Gramary
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Depois da batalha, Ginny procurou por Daphne entre os corpos.
Quando ela não achou, Ginny decidiu que talvez procurar entre os vivos seja uma boa idéia, então ela sai pé ante pé do Salão Comunal, fingindo que todos os irmãos dela estavam vivos e bem.
Ela encontrou Daphne na borda do Lago Negro, cantarolando canções para si mesma que ambas haviam ouvido no rádio há algum tempo, e Ginny se sentou quietamente ao lado de Daphne, fingindo não ver as lágrimas que escorriam pelo rosto pálido.
–Pansy me disse que Tracey morreu. É verdade? — Daphne perguntou após um longo e silencioso momento, e Ginny mordeu o lábio inferior. — É verdade, não é?
–Sinto muito. — Ginny falou de maneira desconjuntada, no fim, e ela assistiu de maneira silenciosa mais lágrimas serem derramadas por Daphne.
Ginny colocou um braço ao redor dela, murmurando um feitiço para manter elas quentes, e esperou que a outra garota parasse de chorar.
–Eu achei que você tinha morrido. Eu passei o ano me preocupando que você ia morrer, mas no fim... — O resto da frase ficou no ar, e Ginny assistiu a voz de Daphne diminuir para um sussurro. — Eu estou tão feliz que você está viva, Ginny.
–Eu estou feliz de estar viva também. — Ginny respondeu, e Daphne sorriu de maneira triste. As mãos dela (ainda cheias de anéis e braceletes, e Ginny viu que ela ainda usava o anel dado por Ginny após um experimento com Transfiguração) tocaram o rosto de Ginny com cuidado, e ela fechou os olhos, deixando as mãos de Daphne vagarem.
–Seu rosto está estranho. — Ela ouviu a garota comentar, e corou, abrindo os olhos.
–É, eu cai no chão durante a batalha. — Ginny respondeu, desejando que ela tivesse ao menos limpo o rosto antes de ter vindo. Os dedos de Daphne passaram por cima dos lábios de Ginny, limpando-os por um momento. Ginny franziu o cenho por um momento, confusa, até que os lábios de Daphne tocaram os dela por um momento, o mundo explodindo em fogos de artifício e fazendo Ginny esquecer de fechar os olhos.
Quando elas se separam, Ginny viu algo diferente no rosto corado de Daphne.
–Você é uma estúpida, tenho dito. — Ela proclamou, cruzando os braços. — Você sabe o quanto eu me preocupei com você? Eu literalmente gostava de você desde o terceiro ano e você estava sendo essa garota burra que não entendia indiretas!
–Desculpa. — Ginny replicou, sorrindo. — Parece que ter a inteligência emocional de uma colher de chá é de família.
Daphne bufou, e Ginny riu, decidindo aproveitar a deixa para beijar ela novamente.
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