Grabor

3 Capítulo 03 - A Guilda de Nafra


Notas iniciais
Boa leitura!

NAFRA, HEMISFÉRIO SUL

“Esse túnel não tem fim” pensou Felixia enquanto corria pelo túnel com Graxia no colo. Já estava andando há pelo menos trinta minutos e acreditava não estar nem na metade. O elfo negro estava há cerca de oito minutos atrás de Felixia e esta distância não parava de diminuir.

No colo de Felixia, Graxia chorava. Estava muito assustada. Não conhecia aquele túnel, ainda não sabia bem o que estava acontecendo:

—Mamãe, por que estamos correndo nesse lugar? O papai tá vindo também?

—Está tudo bem filhinha. O papai está bem também, mas ele não vai vir – tentou acalmar a filha, Felixia.

—Então quem é que está vindo? Ouço barulho vindo de lá – e apontou para a direção de onde vinham.

—Não tem nin... – e Felixia parou – shhhhh – fez sinal para Graxia ficar quieta. Fechou os olhos e se concentrou na audição:

—‘tap, tap, tap, tap, tap’.

Reabriu os olhos e retomou a corrida.

—Tem razão meu amor, tem alguém vindo – falou Felixia.

—Quem é mamãe?

—Não sei querida, mas sei que não é o papai. Fique quieta até chegarmos na saída do túnel, tudo bem?

—Sim mamãe — e abraçou Felixia fortemente enquanto esta corria o mais rápido que podia, cuidando para não machucar Graxia e não cair.

Felixia estava mais assustada do que a filha. Confiara cegamente no marido: não sabia o que iria encontrar no fim do túnel e se chegasse realmente em Nafra, onde ficaria esta guilda? A última vez que estivera lá fora há dez anos, e se a sede havia mudado? Tudo o que podia fazer era confiar no marido e rezar para que tudo desse certo.

Correu por mais cinco minutos até chegar a uma sala circular. A sala era da mesma maneira do túnel: paredes de tijolos de concreto, pequenas lâmpadas pendiam do teto não muito alto, chão coberto de mármore e colunas nas paredes da sala.

Dentro, havia quatro mesas vazias e duas cadeiras: era um local para fazer uma pausa para recuperar as energias da longa caminhada que era o túnel. Felixia calculou que estavam na metade e realmente estavam na exata metade do túnel. Restavam mais alguns bons metros de caminhada e Felixia não gastou mais nenhum segundo. Saiu pelo outra abertura da sala, voltando à velocidade em que estava.

Cinco minutos depois da partida de Felixia o elfo negro atingiu a mesma sala, diminuíra a distância em três minutos e ainda havia mais trinta e cinco até o outro lado. Fez uma pequena pausa para observar o ambiente e logo voltou a correr, também na mesma velocidade em que estava.

No colo de Felixia, Graxia voltou a falar:

—Mamãe, ele tá mais perto, quem é mamãe?

—Não sei querida, mas não fale, por favor. Atrapalha a mamãe! Respondeu Felixia. Pediu à Graxia para calar-se com medo do elfo as localizar e correr com mais vontade.

Cinco minutos atrás, o elfo escutava levemente o que Felixia tinha falado: “...mamãe!” e, como previsto, aumentou o ritmo da corrida.

Na casa de Maranda, Platos estava na sala, encarando os prisioneiros. A sala não era muito grande. Contava com um chão de madeira e paredes de pedra. Tinha duas janelas, uma ao lado da porta e uma na lateral da sala. O teto também era de madeira e segurava duas lâmpadas. A mobília era rústica: havia um sofá de três lugares e duas poltronas, organizadas em um ângulo de noventa graus. Entre o sofá e o chão existe um tapete branco, feito de couro de dragão.

Virados de frente para o sofá, estavam Maranda e Grabor, amarrados em cadeiras rústicas e grandes porém, com as bocas livres para falar. Maranda encontrava-se calada, não ousava falar nada. Grabor por outro lado, estava agonizando de dor, não muito audível, mas agonizava devido a suas costas, com queimaduras de primeiro grau, tocarem o encosto da cadeira.

—Com dor, elfo? Perguntou Platos em tom sarcástico enquanto se aconchegava no sofá de Maranda.

Grabor não esboçou reação.

—Nenhuma chance mesmo? – Perguntou Maranda a Grabor.

—Não, nenhuma mesmo. Já tentei! – Respondeu Grabor em meio a dor.

—Tentando escapar, elfo? Já lhe aviso que sou o melhor em fazer nós, não há como escapar.

Maranda e Grabor olharam para Platos, mas novamente não esboçaram reação.

—Estou farto de vocês. Não conversam por quê? Estou aqui, se abram comigo – falou Platos ainda em sarcasmo.

Grabor deu uma rápida olhada para Maranda que assentiu.

—O que vocês querem aqui? – Perguntou Maranda com a voz firme e a cabeça erguida.

Platos, diante da pergunta, jogou seu corpo para frente, apoiando-o com ambos os braços sobre os joelhos.

—Você quer saber por que viemos aqui? Então lhe direi – levantou-se e foi até a cozinha.

—O que ele vai fazer? –Perguntou Grabor à Maranda.

—Não tenho a mínima ideia – e após a fala, ganhou um sonoro soco na cara:

—Sem conversas entre si, escória! – Disse uma voz jovem e sem confiança.

Grabor fixou bem o olhar do elfo negro e o fitou enquanto ele não desviou o olhar. Maranda ficou olhando para baixo, pensativa. Tentou se concentrar no que estava sendo dito na cozinha, só ouviu ruídos:

—...quente...problema...agora...

E ouviu passos vindos da cozinha. Platos parou atrás de Maranda que abrira os olhos e endireitou sua cabeça. Grabor também havia parado de encarar o elfo negro e mantinha a cabeça reta.

—Me perguntou por que eu vim até aqui? Vou lhe dizer.

—Por que não nos matou ainda? Ou não nos interrogou? – Perguntou Maranda com a voz extremamente firme.

“Me faço a mesma pergunta”, pensou Grabor.

Platos levou seu braço para trás, parando quando sua mão atingiu a cintura. Segurava uma estaca de ferro com a ponta quente a qual continha um símbolo: O símbolo era composto de três colunas, as das extremidades tinham cerca de vinte e cinco centímetros de comprimento e a do meio, centralizada, possuía dez centímetros. Apontava para as costas de Maranda pela abertura do encosto da cadeira. Segurava firme e estava pronto para marcá-la.

—Por um acaso não está esperando seu superior chegar, está? – Perguntou Maranda novamente com a voz firme.

Platos não respondeu, somente jogou seu braço para a frente, tocando as costas de Maranca com ferro em brasa.

A cerca de três quilômetros dali, Felixia se esforçava para não diminuir o ritmo. A fadiga finalmente começava a tomar conta de seu corpo e sua velocidade caia. Diferente do que ocorria com o elfo negro que perseguia Felixia a toda velocidade. A distância entre ambos era de somente um minuto e diminuía rapidamente.

—Mamãe, ele tá bem perto – Avisou Graxia a sua mãe que, inconscientemente, estava impressionada com a audição da filha.

—Obrigado querida. Estou indo o mais rápido posso – respondeu Felixia.

“Divindade, me ajude! Precisarei de você. Oriente-me, por favor”, Felixia fez uma rápida prece e continuou correndo. Dois minutos depois, a distância já era de trinta segundos entre os dois. Faltava pouco menos de um quilômetro para o fim do túnel e o elfo, avistando sua vítima, gritou:

—É melhor parar elfa, logo logo a alcançarei e não terei piedade!

Felixia encheu seu peito de coragem a parou de correr, largou Graxia a sua frente e se virou. Olhou para cima, sussurrando:

—Me ajude!

Fechou os olhos e juntou seus pés, apontando-os para frente. Afastou levemente os braços do corpo e abriu as mãos com as faces na direção do elfo. Limpou sua mente completamente com um enorme esforço. O elfo não diminuíra a velocidade, estava a dez segundos de distância.

Na mente de Felixia, pensou em um olho, um grande olho – nove segundos – lentamente, o olho começou a rachar, do centro para a extremidade – oito segundos – após se fragmentar completamente, a parte central começou a desabar – sete segundos – dos buracos que surgiam no centro do olho, uma luz azul surgiu – seis segundos – lentamente a luz tomou a cor vermelha até que todo o olho desabou – cinco segundos – no meio da luz, um cérebro surgiu e se virou até mostrar a parte traseira do mesmo – quatro segundos – rapidamente, toda a parte traseira foi destruída, simplesmente sumiu – três segundos – Felixia abriu os olhos, fitando a lança que quase a atingia – dois segundos – com a mão esquerda empurrou a lança para o lado esquerdo, raspando-a contra a parede do túnel – um segundo – com a mão direita, segurou firmemente o pescoço do elfo e o encarou nos olhos – zero segundos – a mente do elfo foi invadida pela imagem final do pensamento de Felixia e imediatamente o elfo perdeu as forças.

Ele desabou no chão, imóvel. Felixia também caiu, quase desmaiando, Graxia a abraçou:

—Mamãe! Mamãe! Conseguiu, te amo – e beijou a mãe.

Felixia, recuperando as forças, se levantou, pegou Graxia no colo e seguiu pelo túnel:

—Aquilo o apagou momentaneamente, mas tempo suficiente para sairmos do túnel. Avise-me se ouvir alguma coisa, ok querida?

—Sim mamãe! Respondeu Graxia com um sorriso.

Felixia continuou correndo, faltavam quinhentos metros e a fadiga tomava ainda mais o corpo da mulher. Durante a corrida, tentava olhar para trás para ver se avistava algo, mas eram tentativas frustradas. Três minutos depois, Felixia chegara ao final do túnel: era uma porta de madeira. Tentou empurrá-la, mas precisaria de mais força. Largou Graxia e tentou novamente, reunindo o máximo de forças que conseguiu e a porta começou a se mover.

Deu mais um empurrão na porta e fez uma fresta larga o suficiente para ambas passarem. O túnel acabava em uma biblioteca no meio de muitas prateleiras de livros. Rapidamente, se voltou a porta e tentou fechá-la, tendo sucesso depois de três tentativas.

Na casa central do povoado, Maranda gritava. O ferro quente fazia uma marca em suas costas, o que levou três segundos até que Platos removesse o ferro em brasa de suas costas. Apontou-a para o mesmo elfo que batera em Maranda:

—Aqueça novamente, ele também deve ser marcado, mais do que já está – disse Platos referindo-se a Grabor.

Maranda ainda não parara de gritar. Platos se posicionou em sua frente e lhe deu um soco da direita para a esquerda:

—Pare de chorar mulher, ou eu farei você parar!

Em uma tentativa de descobrir a marca nas costas de Maranda, Grabor ergueu seu corpo levemente, tombando-o na direção de Maranda. Um elfo negro, observando a tentativa de Grabor, deu um soco em suas costelas que fizeram o elfo se endireitar rapidamente.

No entanto, a espiada foi bem sucedida. Grabor reconheceu prontamente a marca que fora feita. Quem era marcado por aquelas três colunas era marcado para a morte e deveria ser executada por um oficial. Como Platos havia marcado Maranda ele não poderia matá-la, regras de guerra. A única conclusão óbvia era que um oficial, talvez até mesmo o comandante de toda a rebelião, iria executá-la:

—Sua teoria está certa. Por isso ele a marcou – falou Grabor para Maranda.

Agonizando de dor, respondeu entre dentes:

—Ele me... Marcou... Com a morte?

—Exa... –Grabor foi interrompido por um soco de Platos que o deixou inconsciente.

Maranda olhou a cena e ficou assustada pela primeira vez na noite.

—Ele está falando demais. Terei de matá-lo antes do comandante chegar – disse Platos olhando para Maranda.

O mesmo elfo que bateu em Grabor instantes antes trouxe uma carta para Platos:

—Acabou de chegar – disse tímido

—Matou o pássaro? – Perguntou Platos.

—Sim senhor.

—Ótimo. Dispensado – retrucou Platos.

Abriu a carta e leu mentalmente o conteúdo:

Gen. Platos

Acabo de chegar ao continente pelo extremo sul. Evitemos andar pelo norte por enquanto, podemos ser facilmente derrotados.

Fiquei muito contente em saber que Pomi foi tomada, assim posso ver meu antigo amigo. A propósito, já o capturou? Espero vê-lo assim que chegar a Pomi.

Acampamos onde combinado, devo estar chegando pela manhã.

Encerro, Jorkin!

Fechou a carta e se levantou, indo para a cozinha. No caminho, chamou o mesmo elfo que entregou a carta que o seguiu até a cozinha:

—Relatório da procura? – Perguntou Platos enquanto queimava a carta no mesmo fogão onde a estaca era aquecida.

—Sem sucesso. Vasculhamos quase todo o vilarejo mas não encontramos nenhum Grabor.

—Ok. Dispensado.

O elfo deixou o ambiente. Depois de se certificar que a carta havia sido queimada, pegou a estaca e voltou para a sala e se posicionou atrás de Grabor:

—Peço desculpas, elfo, pela minha ignorância. Não perguntei seu nome. Como se chama? – Perguntou Platos para Grabor, que já havia recuperado a consciência.

Na cidade de Nafra, Felixia buscava a saída da biblioteca. Após caminhar por entre as prateleiras, corredores e atravessar portas, encontrava-se na frente da porta que dava à rua. O sol começava a surgir no horizonte, mas a biblioteca ainda estava fechada. Não encontrando outra solução, quebrou o vidro da porta, pegou Graxia no colo e se pôs a correr pelas ruas da metrópole.

Tinha uma vaga lembrança das ruas de Nafra, mas se lembrava perfeitamente onde ficava a sede da Guilda, se ainda era no mesmo lugar. Dobrou a direita ao sair da biblioteca em uma rua larga que subia. Correu por um minuto e dobrou a direita em outra rua larga. Os elfos começavam a sair de suas casas e os comércios começaram a abrir. Os veículos lentamente tomavam as ruas e o caos da metrópole começava.

Felixia correu por mais cinco minutos naquela mesma rua, até dobrar a direita em uma rua estreita.

—Estamos indo aonde mamãe? – Graxia quebrou o silêncio.

—Estou procurando uns amigos do papai. Fique tranquila.

—Estou com fome! – exclamou Graxia.

—Já, já lhe darei o que comer. Aguente firme – acalmou a mãe.

Depois de entrar na rua estreita, não mudou mais de direção. Passou por dois cruzamentos até que parou em frente a um prédio altíssimo. “Isso mudou um pouco”, pensou. Analisou o prédio e decidiu por fim entrar.

Ao passar pela porta, analisou o ambiente: tratava-se de uma sala estreita com nada além de um tapete no chão. Da parede, pendia um lampião que fornecia luz ao ambiente inteiro. As paredes eram escuras, feitas de pedra. No final da sala, havia uma escada que descia. Apreensiva, avançou.

A escada parecia velha, mas aguentou seu peso tranquilamente. Ao chegar ao final da escada, se deparou com uma porta de metal, aparentando ser muito pesada. “É aqui” se tranquilizou, “mas qual é a senha? Acredito que tenha mudado nesses dez anos”.

Enquanto se lembrava da senha, o elfo negro acabava de sair do túnel, dentro da biblioteca. Estava ainda um pouco atordoado pelo nocaute. Martirizava-se mentalmente, “Como uma mulher indefesa me nocauteou assim? Ela vai me pagar”. E seguiu sua perseguição.

Desceu as escadas cautelosamente. Muitos elfos se reuniam na frente da biblioteca, analisando o vidro da porta quebrado. Todos se assustaram quando o elfo negro apareceu. Em um movimento chutou a porta que foi arremessada contra um dos elfos. Os outros saíram correndo e gritando. Concentrou-se no sentido olfativo e seguiu pela direita, perseguindo sua presa.

—O canto... – Felixia fez uma pausa. Não lembrava da senha completa.

—...do dragão – uma voz firme completou a senha atrás de Felixia que se virou assustada.

A voz pertencia a um homem que se encontrava no topo da escada. Enquanto falava, a porta se abria:

—Felixia, o que faz por aqui? Onde está Grabor? – Perguntou enquanto descia as escadas.

O homem vestia um terno completo. No pulso direito, um relógio e segurava uma bengala na mão esquerda, mas não era velho. Muito pelo contrário, tinha, no máximo, quarenta anos, um rosto muito bem conservado. Olhos laranjas, cabelos curtos e pretos e nenhuma cicatriz no rosto.

—É sobre isso que vim conversar. E você Allie, como tem passado?

—Muito bem. Entre, por favor.

E os três entraram, com a porta se fechando imediatamente atrás deles.

—Sente-se e me conte tudo – disse Allie, sentando-se em uma cadeira que ficava no centro do ambiente, ao redor de uma mesa.

A sala era extremamente ampla. No centro, havia uma mesa de pedra com cadeiras igualmente de pedra ao redor. As paredes, assim como o chão, eram de madeira, mas de tipos diferentes. No teto, vários emblemas mágicos e lâmpadas. Ao redor do ambiente, mesas, cadeiras, estantes com livros, entre outros artefatos e objetos.

Felixia largou Graxia, apontou um lugar onde havia comida no ambiente e se sentou junto de Allie. Enquanto contava os detalhes do ataque, o elfo negro se aproximava do prédio.

O elfo já estava virando na segunda rua larga, assustando todos os elfos que o viam. A polícia local já havia sido acionada mas ainda não havia chegado. Não desfocara de sua perseguição nem por um segundo. Movia-se rapidamente, mas com cautela para não perder seu rastro. Andou por mais algum tempo e dobrou na rua estreita que Felixia dobrou instantes antes. Ao fundo, percebeu um homem de preto entrando em um prédio, e continuou sua perseguição. Em pouco tempo, chegou no prédio.

Na sala da guilda, a porta novamente se abria e mais um elfo entrava. Avançou no ambiente para que a porta pudesse se fechar, fitou Allie e Felixia e os cumprimentou:

—Allie, olá querido amigo – voltou-se para Felixia, surpreso – Olá Felixia, seja bem-vinda a Guilda de Nafra – saudou o misterioso rapaz que se vestia da mesma maneira que Allie.

—Effort, como vai amigo? – Saudou Allie.

Quando a porta estava para se fechar, uma lança a impediu. Effort rapidamente se virou e se preparou para atacar. Allie se juntou a ele, ficando ambos entre a porta e Felixia. Graxia foi correndo até sua mãe, ainda mastigando alimentos.

Com muito esforço o elfo abriu a porta e logo avançou contra Effort e Allie que abriram caminho. O elfo, vendo o caminho até Felixia livre, avançou sem diminuir a velocidade.

De repente, seu corpo ficou suspenso no ar, mas suas mãos ainda estavam livres. Arremessou, então, a lança na direção de Felixia.

—AH – gritou Felixia.

No entanto, antes de atingí-la, Allie fitou a lança, fazendo-a se desintegrar por completo, voltando seu olhar para o forasteiro em seguida. Effort, com a mão direita fez um sinal na direção da porta que se fechou instantaneamente. Com a mão esquerda abriu os dedos fazendo com que o corpo do elfo imitasse o movimento, abrindo os braços e as pernas no mesmo, deixando totalmente imóvel.

Allie, fazendo o mesmo gesto, tomou o controle do corpo do elfo depois que Effort desfez o sinal e se sentou, ao lado de Felixia. Allie conduziu o elfo até a distância média entre a porta e a mesa. Com um piscar de olhos o elmo do elfo foi arrancado.

—Que comece o interrogatório – sugeriu Effort.

Notas finais
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