Grandes Sonhos Nunca Morrem
15 Pequeno herói.
Notas iniciais
O que quebra a monotonia dos meus dias fatídico de dona de casa e operadora de caixa na loja da dona Tessa, é o meu filho, Rafael. Você adoraria conhecê-lo!
Não leve em consideração meus olhos de mãe, mas ele é realmente um garoto incrível. Esperto e curioso, não se parece nada comigo, exceto pelo dom de se meter em encrencas (das quais sempre tenho que livrá-lo).
Há alguns dias, ele encontrou na beira do lago aquele besante que joguei nas águas, esperando que me concedesse um desejo.
Fiquei um tanto chateada com isso. A sorte nunca foi minha amiga, nem quando eu gastava a minha mesada em raspadinhas premiadas. Nunca ganhei nem uma de volta!
Naquela época, eu jurei que nunca diria qual era o pedido, mas hoje já não vejo essa necessidade.
Desejei que você estivesse ao meu lado no cinema, quando eu estrelasse meu primeiro filme. É bobo, eu sei, mas era tudo o que eu mais queria; ver sua reação ao me admirar sendo outra pessoa, como se a Susana já não existisse mais e desse vida àquela personagem.
Imagino se seus olhos brilhariam mais do que o normal. Se é que isso é possível.
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