Grand Chase Heroes
42 Capítulo 39 - A Ira de ZIG
Ronan e Elesis conversavam tão alegremente sobre assuntos que Arme não podia imaginar, afinal estava ficando para trás. Lire tentava acompanhá-la, por mais que ela estivesse andando mesmo de vagar!
– Ora, vamos lá Arme.
Lire não podia ajudá-la. Ela se sentia como nunca se sentiu, sabendo que uma amiga de tamanha importância flertava aquele que tanto desejava.
– Mas é você quem vai ficar com Elesis nessa área, ao menos devia se apressar. Todos já estão bem na frente!
A fala de Lire surtiu o mais estranho efeito que poderia. Arme ria. Ela realmente se apressou.
– Estamos oficialmente na quarta área. Em menos de cinco minutos chegaremos ao local onde ZIG se encontra, provavelmente descansando neste horário. – Sieghart expôs a todos.
– Há mais além dele! Aquilo é?
Sieghart explicou que era um rocher. Uma criatura de fogo que tentaria encostar neles a todo custo, mas se não encostasse não teria nenhum tipo de ameaça. “É algo que até minha mascote Rexion poderia matar”, ainda complementou.
Rexion ficou cheio de orgulho e realmente foi para cima. Enquanto Sieghart esperava que usasse suas garras enquanto voava, o Rexion fez a maior bobagem possível. Atirou sua baforada de chamas, as mesmas ditas serem a mais poderosa dentre a de todos os dragões. Sieghart escondeu seu rosto com a palma da mão. Era tanta vergonha! Agora o Rocher estava tão fortalecido, tão fortalecido, que provavelmente estava do tamanho de ZIG.
– Que porcaria! – Lire falou. Agora que finalmente alcançaram os outros se depararam com aquela figura estranha.
– Ai, cala a boca: Rajada de Vento! – destruiu o inimigo.
Elesis e Ronan viraram-se simultaneamente para trás. Ambos, que estavam ao lado do rocher, gritaram com muita garra:
– Valeu, Arme!
Por que Arme continuava com ciúme? Ai, sabia que deveria parar de pensar nisso, mas o plano dela já estava decidido.
A rajada de vento era impressionante. Seu alcance, enorme. Sua força, suficiente para apagar um tantão de fogo. Quando é que a maga treinava suas habilidades, que sequer a viam?
Após probleminhas pequenos a hora chegou. Estavam de frente para ZIG. Sieghart já dava a ordem:
– Use a paralisação mágica que puder, Arme. Uma fração de segundo paralisado já será suficiente para eu acertar uma parte do corpo onde ele não poderá se mexer por mais algum tempo... Considerável. Considerável ao ponto de todos corrermos. Elesis, Ronan, vocês ficam na frente dele comigo. Todos os outros fiquem atrás focando na fuga.
A formação estava feita enquanto o grupo e o Deus se encaravam pela troca de movimentos. Dessa vez, percepção e primeiro movimento: ambos os casos eram importantes.
– Ronan, só alguém com seu potencial mágico é capaz disso. Por favor venha aqui um pouco, e podemos começar efetivamente o plano. – Arme solicitou enquanto ZIG já tentava acertar os três da frente com seus sabres.
Ronan foi. Arme encostou nele, ele supunha que estava dando para ele seu poder mágico. No entanto estava errado. Logo viu que Arme preparara uma barreira mágica.
– Barreiras e escudos são minha especialidade, acima dos ataques de elementos. – Arme explicou, saindo de cena.
Se Arme corria em direção à próxima área, Amy devia seguí-la. Com Amy seguindo-a, Lass e Jin também não puderam ignorar. Ronan perguntava a Elesis o que Arme fez. Tocando na barreira, viu que não deveria mais estar ali e foi de encontro aos amigos que a seguiam.
– Qual o motivo de fazer isso? – Sieghart se irritou, apanhando uma pedra do chão e apertando-a ao ponto de quebrar.
Elesis, desviando do ataque, não gostou da atitude de Sieghart.
– Ei, Sieg. Olha nossa complicação! Não é hora de se achar quebrando a pedra, se estamos prestes a morrer.
Sieghart foi acertado. Voou incontáveis metros.
– O motivo de minha calma... É que sou imortal! – falou, levantando-se na maior naturalidade.
Para falar a verdade, era estranho sim ele quebrar uma pedra com a mão sendo que ninguém fez isso antes e era mais estranho ainda ele sobreviver aos ataques de ZIG. Quem sabe... Ele realmente fosse Sieghart, o fundador do clã reconhecido apenas pelo sobrenome.
– Derrota fácil? Bem, suponho que eu precise disto. – roubou a cena com uma troca de arma, que parecia ser efeito da magia de armazenamento de Arme.
Uma vez que nunca viu ele carregando aquela arma antes, Elesis imaginou que alguém com a mesma magia de Arme a realizou antes para ele.
– Esta é... A lendária soluna? – Elesis tomou um baque. Era uma arma rara e desaparecida, existia uma única no mundo. Ouviu uns papos sobre toda a lenda, mas nunca entendeu o que a Soluna representava.
Cansada de desviar, Elesis também trocou sua arma. Estava com seu montante pela segunda vez. Tão grande quanto a soluna, Elesis a carregava com esforço – mas Sieghart? Sieghart empunhava sua arma indiferentemente.
Separando em duas, a soluna parecia ainda mais incrível. Sieghart atacava com frequência dobrada e mesmo com sua arma pequena comparada aos gigantes sabres de ZIG, ele conseguia se equiparar no corpo-a-corpo. Elesis poderia fazer a diferença agora.
Uma vez que tenha tentado acertar sua onda de chamas, Elesis viu ZIG recuar. Quem criava uma onda de chamas por todos os lados agora era o ZIG. Seu sabre fincado ao solo criou as chamas que explodiam o que encostavam e alteravam o solo. Acontecer um terremoto neste momento era eminente.
Todo o rochedo do teto do lugar começou a cair junto do terremoto que já produzia um distúrbio nos sentidos dos dois guerreiros. Eles teriam que fazer algo.
Cada rocha pesada que caía...! E eles teriam que ficar atentos para se proteger de todos e ainda prever os movimentos de ZIG. Todas as rochas que passavam perto demais eram cortadas. Elesis não gostou do fato de simplesmente jogar longe as rochas com o impacto do montante enquanto Sieghart conseguia partir em duas partes! Por que parecia inferior a ele?
ZIG usava seu corpo para pressionar Elesis que estava mais próxima dele. Desviar não adiantaria agora. Preparou a arma. Cruzou o caminho com ele, e saiu vitoriosa no movimento. Ainda não era o bastante para garantir a vitória na batalha!
Elesis percebeu que Sieghart usava as mesmas habilidades que usava com sua lâmina na soluna, seja ela separada ou junta. Era como ela, que sabia adaptar as habilidades independente da arma. Só que havia ataques adicionais ainda. O próximo ataque, aproveitada a situação, seria um desses ataques:
– Lâmina Eterna! – Sieghart disse, e foi tudo incrível, um ataque incrementava o outro naquela velocidade... Comparável à de Lass e de Ronan.
Imagens de espadas foram invocadas à frente de Sieghart. Atravessava de um lado ao outro várias vezes imperceptivelmente. Finalizou enterrando o corpo.
– ZIG já era! – gargalhou. Elesis se sentiu fraca. – Se recobrou a consciência, diga-nos quem foi que está por trás dos atos de Thanatos. Eu sei que o que o Deus da Luz nos falou sobre não ter ideia de quem era é falso. E por último, entregue-nos sua essência.
– Astaroth. É ele quem está por trás de tudo. – correspondeu as expectativas. – Obrigado por me salvarem. Eu não tenho mais nada a tratar.
– Sobre Astaroth... Eu levanto a possibilidade mesmo antes de encontrar a Grand Chase, mas antes era apenas um palpite. Se agora sei que realmente ele está por trás de tudo, Elesis, temos que nos apressar e chegar ao Templo de Thanatos.
– Isso, vão logo! – ZIG disse como quem tem expectativa em alguém.
– Você está nos jogando o papo. Eu já falei que precisaremos de sua essência. Deus da Luz nos contou da necessidade de todas elas.
ZIG olhou com certo receio. Decidiu que daria a eles, mas por absoluta pressão. Era já a segunda essência que Sieghart carregava!
***
A tarde estava prestes a começar enquanto Elesis paparicava Sieghart, dizendo que acreditava que realmente era ele. Parecia querer saber de sua história, mas ele não se abria.
Sem esperar por isso, Elesis caiu no chão. Mas que criatura havia esbarrado nela? Não sabia dizer, mas achava familiar. Quando o viu, já partia para Sieghart dizendo:
– As duas espadas, Sol e Luna... que formam a lendária soluna. Eu estive esperando para te conhecer!
Sieghart achava insolente quem só dava atenção a uma espada e não seu dono, aquele que controlaria o verdadeiro potencial da ferramenta. Sieghart começou com um movimento defensivo, mas o outro já foi atacando e soltando sua voz abafada o suficiente para só Sieghart ouví-lo:
– Grande-X!
E o movimento executado era idêntico ao “crítico-X” e muito parecido com a punição ascendente.
Parecia confuso. Ele entrou esbarrando em Elesis como quem tem pressa, mas parou um pouco para acertar Sieghart. Qual era seu propósito? Agora já corria novamente.
– Há mais um descendente seu vivo, Sieghart? – indagou. Sieghart não sabia. – Como era a voz dele? Eu tenho a estranha impressão... De que o conheço.
– Não sei dizer. Estive mais interessado nele do que na sua voz. – e Elesis olhou assustada. – Não pense besteira, Elesis. Eu estava interessado nele para saber... Como um garoto jovem pode carregar a “Grandark”.
– Outra espada lendária? Mas só existem três espadas que tenham o poder equivalente à Grandark.
– Algo que me diz que ele tem uma grande vontade de colecionar as três. Nesse caso, não vou afrouxar na defesa à soluna.
Era apenas mais uma preocupação para ele. Ainda havia Astaroth, as essências, a procura por Gaia e o encontro com Thanatos.
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