— O problema, Hinata, é que estou apaixonado por você.

Houve um silencio longo, interminável. A moça engoliu o seco, o coração martelando no peito.

Estava dizendo a verdade, ela sabia. Conseguia enxergar o peso das palavras nos olhos escuros, nos lábios crispados, na mão mexendo nervosamente ao lado do corpo. Era um movimento mínimo, quase imperceptível, mas os olhos perolados conseguiram captar.

A expressão dele. Atordoada, aterrorizada. Vulnerável.

— Eu sou um desastre. — As palavras apenas escaparam pela boca dele. — Já passei pelo inferno tantas vezes que ele se tornou a minha casa. Se ficar comigo, Hinata, eu irei te quebrar.