Notas iniciais
Desculpa a demora com o capítuloooo, estava em semana de provas finais e tava toda enrolada estudando e já avisando que na quinta eu estou indo para Curitiba e eu não sei quando vou postar o próximo capítulo. Prometo que o próximo vai ser compridinho. E eu não estou pensando em fazer uma história muito longa ok? Tava pensando em uma shortfic mas me avisem caso queiram ela mais longa ^^

As coisas estavam correndo bem nessas duas semanas que se passaram. Louise tem se mostrado uma grande amiga me ajudando com química e ouvindo meus desabafos sobre como nossa amada escola está cheia de insuportáveis playboyzinhos que só querem transar com você e filhinhas de papai que estão prontas para dar para o primeiro cara gostoso que aparecer. E no fim das contas ela acabou se dando bem com todos nós incluindo a Liz.

–Mãe cheguei- gritei deixando as chaves no potinho da mesa de centro da sala e a mochila no pé do sofá.

–Cozinha Lex- gritou de volta e eu já fui tirando os sapatos pelo caminho, eu iria pegá-los depois.

Entrei na cozinha a vendo com um cigarro na boca e preparando o almoço.

Digamos que a minha mãe seja bastante liberal comigo, ela deixa eu chegar a hora que eu quiser em casa contanto que eu me vire se estiver bêbada, o que nunca foi um problema já que eu nunca bebi, ela permite que eu falte aulas por puro capricho quando eu não estou na vibe, ou seja TPM, e ela ama meus amigos então sempre que eu chamo eles para virem aqui ela fica tranqüila, mesmo sendo dois garotos na maioria das vezes, o único hábito meu que ela não gosta, ironicamente é o que eu puxei dela, é fumar, ela tentou parar alguns anos mas não conseguiu mas já diminuiu bem e eu fumo ocasionalmente mas ela continua não suportando esse hábito adquirido dela.

Peguei um cigarro na caixa em cima do balcão e peguei um fósforo que estava na caixa do lado o riscando e acendendo a provável causa de muitos cânceres de pulmão.

–Você sabe que eu odeio que você fume não é?- perguntou e dei de ombros mesmo ela não vendo.

–Relaxa um pouco, hoje o dia foi pesado- digo e dou mais uma tragada- O que vai ter de almoço?

–Arroz, carne e batata, esqueci de comprar os legumes e os que estão na geladeira não estão muito bons, pensei que iria para o café agora a tarde.

–Robert disse que vai ter uma festa lá hoje, falou que é só aparecer as seis que está tudo certo.

–E a Liz como vai? Ela não aparece aqui faz um tempo.

–Ocupada, diz que o mestrado está pesado e que vai tentar arrumar tempo para passar aqui- falo e ela faz que sim.

–Te chamo quando o almoço ficar pronto, agora pega o chulé que você largou pela sala- ri quando ela se referiu ao tênis- E leva para o seu quarto.

–Pode deixar senhora não quero seu chulé na minha sala- digo e ela ri também.

Catei meu tênis e peguei a mochila indo para o meu quarto no segundo andar da casa. Nossa casa não era muito grande, tinha a sala, a cozinha, a lavanderia e um banheiro no primeiro andar e no segundo o meu quarto, o da minha mãe e o de hóspedes, fora o banheiro em cada quarto.

Deixei tudo no meu quarto e fui tomar banho, ninguém merece ficar com suor de aula de educação física no corpo.

[...]

A festa já estava rolando à uma hora mais ou menos, eu estava com meu detestável uniforme que consistia em uma saia preta blusa social branca e o crachá com meu nome, eu dei sorte do Robert me amar e me deixar usar minhas botas.

Mas enfim eu já tinha servido várias mesas e acabei me dando uma folga de cinco minutos parada no balcão. Dou glória a deus que essa seja uma festa de pessoas de mais idade, porque não estou com saco para ouvir pessoas da minha idade reclamando de demora.

Peguei a próxima bandeja de salgados e deixei a de bebidas para Cameron, ele era o único que tinha braço pra agüentar aquelas jarras cheias.

–Canapés?- perguntei passando entre as mesas e algumas pessoas pegaram.

Troquei de bandeja com Liz e passei pelas mesmas mesas agora com empadas. As poucas crianças que foram arrastadas para a festa pegaram o restante e acabaram por ficar com a bandeja em uma mesa separada dos adultos.

Quando estava voltando para pegar outra bandeja esbarrei em alguém e cai sentada no chão atraindo alguns poucos olhares.

–Desculpe- falei me levantando e o garoto me olhou preocupado.

–Me desculpe, estava destraído- falou e fiz que sim aceitando suas desculpas- Está bem? Não machucou?

–Só um susto- falei dando um sorrisinho.

–Brooklyn- falou me estendendo a mão e eu a apertei.

–Alexa, você é novo aqui? Não lembro de ter visto você na escola.

–Qual ano você está?

–Segundo.

–Por isso, sou do terceiro- falou e fiz que sim- Então estudamos na mesma escola.

–Ao que parece sim, mas tenho que voltar ao trabalho- falei vendo Cameron me chamar da bancada- Te vejo qualquer dia?

–Nos vemos na escola- falou e fui para a bancada pegar outra bandeja.

–Desde quando conhece Brooklyn Levine? – Cam perguntou com a testa franzida.

–Agora?- falei e ele aumentou a carranca- Ah vamos lá Cameron, você sabe o quão social eu sou, esbarrei nele agora e puxei assunto.

–Decidiu colocar sua socialidade em prática logo agora Lex?

–Não acho que socialidade seja uma palavra e não coloquei em pratica agora, coloquei a duas semanas quando conheci Louise- falei pegando a bandeja de enroladinhos e saindo da bancada.

Peguei a bandeja que tinha deixado com as crianças e limpei algumas mesas de convidados que já haviam ido embora. Brooklyn me deu um tchau quando estava saindo e eu ajudei Liz a arrumar as ultimas mesas enquanto todos iam embora.

–Brooklyn falando com meros mortais, essa é novidade- Liz falou e eu ri.

–Meros mortais?

–Ele repetiu o ano, tipo, era para ele estar um ano abaixo do meu na faculdade mas, ele conseguiu o feito de repetir o terceiro- falou colocando os copos na bandeja enquanto eu tirava os pratos- Aliás ele é jogador, deve pegar uma bolsa de estudos no fim do ano se algum olheiro aparecer por aqui.

–Como eu não lembro da cara dele? Eu lembro do Greg, Zac, Corby e aqueles outros tontos mas não lembro dele.

–Já parou para pensa que nem todos os jogadores do colégio não são mimadinhos? Brooklyn é um dos poucos que eu ouso dizer que é “humilde” quanto ao status de popularidade, mas não é como se ele não abusasse um pouco disso.

–Isso vai ser interessante- falei imaginando mil e uma coisas que poderiam acontecer agora que eu tinha tomado vergonha na cara e começado a falar com as pessoas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.