Gray

6 Chapter Five - A New Life In Red


Notas iniciais
Yo!! Tudo bem? Ainda não desistiram da gente né?! Bom, desculpe a demora, tivemos que finalizar algumas coisas antes de postar e aqui finalmente estamos. Boa Leitura :D

Estava caminhando calmamente, não tinha pressa de chegar em casa, mesmo que o vento lhe dissesse que uma forte chuva estava por vir. Desejou por um momento que fosse mais cedo e pudesse ver as nuvens no céu, ou até mesmo o sol brilhando, mas infelizmente escurecia a cada segundo e apenas se via o clarão dos raios.

Passou próximo de uma rua perto do parque que frequentava assiduamente quando criança, subitamente uma imagem se formou, vendo a cena de um assalto. Compadeceu-se do homem que tentava manter o ladrão longe do filho a todo custo, mas não compreendia o motivo das outras pessoas não os verem ali. Olhou para os lados a procura de um guarda, enquanto as mãos tentavam achar o celular, fitou o local novamente, mas não tinha mais ninguém lá!

Levou as mãos à têmpora massageando, provavelmente trabalhara demais e sua mente estava pregando peças. Voltou a caminhada para casa, a cada passo o parque se aproximava, fez uma nota mental de tirar a bicicleta do apartamento e ir dar uma volta no final de semana. Sentiu um baque forte, fora um esbarrão, lançou um olhar enfezado para pessoa que não pedira desculpas, mas foi a última coisa que fez, aquele que veio de encontro a si, agora estava estendido no meio da rua...

Abriu os olhos rapidamente para logo em seguida fechá-los, a luz era forte demais, ou ao menos parecia. Sentiu uma movimentação ao seu lado e com cuidado retornou a abrir os olhos, primeiro viu o teto branco que não lhe dizia nada sobre o local em que estava, depois desceu as esferas castanhas para o braço dando de cara com uma agulha presa em um cano fino, seguiu o caminho daquele negócio estranho que tinha um líquido claro passando e deparou-se com uma bolsa de soro.

– Um hospital... – Sussurrou.

– Ten, você acordou! – Voltou a cabeça para o lado vendo Lee com um enorme sorriso.

– O que... O que aconteceu? – Indagou confusa.

– Sua pressão estava baixa e acabou desmaiando. – Explicou segurando delicadamente a mão da Mitsashi.

– Ah! – Ponderou por um breve momento, não se lembrava de desmaiar, muito menos o que fazia antes, apenas do sonho e do rapaz atropelado. – Tive um sonho muito estranho, vi alguém ser atropelado. – O amigo não disse nada, mas ficou lívido com menção do acidente. – Lee o que houve? – Perguntou temendo o pior.

– Bom... Você estava procurando o Neji...

– Neji? Mas por que? – Franziu o cenho e os flashs do que acontecera vieram como uma onda, o sonho era uma das lembranças. Lágrimas brotaram banhando a face da jovem. Rock a abraçou tentando acalma-la, mas era impossível com a imagem de seu amado Neji caído inconsciente no meio da rua. Lembrava-se de chama-lo, no entanto, ele não se mexia. Da ambulância chegando e de sua insistência para acompanha-lo. De dar entrada na papelada e ligar para o Lee, assim como os familiares que conhecia.

– Co-como ele está? – Indagou com a voz falha afastando-se do amigo.

– Ele está bem, quer dizer, em partes... – Ela arqueou a sobrancelha. – Não houve fraturas e no momento ele está dormindo, mas...

– Mas? – Incentivou com a voz entrecortada.

– O médico disse que teve algumas sequelas, é provável que Neji tenha perdido totalmente a memória. – Explicou soltando um suspiro. Tenten permanecia atônita.

“Pedido totalmente a memória”. Sua mente repetiu as palavras. “Isso é uma brincadeira, mas Lee não brincaria, não depois de tudo...”.

– Fo-i, foi minha culpa. – Ludibriou-se.

– Não Ten, não foi. Foi apenas um acidente e isso acontece. – Respondeu tentando confortá-la, enquanto a pequena afundava a cabeça em seu peito chorando.

...

Tinha acordado, mas não entendia nada, viu pessoas que não conhecia e o pior nem ao menos sabia algo de si. Tudo estava em branco e as lembranças que tinha eram as recentes. Seu nome Hyuuga Neji, idade 27 anos, mora sozinho em um apartamento no centro da cidade, trabalha na empresa do tio. Conheceu duas garotas parecidas que se declararam suas primas, um homem alto e sério seu tio, também um loiro falante, uma garota de cabelos estranhamente rosas, um jovem com cara de preguiçoso e por último o tal Lee, que declarava-se seu amigo desde as fraldas.

Cada um lhe contara uma história sobre sua vida, fatos dos quais não se lembrava, mas que ansiava saber. Queria ter certeza de quem era e que vivera, que existia! No entanto, nada voltava, o médico já havia falado que ele perdera tudo e que não recuperaria, por tanto, poderia ouvir horas daquelas narrações para conhecer a si.

Seu tio se despedia dizendo que voltaria em outro horário, parecia cansado aos olhos do jovem e realmente estava, prometera no leito de morte do irmão que cuidaria do rapaz e aquele susto o deixara extremamente preocupado, Neji era como um filho.

Do lado de fora o homem parou cumprimentando Lee e a garota dos cabelos castanhos que sorria fracamente, estavam indo até o quarto do companheiro, pois finalmente Tenten depois de conversar com Rock estava preparada para vê-lo, iriam contar tudo o que ele pergunta-se não importava o que fosse.

– Vejo que está bem animado. – Comentou o jovem de cabelos arrepiados.

– Lee! – Exclamou. – Só um pouco, as coisas ainda continuam confusas, mas todos são muito pacientes. – Falou sincero, sentindo-se bem na presença daquela figura que conhecera a pouco. – Vai ficar aí? – Indagou vendo-o parado na porta.

– Não, aliás quero que conheça uma pessoa. – Pausou fazendo um sinal para o lado de fora, Neji esticou o tronco demonstrando curiosidade. Ao lado do “novo” amigo uma moça não muito alta surgiu sorrindo para ele, sentia-se encantando com a beleza daquele sorriso e um choque bom percorreu seu corpo ao encontrar finalmente os olhos da moça. – Essa é Tenten... – Apresentou fazendo ambos o encararem. – Uma amiga em comum nossa! – Complementou.

– O-oi – Gaguejou o rapaz de olhos perolados.

– Oi – Respondeu sentindo os olhos marejarem e uma lágrima cair que logo limpou, aproximou-se da maca, dando passos suaves, queria abraça-lo, mas teve medo de assustá-lo, apenas se sentou na cadeira. Lee que assistia a cena sorriu, percebendo que logo os dois se entenderiam, com o trabalho realizado, saiu de fininho.

Na mente da jovem Tenten as palavras de Rock ecoavam “Ele pode não saber quem é você, mas com toda certeza vai conquista-lo e ele irá gostar de você como se jamais a tivesse esquecido...”.

...

– Minha rosa?

– Aham.

...

– Acho que te amo, Tenten.

...

– Hyuuga Neji, você aceita Mitsashi Tenten como sua legitima esposa?

– Sim.

– Mitsashi Tenten, você aceita Hyuuga Neji como seu legitimo esposo?

– Sim!

...

– E-eu vou ser pai?

...

– Ela vai se chamar Harumi*!

– É um nome perfeito, meu amor.

...

– Otou-san, você sabe que amanhã é meu aniversário, né?

– Sim, minha pequena Musume*.

– O dia mais feliz de nossas vidas. — Completou a senhora Hyuuga.

...

Sentado no velho parque ao qual diziam-lhe que fazia parte de sua infância e que agora fazia parte do de sua filha, Neji lia seu velho e tão querido livro "O Pequeno Príncipe" enquanto as Hyuugas compravam sorvete em um velho caminhão. Era uma nova vida e, ao mesmo tempo, a única vida que ele conhecia e ela era ótima. Sua esposa era atenciosa e o amava mais do que tudo e a sua filha, agora com sete anos era o melhor presente que seu deus poderia ter lhe dado.

– Otou-san! — Ouviu seu nome ser chamado e observou a pequena garota correndo em sua direção, envolta em um gracioso vestido rosado que chegava até a altura de seus joelhos e em seu delicado rosto o mais sincero dos sorrisos, um sorriso sincero, cheio de vida, cheio de amor e junto dele veio-lhe pequenas lembranças, seu pai, o acidente, Tenten, seus amigos, o sonho... o sonho, o começo de tudo.

E a velha árvore acinzentada gerou um fruto feito de tinta.

Notas finais
(N/A): *春見 - Harumi (春 - 'primavera'; 見 - 'visualização' (de vida, etc) ou 'perspectiva') * Musume = Filha. Bom, depois dessa pequena explicação sobre os nomes, quero me despedir de vocês, obrigada por terem lido e agradeço a Tayla pelo convite que me fez, eu gostei muito de escrever *-* Arya espero que tenha gostado da fanfic :3 - M. Oi, gente o/ Bom, eu queria agradecer a vocês que acompanharam a fic, leram e comentaram e queria agradecer especialmente a Myuky, minha semideusa das letras, que me ajudou tanto que eu acho que sem ela essa fic não estaria aqui, quer dizer, acho não, tenho certeza. Na verdade, acho que eu é que acabei ajudando ela, ou a gente se ajudou, não, sei, só sei que trabalhamos juntas e acabou saindo isso e-e' Well, te vejo por aí - T. Deixem comentários e façam essas autoras felizes, beijos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!