Grande Guerreiro Beetleman
1 A ameaça dos antepassados (parte 01)
Notas iniciais
No meio da Floresta Amazônica, uma equipe de pesquisadores segue pistas da existência de uma tribo chamada Makuba. Cinco pessoas caminham pela densa floresta, atentas para o que poderiam encontrar. Os guias mostram que há alguns metros mais adentro eles dizem que existe uma construção aparentemente indígena que eles deviam analisar.
— Ah querido, será que vamos achar o templo Makuba? – Dizia a única mulher do grupo para seu esposo.
— Estou confiante que sim. Passamos muito tempo pesquisando a respeito dos Makubas e seu culto ao besouro. – Diz o homem. Eles seguem os guias e chegam a um grande templo castigado pela intempérie.
— Senhor Silvestre, tome cuidado. Nós só estamos aqui acompanhando os senhores. Não vamos entrar aí. – Diz um dos guias.
— Não se preocupem rapazes. Fiquem aqui que nós vamos entrar. – Disse o senhor Silvestre e os cinco entraram pelo templo. Caminhando lá dentro eles vêem várias esculturas em forma de besouro e decalques nas paredes. Dentro de uma câmara na qual a equipe de exploradores passa, está um monumento de aproximadamente 3 metros de altura. Os exploradores observam a estátua e constatam que ela representa alguma espécie de batalha.
— Veja Silvestre! De acordo com minhas analises preliminares, esta estátua representa um combate de membros da tribo Makuba. – Diz um dos membros da equipe. Seu nome é Mauro. Ele é o mais inteligente da equipe, mesmo sendo o mais baixo.
— Um combate? Contra quem? – Pergunta Silvestre.
— Eu ainda não sei. Mas, não parecem ser seres humanos. Ah já sei. Esta tabuleta de pedra possui umas inscrições. Vamos levá-la para pesquisá-la. – Diz Mauro tirando a tabuleta da base da estátua sem perceber que com esse movimento ele derruba uma jóia que estava pregada na estátua. Os cinco começam a se dirigir até a saída do templo quando, de repente, o templo começa a tremer. Todos se assustam com o estrondo e caem no chão. A estátua começa a brilhar e brilhar cada vez mais até que explode violentamente e cinco luzes saem da explosão. Os guias no lado de fora se assustam com a explosão e tentam ir ajudar os exploradores, mas, antes de alcançarem o templo ele desmorona. Os guias ficam horrorizados ao verem que alguns vultos das mesmas criaturas da estátua se projetam na frente deles. Os guias começam a correr e adentram a floresta com as criaturas vindo em seu encalço.
- Eu disse desde o começo que aquele pessoal não devia vir aqui. O templo Makuba é muito perigoso. — Dizia um dos homens, ofegante.
- É. Parece que as lendas eram verdade. Os demônios que os Makubas prenderam agora que estão livres, quem sabe o que poderão fazer? — Completou o outro homem.
- Não quer que eu responda? — Disse uma voz por trás dos homens. Os dois se viram para ver quem falou e logo depois dão um grito de pavor. Uma revoada de pássaros sai das árvores e tudo fica quieto na floresta.
Cinco anos depois, o cenário muda para Arco City. Uma cidade tranqüila e próspera. Com empresas, redes de super mercado e serviços de boa qualidade.
É um dia bastante calmo na cidade e vemos um rapaz de aparência oriental, cabelo castanho-escuro, pele clara, trajado em uma camisa verde, calça preta e tênis azuis. Ele andava pelo centro da cidade e parecia procurar uma loja. Ao notar que ali havia uma loja de molduras, o rapaz entra e fala com a atendente:
— Bom dia! Eu gostaria de emoldurar essa foto, por favor. – Diz o rapaz entregando a foto de uma mulher de pele morena com os cabelos castanhos bem longos. Na foto havia uma data: quatro de setembro de 1982.
— Como não senhor? – Diz simpaticamente a moça levando a foto e voltando em seguida. – O senhor pode voltar daqui à uma hora e seu quadro estará pronto. Obrigado. – Diz a moça e o rapaz agradece e sai. Ele continua andando para outro lugar. Enquanto isso, na sede do jornal local “Vista Grossa”, na sala da redação uma moça entra pela porta por ordem do editor-chefe.
— Mandou me chamar chefe? – Diz a moça fechando a porta.
— Sim Larissa. Preciso saber se temos algo novo para cobrir. – Diz o editor-chefe Otacílio preocupado.
— Bom, eu ainda não consegui nada. A minha matéria está indo mais ou menos. Se eu pelo menos tivesse um fotógrafo pra me ajudar... – Diz Larissa.
— Ai, ai. Ainda com essa idéia, Larissa? Não percebe que é um devaneio seu essa busca? – Diz Otacílio. Ele mostra um jornal com uma manchete de cinco anos antes “Equipe de altos executivos da maior empresa de Arco City a GUNDAM, desaparecem em exploração na Amazônia”. – Por um acaso, você pensa que esse incidente tem alguma coisa a ver com esse? – Diz Otacílio mostrando outro jornal agora com a manchete do dia anterior “Mais uma morte misteriosa em Arco City! Polícia descarta possibilidade de serial-killer!”
— E por um acaso não tem chefe? Provavelmente, seja o que for que fez os exploradores desaparecerem veio pra cá e está matando essas pessoas. – Conclui Larissa com cara de raciocínio lógico. O editor-chefe passa a mão no rosto e diz: — Está bem Larissa. Eu estou pra receber um rapaz que está buscando emprego. Vou colocá-lo como seu fotógrafo. Então eu espero que você no mínimo me prove que essa sua teoria é verdade. – Diz o editor-chefe Otacílio e Larissa concorda.
Logo depois, o mesmo rapaz que levou a foto para emoldurar entra pela porta do prédio onde funciona o jornal. Ele se dirige à atendente e depois sobe as escadarias logo a seu lado. O rapaz chega à sala do editor-chefe e o cumprimenta.
— Ah, que bom que chegou. Estávamos falando mesmo de você. – Diz Otacílio se levantando de sua cadeira para receber o rapaz. – Sente-se e vamos fazer sua ficha. – Completa Otacílio.
Nome: Eduardo Hiroshi
Idade: 19 anos
Altura: 1,80m
Peso: 75 kg
Função: Fotógrafo
Depois de feita a ficha, Eduardo pega um crachá de fotógrafo e vai buscar sua câmera e quando volta dá de cara com uma bela moça de longos cabelos escuros. Eduardo fica estonteado com a beleza da moça.
— Eduardo? Eduardo? – Diz Otacílio aparecendo.
— Hã? Sim? – Diz Eduardo pensando ao longe.
— Aquela é Larissa. Você será o parceiro dela. – Diz Otacílio para Eduardo como se o estivesse parabenizando. Eduardo imaginava uma cena na praia em que ele e Larissa corriam um em direção ao outro, como naqueles filmes de romance. De repente, Larissa segue para a cafeteira e Eduardo quase que se teletransporta até lá.
— Ah é você. – Diz Larissa surpresa com o ímpeto de Eduardo.
— Ah, o que é isso! Pode me chamar de Dai. É apelido de infância. – Diz Dai num tom de velha amizade. Ele pega um copo de plástico e enche com café.
— Sai um cafezinho no capricho. – Diz Dai indo entregar o café a Larissa até que Dai tropeça num degrau e deixa o café voar sobre a camisa de Larissa.
— Ai meu deus. Desculpa Larissa. Foi um acidente. Eu tropecei naquele degrau e... – Diz Dai sacando um lenço de seu bolso para secar o busto de Larissa.
— Nem pense em por essa sua mão-boba aqui seu aproveitador!! – Grita Larissa aplicando um soco-cometa em Dai. – Eu conheço esse seu tipinho que é prestativo e depois eu sei muito bem o que querem. – Diz Larissa bufando de raiva.
— Desculpa Eduardo. Eu não avisei que Larissa tem um temperamento um pouco explosivo. – Diz Otacílio chegando até Dai.
— É. Eu já percebi. – Diz Dai desmaiando.
Mais tarde, quando Dai estava recuperado da “surra de um golpe só”, ele e Larissa seguiram para o local do último assassinato e enquanto isso conversavam.
— Sabe Dai, foi mal aquele soco. Eu agi por impulso. – Diz Larissa meio vermelha.
— Não foi nada. Você tem um soco muito bom. Ta doendo até agora. – Diz Dai rindo. Eles continuaram a conversar pelo caminho e logo chegaram ao local.
— Dai, é aqui. Pare o carro. – Diz Larissa e Dai estaciona o carro e os dois descem. O lugar é uma casa de aparente classe média. Haviam muitos móveis derrubados e algumas trilhas de sangue.
— O homem deve estar por aqui em algum lugar. – Dizia Larissa procurando vagarosamente pela casa.
— Tem razão. Eu achei. – Diz Dai chamando Larissa. Ela se aproxima e logo se assusta com o que vê. Um homem caído por sobre um sofá com o pescoço quebrado aparentemente, com alguns cortes e ensangüentado. Dai pega sua câmera e tira algumas fotos do local e do morto. Larissa nota que havia uma faca próxima do cadáver e que estava suja com uma espécie de gosma verde. Nisso, ouve-se um barulho de passos e Dai pede para que Larissa fique quieta. Os passos se aproximam e então entra pela porta da sala uma pessoa.
— Quem é você? – Pergunta Dai Hiroshi olhando o homem com certa desconfiança.
— E vocês? Meu nome é Eduardo Barros, investigador e capitão da divisão de homicídios da Delegacia de Arco City. O que estão fazendo aqui? – Pergunta Eduardo mostrando o distintivo.
— Meu nome é Larissa Gomes, repórter investigativa do jornal Vista Grossa e esse é Eduardo Hiroshi, fotógrafo. – Diz Larissa tomando a palavra num tom de interesse pelo policial.
— Credenciais, por favor. – Pede Eduardo e é atendido rapidamente. Ele checa as credenciais e as devolve. – Bom, mais uma pergunta: o que fazem aqui? – Diz Eduardo.
— Viemos investigar esse crime. Suspeito que aquele desaparecimento dos executivos da GUNDAM há cinco anos tem algo a ver com essas mortes repentinas. – Diz Larissa.
— Então vocês também desconfiam da relação entre esses crimes? – Pergunta Eduardo. – Cá entre nós, eu acho que essas coisas que têm acontecido, não são naturais. São crimes sem explicação, sem motivo. Por isso, peço que tomem cuidado. O quer que seja que está fazendo isso é muito perigoso. – Diz Eduardo. De repente, o celular de Eduardo toca. Ele olha quem está ligando e guarda-o de volta no bolso. – Tenho que ir. A central está me chamando. Vocês tomem cuidado. Até mais. – Diz ele saindo. Larissa parecia estar muito admirada com o policial que parecia estar no mundo da lua.
— Larissa, ele já foi. – Diz Dai tocando seu ombro.
— Hã o quê? – Diz Larissa meio distraída. – Eu jamais vi um homem tão bonito assim. – Diz ela suspirando.
— Ei! Acorda! Não somos pagos pra você ficar suspirando por qualquer rostinho bonito não, tá? – Diz Dai Hiroshi.
— Ah é? E você é o santo da história não? – Pergunta Larissa num tom sarcástico.
— Ah deixa pra lá e vamos embora. – Diz Dai num tom de constrangimento. Os dois resolvem sair da casa e voltam para a redação do jornal. Ao passarem pelo prédio da grandiosa empresa GUNDAM, Dai e Larissa vêem algo acontecendo.
— O que será aquela confusão? – Pergunta Dai.
— Ainda não sei. Mas, vamos descobrir. Pare o carro! – Diz Larissa e assim Dai o faz. Ele estaciona o carro e os dois descem e vão até a multidão. Ao se aproximarem, notam três enormes seguranças impedindo a passagem da multidão pela porta.
— Ei amigo, afinal o que está acontecendo aqui? – Pergunta Larissa para um homem.
— Não estão vendo? Depois de cinco anos, os executivos desaparecidos da GUNDAM retornaram. Vejam eles ali! – Diz o homem apontando para dentro do prédio.
— Como é? Não pode ser. Dai, tente fotografar algo! – Diz Larissa. Dai pega sua câmera e se esforça para tirar uma foto.
— Consegui! – Diz Dai. Os seguranças expulsam as pessoas e Dai e Larissa voltam para o carro.
— É! São eles mesmos. Muito bem Dai. Mas, algo não me cheira bem. Cinco anos é muito tempo pra se escapar de uma tragédia na floresta e voltar para sua casa. Aconteceu alguma coisa e acho que temos de descobrir. – Diz Larissa e eles entram no carro e seguem para a redação do jornal. Lá chegando eles contam a Otacílio o que viram e lhe mostram as fotos conseguidas.
— É inacreditável. As equipes de resgate ficaram quatro meses procurando no local da tragédia e numa enorme área próxima sem resultados. E agora depois de cinco anos eles voltam e aparentemente com boa saúde de acordo com essas fotos. Algo não está certo. – Diz Otacílio preocupado.
— Algo como o quê? – Pergunta Dai.
— Não sei exatamente. Por isso precisamos investigar um pouco mais. Fiquem sempre alerta e relatem-me qualquer novidade. – Diz Otacílio.
— Sim senhor. – Dizem Dai e Larissa. Os dois resolvem dar uma volta pela cidade para ver se descobrem mais alguma coisa que se relacione com os fatos. Enquanto isso, no escritório da GUNDAM a secretária do presidente, Laura, atende a um chamado do mesmo.
— Senhor Silvestre? Estou aqui. – Diz Laura entrando pela porta da sala.
— Que bom que veio Laura. Preciso da sua ajuda. – Disse Rafael Silvestre, jovem empresário que estava desaparecido e chefe da presidência da GUNDAM. – Você precisa me ajudar. Em uma das nossas fábricas, está guardado um projeto que estávamos desenvolvendo e preciso de você para recuperar esse projeto com as senhas de emergência. Poderia me acompanhar? — Pergunta o presidente.
— Sim senhor. Eu o acompanho. – Diz a secretária indo junto com Rafael em direção ao carro oficial. Os dois entram e o carro segue em direção da fábrica. Rafael Silvestre parecia preocupado e durante todo o percurso não disse nada aparentando nervosismo. Pouco tempo depois o carro chega à fábrica. Ela estava parcialmente em ruínas depois da saída dos executivos e fora fechada por credores da empresa que buscavam seu dinheiro. Os dois descem do carro e entram pelo portão e chegam à porta do prédio em ruínas.
— Muito bem Laura. Vamos entrar e pegar o protótipo. – Diz Rafael abrindo os cadeados da porta e abrindo-a. Os dois entram pela porta que logo após se fecha. Eles caminham pelo corredor semi-iluminado em direção à sala do laboratório. De repente, Laura ouve um barulho de passos rápidos vindos do primeiro andar do prédio.
— Hã? Senhor Silvestre, o senhor ouviu isso? – Pergunta Laura.
— Isso o quê? – Pergunta Rafael.
— Eu ouvi alguma coisa correndo lá em cima. – Diz Laura apontando para o teto.
— Não pode ser Laura. Não há mais ninguém aqui além de nós. Temos de pegar esse protótipo o mais rápido possível. – Diz Rafael e eles continuam a andar. Um pouco mais adiante uma lâmpada do corredor se apaga e depois de alguns instantes se acende novamente.
— Uau! O que será que houve Senhor Silvestre? – Pergunta Laura que ao se virar para trás nota que Rafael desapareceu no espaço de tempo entre o apagar e o acender da lâmpada. Laura começa a se preocupar com seu chefe e amedrontada anda cautelosa pelo corredor. – S... Senhor Silvestre. Onde o senhor está? Onde? – Pergunta Laura suando frio com medo do pior. As velhas lâmpadas começaram a piscar enquanto Laura se aproximava da escadaria. De repente, Laura ouve novamente as passadas só que agora muito mais altas, como se o dono dos passos estivesse próximo. Laura olha para os lados com muito medo e não vê nada. De repente um barulho a assusta e a faz encostar-se à parede.
— Quem está aí? – Pergunta Laura tentando buscar coragem. Logo ela percebe que tinha sido o vento, que pela janela derrubou uma velha vassoura.
— Ah! Ufa que bom que não era nada. – Diz Laura respirando aliviada. Nisso uma gota cai em seu blazer e ela sente uma leve corrente de ar vinda de cima. Ela tenta limpar a gota em seu Blazer. A gota era de um liquido muito espesso.
— Que estranho. Isso parece ser... – Diz Laura olhando para cima e eis que vê uma monstruosa criatura em forma de lagarto agarrada a parede olhando para Laura e babando uma saliva espessa. Laura dá um grito de pavor e salta para frente para escapar da criatura que saltara em sua direção. Laura se levanta e corre escadaria acima sendo seguida pela criatura que corria pelas paredes. A criatura com sua cauda disparava espinhos nas lâmpadas para dificultar ainda mais a fuga de Laura. Terminando as escadas havia um longo corredor que dava na porta do laboratório. Laura corre apavorada para fugir da criatura e acaba tropeçando numa tábua solta do assoalho. A criatura salta pelas paredes em sua direção, mas, numa das paredes a pressão das pernas da criatura é grande, quebrando a parede e derrubando a criatura no chão também. Laura desesperada tenta se levantar, mas a criatura mesmo caída consegue agarrar a perna de Laura. A criatura com suas garras começa a arranhar a perna de Laura e a puxa.
— Nãão!! Socorro!! Alguém me ajude!!! Socorro!!! – Grita Laura aterrorizada se debatendo e pensando que aquele era seu fim. De repente, Laura vê logo a sua direita um machado da caixa de emergência que estava caído no chão. Ela o agarra e então o usa na criatura. – Me solta seu desgraçado!! – Grita Laura aplicando com toda sua força uma machadada que decepa o braço da criatura na altura do cotovelo. A criatura se recolhe com a dor e Laura se solta do braço e, mesmo mancando, corre até a porta do laboratório. A criatura se recupera e começa a correr atrás de Laura. Ela com esforço chega a porta e a fecha colocando o machado como tranca. Ferida, Laura se senta atrás de um balcão enquanto ouvia a criatura bater na porta para entrar. De repente, a criatura pára de bater na porta e tudo fica em silêncio. Laura começa a chorar incontrolavelmente quando por uma porta de uma sala pequena do laboratório surge Rafael Silvestre que a encontra.
— Laura, você está bem? O que foi isso? – Diz Rafael se aproximando.
— Oh! Senhor! O senhor viu aquele monstro horroroso? – Dizia Laura ainda a chorar de desespero.
— Sim. Receio que sim. Ele te machucou seriamente. – Diz Rafael examinando a perna de Laura.
— Ele... ele... ele vai nos matar. – Diz Laura.
— Não vai não. Este protótipo aqui vai nos proteger. – Diz Rafael abrindo a pasta que trazia consigo e revelando um tipo de cinto. – Muito bem Laura. Não posso deixar você ficar aqui. Pode ser atacada de novo. Vamos, entre nessa sala que eu cuidarei do monstro. – Diz Rafael levando Laura em direção à sala.
— Tem certeza? Aquilo não se parece com nada que eu tenha visto. – Diz Laura.
— Só digo uma coisa: este cinto também não. – Diz Rafael abrindo a porta da sala e Laura entra mancando. Rafael fecha a porta e a tranca.
— Ufa! Ah Senhor Silvestre tenha cuidado. – Diz Laura sentando-se no chão. Ela fica pensativa até uma gota de saliva cair em seu ombro. – Mas, o quê? – Diz Laura limpando a saliva e olhando para o teto vê o monstro que salta sobre ela. Laura começa a gritar apavorada e lá fora Rafael ouvia calmamente Laura ser devorada pelo monstro.
— Realmente é uma pena Laura. Mas, ele estava com fome e você logo iria perceber minhas reais intenções. – Diz Rafael observando o cinto. Seus olhos por um instante ficam vermelhos e num tom maléfico, Rafael sai do laboratório.
— Ah não. Realmente eles voltaram da sua prisão. Preciso encontrar o guardião o quanto antes. – Dizia uma voz feminina muito preocupada.
Continua
No próximo episódio: Eduardo investiga a denúncia de que a secretária de Rafael fora assassinada pelo mesmo criminoso das mortes anteriores e junto de Dai e Larissa entram no prédio da GUNDAM abandonado. De repente, o monstro lagarto os ataca e põe todos em perigo. Mas, algo acontece com Dai Hiroshi nesse meio tempo. O que será? Não perca o próximo episódio de Grande Guerreiro Beetleman: A ameaça dos antepassados (parte 02).
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