Grand Chase Heroes
18 Capítulo 16 - Ataque em Alto-mar.
Notas iniciais
Completando a terceira semana de viagem, o dia apenas começava quando um estupendo barulho e tremor fizeram a garota que faltava, acordar. Foi súbito demais. Abandonavam o navio para sobreviverem.
– Lire, você dará conta da coisa que nos atacou. Ryan, certifique-se que Arme está bem e assim que estiver tudo confirmado, me siga. Eu já estou indo procurar o marinheiro!
Elesis puxou o máximo de oxigênio que pôde e mergulhou, deparando-se com uma Lire assustada.
***
– Ele já está morto. – falou Elesis para Ryan quando ambos chegaram à superfície, notando a expressão do elfo que dessa vez puxaria mais ar para chegar ao fundo e pegar o corpo. Ryan frustrou-se, mas acreditou em Elesis. Teriam que tomar conta de outra coisa... Muito mais medonha!
O que era aquele monstro que atacava por todos os lados? Tudo se resumia em desespero! Não tinham porte pra vencer um monstro daquele, tinham?
– Cala a boca, Elesis. Mesmo a mais forte armadura não resiste a isso: Meteoros! – Arme falou, criando aproximadamente meia dúzia dos pequenos meteoritos que cobriam parte do céu. Os meteoritos se chocaram com a pele do monstro que rugiu alto.
– Isso dói, bastarda! – reclamou.
– Essa bizarrice fala! – Lire pulou de susto.
– Não sou bizarro. – falou. – Me chamo Paprion, agora escutem.
Mesmo prosseguindo a conversa, ele continuava a lançar esferas mágicas azul-brilhantes de sua pele. O pior é que elas os perseguiam!
– Tem como escutar desse jeito? – Elesis reclamou. Ryan, sem nada o perseguindo, coçou a cabeça. Tinha que concordar com a companheira nessa situação.
– Desculpem-me. Apenas continuem desviando, mas prestem atenção. Me chamo paprion e alguém tentou tomar meu corpo.
– Cazeaje está agindo até na Terra de Prata?
Elesis pirou à menção, da Terra de Prata, que Arme fez. Estavam na Terra de Prata? Como assim?
– Não é Cazeaje. É uma força superior.
Sob constante ação de fuga, agora sem nenhuma ação ofensiva por parte da Grand Chase, permaneciam atenciosos às palavras.
– Força Superior? Acho que não entendeu que é de Cazeaje que estamos falando! – Ryan mais uma vez coçou a cabeça por sentir-se desajeitado na situação.
– Vão me ouvir ou não vão? – proferiu soltando mais um rugido de estourar o tímpano. – Eu sobrevivi ao controle da criatura, e mais do que seguramente confirmo que foi algum Deus de Xênia que interviu. Para não ser controlado por ele, perdi meu controle e estou sugando cada pedaço de vida da Terra de Prata. Se vocês não me derrotarem, vão perder a vida ou em batalha ou tendo ela sugada. Para isso, peço que me derrotem, uma vez que mostraram peritas em combate nesta apresentação.
Ryan começou a enlouquecer. Coçava a cabeça ainda mais desajeitado. Sentiu-se ofendido pelo fato de Paprion julgar que ali haviam apenas garotas.
– Derrotem-me... E garota da magia: tenho um pedido especial para você. Procure por Jin e entregue isso, absorvendo com sua magia.
Ainda que Paprion não dissesse quem era Jin, ele soltou outra esfera azul. Essa se aproximava lentamente e deixava rastros por onde passava.
Arme criou uma barreira mágica que se anulou com o ataque que a acertaria e em seguida absorveu a esfera de Paprion direcionada ao tal Jin.
– Obrigado. Agora, detenham-me! – implorou. – Se não me derrotarem, na Terra de Prata não existirá uma única vida!
A seriedade mudou. Teriam que derrotar Paprion. O lado bom é que toda a parte consciente dele tentava impedir a si mesmo de fazer loucuras. Mas a magia que usava para negar magias de manipulação, estava fora de controle. Então, suas reações à magia que trabalhavam contra sua vontade eram um único empecilho em meio a algumas vantagens.
– Não posso controlar meu corpo, mas posso dizê-las que a cabeça é meu ponto fraco. Guerreiros de curta distância, alcancem-na para me derrotar!
Ao fim da fala, o corpo gigante e comprido de Paprion esgueirou-se pela água.
Sabendo que todas tinham parte do corpo dentro da água, poderiam ser atingidos pelo inimigo que tinha vantagem de terreno.
– Meus meteoros acabaram com a defesa que ele guardava na cabeça, mas graças a isso consumi toda a força. Elesis, Ryan, dessa vez confiamos tudo a vocês! – resolveu falar antes de concentrar-se para recuperar alguma partezinha de sua energia: “Espíritos do fogo, água e terra: me deem forças”.
“E se...”, Lire pensou. Atirou uma chuva de flechas para baixo, penetrando-as na água. Lá dentro, mesmo direcionando-as, elas perdiam velocidade e consequentemente a força.
“Ali está”, Elesis viu, direcionando seu corpo para a direita e tocando a cabeça de Paprion assim que ele emergia.
Elesis sofreu dano, mas conseguiu manter-se na cabeça dele. Atacou diretamente com a espada, mas em seguida foi acertada pelo jato de água de Paprion, sendo arremessada para longe. Teria que acertar a cabeça outra vez para detê-lo.
Paprion concentrou sua força em várias esferas. Todas elas atiradas simultaneamente foram evitadas pelo:
– Múltiplas flechas! – direcionadas por Lire, que colidiu ataques desfazendo-os.
– Ele está cansado por concentrar tudo em seu instinto. Deve ser derrotável agora que precisa de um pequeno descanso para recuperar o fôlego. – Arme falou.
Ryan transformou-se em lobo e atirou-se no ar, deixando rastros circulatórios de fogo. Avançava. Com um gigante salto e força, atacou a cabeça de Paprion.
O gigante corpo caiu sem forças.
Elesis foi como sempre checar se estava morto, Ryan voltou à forma normal e Arme continuou tentando recuperar suas energias para eventuais combates que se seguissem naquela ilha que não conheciam.
“Deus de Xênia tentando controlá-lo. Ele perdendo o controle do próprio corpo tentando resistir a uma magia de manipulação. Nada faz sentido!”, Elesis achava. Estavam próximos de sair do mar e explorar a ilha. Mas a pergunta era: Por que estavam ali?
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