Gotas De Chocolate E Leite
4 Retornando para casa
Notas iniciais
Digamos que essa seja fraca um pouco, mas seu comentário pode ajudar a melhorar o decorrer da história. Contudo, é imprescindível o seu comentário.
Cometem e critiquem.
Obrigado por ler.
De cabeça baixa, Libierre iniciava o seu caminho de casa e de repente.
Liber! Owou, Liber! Espera! – era o seu irmão que aclamava por ele desesperadamente.
- Corre, garoto – disse Liber ao reconhecer que era seu irmão
- Ufa! Consegui alcançar você. – reclamou Greg ofegante, curvado com as mãos no joelho assim que aproximou-se do irmão do meio.
- Você quer ir comigo, não é? – Perguntou o irmão mais velho.
- Sim! Não é óbvio? – atacou Greg
- É, mas, pensei que você iria com a Sophia.
- Não, Liber! Ela é chata, e mesmo assim, eu pedi pra que ela não me esperasse. Com certeza, Sophia já chegou em casa e já deve ter almoçado.
- Ok, irmão! Então...melhor irmos logo, porque o caminho é longo.
Os irmão iriam percorrer um caminho que duraria uns trinta minutos, aproximadamente. No percurso, conversaram, por vezes.
- Irmão – iniciou Greg – Fiquei sabendo que você quase brigava com o Sebastian, no intervalo. O Ivan, meu melhor amigo, é vizinho do Sebastian, me disse, que o infeliz que pouco fala, é chamado lá na vizinhança de Sebá, um apelido de infância, e o mais engraçado, ele brincava e conversava com todos quando criança... depois que cresceu, mudou totalmente. A casa do “Sebá” é a barulhenta lá de perto, quase sempre ele tá brigando com o irmão mais velho ou com a mãe dele. Ainda, segundo o Ivan, ele sobe numa espécie de casa da arvore todas as noites ou quando vai tocar o violão ou mesmo ler. Sim! Ele gosta de ler durante a noite.
- O Ivan é o aquele gordinho que é um craque no videogame, que foi semana passada jogar com você? Certo? – Greg balançou positivamente a cabeça em resposta à pergunta do irmão. Liber continuou – Huumm, se é vizinho, as informações podem ser verdadeiras, mas, cá entre nós, nessa minha manhã toda, as conversas foram sobre o Sebastian, então, que tal não mencionar mais ele?
- Tudo bem, entendo você – concordou Gregório
- Mas, continuando a conversa... Como foi o teu dia na escola hoje?
- Ah! Foi muito bom, Liber. Teve aulas de geografia e você sabe que a geografia é a minha matéria favorita. Fiz toda a folha de exercício e terminei primeiro que o Ivan e a Julia.
- A Julia é aquela menina que usa aparelho nos dentes e que é irmã do George, o marrento da sala da Sophia? – interrompeu Liber
- Sim é, por quê? – perguntou Greg desconfiado.
- Não é nada, ou melhor, percebi que você estuda com o vizinho do Sebastian e com a irmã do Gerge que diferente do mais velhos são bons e legais. Já a Sophia, estuda com o marrento e com o misterioso, o George e o Sebastian.
- É verdade – riram, os irmãos – Mas, se bem que dizem que o George e a nossa irmã tem um romance – completou Greg.
- Já fiquei sabendo dessa história também. Mas, continue o que você estava dizendo sobre as aulas. – sinalizou Liber
- Bom, antes do intervalo teve oficina de artes. Eu me sujei todo de tinta. No intervalo eu merendei uma salada de fruta e depois quando voltamos do intervalos, eu, o Ivan e a Julia, tivemos um teste surpresa de matemática. Acho que não fui tão bem – outra vez sorriram os dois – e por fim, teve mais uma folha de exercício, mas dessa vez foi de química. Quem terminasse ia embora e cá estou.
- Nem me fale em matemática, ainda bem que não me deparei com essa matéria hoje. – completou Liber, que sorriu outra vez com o irmão.
Os irmãos caminhavam, em consonância, continuavam a conversar. Distraídos, pouco observavam a paisagem ao redor: o jardim da vizinhança florido e verde, as cercas de cores diversificadas, o clima ameno e sem probabilidade de precipitação de chuva, era sol e sombra. O clima propício para o cantar dos pássaros, a copula de cachorros, cães perseguindo gatos, gatos perseguindo gatos, gatos seguindo ratos, cachorros latindo para cachorros, borboletas, insetos e aves. Sem deixar de mencionar o vento que arrancavam as folhas verdes ou amarronzadas e as próprias flores. Sem menos perceber, a dupla de irmão chegou em sua residência.
- Oi mãe, chegamos! Eu e o Liber. – informou Greg
- Oi queridos – gritou a mãe da cozinha – Venham logo almoçar, eu esperei vocês. Só faltam nos três.
- Oi mãe, desculpa pelo atraso e também falta de fome mas eu não estou sentindo fome. Eu vou, subir pro meu quarto e depois eu faço um sanduíche pra mim. – salientou Liber que já subia as escadarias em direção ao seu quarto. — Vou dormir um pouco e obrigado pelo almoço mãe. – completou.
- Tudo bem meu filho. – aceitou a Dona Estela, matriarca da família.
Liber estava visivelmente incomodado com os acontecimentos recentes na escola e com as informações a respeito do Sebastian e dos demais que não praticam o respeito ao próximo, no entanto, ao grupo de amigos a qual participa Liber.
O ódio parental de sua irmã e do metido a valentão da escola, George, somados aos iméritos atos de Sebastian, destoam a fazer com que Liber, depois de trancar-se no seu quarto e joga-se na cama, entoar-se de pensamentos
“Por que algumas pessoas querem prejudicar a mim e aos meus amigos? Qual o motivo para o ódio alimentado? O que fizemos para tal merecimento ou desmerecimento? Sebastian, por que tão misterioso e ofensivo? George, por que tão valentão e metido com os outros? Sophia, por que esse ódio que a deixa tão arrogante, em relação a minha pessoa? Não sei, não sei explicar e tão pouco sei alguma solução, conversar já é um precoce problema e violência não nos levará a lugar algum, ao não ser uma cadeia ou detenção escolar. Mas também sei que problemas não se resolvem sozinhos. Esperarei um pouco mais, o tempo também ajuda a fazer surgir as verdades e desvendar os mistérios, ou revelar os segredos. Se nada não resolver, basta, revidarei e não serei passivo de ingenuidade ou bondade. Às vezes é necessário possuir algumas gotas de maldade nas veias”
Na cozinha, Greg e Estela conversam.
- Mãe está muito boa a sua comida, e obrigado por ter feito a minha refeição favorita.
- Torta de Camarão com molho branco. Já sabia que iria gostar. E pelo visto só você e eu vamos almoçar essa torta, porque o Liber chegou e foi logo subindo para o quarto e a sua irmã disse que iria almoçar com as amigas.
- Melhor assim, desse jeito eu aproveito. – exaltou Greg.
Mãe e filho riam, felizes e satisfeitos
- Ei! Mãe, quando o pai vai voltar?
- Semana que vem. O congresso na Espanha, só termina daqui em seis dias.
- Huuum. Ele trabalha mais eu o próprio dona daquela empresa, o pai da Penélope.
- Eu não entendo essas empresas e esses níveis de hierarquia. – completou Dona Estela.
- Pois é mãe. Bem, eu vou tomar um banho gelado e ir dormir, mãe.
- Tudo bem, filho. Eu vou arrumar aqui e descansar no meu quarto também. Durma bem – disse Estela enquanto o filho subia a escada.
- Obrigado, mãe e você também.
Todos cansados naquela casa de dois andares e de estilo bucólico moderno. Minutos depois, todos estariam dormindo.
Notas finais
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