Grand Chase Heroes

35 Capítulo 33 - O Retorno à Superfície


– Entendo sua preocupação. Ele continua nos seguindo. – Elesis falou, sobre o garoto que Cazeaje controlou. – Que tal matarmos ele agora?

– Não. Não é essa a minha preocupação. – Arme falou, com sua mão na cabeça. Parecia estar muito preocupada! – Primeiro, eu não aguento mais! Estamos andando há três horas e não achamos o fim desse lugar. Não param de aparecer malditos arqueiros e... Desde que chegamos em Ellia, o tempo passa devagar.

– O que? Você continua consultando sua magia de ver horas? Ela é inútil!

Arme olhou feio.

– Claro que não é inútil, Elesis. – Lire falou. – Você não acabou de escutar que estamos andando há três horas? Aparentemente, andamos há três dias! Existe a possibilidade de estarmos presos em ilusões.

– Não estamos em ilusão. Este continente é que está sob uma magia temporal forte. – explicou, apostando que estava certa.

– E você não devia estar tão nervosa, Arme. Olhe ali: é a superfície! Saimos de Kastulle!

Após bolar seu jeito de subir, Elesis ficava triste com a notícia de Arme: “Estamos na superfície, mas não saímos de Kastulle ainda”.

– A esfera continua seguindo-nos. – falou o tal garoto que inexplicavelmente subira sem sua presença ser notada. Ele continuava segurando a cabeça com as mãos.

Elesis tirou sua espada. Estava pronta para confrontá-lo.

– Não sou eu o seu inimigo. – o garoto apontou. Havia um gigante golem de pedra logo ali. Aproximava-se.

O garoto continuou caminhando, enquanto Elesis sentiu algo estranho em suas costas. Ryan se mexia.

O desconhecido avançou atacando o golem com seus punhos, enfiando uma estaca estranha e novamente puxando-a e enfim atirando muitas kunais de uma única vez. O golem preparava um ataque pressurizador de cima para baixo, mas seu inimigo já havia escapado.

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– Você está bem Ryan? – Lire indagou com toda a alegria estampada em sua face.

O garoto de cabelos brancos continuava atacando, e mais: Golem não acompanhava seus movimentos! Não restava outra opção. O golem resistia, mesmo não tendo chance com o único inimigo com o qual lutava agora. Então o menino teve de fazer. Era seu trunfo, sendo agora usado para proteger a Grand Chase, ao contrário da ocasião anterior em que usara:

– Ataque final!

E todos seus cortes áereos quebravam, pedra a pedra, o corpo de golem que se desmontava aos poucos. Seu urro demonstrou o quanto estava bravo no momento de sua morte. Enfim não se mexia mais.

– Está tudo bem, já falei. – Ryan garantiu.

Elesis virou-se e lá estava o outro garoto. Porém... É... Onde estava o inimigo, de Kastulle?

– Eu já o derrotei.

Nenhuma das três garotas o viu derrotar, e Ryan também não deveria ter visto já que estava cercado por elas.

Diante dessa evidência, sabiam que confiar no potencial dele era a melhor opção. Mas deveriam confiar na personalidade dele? Afinal, quem era?

– Lass... Só me lembro deste nome.

– Então deve ser seu nome! – Arme arriscou.

– Ei, Lass, não lembra nada sobre Cazeaje? – Lire indagou.

– Absolutamente nada. Mas quando acordei eu notei que ela tomou meu corpo para si. O que há por trás. Quem sou eu? Sou apenas... Sombras?

– Uma sombra segue cada um de nós. – Elesis falou, lembrando de quando lutou com Cazeaje e em seu modo “fúria” mesmo ela movimentava-se como uma sombra. – Entretanto, se nossa intenção for a melhor, não há sombra que nos consuma. Não é bem uma frase de apoio, nem algo certo. É só o que estou tentando... Tentando descobrir. Se for verdade, por que não prossegue ignorando a sombra incerta de seu passado?

Lass parecia estar modificado po aquelas palavras. Não se sabia se era para melhor, ou para pior.

– Antes de entregar-lhe o distintivo, Lass, vejamos o que você tem a oferecer para a Grand Chase. – Arme testou, como Lothos teria feito.

Arme agora esperava a próxima luta, sabendo que haveria em algum momento.

A procura pelo fim de Kastulle, que acharam ao fim da noite, cansou a maga. Mesmo tão confiante em cada um dos amigos que a cercava, desistiu do que já havia dito, inclusive sobre testar Lass.

– Querem saber? Eu desisto dessa ideia de Grand Chase. Nós derrotamos nosso objetivo, e mesmo assim os problemas não param de aparecer. Eu já falei a todos que estou cansada! Não dava pra eu seguir um caminho fácil.

Nem sempre o certo é o “fácil”, não é verdade? Aquilo intrigou Elesis. Como uma maga poderia ser tão alterável, por circunstâncias tão simples? Já partiria para cima dela, demonstrando a bobagem que dizia.

– Releve, Elesis. – Lire meteu-se antes que ela pegasse a amiga com suas brutas mãos.

Ryan e Lass ignoraram o mal-entendido, começando a conversar e se ajeitando para dormir também, agora que tinham ambos tinham um companheiro homem para ajudar.

Arme não sabia o motivo de agir assim, de sentir aquilo. Só sabia que chegou ao seu limite dentro do grupo. Andou para uma direção que sabia que os amigos não tomariam para a chegada em Xenia, a terra da qual Jin havia falado. Tentaria sair de Ellia o mais rápido possível!

Mesmo com esse problema – é, jamais Elesis e Lire ficaram sem Arme antes! Tirando, claro, pelo mero teste de Lothos e Wendy – Grand Chase teria que se cuidar. Definir quais eram os propósitos de Lass e ainda achar uma maneira de encontrar Jin. Era tudo muito misterioso. Como funcionava o distintivo, já que nunca o usaram completamente por vontade própria? O caminho estava mais ondulado do que nunca. Se deixassem, a maré os levaria para um lado que não conheciam e não tinham absolutamente nenhuma relação com o próximo objetivo, que segundo Jin era Xênia.