Grafiken
1 Capítulo 1
Notas iniciais
http://www.youtube.com/watch?v=NCe7xHPkzUo
Fazia traços incessantes no papel, tentava ao Maximo demonstrar toda a sutileza e beleza da pessoa há quem honrava com seu desenho, mas era quase impossível, já que a pessoa em questão estava perto de si e tinha medo de encara-la e ser notado.
Dominik esperava sentado ainda dentro do aeroporto pelo seu amigo que daria uma carona para o hotel a qual iria se hospedar, estava participando de um concurso de desenhos que iria há exposição, e agora lá estava ele, na cidade do romance, Paris!
Arranhava um pouco no francês, sabia que muitos falavam fluentemente o inglês, sua língua natal, mas queria saber um pouco do idioma a qual iria ter que se habituar de qualquer forma.
E foi nessa cidade encontrou o rapaz mais belo que já vira em toda sua vida, ele estava sentado despojadamente, tênis, calça e uma blusa negra, lisos cabelos loiros e meio longos que faziam uma bela harmonia com o rosto afilado e olhos claros, sentia até vergonha de olhar para o rapaz, estava se achando um trapo.
Ficou com vergonha até de existir, retirou sua touca que havia colocado há dez horas e meia, quando havia embarcado no avião, estava feio, fedido e com seu cabelo muito bagunçado.
Péssima primeira impressão.
Engraçado, o loiro a sua frente sequer olhou para si.
Ele deveria ser hetero.
Enfim, um grande desperdício.
Pegou novamente seu caderno de desenho e continuou com os traços. Agora do corpo, corpo magro, não muito magro, apenas perfeito.
Traçou as linhas do torso, conjuntamente com a dos braços, os cabelos meio longos caiam um pouco sobre os olhos quase azuis, a boca rosada, a pele branca, o pescoço esguio...
Começou então a “colorir” o desenho, já que não eram bem cores que usava, apenas esfumaçava levemente um lápis negro no papel.
Viu sua obra, não estava acabada, ainda deveria terminar os traços mais detalhadamente, queria muito ter a imagem desse rapaz para si, estava praticamente retratando um anjo.
Queria nomeá-la a algo a altura da beleza que fora retratada com certa pobreza, não tinha condições de demonstrar tamanha pureza dos lábios avermelhados do loiro em um simples papel.
Olhou para seu desenho e olhou para a pessoa a qual estava desenhando, tinha tanto medo que isso virasse uma atração platônica por um desenho...
Mas o que fazer além de ignorar se seguir com a vida? Afinal é apenas um desconhecido por qual sentiu desejo.
Era simplesmente isso mesmo, mas algo em si queria mais, queria saber o som de sua voz, queria saber se sua pele era macia e se ele gostava de desenhar, jogar futebol, de dançar ou de cantar...
Queria apenas saber de qualquer coisa que envolvesse ele.
Digno de pena, ele sabia disso, riu um pouco, olhava para o loiro ainda sentado e agora com os fones de ouvido, parecia escutar algo com muito ritmo, já que baita seus pés no chão com certa velocidade.
Escreveu seu nome no final do desenho como todo desenhista faz, arrancou a folha de papel de seu fino caderno, guardo-o em sua bolsa de lado e se levantou quase tremendo.
Tinha medo da rejeição, e se o maior risse de si?
Era tão ridiculamente feio em comparação com o outro, e já estava apaixonadinho por causa da beleza do rapaz que sequer sabia quem ele era ou havia notado sua simples existência, não só ridículo como também infantil.
Tinha plena ciência disso, era até bem idiota saber que era um idiota, sequer eles conversariam, afinal falava tão mal Francês...
Respirou fundo e tentou juntar coragem para isso.
Era quase impossível, era possível que estivesse pálido.
Não podia Ser tão covarde dessa forma, era apenas um: “Olá, eu lhe achei muito bonito e fiz um desenho seu, quer sair para jantar depois?”.
Bom, tinha que falar isso em francês...
Arrumou o cabelo, o colocando de lado e recolocando sua touca negra, ajeitou suas vestes amassadas e caminhou em pequenos passou até seu objeto de atração.
Estava estranhamente frio, se abraçava levemente e tremia, mais de medo do que realmente de frio.
A trilha que seguia era quase infinita para si, respirava rapidamente, todos os contatos sociais e relacionamentos que havia tido foram iniciado pelas outras pessoas, nunca por si, não que se achasse ou fosse arrogante, mas era muito tímido.
Tímido demais.
–caralho... – exclamou para si mesmo, tinha motivos para temer.
Já havia tido paixões platônicas antes, muitas até, mas nunca tinha possuído coragem de se declarar ou algo parecido.
Porque essa mudança agora? Bem, o garoto era muito bonito mesmo, uma beleza que nunca havia encontrado em ninguém, não se achava fútil por isso, desculpem as pessoas feias, mas beleza é essencial.
É, talvez fosse um pouco fútil.
Tremeu como um porco perto do abate, a insegurança consumia seu ser, estava muito perto do rapaz, que no final das contas, nem o notou, continuava cantando mudamente a musica que escutava e batendo o pé, Dominik começou a encará-lo para ser se conseguia alguma atenção.
É, ele conseguiu.
Agora o olhar do loiro estava parado a si.
Era um olhar neutro, sem maldades ou julgamentos, havia gostado disso.
Não dava para correr agora, já estava ali, o loiro o acharia estranho e idiota.
Seria pior se ele desse o desenho, provavelmente apanharia se o maior fosse hetero.
Mas tudo é desafiador para aquele que nunca tenta e não existe fato pior que se massacrar por nunca ter tentado.
–Oi... –EM FRANCÊS SEU ANIMAL- Queria se estapear naquele momento.
O rapaz pareceu entender, mas todos conhecem um “Hi”, seria melhor prosseguir em Francês.
–Bonjour — Oi – Arriscou Dominik
–Bonjour...- O estranho perfeito restribuiu..
~Silencio~
Dominik ficou lá parado, olhando para o loiro que, com a cara quase torta de desentendimento, encarava-o, sua boca abria, mas nenhuma palavra saia, e o loiro lá... O olhando com uma cara de estranhamento, queria se matar.
–Je te regardais et ... –Eu estava te olhando e... –Falou Dominik, depois de terminar, olhou para o rapaz sentado a sua frente, não falou nada, talvez estivesse esperando uma continuidade, já que havia tirado os fones. –J'ai trouvé votre beau visage, presque unique..-Achei seu rosto belo, quase único ..
O rapaz apenas deu um pequeno sorriso e balançou a cabeça, Dominik entendeu como um concentimento para continuar. –J'ai fini par faire un de ses dessins, je suis concepteur-Acabei fazendo um desenho seu- Já estava totalmente corado, queria qualquer sinal de ação por parte do maior, que por sua vez, continuava quieto o observando –Voici..-Aqui está..-estendeu o desenho para o loiro, que murmurou um franco -Merci- e olhou para si de volta, sorrindo levemente.
Dominik sentiu que deveria ir neste momento, estava invadindo a zona de conforto do rapaz, se despediu e caminhou até suas malas, pegou-as e foi esperar seu amigo do lado de fora do aeroporto.
–PETEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER – Deu para ouvir o grito de uma bela loira dos olhos azuis, que corria em direção há outro rapaz loiro e de olhos azuis, o agarrando, quase caindo com ele.
–Calma amanda, assim você vai quebrar meu celular, sua louca. – A garota ignorou o comentario repreendador e continuou agarrada com o rapaz forte a sua frente.
–Ai que meu maninho é um saco, tá pra nascer um garoto tão chato assim.- respondeu com sigmidade, Peter ignorou.
–Aaaah, falando em chato, eu vi aquele moredinho te dando um papel que gatinho hein? Te deu o numero dele? – perguntou Amanda.
–Na verdade não... ele me de um desenho..
–Aaaaaaain, Que fofo, adoro gays, deixa eu ver. –Falou isso tomando o desenho das mãos de Peter. – Nossa Peter, que perfeito, até parece que você é bonito, casa com ele garoto.
–Vai se ferrar...
–pegou o numero dele ? – Interrogou Amanda.
–Ele estava falando em francês... você sabe que eu não sei falar francês, só sei falar oi e tchau, e ainda é mal.. –Falou meio cabisbaixo, achou o outro rapaz muito atraente. –Sabe pelo menos o nome dele ?- Não sei... ele falou tudo tão rapido, nem respirar, respirou.
Olhou para o desenho a sua frente e viu o nome e olhou para o canto inferior.
–Dominik...
Fale com o autor