Grand Chase Heroes
97 Epílogo: Anos Depois
Notas iniciais
Sei que tive meus altos e baixos, e minha vida pessoal infelizmente afetou bastante nestas diferentes etapas. Contudo, prometi que terminaria, e mesmo todos os problemas cotidianos não foram suficientes para eu desistir, mantendo a promessa.
Por fim, gostaria que deixassem um comentário, dizendo a nota total da fic (entre 0 e 10) que daria, capítulo preferido (por mais que eu já desconfie de quais sejam) e o que achou bom, o que achou ruim. Parece chato, mas se investirem tempo respondendo, poderei melhorar para futuras fics ^^
– É a rainha que vem chegando... – As criancinhas se cutucavam para mostrar umas às outras que ela marcava presença naquele importante evento.
Com o passar destes dez anos, Vermécia foi reconstruída, hoje unificada – os elfos, magos, mecânicos (a maioria, construtores de robô) e cavaleiros agora estavam ajudando uns aos outros, sem divisões por reinos.
– Ela tem feito um ótimo trabalho, desde a reconstrução de Vermécia até agora, administrando nosso reino de Vermécia como rainha, não é? – Um garoto com olhar de pouca confiança quis saber a opinião dos garotos, que como filhos daqueles que sofreram com o fim de Vermécia, tiveram agora um lar pela primeira vez.
Mesmo com a pouca confiança que passava aos garotos, conseguiu arrancar uma resposta repleta de satisfações. A rainha era tão boa, que todos a aprovavam.
– A rainha Elesis está no camarim pessoal “dela”? Será se o rei também virá?
O garoto com olhar de pouca confiança, que reparava nas crianças, procurou por alguém. Bem atrás de Elesis, um conhecido dele vinha carregando uma menininha no colo e dois menininhos agarrados à veste real.
Descruzando os braços, o garoto interrompeu o aclamado andar do rei, rumo ao camarim.
Ainda transparecendo pouca confiança, ajoelhou-se e curvou-se, com a cabeça para baixo.
– Mesmo você sendo o único de nós que parece tão jovem assim, você sempre foi um companheiro meu, Lass. Um companheiro de mesmo nível não deve curvar-se ao rei.
O marido de Elesis, Zero (que agora não usava mais sua máscara e mostrava definitivamente seus chamativos olhos amarelados), era rei apenas no nome. Como Elesis era quem governava o reino, a Zero coube a liderança geral do exército. Hoje, detentor das três lendárias espadas, carregava todas mesmo que por baixo de sua veste real. Elas formavam um X, cruzando uma espada na diagonal por cada lado, com um adicional na vertical, da terceira espada. Se tivesse uma quarta, formaria um asterisco. Desde a noite que obteve as duas últimas espadas, nunca ninguém as roubou, mesmo que por um segundo. Diante disso, seu nome representava o maior poderio, naquele reino invejável onde todos se ajudavam.
Lass e Zero, com as crianças príncipes e princesas deste novo reino, foram se sentar no camarote junto de Elesis. Jin já estava lá.
– Bela festa, Jin, nem acredito que conseguiu organizá-la. – Lass mais criou conversa do que subestimou a Jin. Infelizmente, não foi o que parecia.
Jin coçou a cabeça sem reclamar de Lass. Com ele e o casal real já no camarote, o papo ia começar a se soltar, até que a festa realmente começasse.
– Você e Azin são como chicletes. Por que ele não esteve com você enquanto isso?
A pergunta de Lass acontecia porque Jin e Azin eram os líderes dos novos cavaleiros de Prata, que atualmente agiam não na Terra de Prata, mas em Vermécia, como se fossem policiais. Enquanto os exércitos costumavam lutar contra invasores de outros continentes, os cavaleiros de Prata continham ladrões e outros problemas internos. Logo, os dois sempre estavam juntos.
– Holy e Azin vão chegar num intervalo de cinco minutos, um do outro. Eles querem fingir que não há nada entre os dois, mas já está claro que eles estão “se pegando”. – Jin falou. – Apenas não digam que eu os contei.
Zero e Lass prometeram, enquanto Elesis estava se segurando. Ultimamente, não conseguia guardar tão bem um segredo como nos velhos tempos.
Realmente, Azin chegou uns cinco minutos antes de Holy.
De repente, já com os dois reunidos, um baque soou pelo local do evento. Rey e Dio caíram de uma fenda dimensional.
– Estamos atrasados! – Rey estava agonizada. – porcaria, porcaria! Chegamos atrasados e interrompemos o evento!
– Não, vocês chegaram na hora. – Elesis a acalmou.
Notando a barriga de Rey, Elesis especulou sobre gravidez. Era a nona vez que Rey estava grávida (mesmo os outros não tendo visto ela grávida nenhuma vez nas poucas ocasiões que se encontravam). Mesmo sendo a nona vez, era a primeira que Rey estava confiante no nascimento. Ao que parecia, alguns bebês simplesmente não se formavam, mesmo que a barriga crescesse. Quanto à gêmeos, entre os asmodianos nunca houve um casal que tivesse dado luz à gêmeos. Conforme conversava sobre as tradições, mais e mais os asmodianos pareciam estranhos e malucos.
Rey e Dio, por serem daquele outro mundo, estavam tão novos quanto a última vez que os viram, aproximadamente dez anos atrás.
Os dois se odiavam demais, mas talvez fosse aquele ódio todo que os tivesse levado a se casarem. Toda a antiga “segunda geração” da Grand Chase compareceu à estranha tradição de casamento asmodiano do outro lado do portal, que agora tinha um forte vínculo com Ernas. Os sete dias que o casamento durou foram estranhos, e Elesis e os outros tentavam simplesmente esquecer daqueles dias.
– Rey está sentindo que será uma garota. – Dio adiantou, levando um tapa de Rey que não gostaria que contasse.
– Quando trabalhamos juntos na G.C., eu achei que vocês dois eram irmãos. – Elesis comentou.
– Que preconceito! – Dio parecia furioso.
– Ignore, Dio. Nós achamos todos eles iguais também, não é verdade? Especialmente Ryan e Lire. Parecem “dois Ryans” se beijando!
Quem estava sendo preconceituoso agora?
– Ai. – Rey reclamou. Desta vez, foi ela quem tomou o tapa.
A forma que Lire se manifestou ali foi aquela: dar um tapa ao ouvir o comentário de Rey. Em seguida, todos cumprimentaram o casal, que trazia apenas um garoto.
– E os outros? – Zero indagou.
– Deixamos o robô-babá de Mari cuidando. Jamais traríamos todos os dezessete aqui.
Dezessete filhos. Os elfos realmente deviam ser muito tarados para produzirem tantos descendentes assim!
– Arme e Ronan estão ali! – Elesis apontou.
Rey era a rainha de Elyos. Dio, o diplomata que cuidava das relações entre as duas dimensões paralelas.
Lire era uma das subordinadas de Zero no exército. Ryan, um agricultor de muito prestígio, basicamente responsável pela metade da comida produzida em Vermécia.
Mari, uma programadora de robôs que na maior parte do tempo melhorava os robôs de Vermécia, agora morando por ali. Focava-se na defesa, mas no tempo vago criava robôs utilitários como o robô-babá que cuidava dos bebês de Lire.
Os recém-chegados também tinham funções diferentes daquelas que desempenharam na Grand Chase. Arme agora era uma das professoras mais espertas, e possivelmente a próxima diretora da escola de magia violeta. O marido dela, Ronan, era um dos guerreiros de proteção oficial aos reis, que geralmente fazia a escolta quando viajavam grandes distâncias.
Quanto ao Lass, agora que finalmente acabou a reconstrução total de Vermécia, arrumava um trabalho de médio nível no exército para ocupar a vida, da qual ainda não descobrira o passado. Simplesmente não pensava mais nisso. Focava-se no futuro. Afinal, ficava velho – ainda que estivesse mais conservado que os outros, quase tão jovial quanto Rey e Dio.
Holy era a treinadora da equipe médica do exército. Todos, de certa forma, tinham uma boa posição dentro de toda a nova sociedade que organizaram.
E Amy?
– Ela está chegando! – Jin maravilhou-se. Amy após muito tempo, finalmente casou com ele e já subia ao palco com seu baterista e seu baixista a acompanhando.
No dia que salvaram o mundo pela última vez, Amy descobriu seu verdadeiro talento. Uma vez que sua voz costumava ser tão fina e seu estilo tão calmo, ela inovou e descobriu seus diferentes tons – agora Elesis não reclamava mais de sua voz.
Amy também mudou de um calmo e melancólico violino para uma guitarra cheia de ritmo e efeitos. Era a vocalista e guitarrista da banda cujo show se abria agora, a banda de rock “Grand Chase Memories”.
– I was born to love my fighter... Orcs, goblins, demons and tiger. Grand Chase... (Grand Chase!)... Challenges that I faced on my time...♪
Letra, voz, batida. Amy melhorou em todos seus quesitos. Infelizmente a piriguete da sua filha – filha única – fazia uma dancinha que apenas piorava a cena do show.
– Amy já foi assim... Um dia ela encontrará seu estilo, igualmente. – Jin disse sobre o estilo de sua filha, aproveitando o show que reuniu todos os amigos de uma única vez, como não acontecia há algum tempo.
Mari chegou atrasada por conta de seu trabalho excessivo, e saiu um tanto cedo, trocando poucas palavras. Pelo jeito não se soltou tanto quanto Zero, que não deixava indícios de ter sido anti-social antes. Contudo, cada um tinha seu jeito. Todos cresceram, e todos salvaram o mundo. O que importava é que chegaram ali, com a corrente de laços presa tão forte quanto o possível.
Grand Chase. Primeira e segunda geração. Jamais o mundo as esquecerá. Jamais.
Enquanto isso, bora curtir as antigas amizades formadas!
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