calmo e silencioso.
O governador chega a prisão naquela noite:
—- Senhor Governador? — diz um policial recebendo ele — Que honra o Senhor por aqui!
—- Olá! Vim ver Merlin — responde o Governador Hill — Tenho algumas palavras para falar com ele.
—- Eu o levarei — diz o policial.
Eles caminham até a cela de Merlin.

Morris em sua casa, mesmo sabendo qhe não à cura para o vírus. Continua fazendo alguns testes no seu laboratório improvisado.
Ele passa a noite em claro, pois desconfia de algo sobre o vírus.

O governador Hill chega a cela de Merlin.
Ela é aberta, e ele entra para conversar, enquanto o policial fica do lado de fora.
—- Olá Merlin!
Merlin permanece em silêncio.
—- É amanhã! — diz o governador — Seu julgamento! E você parece estar com cara de quem vai se safar.
Merlin sorri.
—- Foi escolhido o melhor juiz da cidade — continua o governador — Grandes autoridades vão estar lá! Vai ser um dos maiores julgamentos da história.
—- Sim, será mesmo — diz Merlin.
—- Eu ainda não acredito no que aconteceu a GreenVille, e no que ainda vai acontecer — diz Hill.
—- É necessário! — diz Merlin.
—- Meu dinheiro foi investido em sua pesquisa! Agora olhe como terminou — disse o governador.
—- Não se preocupe governador! — diz Merlin — Você ainda será o herói.
O governador se vira para sair da sala, mas Merlin te pede algo:
—- Governador, posso te pedir algo?
—- O que é Merlin? — pergunta Hill.
—- Pode me conceder uma ligação? — diz Merlin.
—- Vou providenciar assim que eu sair — responde o governador.

Ele sai, e depois caminha novamente com o policial até a saída.
Antes de ir embora, ele diz para concederem uma ligação a Merlin.

Merlin é levado até uma sala, para fazer uma ligação.
Ele é deixado lá. Ele pega o telefone e começa a discar.
Alguém atende.
—- Espero que esteja tudo certo! — diz Merlin.
—- Não se preocupe Merlin — diz a voz misteriosa — Sou um homem de palavras.
—- E sobre a invasão ao laboratório? — pergunta Merlin.
—- Keller não mandou mais resposta! — responde a voz — Mas ninguém irá atravessar a fronteira.
—- Ótimo! — diz Merlin.
A ligação é encerrada, e Merlin é levado a sua cela novamente.

O dia aos poucos foi amanhecendo.
Em GreenVille, Katie já acordada, segura Clarisse em seus braços.
Ela acorda a garota.
Em seguida saem para lavar seus rostos em um pequeno córrego próximo a região.

No caminho da volta Clarisse puxa assunto:
—- Pra onde nós vamos?
—- Pra fora de GreenVille — diz Katie.
—- Mas eles não fecharam a saída? — fala Clarisse.
—- Vamos dar algum jeito — responde Katie.
—- E se não conseguirmos? — pergunta novamente Clarisse.
Katie para de andar, e se abaixa próximo a Clarisse.
—- Nós vamos conseguir tá bom? — diz ela — Por mais que possa parecer difícil, nós vamos conseguir.
—- Você confia em mim? — pergunta Katie.
—- Sim! — responde Clarisse.
—- Então toca aqui — diz Katie estendendo sua mão para Clarisse cumprimentar.
Após o aperto de mão, Clarisse se sente mais segura. As duas continuam caminhando até o carro.

Na fronteira de GreenVille, os soldados que estavam fazendo a proteção, são orientados a impedir qualquer avanço de alguém para a saída da cidade.
O Capitão que recebeu a orientação, convoca todos para passar a ordem.
—- Senhores! O governador Hill, solicitou que continuássemos a bloquear a saída de qualquer pessoa de GreenVille!
Até então estamos cumprindo bem o nosso papel. Mas hoje será um dia muito intenso. Várias pessoas tentarão sair, pois eles sabem que GreenVille será destruída.
E por isso eu digo, que quem tentar se aproximar. Nós iremos abrir fogo.
Dispensados!

No Centro de RedTown (capital do país), começa o movimento de alguns militares e imprensa.
É de lá que será lançada a ugiva para a destruição de GreenVille.
O horário do lançamento está previsto para as 10 horas da manhã.

GreenVille, 8h30min.

Katie dirige em direção à saida de GreenVille.
Em algum momento, o carro começa a diminuir a velocidade.
—- Droga! Agora não! — diz ela irritada.
—- O que houve? — pergunta Clarisse.
—- Eu não sei! — responde Katie — Tomara que não esteja quebrado.
Ela sai para ver o que houve com o carro. Clarisse permanece dentro.
Katie abre o capô, e percebe uma fumaça saindo.
—- Mas que porcaria! — diz ela.
Neste momento, Morris tenta se comunicar.
Clarisse alerta Katie.
—- Peter? — diz Morris pelo comunicador.
—- Aqui é a Katie!
—- Olá Katie! Onde está Peter?
—- Ele não está mais aqui! — responde Katie.
—- Como assim? — pergunta Morris.
—- Peter está morto! — diz Katie se entristecendo.
—- Ah meu Deus! — diz Morris — Como isso aconteceu?
Katie explica a Morris o ocorrido.
Ao final Morris a questiona:
—- E você moça? O que está fazendo?
—- Estou tentando sair de GreenVille! — responde Katie.
—- Creio que a fronteira esteja bastante protegida! — conta Morris — Ninguém está conseguindo passar.
—- Eu preciso tentar! — diz Katie — Estou com informações preciosas, toda a verdade sobre o que de fato aconteceu em GreenVille.
—- Sério? — pergunta Morris.
—- Sim! — responde Katie.
—- Merlin será julgado hoje! — fala Morris — E será lançada uma ugiva em GreenVille às 10 horas.
—- O que? — diz Katie arrasada.
—- É isso! — confirma Morris — Vão explodir a cidade.
—- Merda! — fala Katie — Eu preciso me apressar!

Katie, desiste do carro e sugere a Clarisse para continuarem à pé.
As duas chegam à um acordo e iniciam uma caminhada.

YellowTown, 8h42min.

A sessão para o julgamento de Merlin está prestes a se iniciar.
Estão políticos, o Governador, o Juiz, os advogados, e o júri popular.
Merlin vem sendo trazido por policiais até a sala onde acontecerá seu julgamento.

GreenVille, 8h52min.
Katie e Clarisse continuam sua caminhada para a saída de GreenVille.
As duas seguem em silêncio total. É uma estrada longa, deserta. Existe apenas uma mata do lado de fora da estrada.
Apesar disso, as duas já se encontram após a metade do trajeto.
Katie carrega consigo uma garrafa. Mas ela está quase vazia.
Ela e Clarisse estão com bastante sede, mas Katie tenta economizar o máximo que podem.
As duas continuam a caminhada.

Fronteira de GreenVille, 9h.
—- Senhores! Como já sabem, logo mais a bomba será lançada em GreenVille.
Por isso precisaremos nos afastar da fronteira minutos antes.
A primeira equipe estará partindo agora.
Depois daremos comando para a última equipe ir também! — disse o Capitão responsável pela guarda da fronteira.

Os militares, vão deixando o local.
Apenas um pelotão fica no local para ir mais tarde.
—- Olha ali! — diz um dos soldados na proteção — Tem gente vindo.
—- A ordem foi barrar qualquer pessoa que tentasse sair! — diz um outro soldado.
—- Espera! — diz Derek (militar que permitiu a entrada de Peter na cidade) — Vamos avisá-lo antes de atirar.
Derek pega um alto falante:
—- Ei! Você! Não está sendo autorizada a aproximação de ninguém a fronteira! — diz ele — Por favor não se aproxime mais!
A pessoa continua a se aproximar.
Derek identifica um homem.
—- Por favor senhor, não chegue mais perto!
O homem continua vindo.
—- Senhor! Po...
Neste momento um disparo interrompe Derek.
—- Mas que merda você fez? — pergunta Derek.
—- A ordem era essa! — responde o soldado que fez o disparo.
—- Podíamos ter resolvido de outra forma! — diz Derek.
—- Vai se ferrar Derek! Você não manda em nada aqui — diz o soldado.

YellowTown, 9h12min.

—- Estamos dando início a essa sessão, onde será julgado o Dr. Merlin, pelo acontecimento em GreenVille.
Lamentamos profundamente pela cidade. E por isso a justiça precisa ser feita hoje! — diz o juiz iniciando o julgamento.

Em sua casa, Morris está próximo a descobrir algo sobre o vírus de Merlin.
Ele tenta o máximo para descobrir algum segredo que chama sua atenção. Por isso ele fez testes seguidos de mais testes.

GreenVille, 9h20min.
Katie e Clarisse, avistam uma pequena casa na beira da estrada.
Ela está com a porta entreaberta.
Katie decide ir até lá, enquanto deixa Clarisse do lado de fora.
Lentamente ela se aproxima.
Ela chega até sua porta e a abre vagarosamente.
Não há ninguém lá.
Ela entra, e cuidadosamente observa tudo.
Aparentemente, não há ninguém.
Ela vai até a pia. Ainda tem água.
Ela enche sua garrafa.
Após encher ela se dirige a saída.
—- Achei água! — diz ela à Clarisse.
Enquanto ela está saindo, ela olha para Clarisse e percebe um olhar estranho nela.
—- Tá tudo bem Clari? — pergunta Katie.
Clarisse nada responde, ela apenas levanta seu braço apontando para o lado daquela casa.
Ali, se encontra um infectado.
Ao Katie vê-lo, o infectado corre atrás das duas.
—- Saia daqui Clarisse! — diz Katie.
Clarisse corre, e Katie fica.
O infectado pula sobre ela.
Ela o segura pela cabeça, enquanto ele tenta atacar-lá.

Katie aos poucos vai sedendo ao ataque do infectado.
Clarisse para de correr e se vira de costas.
Ela vê Katie sendo atacada, e percebe que ela não aguentará.
Do lado da estrada ela vê uma pedra.
A pedra tinha um bom tamanho.
Ela olha novamente para Katie e pensa se conseguirá ajudá-la ou não.

YellowTown, 9h30min.
—- Sr. Merlin! Gostaria de apresentar alguma defesa? — diz o juiz com o julgamento já em andamento.
—- Meritíssimo! — diz Merlin — Eu tentei fazer algo que mudasse o mundo. Mas infelizmente eu não fui bem sucedido!
Miseravelmente eu falhei, e houveram terríveis consequências.
Consequências essas que me trouxeram até aqui!
Por isso, assumo total responsabilidade por meus atos.
—- Então está assumindo total responsabilidade? — pergunta o Juiz.
—- Sim Meritíssimo! — responde Merlin — Não há porque esse julgamento se estender tanto.

GreenVille, 9h33min.
Katie, já sem mais conseguir segurar o infectado, se entrega. Apenas esperando seu fim.
Porém, quando o infectado prepara-se para feri-lá, ele é acertado na cabeça e cai.
Ele continua vivo, mas desorientado.
Katie vê a ação e viu que se tratava de Clarisse.
O infectado começa a se levantar novamente, Katie pega a pedra e usa para socar o rosto do infectado.
Ela bate, e ele desaba ao chão.
Ela agora começa a bater violentamente no seu rosto.
Enquanto ela bate, muito sangue jorra sobre ela.
—- Katie! — grita Clarisse para chamar a atenção dela.
Katie para.
Ela vê que o infectado já estava sem vida.
Ela se levanta, Clarisse apenas olha para ela.
Clarisse sabe o que acontecerá com Katie.
—- Desculpe Clari! — diz Katie bastante triste — Eu vou tirar você daqui!

As duas seguem viagem. Mas agora separadas uma da outra.
—- Morris? — diz Katie ligando através do comunicador — Você está ai?
Morris demora um pouco para responder.
—- Oi, sim eu estou! — responde Morris.
—- Estamos quase na saída, será que você conseguiria vir buscar a Clarisse? — diz Katie.
—- A Clarisse? — pergunta Morris.
—- Sim! — responde Katie — Eu fui infectada... (pequena pausa na fala)
—- Eu vou mandar os arquivos por ela! Infelizmente acabou pra mim.
—- Eu sinto muito! — responde Morris mudando o seu tom — Vou ver o que consigo fazer!

Fronteira de GreenVille, 9h42min.
Os soldados começam a se retirar do local.
Por último fica Derek e um outro para saírem num veículo.
—- Vamos lá! — diz Derek — É hora de irmos.
—- Espera! — diz o soldado — Tem mais alguém vindo!
Derek observa e percebe duas pessoas.
Trata-se de Clarisse e Katie.
—- Devo atirar? — pergunta o soldado.
—- Não espera! — diz Derek — Tem uma criança.
—- E se estiverem infectados? — pergunta o soldado.
—- Deixa eu verificar! — diz Derek.
Ele vai até o encontro das duas.
Ele porta uma arma e vai com ela em mãos.
Clarisse e Katie param de andar.
—- Ei! — diz Derek — Eu deveria atirar em vocês. É proibido alguém sair da cidade?
Katie vem até mais próximo dele.
—- Leve ela! — diz Katie — Por favor! Salve ela, é apenas uma garotinha.
—- Eu não ligo mais pra mim mesmo. Mas eu prometi que salvaria ela.
Você tem que tirá-la daqui! Ela não foi infectada — Katie implorou em lágrimas.
—- Certo! — disse Derek sensibilizado — Vem comigo!
Clarisse vai lentamente até Derek.
Ela se vira para Katie.
—- Você prometeu que ficaríamos juntas.
—- Me perdoe Clarisse! Eu queria tanto ter ficado! — responde Katie — Durante todo esse tempo, você e os outros me ensinaram sobre amizade.
Mas você foi mais especial! Você me ensinou como é ter uma família (Katie havia perdido seus pais ainda na sua juventude).
Durante esses dias, você resgatou toda uma vida perdida! Obrigada Clarisse!

Clarisse tenta ir abraça-lá, mas é impedida por Derek.
—- Desculpe Clarisse! Não podemos nos abraçar dessa vez! Mas um dia, um dia especial. Nós vamos nos ver novamente. E daremos esse abraço! — disse Katie emocionada.
—- Adeus Clarisse — diz Katie.
—- Adeus mamãe — responde Clarisse.

Derek leva Clarisse.
No veículo, Clarisse continua olhando para Katie, que ficara na cidade esperando para ser explodida.
Aos poucos Katie some da vista de Clarisse. Até desaparecer totalmente.

YellowTown, 9h50min.

Morris se comunica com Katie.
—- Katie?
—- Ela já está indo Morris — responde Katie — Está indo com alguns militares.
—- Katie, preciso te falar algo...
—- Adeus Morris! — interrompe Katie.
Ela desliga o comunicador e o lança para longe.
Depois se deita ao chão olhando para o céu.
Ela vê uma nuvem, que parece ser o formato de duas pessoas. Imediatamente ela se lembra de Clarisse.
Ela fecha seus olhos e sorri.

Em YellowTown, Morris sai desesperadamente de sua casa, e vai até o centro de operações especiais. Local onde Peter trabalhava.
Ele chega, mas é barrado logo na entrada.
—- Me larga! Eu preciso falar com o comandante! — diz ele.
—- Não posso permitir sua entrada!
—- Por favor! É algo muito sério!
Nesse momento, o comandante, passando pelo local vê o alvoroço.
—- O que está acontecendo aqui?
—- Comandante! — diz Morris! Tenho que falar urgentemente com o senhor!
—- Quem é você? — pergunta o comandante.
—- Sou amigo de Peter! — responde Morris.
—- Soltem ele! — ordena o comandante.
Morris vai até ele.
—- O que você tem para me falar? — o comandante pergunta.
—- Preciso que o senhor me faça um favor! Aliás, para todos nós! — diz Morris.

Morris explica a situação para o comandante, que ao final contesta:
—- Eu posso ir pra cadeia pelo resto da minha vida, se isso não for verdade!
Tem certeza do que diz filho?
—- Sim, eu tenho! — responde Morris.

No tribunal, onde ocorre o julgamento de Merlin, todos estão de acordo em sentenciar Merlin.
O relógio indica 10h. O juiz faz uma observação:
—- Neste momento! É a hora em que será lançado a bomba em GreenVille.
Consequências essas das ações do nosso réu. Façamos um minuto de silêncio!
Todo o tribunal fica em silêncio.
Até que um militar invade a sala.
—- Desculpem senhores! Mas eu tenho que dizer que o lançamento foi atrasado!
—- O que? — diz o governador Hill — Quem atrasou?
—- O comandante das forças especiais! — responde o militar — Ele disse que foi uma ordem do Presidente.
—- Mas por que ele atrasaria o lançamento? — pergunta o juiz
—- Não sei Meritíssimo! Mas ele pediu para cancelar o julgamento também! — conta o militar.

Um pequeno tumulto se inicia, pessoas que não sabem o que está acontecendo começam a murmurar.
—- Silêncio! — ordena o juiz — Vamos manter a ordem! É bom que o Comandante Carter tenha um bom motivo para tudo isso!
—- Meritíssimo! Não podemos parar o julgamento! — diz o Governador Hill.
—- É uma ordem do Presidente! — responde o juiz — Não posso passar por cima.

Exatos 10 minutos depois, é anunciado o lançamento da ugiva em GreenVille.
A cidade é atingida pela bomba, e vai sendo destruída pela onda de choque.
Minutos depois, não resta nada em pé em GreenVille.
GreenVille foi oficialmente destruída.

Minutos depois, o Comandante Carter chega ao tribunal.
Todos estão perplexos e curiosos com o que vai acontecer.
—- Senhor Carter! — diz o juiz — Poderia nos contar o que quis fazer com tudo isso?
—- Sim meritíssimo! — responde o comandante.
—- Acabei de falar com o Presidente e ele não deu nenhuma ordem de cancelar nada! — diz o Governador desligando uma ligação que havia feito — O senhor mentiu Carter?
—- Sim eu menti! — diz Carter.
—- Comandante Carter! Isso é errado! Pode ser preso por isso! — diz o juiz.
—- Sim eu posso! Mas fiz isso por algo nobre! Por algo que é certo! — responde Carter.
—- O que quer dizer? — pergunta o juiz.
—- Tenho em minhas mãos toda a verdade do que ocorreu em GreenVille!
—- Já sabemos o que aconteceu — diz o Governador.
—- Não! — diz Carter — Tudo isso foi armado.
—- Protesto! — interrompe Merlin.
—- O senhor não está em condição de protestar Merlin — diz o juiz — Iremos ouvir o que o Comandante Carter tem a dizer.
—- Senhores! Eu trarei a verdade a vocês! Tudo sobre GreenVille e o vírus — Carter vai a frente do tribunal e começa a citar:
—- Primeiramente! O DX1, nunca foi desenvolvido para curar ou ser algum tipo de remédio!
Tenho aqui os componentes do vírus (Carter mostra uma folha com os componentes do DX1).
Ele foi criado exclusivamente para ser um vírus mortal e transmissível!
Merlin o criou com esse intuito. Ele queria infectar toda GreenVille. E infelizmente conseguiu.
—- Por que ele faria isso? — pergunta o juiz.
—- Vou chegar nessa parte Meritíssimo! — responde Carter — Merlin projetou tudo! Ele quis acabar com tudo! E ainda fez um vírus que nem sequer poderia haver cura.
—- O miseravel trabalhou sozinho o tempo inteiro! Os outros cientistas não ficaram sabendo de nada.
Merlin é responsável pelo DX1, mas não é o maior culpado! Ele apenas foi mandado!

Todos no tribunal se espantam!
—- Senhores, gostaria de indicar o maior responsável pela destruição de GreenVille! — continua Carter — Ele está aqui nesta sessão!
Todos no tribunal se espantam mais ainda.
—- É ele! — diz Carter apontando para o Governador Hill.
—- Que Ultraje! — diz o governador.
—- O governador Hill apoiou o projeto! Como vocês podem ver( Carter mostra documentos que comprovam envolvimento do governador).
—- Por que o governador faria isso? — pergunta o juiz.
—- Tudo foi uma jogada política! — diz Carter.
—- Isso é um absurdo! — diz o governador.
—- Governador! Pedirei para que fique em silêncio! — diz o juiz.
—- Meritíssimo! O governador financiou o projeto, para que GreenVille fosse infectada por isso, e a culpa caísse para cima de Merlin.
Depois, a única coisa que poderia ser feita, era a destruição de GreenVille — continua Carter.
—- Com todo mundo em luto por GreenVille, o governador iria tomar a frente e iria propor reconstruir a cidade. Todos iriam apoiar-ló.
Ele então se candidataria a Presidente, usando a reconstrução de GreenVille como slogan.
Ele não só venceria, mas mudaria tudo. E se tornaria um ditador! Eis a verdade ( Carter mostra outros documentos que comprovam os fatos).
—- Mas e por que Merlin aceitou ser parte disto? — pergunta o juiz.
—- Merlin seria condenado! Mas ele seria extraviado para outro lugar!
As pessoas pensariam que ele havia sido morto. Mas ele estaria tendo uma boa vida em outro lugar, e ninguém iria saber.

Policiais se aproximam do governador.
—- Fiquem longe de mim! — diz ele — Tudo isso é uma grande mentira!
—- Calado governador! — diz o juiz — Todos aqui estão cientes da verdade, e sabem exatamente o que fazerem!
—- A tragédia de GreenVille foi apenas uma campanha política. A mais covarde e sanguinária que já existiu! — continua o juiz — Tal ato de genocídio, não merece perdão! Eu os sentencio a prisão perpétua! Este julgamento está encerrado!

Merlin e o Governador são levados presos.
Eles foram sentenciados a pena de morte.
O caso repercute mundialmente. O mundo está chocado com tudo que acontecera.

Na saída do tribunal o juiz vai até Carter e diz umas últimas palavras:
—- Ainda não acreditei nisso! A que ponto chegou o ser humano! Tudo isso por benefícios próprios.
—- Não vai acreditar nos monstros que esse mundo pode criar Meritíssimo! — responde Carter.

No dia seguinte, Clarisse é levada à um orfanato na cidade.
Ela recebe um tratamento especial.
Sua aparência é outra. Ela não usa mais roupas sujas, como as que usava ao chegar de GreenVille.
Porém, ela não fala nada desde a sua chegada.
Ela fica apenas num quarto, sentada na cama, e sempre lacrimejando.

—- Ela é uma boa garota, mas não disse nada desde que chegou — diz uma funcionária do orfanato conversando com uma pessoa na portaria — É muito difícil lidar com um trauma como esse.
Aquela funcionária, leva uma pessoa até o quarto de Clarisse.
Durante o caminho a funcionária explica sobre a menina.
Elas chegam ao quarto.
—- Clarisse! Tem alguém aqui para te ver — diz a funcionária.
Clarisse de costas para a porta, nada responde.
—- Vamos menina! Pode ser que você consiga uma nova família — diz a funcionária.
Clarisse permanece do mesmo jeito.
—- Pode nos deixar a sós? — pergunta aquela pessoa.
—- Tudo bem — concorda a funcionária.
Ela se retira e deixa aquela pessoa na porta do quarto de Clarisse.
Ela entra e vai até a cama.
Ela se senta. Uma de costas para a outra.
Um silêncio absoluto permanece ali.
—- Uma vez, eu fiz uma promessa há alguém! — diz aquela pessoa — Eu prometi que iria rever ela novamente em um dia. E que daria o abraço que não dei, quando ela partiu.
Clarisse percebe uma voz familiar e sorri.
—- E sabe? — continua a pessoa — Eu queria que ela se virasse e me desse o maior abraço!
Clarisse rapidamente desce e vai ao outro lado da cama abraçar Katie.
—- Como você conseguiu? — pergunta Clarisse.
—- O Morris! — responde Katie — Ele descobriu que depois de um tempo o vírus deixa de ser transmissível.
Depois ele pediu pra um comandante ir atrás de mim lá em GreenVille.
—- Eu pensei que não fosse mais te ver — diz Clarisse emocionada.
—- Não acredita em mim? — pergunta Katie — Eu tinha prometido que nos veríamos de novo! E eu estou aqui!
—- Obrigado mãe! — diz Clarisse.
—- De nada minha filha! — responde Katie.

As duas continuam ali juntas, enquanto um por do sol é visto pela janela.
Elas tem a certeza que começarão uma nova história dali em diante.
Katie e Clarisse, agora mãe e filha!

Hill e Merlin são condenados.
Existe um novo projeto para a reconstrução de GreenVille.
Clarisse e Katie conseguem um lar em YellowTown.
Elas adotam um pequena cãozinho, e colocam o nome de Peter nele.

9 meses depois...

—- Parabéns Katie! — diz Carter — Você concluiu seu treinamento! Agora você é uma de nossas espiãs.
—- Obrigado comandante! — diz Katie ao ser nomeada espiã das Operações Especiais de YellowTown.
—- E você! Parabéns! Será nosso cientista forense!
—- Obrigado Comandante — diz Morris ao ser nomeado também para a tropa — Estou me sentindo o Barry Allen!
—- Quem? — pergunta Carter.
—- O Flash! — responde Morris — Ele era cientista forense.
—- Tá bom! — responde Carter — Agora que são integrantes da força tarefa, gostariam de participar de uma aventura?
—- Mas já? — diz Morris.
—- Sim! — responde Carter.
—- Qual a missão? — pergunta Katie.
—- Coisas estranhas tem acontecido em Porthmund! Estamos enviando uma equipe para solucionar o problema. Vocês acham que podem ajudar neste caso?
—- Com certeza! — diz Katie.
—- Pode ser! — diz Morris.
—- Ótimo! Façam suas malas! É uma viagem longa! — diz Carter.

Caro leitor, Cara leitora! Obrigado por ter chegado até aqui.
Obrigado por ter tirado tempo para ler uma simples história, de um simples rapaz, ao qual escreve por diversão.
Espero de todo o coração ter sido uma divertida leitura.
Agradeço seu apoio e seu voto!
Sugestões são bem vindas!
E muitas felicidades à você!

Em breve: O mistério de Porthmund.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!