Notas iniciais
Hoje a nota inicial vai ser grandinha...
Gente, eu não acredito que já chegamos no capítulo 101. *-* Sabe, lembro-me até hoje do dia em que trocamos algumas ideias pelo twitter. A Julia e eu combinamos de escrever uma fic do Simple Plan, e então, eu escrevi o primeiro capítulo. Mas fiz meio por cima, pois ninguém iria ler mesmo. Só que com o tempo, fomos ganhando carinho e apoio dos leitores, logados no Nyah ou não. Temos leitores do grupo do Conexão. Alguns criaram conta e mandam reviews, outros comentam no grupo. E isso vem nos encorajando para continuar escrevendo essa fic que nem imaginaríamos que iríamos prosseguir. Pensávamos que iríamos ter somente um leitor, mas agora, já temos 6 recomendações, fora algumas recomendações via twitter e divulgações no próprio grupo. Nós ficamos muito agradecidas com isso.
Bia Bouvier
Diinh Oliveiraa
CharlyBrooks
ThaysRibeiro
Bárbara Knust
Victoria Knust
RitalinLove
BouvierDesrosiers
Ldesrosiers
AlexiaBouvier
Alice Maria
Não logados:
Roberta Soares
Suelen Dias
Beatriz Bouvier
Marta Guimarães
Muito obrigada a todas vocês pelo apoio, sem vocês nós não seríamos nada, e pararíamos no capítulo 2. Fabiana, obrigada pela recomendação que você nos fez recentemente, lindo demais. E as outras meninas também. Vocês são lindas, e nós amamos todas vocês.
P.S: Desculpa se demorei a responder reviews, é que estou fazendo cursinho e agora só estou tendo tempo para escrever a fic e postar. Mas estou consertando os meus erros e voltando a ler as fics que eu acompanho, e respondendo todas as reviews. Continuem com a gente. Beijinhos, lindas. ♥

Part one

Depois daquela confusão toda no apartamento de Pierre, ele foi dormir, para ver se conseguia esquecer-se daquela visão. Mas a moça no parque que Laurence havia visto se destacava por dois motivos: os olhos e o lenço que lhe cobria a cabeça. O lenço era rosa, daqueles impossíveis de não se notar, com apliques brilhantes que o tornavam mais vistoso ainda. O lenço cobria os cabelos negros, mas os olhos verdes estavam à mostra. Eram o mesmo de Sarah. Atraída pelo ódio e pela vingança.

Laura e Laurence foram até a garota, e a empurraram para trás, fazendo com que esta olhasse diretamente para o rosto delas. Mesmo consciente de que poderiam passar vergonha, elas não se importaram, e quando a garota se virou, era mesmo a Sarah.

─ Você não cansa de nos perseguir? — Disse Laurence em desespero, segurando uma das gêmeas, e Laura segurava a outra, enquanto Lennon estava no chão. Já sabia dar seus primeiros passos.

─ Do que estão falando? Eu estou quieta aqui. Será que eu poderia continuar a minha caminhada? — Respondeu Sarah em um tom de reprovação.

─ Está certo, desculpe. Você não veio até nós. Vamos embora.

Eles saíram dali, mas Sarah os chamou, fazendo todos olharem para trás.

─ Vocês sabiam que eu faço parte da família Bouvier? Meu sobrenome é Bouvier. — Gritou Sarah.

─ O que disse? — Perguntou Pierre não acreditando na tal afirmação.

─ Meu sobrenome é Bouvier. B-O-U-V-I-E-R. — Ela mostrou a identidade.

─ Você falsificou isso, Sarah. Qual é o seu verdadeiro sobrenome? — Pierre olhara para a identidade em suas mãos, e Bouvier era mesmo o sobrenome.

─ Eu não falsifiquei nada, Pierre. Para de achar que eu sou uma criminosa. Você não vê o quanto eu sou apaixonada por você? Isso dói no peito.

─ Mas por que você tem o meu sobrenome então, Sarah?

─ Ah, Pierre... Se eu disser, você não vai acreditar, então eu prefiro que verifique essa história sozinho. — Ela foi se afastando.

─ Espera. Por favor, me fala o que está havendo. — Pierre segurou um dos braços dela, a fazendo voltar.

─ O que está havendo é que eu estou apaixonada por você, e está difícil ter que aceitar o fato de o homem da minha vida ser gay, e estar noivo de um homem. É complicado para mim. Eu faço essas coisas por amor. Desculpe-me se fui má, mas é tudo questão de ciúmes. Eu sou extremamente possessiva com o que é meu e o que não é meu, e então eu tento afastar todos para que você fique inteiramente para mim. — Sarah começou a chorar.

─ E se você me ama como diz que ama, por que você faz isso? Eu acho que deveria me deixar em paz, e principalmente, feliz. Eu amo o David, sinto muito. Apaixonei-me por um homem sim.

─ Pierre, por favor, não fala assim comigo. Isso me machuca por dentro. Meu coração já está em pedacinhos. Eu sei que deveria deixá-lo ser feliz, mas eu não consigo vê-lo feliz ao lado de outro. E estou cometendo um grande erro por estar desejando outro homem, sendo que já tenho um em minha vida.

─ Você tem outro homem? Quem?

─ Não está associando o nome a pessoa?

─ Que nome? Que pessoa?

─ Pensa. — Ela disse e foi embora.

─ Sarah, espera...

Pierre ficou falando sozinho, enquanto Sarah ia embora, enxugando as lágrimas. O que ela sentia por Pierre era a única coisa verdadeira que havia consigo.

─ Parece que ela está bem apaixonada por você mesmo. — Disse David em um tom de voz triste, olhando para baixo para disfarçar uma lágrima que caía.

─ Eu não posso fazer nada, me apaixonei por você. — Ele levantou o rosto de David, que liberou um sorriso meio torto, porém lindo.

─ Vamos esquecer isso e descansar. — Propôs Avril.

─ Tem razão. Hoje o dia foi estressante.

Lennon deu os bracinhos para Pierre. Não era uma coisa linda? Pedindo colo. Todos simplesmente olharam para Lennon ali, pedindo os bracinhos para Pierre, e ele se rendeu, sorrindo que nem bobo. E como não sorrir? Ela era linda, a alegria da família.

─ Acho que podíamos passear com a Lennon, você não acha? O dia foi muito atordoado para nós dois, e eu estou sentindo falta de vivermos como uma linda família. — David sorriu largamente ao fitar Pierre segurando Lennon, e ele também sorriu, movimentando a cabeça positivamente.

─ Vamos sim. Também estou sentindo falta dos programas em família. — Respondeu Pierre.

─ Bom passeio, amigos. — Joel os abraçou.

─ Ah, obrigado, amigo. Melhor amigo. — Respondeu Pierre.

─ Eu sou melhor amigo agora?

─ Claro que sim, Joel. Você tem mostrado ser uma ótima pessoa, e nos fez ver que as pessoas podem mudar sim, e que merecem uma segunda chance. — Continuou David.

─ Eu me arrependo tanto do meu passado.

─ Esquece. Como você disse, é passado, isto é, passou. Não volta mais.

─ Nunca mais vai voltar, Pierre. Eu prometo. Vocês são meus melhores amigos, não sei o que seria de mim sem vocês. Perdi muito tempo, já devia ter me aproximado de vocês há muito tempo se já soubesse que eram pessoas tão legais.

─ Gente, mas ele não é um fofo? Vontade morder. — Disse Julie se aproximando e deixando vários selos nos lábios de Joel.

─ Julie, é... Você...

─ O que tem eu, Joel?

─ Eu não sei como dizer isso.

─ Joel tímido agora? Essa é nova. — Jeff riu.

─ Ele está parecendo um tomate, coitado. — Marie Lee também riu.

─ Quer casar comigo? — Joel completou sorrindo para Julie, que ficou sem reação ao olhar para o par de alianças em uma caixinha vermelha aveludada.

─ E-eu? — Ela realmente estava sem ter o que dizer.

─ Claro. Quem mais poderia ser a mulher da minha vida?

─ Mas... Casar? Você pensa em casar comigo mesmo, Joel? Eu... Estou sem palavras.

─ Aceita de uma vez, Julie. — Retrucou David.

─ É que...

─ Ih, Joel. Ela não quer. — Disse David em um tom de voz triste.

─ Tudo bem, não tem problema. — Joel fechou a caixinha e guardou novamente no bolso.

─ Não, eu quero sim! David, para de dizer besteira, menino bobo!

─ Quer? — Joel sorriu, e mostrou novamente o par de alianças.

─ Claro que sim, seu bobo. — Eles se beijaram, e Patrick, ao ver a situação, também pediu Hayley em casamento. Marie Lee também foi presenteada com uma aliança de noivado.

─ Como assim? Mais casórios? — Laura sorriu.

Eles vibraram, mas estavam cansados, então todos foram para casa, exceto Pierre e David que foram passear com Lennon, enquanto Delilah caminhava perto deles. Foram até uma praia e sentaram na areia, enquanto Delilah cavava alguns buracos. Lennon foi dando seus primeiros passinhos, e eles ficavam observando para ver até onde ela ia. Não demorou muito para que ela voltasse a ficar perto deles.

─ Papá. — Disse Lennon apontando para Pierre.

─ Ouviu isso? Me chamou de papai.

─ Não, ela disse “papá”, ela quer papá, ‘tá com fome. — David disse provocando-o.

─ Dá o peito pra ela. — Pierre também provocou.

─ Não tenho leite aqui.

─ Mamá. — Lennon apontou para David, e Pierre soltou uma gargalhada.

─ Ela já sabe que você é a mulherzinha da relação. — Ele continuava rindo.

─ Cala boca, Pierre Charles Bouvier!

─ Ela te chamou de mamãe, tem noção disso? — Pierre não conseguia parar de rir.

─ Para de rir, filho da puta!

─ Ei, não fale palavrão perto dela. — Pierre tapou os ouvidos de Lennon, e parou de rir imediatamente, ficando sério.

─ Então para de rir.

─ Mas eu dou risada das coisas que eu acho engraçado, não posso mais?

─ Não teve nada de engraçado.

─ Teve sim.

David deu um soco forte no braço de Pierre.

─ Au!

─ Por que eu tenho cara de mulher?

─ Se eu responder, você vai ficar ofendido.

─ Droga...

Depois de uma hora e meia na praia, eles foram embora, indo direto para a cama. David deitou no peitoral de Pierre, e assim, dormiram profundamente.


Part two

Amanheceu... Dia lindo de sol e cantos de pássaros ao longe. David desceu para preparar o café da manhã: torradas, suco natural de laranja e, para acompanhar, uma Nutella. Colocou tudo numa bandeja, enfeitada por alguns morangos, e em seguida levou até o quarto. Pierre ainda dormia profundamente, e David selou os lábios dele de forma demorada, o que fez Pierre despertar sorrindo.

─ Bom dia. — Disse David com uma voz doce.

─ Bom dia. — Respondeu Pierre se espreguiçando. ─ Hum, que delícia de café da manhã.

─ Come. — David passou Nutella na torrada e entregou para Pierre, que tentava pegar com as próprias mãos, mas David o impediu e deu na boca dele.

─ Acordou de bom humor hoje?

─ Impossível acordar com um péssimo humor ao seu lado, Pierre.

─ Bebê. — Pierre selou rapidamente os lábios de David.

De repente, o celular de Pierre tocou.

─ Mensagem. — Ele leu a mensagem que dizia: Venha até a casa de Jonathan. Beijos, Sarah.

─ O que a Sarah está fazendo na casa do meu irmão?

─ A Sarah está na casa do Jay?

─ Não, do Jonathan.

─ Jonathan? Ela o conhece?

─ Pois é, eu também achei estranho essa SMS do nada.

─ Vamos até lá.

Eles foram até a casa de Jonathan, que não era tão longe, apenas 15 minutos andando. Foram com Lennon, enquanto Delilah ficou em casa comendo a ração, e também para vigiar. Por menor que fosse, Delilah espantava qualquer um que tentasse invadir a casa. Sua mordida arrancava pedaços.

Sarah abriu a porta, e eles correram até Jonathan.

─ Pierre, meu sobrenome é Bouvier porque... Sou a esposa do seu irmão. — Disse Sarah beijando Jonathan.

─ O que? Jonathan, como consegue ser casado com essa moça?

─ Como assim, Pierre? — Jonathan cessou o beijo que Sarah havia iniciado e olhou para Pierre, um pouco nervoso.

─ Você está sendo alvo de uma grande mentira. Ela só quer lhe usar para ter o seu dinheiro. Ela está apaixonada por mim, ela mesma confessou.

─ Sim, eu sou testemunha. — Concordou David.

─ Amor, não acredita neles. Eu nunca faria isso. — Disse Sarah.

─ Eu acredito em você. — Respondeu Jonathan.

─ Espera... No casamento triplo dos meus amigos, sua filha levou as alianças. Vocês têm uma filha?

─ Temos, de três anos.

─ Jonathan, por que me escondeu isso?

─ Você sempre está fazendo shows, e eu ocupado no trabalho.

─ Mas como? Casados há mais de três anos?

─ Pierre, eu ia te apresentar a sua cunhada.

─ Ela não é minha cunhada.

─ Não trate assim a minha esposa.

─ Você está é cego. Eu vou embora.

Eles foram embora batendo a porta da casa de Jonathan.

─ Eu não acredito nisso.

─ É, ele está cego pela Sarah, Pierre.

─ Não agüento isso.

─ Calma, uma hora ele vai descobrir toda a verdade. Infelizmente vai doer, mas ele vai descobrir. Tenha paciência. Não vamos deixar nada estragar esse dia lindo.

─ Você sempre sabe me acalmar mesmo.

─ Agora deixa a tristeza de lado, não se preocupe mais, afinal, seu irmão não está correndo perigo, ele só está cegado. Uma hora ele vai enxergar. E já passamos por muitas coisas, agora é hora de sermos felizes.

Pierre sorriu e continuou a caminhada, até chegar novamente em sua casa. David tinha razão... Eles já passaram por muitas coisas ruins, agora era hora de serem felizes.

Você diz que ama o sol, mas se esconde nas sombras quando ele aparece. Você diz que ama a chuva, mas abre o guarda-chuva quando ela cai. Você diz que se importa, mas nada faz além de sentar e assistir a dor. Você diz que é feliz, mas seus olhos sem vida dizem: é mentira.

E se eu mentir dizendo que ‘estou bem’ é porque eu quero te poupar dos detalhes sórdidos.Sabe, as pessoas cansam de conviver com aquelas que só têm palavras tristes a dizer.

Chega de mentiras, chega de sofrimento, chega de falsidades. Você tenta me convencer com esse teatrinho ridículo de que fica chorando e que está sofrendo, mas na verdade está só querendo passar a imagem de uma pessoa coitada que está sofrendo. Você pode até enganar as outras pessoas com isso, como muitas pessoas já me disseram que eu estava sendo uma pessoa fria com você, mas assim que pararam para ouvir a história inteira contada por mim viram que eu não estava errado e ficam surpresos de eu ainda falar com você depois de tudo que você me fez.

Notas finais
Reviews, amores? ♥