Grabor

5 Capítulo 05 - Reencontro


Notas iniciais
Gostaria de agradecer ao Gabriel Nunes pelos comentários. Me incentivaram muito a escrever. Agradecer também a Miss M por estar acompanhando a história. (Sinta-se livre para comentar :) ) e ao meu xará, Matheus Galdino que também acompanha a história! Sem mais delongas, tenham uma boa leitura!

POVOADO POMI, SUL DE NAFRA

Dentro da Lincs, mercearia de Grabor e Felixia, os cinco integrantes acabavam de cruzar o portal. Effort foi o último, pois precisava manter o portal aberto. Imediatamente quando cruzou o cruzou, ele se fechou, liberando uma boa quantia de fumaça negra. Felixia protegeu o nariz de Graxia, impedindo-a de inspirar a fumaça.

—Não é tóxica. Fique tranquila – acalmou-a Allie.

—Pra que lado fica a casa principal, Felixia? – Perguntou Hila.

—Pra lá – disse apontando na direção da casa de Maranda.

—Precisamos de uma estratégia. Não me lembro bem das ruas deste povoado. Faz tempo desde que vim aqui pela última vez – ponderou Effort.

—Felixia, consegue nos dar um vislumbre das ruas da cidade e como chegar até a casa principal? – Perguntou Allie.

—Bem, ao sair pela porta – apontou para uma porta grande, a que ficava na frente da mercearia dando acesso à rua – vocês estarão na avenida principal. É só pegar à esquerda que chegarão lá. Sem erro.

—Obrigado – agradeceu Allie – Hila, consegue aguentar um combate? – perguntou à Hila enquanto analisava a porta da mercearia.

—Com certeza. Aquele simples interrogatório não me deixou exausta – falou Hila confiante.

—Effort, preparado? – Perguntou Allie.

—Sem dúvidas, amigo. Vou enviar uma mensagem para a Guilda. Temos que avisar Tom e Amber onde estamos – respondeu Effort, enquanto desenhava um circulo quase perfeito no ar.

Ao completar o desenho, uma luz azul surgiu.

—Guilda de Nafra. Mensagem privada para Tom e Amber – a luz ficou amarela – Tom, Amber, estamos em Pomi. O povoado foi atacado aparentemente sem motivos. Viemos para descobri-lo e devolver o povoado a seus moradores. Pode ser que o próximo alvo seja Nafra, então, fiquem por ai e iniciem o protocolo nove, mas não o executem ainda. Effort desliga – finalizando sua fala, tocou o circulo de luz que ficou branco e então, desapareceu.

—Hila – recomeçou Effort – como não é muito boa com feitiços de defesa ficará atrás de Allie. Vocês dois avançarão pela avenida em direção à casa principal. Eu estarei logo atrás de vocês, dando cobertura – virou-se para Felixia – Felixia, sei que está muito preocupada com Grabor, mas é essencial que fique aqui junto de Graxia. Colocarei um feitiço de camuflagem ao redor da mercearia. Durará o suficiente para retomarmos o povoado.

—Obrigado – agradeceu Felixia enquanto ia com Graxia para a parte traseira da mercearia, no estoque.

—Todos prontos? – perguntou Allie. Hila assentiu assim como Effort – Então vamos.

Allie preparou um feitiço simples de explosão e lançou contra a porta que foi arremessada do outro lado da avenida. A retomada havia começado.

Na casa de Maranda, Grabor observava a estranha fumaça preta que havia saído da mercaria. “Fogo? Não poderia ser. Os elfos já deveriam ter apagado tudo. Seria então...”, pensou até ser interrompido por Platos que segurou firme seu queixo e o puxou na sua direção:

—Está olhando muito lá pra fora elfo. A curiosidade matou o dragão sabia? – E se desatou a rir da sua piada esquecendo-se da pergunta que havia feito.

Grabor apenas se conteve. A dor em suas costas estava diminuindo, gradativamente. Apenas olhou para Maranda que retribuiu o olhar, e sorriu, voltando sua face para frente em seguida. Platos não viu nada. Estava ocupado rindo à toa.

Maranda compreendeu o recado e respirou um pouco mais aliviada. Ainda havia uma chance de salvação de seu povoado.

Após alguns segundos rindo, Platos se conteve e adquiriu um semblante de seriedade. Olhou na direção da porta e começou a bater o pé impaciente. Não viu a fumaça preta no horizonte assim como Grabor viu. Seu ângulo de visão no sofá não permitia. Aliás, ninguém mais notou.

—Ele está demorando – sussurrou Platos – já devia estar aqui – gritou de repente – JÁ DEVIA ESTAR AQUI! – reclamou se referindo ao elfo que tinha levado consigo para fora há alguns minutos.

Grabor apenas esboçou um leve sorriso. Platos, insultado pelo riso do elfo, tentou bater em Grabor, mas parou sua mão há centímetros do seu rosto. “Não posso feri-lo. Não posso”, lembrou-se do que fora combinado com Jorkin. Grabor, aproveitando o momento, mordeu o polegar do elfo com toda a força que encontrou no momento.

O sangue corria pela mão de Platos e pelo rosto de Grabor. Platos gritava. Maranda sorriu com gosto observando a cena enquanto que os outros elfos que estavam no local avançavam na direção de Grabor.

—Não! – gritou Platos entre seus gritos de dor – Não toquem nele!

Os guardas pararam imediatamente, mas não recuaram. Ficaram sem saber o que fazer, pois deveriam proteger o general e receberam uma ordem de recuo. Entreolharam-se, confusos.

Uma explosão se fez ouvir. Grabor largou imediatamente o dedo de Platos, estava quase o arrancando. Grabor, Maranda e os guardas olharam na direção do som: Um pedaço de madeira havia sido jogado de um lado da rua para o outro, em um local bem distante da casa principal. “Allie”, pensou Grabor imediatamente, “Sempre sendo explosivo”.

Platos gritou por mais alguns instantes até se levantar do sofá e ir olhar o que estava acontecendo. A quinhentos metros dali, dois elfos vestidos de preto corriam na direção da casa. Pequenas bolas vermelhas partiam do que estava na frente e jogavam os elfos negros que se aproximavam longe.

—Ataquem seus palermas – ordenou Platos – vocês não – disse aos quatro elfos-negros que tentavam sair de dentro da casa – vocês ficam aqui.

Dentro da casa, Grabor falava com Maranda, sem serem notados por Platos.

—A guilda está aqui – sussurrou Grabor.

—Finalmente! Não conseguia me soltar dessa corda de jeito nenhum. Ele realmente é bom com nós.

—Se tudo sair bem, sairemos daqui em meia-hora. Fique tranquila.

Na porta da casa, o elfo que havia saído minutos antes retornava:

—Tudo pronto general, como ordenou!

—Ótimo! Vista o elmo e elimine os magos. Agora! – ordenou Platos.

Allie e Hila avançavam com dificuldade. Os elfos negros que chegavam à avenida principal vindo das ruas secundárias eram muitos. Effort ainda não havia saído da mercearia. Esperava por um grupo que atacaria Allie e Hila por trás, para surpreendê-los. Não tardou e esse grupo apareceu.

—Prot – disse Effort enquanto tocava o solo, conjurando um feitiço de camuflagem. Antes de deixar a mercearia, olhou para Felíxia e acenou, saindo em seguida.

O grupo era composto por cinco elfos negros que avançavam rapidamente. Ao sair para a rua, vislumbrou o povoado. Na avenida principal, somente comércios. Atrás destes, viam-se muitas casas, dispostas de forma ordenada. Olhou na direção da casa principal e observou uma figura totalmente de armadura preta, menos o elmo, que o encarava.

—Um terceiro. Movam-se, movam-se! – Esse elfo negro, Platos, exclamou aos seus soldados.

Effort, então, se focou em sua tarefa. Dispôs-se a caminhar enquanto deixava as palmas das mãos viradas para baixo. Sem murmurar nem falar nada, começou a fazer movimentos: pra direita, pra esquerda, levantava, abaixava novamente, entre outros.

Enquanto movia as mãos, a terra se movia. Uma pedra voou na direção do grupo de elfos que tentava surpreender Hila e Allie, atingindo um elfo negro. Este caiu no chão enquanto a terra se abria e o engolia. Ao ser totalmente engolido, o buraco se fechou e seus gritos cessaram.

Ainda restavam quatro. O que estava a extrema esquerda era o próximo. Ao tentar dar o próximo passo, um morro se formou no exato local da pisada, fazendo o elfo se desequilibrar. No local onde seu rosto tocaria o chão no momento da queda, um buraco se abriu e sua cabeça entrou, junto com parte do corpo e o buraco se comprimiu. A morte foi instantânea.

Dois elfos pararam, enquanto que um continuava a investida. Os dois que pararam avançaram contra Effort, ou tentaram, pois no momento em que pararam Effort manipulou o solo de maneira que envolvesse os pés de ambos. Estavam imóveis e afundavam a cada segundo no solo.

Faltava um. Effort tentou abrir sulcos na terra, mas o elfo negro era habilidoso, evitando cada sulco com destreza. Certamente lidava com alguém experiente. Vendo que não haveria mais êxito com esse feitiço, partiu para outro.

—Escapou da terra, mas se move mais rápido do que um raio? – Perguntou-se Effort enquanto esfregava freneticamente as mãos.

Allie e Hila já não encontravam tanta facilidade. Já haviam parado de correr e estavam há cerca de duzentos metros da casa de Maranda, derrubando mais de cinquenta elfos ao longo do percurso.

Allie agia rápido, fazendo feitiços de baixo porte, mas de bons estragos, rapidamente. Já havia mutilado alguns elfos, deixado outros inconscientes e matado uns três ou quatro.

Hila atacava aqueles que vinham pela lateral, saindo das ruas secundárias do povoado. Sua velocidade impressiona qualquer um. A variedade de feitiços utilizados era grande indo desde simples sulcos até poderosas explosões.

Três elfos tentavam um ataque frontal. Allie, sem diminuir o passo, acertou um deles com uma bola de plasma na barriga, derretendo a armadura e abrindo uma bela ferida. O elfo caiu, agonizando de dor. Na sua visão periférica, notou um elfo negro do alto de uma casa atirando uma flecha na direção de Hila. Alterou a direção da flecha com sua mente atingindo um dos elfos que estavam a sua frente. Hila, percebendo o arqueiro, olhou em sua direção:

—Pare – murmurou Hila enquanto se fixava no coração do elfo negro.

Imediatamente o elfo sofrera um infarto e caiu, com a mão sobre a armadura, diretamente acima do coração.

Um estrondo se fez ouvir. Hila olhou rapidamente para trás e teve um vislumbre do feitiço de Effort: o raio atingira um elfo negro, que estava a poucos centímetros, em cheio, arremessando-o na direção de uma loja na beira da avenida.

Da porta da mansão principal, Platos observava o terceiro elfo que confrontará Allie ser arremessado para longe com outro feitiço dele. O general começava a ficar preocupado. Muitos de seus soldados já haviam caído e nenhum dos três elfos que avançavam tinha sido atingidos ainda. Voltou sua atenção para Grabor e Maranda, entrando na casa.

—Drag falhou. Miserável! – exclamou Platos visivelmente irritado, chutando o que via pela frente.

Voltou a se sentar no sofá e encarou Grabor:

—Te fiz uma pergunta há algum tempo. Vai respondê-la? – perguntou Platos inquieto e muito nervoso.

—Somente tenho pena de vocês. Não me sinto digno de usar minha magia contra vocês! – responder Grabor, com um semblante muito calmo.

Platos apenas se recostou no sofá murmurando:

—Você não pode mais usá-la! – e começou a rir freneticamente.

Sua risada foi interrompida quando um elfo negro voou pela sala sem um braço. “Eles não podem estar tão perto assim”, pensou enquanto se levantava.

Vestiu seu elmo e saiu da casa novamente, sem se importar com o soldado que agonizava devido a seu braço.

Allie e Hila estava a cem metros de distância e avançavam com muito mais facilidade. Effort vinha logo atrás, derrubando também facilmente os elfos que chegavam. Ao desviar seu olhar ao elfo negro parado na porta da casa principal, conseguiu notar um pequeno sorriso, quando foi atingido por uma flecha na perna, pouco abaixo do joelho. Soltou um grunhido e caiu no chão.

Olhou para trás e viu um arqueiro, já preparando outra flecha no arco. Em um movimento, arrancou a flecha de sua perna e a apontou na direção do arqueiro. Colocou-a em chamas e assoprou-a, deixando sua mente fazer o trabalho de lançar a flecha de volta com o triplo da velocidade, mirando-a no coração do arqueiro.

A flecha não tomou conhecimento da armadura que o elfo vestia, perfurando-a facilmente e arrancando o coração do arqueiro que nada fez a não ser cair. Effort levantou-se, mas não tinha firmeza para caminhar. Mais dois elfos se aproximavam pela frente com lanças.

Effort abriu sua mão na direção dos pés dos elfos que se aproximavam. Um circulo se desenhou no chão com um quadrado dentro, compreendendo os dois elfos.

—Desintegrar – falou Effort com autoridade.

O circulo adquiriu a cor vermelha e os elfos ali dentro começaram a gritar. Devagar, eles começaram a ser desintegrados: os pés foram os primeiros a sumirem. O sangue escorria para dentro do circulo e era desintegrado também. As pernas sumiram, o tronco, os braços e a cabeça. Não restou nada, nem mesmo as armaduras, as lanças e nem o sangue. Nada.

Effort continuou avançando, mancando e com um pouco de dor.

Platos, observando a situação, não tinha outra escolha. Deveria agir.

Desembainhando a espada avançou contra Allie e Hila. Não havia mais elfos entre eles, seria um combate direto: dois magos contra um espadachim.

Allie atirou uma bola de plasma contra Platos que se defendeu facilmente com a espada.

—A espada deveria ter quebrado. A não ser que... – disse Hila

—Exatamente! – completou Platos.

—Temos um problema – disse Allie.

Platos, diante da distração investiu. Hila tentou parar a espada com a mente, mas não teve sucesso. A espada era encantada contra feitiços e feita com uma liga de aço com titânio, revestida por uma leve camada de diamante.

Allie e Hila se afastaram, defendendo-se da investida.

—A armadura também é encantada – disse Allie depois de tentar levitar Platos.

Effort se aproximava, observando o combate. Ouvira o que Allie tinha dito sobre a armadura e podia consertar isso.

—Distraiam-no! – gritou Effort – tenho uma ideia.

Ouvindo o pedido de Effort, Hila tomou uma boa distância e começou a atirar pedras na direção de Platos em uma boa velocidade. Allie lançava labaredas na direção do general, tentando aquecer a armadura.

De uns cinquenta metros de distância, Effort se concentrava em um feitiço que provavelmente seria seu último do dia. Olhou para o chão e se concentrou. Um triângulo se formou com um circulo no seu centro. Dentro do circulo, havia um “x” e Effort estava sobre o centro do “x”. Esfregou novamente suas mãos freneticamente e fixou seu alvo. Em um minuto, o general estaria inconsciente.

De dentro da casa, Grabor observava o combate.

—Allie, Hila e Effort estão aqui – comentou Grabor com Maranda – mas não vejo Felixia. Acredito que esteja segura.

—Creio que esteja bem também – disse Maranda.

Os guardas não prestavam atenção nos dois. Estavam todos em armadura completa, segurando firmemente suas lanças e apontando-as na direção da porta, prontos para atacar caso algum elfo que não fosse o general entrasse.

—Quase lá – sussurrou Maranda, atraindo a atenção de Grabor.

Maranda estava quase se soltando, uma mão já estava livre e lutava para liberar a outra. Com um pouco de luta, conseguiu liberá-la e soltou seu corpo. Nenhum elfo negro se deu ao trabalho de olhar para Maranda que saiu de seu assento cuidadosamente. Não havia nenhuma arma por perto, então teria de pegar uma das lanças dos elfos.

O mais próximo estava a um metro de Grabor e foi seu alvo. A marca em suas costas doía muito enquanto se movimentava, assim como o ferimento em sua perna, mas teria que ignorá-los. Silenciosamente, se aproximou do elfo e chutou a traseira de seu joelho, fazendo-o cair. Rapidamente, segurou a lança e perfurou o elfo do lado em um buraco entre a armadura do peito e das pernas.

O ataque repentino chamou a atenção dos elfos da sala, fazendo Maranda recuar com as lança em mãos, firme. O elfo que havia caído se levantou, pegando a lança do que estava ferido e avançou na direção de Maranda. Segurando a lança firmemente na altura da cintura, correu na direção da moça que deu um passo para o lado no último momento. A lança do elfo negro ficou cravada na parede. Maranda perfurou rapidamente o elfo pouco abaixo do pescoço, cortando uma artéria importante. O elfo caiu no chão, gritando e esperando a hora da morte.

Em um movimento, Maranda arrancou a lança que estava presa parede e a arremessou na direção dos elfos, correndo em seguida. A desviar na lança que fora arremessada, o elfo abriu uma abertura e foi chutado na direção da porta por Maranda. Rapidamente ela se virou e perfurou o elfo da direita na garganta, fazendo-o cair, sem vida.

Chutou o elfo que estava atrás de si na virilha com tanta força que a armadura curvou-se. O elfo caiu no momento do ataque derrubando sua lança que fora apanhada por Maranda antes de atingir o chão. Jogou-a na direção do elfo que estava na porta, matando-o e chutou o elfo de quem pegou a lança, na cabeça, amassando o elmo e deixando-o inconsciente.

—Grabor, está tudo bem? – Perguntou Maranda.

—Eu que lhe pergunto! – Respondeu Grabor enquanto era solto por Maranda.

Na frente da casa, Hila tentava distrair Platos de qualquer maneira. Já havia aberto sulcos no chão, mas Platos os evitava. Allie já havia desistido de aquecer a armadura do rival e somente usava seus feitiços para desviar das investidas do general.

Há alguns metros dali, Effort parava de friccionar as mãos e as apontava na direção de Platos.

—Está pronto – gritou – se afastem.

Hila, que já estava há uma boa distância de Platos se afastou ainda mais, enquanto que Allie se levitou para longe do general.

—Liberar – conjurou Effort.

Um raio preto partiu de suas mãos atingindo Platos em cheio no peito. Sua armadura fora destroçada, arremessando-o na direção da casa de Maranda. Quebrou a parede externa e uma interna, indo parar no meio da cozinha, inconsciente. Após o feitiço, o desenho no chão se desfez e ele caiu quase inconsciente também.

—Effort – gritou Hila enquanto ia ao seu encontro.

—Estou bem – sussurrou.

Allie se dirigiu para a entrada da casa. Vendo Grabor e Maranda livres, acalmou-se.

—Allie! – exclamou Grabor – entre. Essa é Maranda, Maranda Jill a responsável pelo povoado.

—Prazer! — disseram ambos enquanto apertavam as mãos rapidamente .

Em seguida, Hila entrou seguida de Effort que mal caminhava. Maranda se dirigiu à cozinha, para ver a fonte do barulho.

—Effort, você está bem? – Perguntou Grabor. Hila confirmou com a cabeça enquanto deitava Effort no sofá da sala.

No horizonte, sem ninguém notar, uma figura de preto montada em um corcel se aproximava rapidamente, sem ninguém o seguindo.

—Olá Grabor. Fico feliz que esteja bem – falou Hila enquanto o abraçava.

No momento em que Hila tocou suas costas, Grabor gritou.

—Desculpe-me! – exclamou Hila em desculpas enquanto observava o grande ferimento que tomava as costas de Grabor.

—Posso consertar isso. Deite-se – ordenou Hila enquanto Grabor se deitava no chão.

—O general está aqui – disse Maranda enquanto puxava Platos para a sala – inconsciente aparentemente. – completou enquanto pegava uma corda para amarrá-lo.

—Quem é essa? – Perguntou Effort a Allie.

—Maranda Jill, a responsável por Pomi! — respondeu Allie.

Enquanto falavam, Hila curava as costas de Grabor, mas sem sucesso total.

—Fechei grande parte, principalmente da queimadura. O resto será feito pelo seu corpo! – disse Hila enquanto se levantava e abraçava seu noivo.

—Obrigado, Hila, muito obrigado – agradeceu Grabor enquanto se levantava – onde está Felixia?

—Está na mercearia. Vou até lá buscá-la. – respondeu Allie.

Allie saiu da casa, seguido por Hila e Grabor. Felixia estava no meio da rua, com Graxia no colo e caminhando na direção da casa de Maranda. Grabor começou a chorar quando a viu. Allie ameaçou caminhar para encontra-la, mas parou quando um corcel marrom apareceu na avenida montado por um elfo negro em armadura completa, mas sem o capacete.

Enquanto avançava na direção da mulher que caminhava sem notar sua presença, sacou sua espada e não diminuiu o ritmo. Grabor fitava a figura. Seu choro mudou de alegria para desespero enquanto gritou o mais alto que pode:

—Jorkin!

Notas finais
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