Grabor

12 Capítulo 12 - Tarde da noite


Notas iniciais
Acalmem-se! Grabor está... deixa pra lá! Gostaria de agradecer aos leitores da fic, aqueles que se pronunciam e aos que não, por estarem acompanhando. Queria ressaltar que um feedback é bom de vez em quando ;) Ademais, boa leitura!

CORDOL, HEMISFÉRIO SUL

Todos pararam o que estavam fazendo quando um raio muito sinistro desceu do céu gerando um som ainda mais sinistro. Tanto a tropa branca quanto a tropa negra ficaram paralisadas. Jorkin, subindo no elevador em direção à parte alta da cidade, ficou estupefato. Nunca antes tinha visto um raio daquele tipo, com tão estridente barulho.

–Ataquem! – Gritou Jorkin alguns segundos depois para seu exército, recuperando-se do acontecido.

De imediato os combates recomeçaram. Flechas voando para todos os lados, armaduras sendo perfuradas, perdas para ambos os lados. Entretanto, mais da metade da tropa branca já havia caído enquanto que cerca de oito mil soldados negros ainda lutavam. Após dois minutos de subida, Jorkin chegou ao fim ao topo, em uma plataforma da parte administrativa. A chuva tinha cessado há pouco tempo.

Ao sair do elevador simplesmente o deixou cair de volta pelo poço, como tinha feito Mary assim que saiu do mesmo. A plataforma era imensa assim como os quatro prédios administrativos que ali ficavam. Olhou ao redor e não encontrou nenhum sinal dos magos o que o deixou levemente irritado. Nun e Mary deveriam esperar por Jorkin antes de começar a investida, no entanto, não havia nenhum sinal de luta. Segurou firmemente sua espada de Makit e avançou com cautela.

Não havia nenhuma alma a vista na plataforma e também não se via nada pelas janelas dos prédios. Os engenheiros de Cordol, assim como os arquitetos foram muito inteligentes ao construírem uma parte no alto das árvores para a administração. As folhas, assim como os troncos das árvores fornecem uma excelente cobertura contra possíveis ataques.

A plataforma era pouco iluminada com lâmpadas em pontos estratégicos. Caminhando mais um pouco avistou duas sombras vindo em sua direção. Rapidamente se escondeu atrás de um tronco e esperou a aproximação. Os donos das sombras conversavam e Jorkin reconheceu as vozes. Relaxado, saiu de trás do tronco:

–Nun, Mary, onde diabos estavam? – Perguntou quase que sussurrando.

Os magos se assustaram com a súbita investida e até chegaram a preparar feitiços, mas se desarmaram ao ver seu comandante.

–Estávamos só andando por ai. Está muito calmo aqui em cima, calmo demais pra ser verdade – justificou-se Nun.

Mary apenas concordou.

–Pois bem, agora que já brincaram vamos finalizar o ataque. Nun você ficará atrás, dando cobertura e suporte. Mary você vem comigo, lado a lado. Vamos entrar pela porta da frente!

Os magos concordaram e logo estavam avançando de acordo com a formação. Andaram por cerca de dois minutos até chegar a uma parte da plataforma bem ampla de onde se podiam ver os quatro edifícios virados para essa abertura, dispostos em meio círculo. Ao adentrarem a plataforma, uma voz gritou:

–Essa é a última chance! Ou volte e leve seu exército embora ou acabaremos com isso aqui e agora.

Jorkin ficou surpreso, mas não assustado. Sussurrou para Mary:

–Prepare-se, darei um passo em cinco segundos. Foque-se na direita que eu cuido do resto.

Mary assentiu. Contaram mentalmente cinco segundos e avançaram. Nun vindo logo atrás.

* * *

Já era meia-noite e Maranda andava preocupada por entre as ruas de Pomi. Acabara de sair do centro de saúde local, onde seus ferimentos haviam sido tratados. Estava inquieta consigo mesma. Tudo parecia estar funcionando perfeitamente mais uma vez, entretanto, o trauma do ataque ainda não havia desaparecido das faces da população.

Pomi, seguindo as novas especificações de defesa, estava duas vezes mais atenta contra ataques, mas infelizmente não aguentaria outra investida e era isso o que a preocupava mais. Amava aquele vilarejo e não suportaria vê-lo destruído.

Havia também outra questão: a econômica. Pomi estava prosperando economicamente há cinco anos, as exportações fluíam como nunca e as importações eram controladas, havendo uma balança comercial muito favorável. Em contrapartida, nos últimos meses as exportações despencaram devido à guerra ter atingido um estágio tão sanguinolento. As metrópoles agora investem em segurança pesada, deixando um pouco de lado os alimentos. Maranda tinha de encontrar uma solução rápida ou o vilarejo sucumbiria em no máximo um ano.

Caminhou em direção à prisão local e, entrando, foi direto até a cela de Clou:

–Acorde elfo! – Gritou Maranda.

Clou acordou em um pulo, assustado.

–Solte-o – disse Maranda com um semblante sério.

Um dos guardas dirigiu-se até a cela e a abriu, sem questionar a ordem de Maranda. Ao abrir a cela, voltou até seu posto de vigia.

–Quer trabalhar? – Perguntou Maranda.

–Oi? – Perguntou Clou sem entender nada.

–Estou precisando urgente de um ajudante, uma espécie de secretário. Quer o trabalho ou não?

Clou estava extremamente confuso.

–Você tem certeza disso? – Perguntou incrédulo.

–Se não tivesse não estaríamos conversando agora. Quer ou não? Responda logo tenho mais o que fazer!

–Quando começo?

Maranda esboçando um leve sorriso, respondeu à pergunta do elfo negro:

–Agora! Lave-se imediatamente. Estarei esperando-o do outro lado da porta.

Maranda se retirou e esperou Clou realizar uma breve higiene. Após cinco minutos o elfo saia do prédio carcerário com um sorriso de orelha a orelha. A elfa passou a mão pelas costas de Clou e o conduziu pelas ruas de Pomi enquanto falava:

–Preste bem atenção! Está é uma oportunidade única que estou lhe dando para consertar o que fez. Caso queira escapar daqui me pergunte que lhe digo exatamente como, no entanto, duvido que você dure cinco dias lá fora. Se cumprir suas tarefas direitinho eu me certifico de que a população inteira lhe acolha como um cidadão. Entendeu?

Clou se limitou a acenar com a cabeça positivamente. Não estava mais com o grande sorriso. Após a concordância de Clou, Maranda deu um leve tapa nas costas do elfo e retirou sua mão dali. Caminharam até uma das torres de vigia da cidade onde encontraram um capitão!

–Capitão – começou Maranda. O capitão tinha ficado em alerta com o elfo negro do seu lado – este é Clou. Ele agora é meu assistente e você será a escolta dele. Certifique-se de que nenhum outro elfo o machuque. Se ele tentar escapar, permita-o – o capitão ouvia tudo com atenção, mas estava estupefato com o pedido da líder. Mesmo assim, não questionou. Maranda era extremamente respeitada por todos – A missão de vocês é passar nas casas dos pescadores líderes para marcar uma reunião de negócios. Temos que discutir o futuro econômico do vilarejo.

O capitão assentiu e se pôs a andar. Clou estava ainda parado.

–Você não vai? É sua tarefa avisar os pescadores. Ele é somente sua escolta. Siga-o e ele vai te levar até a casa de cada um. Quando acabar, estarei na minha casa, ou no que já está pronto dela!

Clou concordou e logo alcançou o capitão. Tinha posto em prática um brilhante plano: se tudo desse certo, Clou era a prova de que precisava para que o conselho de Nafra acreditasse que podia se viver com os elfos negros pacificamente. Antes de se retirar, Maranda fitou o céu negro e cheio de estrelas por um momento e, então, foi até sua casa.

* * *

–Como assim? – Perguntou Hila incrédula enquanto corria até Grabor.

Todos estavam em choque. Teriam feito todo o ritual pra nada?

–Não deveria ter uma cicatriz ali? – Perguntou Amber apontando para o peito de Grabor.

–Deveria – concordou Effort – deveria...

Allie começou a chorar seguido por Tom e Amber.

–Realmente não há pulsação – concordou Hila, começando a chorar em seguida.

Grabor estava no chão, aparentemente morto. Seus olhos estavam fechados e um leve filete de sangue escorria pelo canto de sua boca. Effort se afastou do corpo e apoiou o queixo nos joelhos envolvendo esses com os braços. Ninguém acreditava no que tinha acontecido!

–Effort, isso faz parte do ritual? Diga que faz, por favor! – Gritou Allie.

Effort o encarou, lágrimas escorriam de seus olhos:

–O raio sim faz parte, mas a parada cardíaca não. Definitivamente não!

Hila, em uma atitude desesperada, tentou algum feitiço de cura. Posicionou ambas as mãos por sobre o coração de Grabor e fechou os olhos. Imaginou um coração pulsante enquanto emanava energia para o corpo do elfo. Após breve tempo, o feitiço não surtiu nenhum efeito. A maga apenas desabou em choro por sobre o corpo de Grabor.

Durante a execução do feitiço, Effort observou atentamente o mesmo. Incrédulo, levantou levemente a cabeça:

–Hila, tente de novo!

Hila levantou seu corpo. Estava aos prantos.

–Não vai dar certo – dizia – não vai...

–Hila – Effort repetiu o pedido – tente de novo!

Decidiu tentar, afinal, não podia piorar. Posicionou novamente as mãos por sobre o coração de Grabor e tentou novamente. Sem sucesso.

Effort rapidamente saiu de sua posição, enxugou as lágrimas e aproximou o máximo que pode seu rosto da pequena brecha que existia entre as mãos de Hila e o corpo de Grabor.

–Não pare Hila, não pare!

Os outros integrantes da Guilda não estavam entendendo o que Effort estava fazendo, mas observavam cada detalhe.

–O que está fazendo Eff? – Perguntou Tom.

–Shhh – foi a resposta dele.

Hila levou o feitiço por mais um minuto e então desistiu. Fitou Effort em seguida que expressava uma cara de extrema confusão.

–Como isso é possível?- Perguntou Effort para o ar.

–Possível o que Effort? – Perguntou Hila.

–De alguma maneira o corpo dele está rejeitando a energia de cura que está enviando.

Todos ficaram confusos.

–O que isso quer dizer? – Perguntaram Allie e Tom ao mesmo tempo.

–Não tenho ideia. Mesmo – respondeu Effort.

Uma bola de plasma pequena foi arremessada na direção de Grabor. Ao atingi-lo, Hila e Effort foram jogados para trás, a poucos metros do corpo. Todos olharam para Amber que tinha jogado o feitiço.

–Você ficou maluca garota? – Perguntava Hila aos berros.

–Não queriam saber o que era? Pois ai está. É um escudo.

Todos voltaram o olhar para Grabor ainda desacordado. Estava intacto.

–Viu! A bola de plasma que joguei, por mais que fosse pequena, deveria ter aberto um belo rombo no peito dele.

–A pergunta agora é – começou Allie – como?

* * *

As flechas vinham de todos os lados. Um por um, Mary abatia os arqueiros assim como Jorkin. Ambos usando magia e lançando pequenos projéteis que viajavam mais rápido do que as flechas. Nun vindo ao fundo, ficou entediado com a cena.

Estendeu os braços na direção dos arqueiros e sussurrou:

–Dor!

Imediatamente todos os arqueiros pararam de atirar flechas e simplesmente caíram, agonizando e gritando de dor e desmaiando por conta da mesma alguns segundos depois. Jorkin e Mary olharam para trás, na direção de Nun.

–O que? Eu to com tédio disso! – Declarou.

–Esse seu irmão não bate bem da cabeça – disse Jorkin para Mary que esboçou um pequeno sorriso – adiante – ordenou em seguida.

Com os arqueiros fora de combate tudo o que tinham a fazer era entrar no prédio correto.

–É esse aqui – disse Mary com firmeza na voz.

–Tem certeza de que é aqui que fica o bunker?

–Absoluta. A não ser que em pouquíssimo tempo eles consigam mover uma estrutura tão grande como aquela.

Seguiram com extrema cautela para o segundo prédio da direita para a esquerda. Jorkin se virou para Nun:

–Consegue detectar se há alguém mais nos outros prédios?

–Tem elfos em todos, mas o mais denso deles é esse.

–Quer brincar? – Perguntou Jorkin para Nun que retribuiu com um largo sorriso – nocauteie todos! Nocauteie, mas deixe-os vivos. Preciso de todos os que tiverem aqui. Dispensado.

Nun não se aguentava de felicidade. Poderia enfim se divertir um pouco.

–Prossigamos com cautela. Com certeza os melhores soldados de Cordol estarão atrás dessas portas. Quero todos vivos ouviu Mary? Todos!

–Sim senhor comandante!

E prosseguiram. Posicionaram-se um de cada lado da porta de entrada do prédio de três andares. Ao sinal, Mary colocou sua mão por sobre a porta que explodiu em seguida. De dentro do prédio, três flechas passaram pela porta, parando no prédio que estava alinhado com essa do outro lado da plataforma. Jorkin acenou para Mary que entrou no edifício.

Rapidamente processou o que via. Era um corredor extenso, feito de pedra e madeira com várias portas. Ao final do mesmo, uma escadaria dupla levava ao segundo andar. Nas escadas, quatro arqueiros posicionados para a entrada: três deles colocando outra flecha no arco enquanto que o quarto disparava contra Mary.

Com um piscar de olhos a flecha foi desintegrada. Preparou em cada mão um pequeno feitiço: uma bola negra que emitia uma luz azul. Arremessou-as na direção dos arqueiros e de imediato preparou mais. As duas primeiras acertaram em cheio: dois arqueiros nocauteados. Os dois que sobraram dispararam suas flechas e preparavam mais no arco.

As flechas viajavam em uma velocidade extremamente rápida, obrigando Mary a largar os feitiços ofensivos e realizar uma barreira. Felizmente a tempo de não ser atingida pelas flechas.

–Jorkin, preciso de ajuda aqui! – Exclamou a maga.

O comandante adentrou o edifício com fúria, correndo.

–Certifique-se de que nenhuma flecha me atinja! – Ordenou o comandante.

Jorkin avançou pela barreira e continuou correndo na direção da escadaria. Mary agora se preocupava em desintegrar as flechas. Quase chegando à escadaria, saíram quatro espadachins das últimas portas do corredor, ficando entre os arqueiros e Jorkin. Os dois arqueiros que sobraram subiram as escadas.

Jorkin freou com destreza e desviou de um ataque crítico. Aproveitou-se da abertura e deu um forte chute no mesmo. Os outros três espadachins atacaram ordenadamente. Quando o mais distante ia atacar, uma bola vermelha o atingiu em cheio, jogando-o na direção da escada e o deixando inconsciente.

Jorkin tinha dificuldades em bloquear os ataques dos dois restantes. Eram extremamente habilidosos. Em um momento de descuido, o elfo da esquerda o atingiu na perna, mas o ataque não passou da armadura. Entretanto foi o bastante para desequilibrá-lo. Deu alguns passos para trás antes de recuperar o equilíbrio. Irritado, Jorkin jogou uma onda de magia negra contra os dois remanescentes que foram jogados também contra a escada, no entanto, estavam ainda conscientes.

Antes que pudesses se levantar Jorkin desarmara ambos, chutou um na cara e apontou a espada para o pescoço do último. Aproximou seu rosto do elfo e o encarou. Foi o suficiente para por o espadachim para dormir com um feitiço. Ao terminar, olhou para Mary.

–Vamos! – Exclamou e subiu as escadas com cautela. Mary logo atrás.

Ao adentrar o segundo andar, duas flechas foram disparadas contra Jorkin. O comandante conseguiu bloquear uma e desviou da outra que acabou por atingir Mary no ombro esquerdo, fazendo um belo estrago. A maga soltou um sonoro grito e a raiva tomou seu corpo.

Seus olhos ficaram completamente negros e ela começou a flutuar. Desintegrou a flecha em seu ombro sem nem ao menos olhar para ela. Enquanto flutuava na direção do corredor que se apresentava afastou Jorkin para o lado. Ele não ousava desafiá-la agora. Já tinha visto isto antes e o resultado não fora nada bom. De dentro de um dos prédios, Nun, que se divertia a beça, percebeu uma mudança no ambiente e reconheceu o motivo. “Mary...”. Imediatamente pôs-se a correr o mais rápido que pode.

A maga flutuava lentamente na direção dos arqueiros que inutilmente disparavam flechas contra ela. Com um movimento de mãos os arcos de desintegraram e os arqueiros passaram a flutuar. Fechou a palma da mão e as armaduras de ambos se comprimiram contra o corpo. Os arqueiros morreram sem nem ao menos gritarem.

Mary continuou flutuando enquanto que soldados saiam das portas viradas para o corredor e o trabalho que Mary tinha era de ou contrair a armadura contra seus corpos ou arremessa-los de onde tinham vindo o mais rápido possível. Jorkin, aproveitando o surto da maga, avançou cautelosamente atrás dela. No final do corredor, outra escada que dava acesso ao andar em que estava o bunker.

Nun já subia para o segundo andar do prédio. Avistou de longe Jorkin subindo mais um lance de escadas no fim daquele corredor e aumentou a passada. Enquanto corria observava os inúmeros corpos estendidos pelo chão. Em menos de trinta segundos os tinha alcançado. Mary estendeu a mão na direção da porta de metal reforçada do bunker quando seu irmão tocou sua nuca.

–Estabilize! – Conjurou Nun.

Mary voltou a si e caiu no chão, chorando. Nun se abaixou e a abraçou fraternalmente.

–Me perdoe! – Pedia Mary.

–Está tudo bem agora irmãzinha – acalmou-a Nun.

Separaram-se e Jorkin segurou-a pelo ombro e a encarou:

–Mary, não faça isso novamente. Precisava de todos aqueles soldados, mas pelo menos chegamos até aqui. Controle-se!

Mary assentiu.

–Quando quiserem – disse Jorkin. Em seguida, Nun e Mary fitaram a porta.

Nun e Mary aproximaram uma mão cada na porta do bunker que começou a esquentar e, posteriormente, derreter. Mais duas flechas saíram de dentro do local e não acertaram Jorkin por pouco. Mary conjurou uma fumaça tóxica e jogou para dentro do bunker, obrigando todos que estavam ali dentro a sair.

O primeiro que saiu foi um espadachim, vestia-se muito bem com uma armadura completa e toda branca. No peito esquerdo um pequeno emblema com a figura de um elmo: tratava-se de Mason, o líder das sentinelas de Cordol.

Mason avançou contra Jorkin sem medo desferindo golpes rápidos e precisos. Jorkin bloqueava os ataques com facilidade e, de quando em vez, tentava uma investida. De dentro do bunker elfos não paravam de sair. Nun e Mary bloqueavam as saídas laterais e nocauteavam facilmente qualquer espadachim ou arqueiro que saísse dali; a saída frontal estava bloqueada pelo combate entre Jorkin e Mason.

Quando o comandante da tropa negra percebeu que todas as pessoas tinham saído, decidiu encerrar o combate. Por mais habilidoso que fosse Mason ele não era páreo para a experiência de Jorkin. O comandante então optou por sair da defensiva e partir para a ofensiva. A cada ataque bloqueado Jorkin contra-atacava e dava um passo à frente. Em um momento de descuido Mason teve sua espada tomada pelo elfo negro e então, sem opção, recuou.

Percebendo a vitória, abaixou as espadas.

–Ufa, você me cansou um pouco elfo – declarou Jorkin – Mary cesse o feitiço, por favor. Agora, quem é Fríope Henzo e Padma Klain?

Mary obedeceu à ordem e eliminou toda a fumaça que existia dentro do bunker. Sobre a pergunta de Jorkin, a multidão não esboçou reação.

–Não repetirei a pergunta novamente: quem é Fríope Henzo e Padma Klain? – Perguntou Jorkin enquanto levantava sua espada para a multidão.

Mary, reconhecendo o rosto de Fríope, apontou para um elfo pouco mais alto que os demais. Vestia um terno claro.

–Fríope é aquele ali! Padma não faço ideia de quem seja.

–Aproxime-se senhor Fríope – pediu Jorkin.

Percebendo a submissão, Fríope foi até onde Jorkin estava.

–Senhor Fríope, quem é Padma?

O elfo lentamente apontou para uma belíssima elfa que usava um vestido amarelo. Padma esboçou uma imensa raiva no rosto e também foi até onde Jorkin estava.

–Muito bem! Mary e Nun tranque todos dentro do bunker novamente. Quanto aos dois, vamos conversar em particular – e levou os dois líderes de Cordol para uma pequena sala no mesmo andar do prédio que dava visão perfeita para toda Cordol.

Notas finais
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