Notas iniciais
Olá, leitores lindos que não me abandonaram. Agradeço aos comentários lindos, da Sarah e da Oboro, vlw *-* Sweeties! Este capítulo ficou pequeno, mas os próximos serão maiores. Palavra de viciada em livros. e.e E estou pensando em estabelecer um dia para as postagem, tipo sexta. Concordam?

A garota caminhava tranquilamente, sem se importar com os olhares, uma vez que eles não imaginavam o que ela era . Sabia que eles não à achariam mais bonita, caso descobrissem sua identidade, oculta por um par de óculos escuros. Não era hipócrita, tinha plena consciência de sua beleza, não necessitava de elogios para ter uma confirmação.

Possuía aparência de garota delicada e graciosa; os cabelos ruivos flamejantes ondulados que caíam como cascata em suas costas, seu rosto tinha traços leves e belos, lábios pequenos e carnudos, nariz arrebitado; apesar de ter apenas 1,60 era esguia, dona de curvas delicadas, tudo com proporção, nada exagerado.

Mas por baixo de suas roupas simples (calça jeans azul, desgastada no joelho; camiseta preta do AC/DC, banda de rock de um século antigo; tênis allstar cinza) ela possuía cicatrizes, não apenas no corpo mas também na alma. Sua vida é marcada por más lembranças; as boas? Ela nem sabe se existem. De sua vida até os treze anos, não há uma única lembrança.

Uma de suas mãos segurava a alça de uma mochila de couro marrom surrada, não era couro verdadeiro, há muitos séculos estava proibido à comercialização desse tipo de material, e seu transgressor, recebia severas punições, entre elas prisão perpétua; o couro deveria ser falso ou sintético.

Ela permanecia atenta a um pedaço de papel, onde tinha o endereço de um hotel para Grants. Isso mesmo, viviam um apartheid de espécies. O medo e o preconceito do desconhecido se misturavam. Pois mesmo que o Grant não fosse perigoso, ele ainda era um estorvo, uma cópia malfeita da espécie humana.

A jovem estava em dúvida, não tinha certeza se a rua era a mesma que continha nas instruções para chegar ao endereço escrito no papel. Distraída não percebeu um rapaz vindo em sua direção, se ela tivesse avistado teria desviado, mas ele, ele não era assim, ele não se rebaixaria há uma “humana”. Esbarraram, quer dizer ele esbarrou nela de proposito, fazendo-a soltar o papel.

– Grrosso! – Exclamou, deixando seu sotaque francês nítido. Ele parou ao ouvir a jovem, não acreditando no que ouvira.

– O que você disse? – Questionou em sussurro ameaçador, ainda na mesma posição.

– A bon entendeur, il ne faut q´une parole. – Falou em perfeito francês.

O jovem virou-se, encarando a jovem com fúria, as suas viagens li renderam um básico em muitos idiomas, e afronta contida na frase estava explícita. A garota pode ver porque a arrogância do rapaz, seus olhos... Ele era um Grant. Era alto, e esguio, possuía cabelos pretos um tanto rebeldes.

A Grant sabia que ele queria vê-la com medo, mas não à veria, ele devia achar que ela era uma humana. Poderia retirar os óculos e mostrar-lhe a verdade, só que teve uma ideia melhor. Sorriu, um sorriso de deboche, e depois seguiu caminho deixando o moreno perplexo.

O qual achara que quando a jovem visse quem ele era, melhor o que ele era, já que os humanos os denominam como coisas; sentiria medo, mas não, ao contrário o fez de idiota. Isso não ia ficar assim, ele não ia deixar. Uma pequena vibração o tirou de seus pensamentos. Ele tocou o ponto na orelha.

– O que foi? – Indagou áspero.

– Temos trabalho. – A voz do outro lado da linha falou tão ou mais áspera que a do jovem.

– Tenho um assunto a resolver antes. – Proferiu ríspido, lembrando-se da jovem ruiva.

– Suas brincadeiras serão resolvidas depois. – Cerrou os punhos numa tentativa de calma. – Deve vir já.

– Estou indo. – Emitiu entre dentes com sua mandíbula travada. Tocou novamente o ponto na orelha. E encarou a direção para onde a jovem seguira por alguns segundos, antes de ir em direção contrária.

[...]

– Você está bem? – Perguntou um jovem humano.

– Oui. – Respondeu confusa. – Porr que nan estarria?

– É que vi aquele Grant estúpido discutindo com você. – A jovem sorriu, não acreditava no que estava ouvindo. Ele pensou que o sorriso fosse de agradecimento.

– Querr dizerr quê mê viu derscutindo, e nan argirr como carvaleirro? – Ela o encarou por alguns instantes antes de sibilar com desprezo. – Idioté.

Seguiu seu destino, ignorando o jovem que deixou para trás. Não que ela precisasse de um príncipe para defendê-la, mas um covarde também não tinha credito aos olhos dela. Virou na esquina , assim que se aproximou da avenida.

Não possuía mas o papel em mãos, pois o perderá graças ao Grant estúpido, não se sentia chateada ou preocupada por isso. Olhava o papel mais por um hábito do que por necessidade, desde que lerá o enderenço, não precisava mais dele.

Uns vinte metros à frente avistou a entrada de uma rua, era simples. Ao percorrer aquele caminho, observou que era um lugar um tanto abandonado. Havia casas, lanchonetes, e lojas; as paredes desses imóveis estavam com a tinta descascando, era possível ver a poeira cobrindo os vidros, mesmo ao longe. Tudo demonstrava abandono.

Mais à frente, pode ver uma placa “Hotel Broken”, próxima a um edifício, simples de talvez uns três andares. Frente ao hotel a jovem observou que o nome condizia com o aspecto do prédio, ele estava literalmente quebrado, as portas de vidro encontravam-se estilhaçadas no chão. Encaminhou-se para dentro sem ao menos ter cuidado com os fragmentos das portas.

Analisou a portaria à procura de alguém ou algo que explicasse o estado do edifício. Seus olhos caíram sobre um campainha em cima de uma bancada, à esquerda da entrada. Suavemente dirigiu-se a ela no intuito de tocá-la, estava gasta, talvez fosse da época do hotel, isso explicaria os indícios de ferrugem ao seu redor.

Sua atenção foi desviada para algo atrás do balcão. Aproximando-se mais viu um corpo, seus cabelos platinados davam informação de ser uma senhora, a falta de linhas de expressão indicava que não sofria os avanços da idade. Não havia nenhum dano físico no corpo, mas o semblante parecia congelado em uma expressão contorcida de dor.

Apertou seus olhos enquanto examinava todos os detalhes, a senhora estava com um conjunto de blusa e calças de tecido bege, assemelhava-se a um uniforme, mas não possuía nada que desse a informação de quem havia sido aquela mulher. Lançou lhe um último olhar curioso antes de ir averiguar o prédio.

Um corredor amplo próximo do elevador levava ao simples salão de eventos do prédio, local onde os residentes do edifício celebravam datas comemorativas, entre outras. As portas eram simples, contendo apenas umas pequenas espirais esculpidas na madeira, dando um detalhe harmônico nelas.

Indo além das portas, sua atenção foi direcionada há um lustre simples de material criado em laboratório muito parecido com o cristal. Suspirou identificando todos os detalhes feitos a mão, que possuíam forma complexa, mas mostravam um resultado belíssimo.

Seus olhos ficaram frios e vazios, quando notou mais corpos sobre o piso, não prestara atenção, mas devia ser uma dúzia ou mais com o mesmo semblante de dor, semelhante ao cadáver na portaria. Estreitou os olhos em análise antes proferir:

– Fazerr sujeirra, mas nan jogarr lixo forra.

Notas finais
Preciso saber umas coisinhas, quero fazer jus ao nome interativo. Vocês leitores que, que mandaram as fichas, gostaria de saber como será a convivência com os outro personagens. Ex: Dredzel será amigável com Mike. Simples assim, pode mandar por comentários ou em PV. Tradutor *-* Oui - sim A bon entendeur, il ne faut q´une parole - A bom entendedor, meia palavra basta Obrigada por ler!