Notas iniciais
Boa leitura.

That's The Truth — McFly

Eles levaram Delilah até o veterinário. A barriguinha dela estava grande, com certeza seriam muitos filhotes. Pierre estava impressionado, pois a cachorrinha era o xodó de todos. Delilah foi até uma sala e pariu oito... Exatamente, oito cachorrinhos. Alguns com a cara de Stuey, e outros com a cara de Delilah. Uma perfeita mistura. Mas não podiam ficar com todos, o que resultou em uma profunda tristeza. Porém Pierre pensou um pouco e disse:

─ Avril, você quer ficar com os filhotes? — Ele propôs essa idéia porque queria vê-la feliz. E de alguma forma, ele também estava feliz por ela estar se lembrando de todos que estavam ali em volta.

─ Eu, Pierre? Mas são muitos. Eu fico com quatro, enquanto os outros quatro ficam pra você. — Respondeu Avril com um sorriso largo no rosto.

─ Bom, então... Laura, você poderia ficar com o restante.

─ Fico com três. Quero que Delilah fique perto de um dos filhinhos. — Falou Laura com um olhar brilhante.

─ Está bem, está bem... Apesar de que sempre vamos manter Delilah perto dos filhotes. Afinal, somos amigos, feito chicletes.

Todos riram concordando com Pierre, e então Laura levou os três filhotes para casa, enquanto Avril levou quatro e Pierre ficou com um filhotinho. Eram lindos e dóceis, e estavam morrendo de fome, e então foram mamando em Delilah na van. Ao chegarem a suas respectivas casas, foram dormir.

(...)

POV: Avril

Sexta-feira, 07 de Setembro de 2012. Acordei mais cedo que o normal porque eu estava me sentindo disposta para encarar a rotina do dia-a-dia. Despertei às nove horas da manhã. Podia não ser tão cedo para a maioria das pessoas, mas para uma pessoa que gosta de ficar na cama até tarde — eu -, esse é um horário nada legal. Mas não sei o que aconteceu, de repente uma disposição invadiu o meu eu. Revirei-me na cama a noite inteira, Chuck até reclamou porque parecia que havia formigas onde eu estava deitada. Comecei a rir lembrando-se disso, e fui em direção à sala. A televisão estava ligada, dando alguns chiados. “Que estranho. Será que o Chuck estava assistindo televisão ontem à noite e esqueceu-se de desligar?” — Pensei. Mas, para a minha surpresa, o DVD também estava ligado. Havia um papel perto da estante, escrito com letras verdes. Chuck sempre soube que minha cor favorita era verde, e no papel, estava escrito a seguinte frase: “Ligue a TV e assista ao DVD, você vai gostar. Eu te amo”. Sorri feito boba, e fiz o que o papel dizia. Liguei a TV e sentei-me no sofá para assistir o DVD, que contava toda a minha história e o que tive que batalhar para ser hoje quem eu sou: Avril Lavigne, a cantora, famosa em todo o mundo. Não me contive e deixei escorrerem algumas lágrimas de meu rosto, molhando o meu pescoço. Já estava soluçando, mas de alegria. Prometi a mim mesma que minhas lágrimas seriam apenas de alegria, e agradeço a Deus todos os dias pelos amigos que tenho, pelo marido maravilhoso que sempre esteve ao meu lado, e pela força que eles me proporcionam. Ninguém nunca me abandonou, e eu me sinto segura quanto a isso.

Vieram-me lembranças boas de todos os momentos, um filme em minha cabeça, mas daqueles em que você sente vontade de assistir a todo o momento. Ao assistir o DVD, vi David e eu brincando de skate. Não acredito que haviam filmado isso. Éramos muito novos, o Simple Plan ainda estava iniciando a carreira, e iriam fazer o seu primeiro show. David sempre foi o meu melhor amigo. Ou Dave... Chamo-o assim apenas para provocá-lo, pois ele odeia esse apelido. Mas claro, chamo longe dele, senão corro riscos de ser mutilada. Ok, estou brincando. E ao assistir ao DVD, passou a vez em que David havia se machucado por ter andado de skate com o Pierre — eles ainda não namoravam, Pierre devia estar com a Lachelle -, e então, David caiu e acabou se machucando. Como eles tinham show para realizar — aqueles somente para divulgar a nova banda -, eu me ofereci para ajudá-lo, carregando-o em minhas costas, já que David era bastante proporcional ao meu peso e também a minha altura. Era um neném. Às vezes sinto pena dele com o Pierre, que é um cavalo — no bom sentido. — Alto, forte, e... Gordo! Já estavam esperando que eu dissesse isso, certo? (Risos) Coitado, ele não é gordo. Eu prefiro considerar o fato de que ele seja robusto. Mas, ainda bem que quem se machucou pelo menos foi o David, se fosse o Pierre, eu com certeza desmoronaria se tivesse que carregá-lo em minhas costas tão frágeis... E o estranho de tudo é que quem sempre tinha o dom de se machucar mesmo era o Pierre. Aos cinco anos de idade, quebrou o dente andando de bicicleta com seus irmãos, a fim de segui-los. Os irmãos mais velhos desceram o morro, e como sempre, caçula tenta imitar, e acaba não dando certo. Quebrou o dente, coitadinho... Aos treze anos, quebrou a clavícula andando de snowboarding. E tem mais, no Rio de Janeiro, ele quebrou o nariz surfando. Como sempre, Pierre Bouvier sendo desastrado. Mas tudo isso fazia parte de uma ótima história. Uma amizade colorida, repleta de coisas boas. O DVD contava exatamente isso, os momentos bons, e assim, tudo voltou à memória. Não conhecia Pierre quando ainda era criança, apenas o David, mas ah... Conhecia toda a história de vida dele, o que me fazia rir feito uma tonta. Cada coisa que ele diz e faz... Ele sabe divertir as pessoas, daria para ser palhaço de circo. Ele iria ganhar muito dinheiro com isso.

Mas o que mais me preocupava no momento era a Sarah. Já estava farta de tantas injustiças. Por causa dela, fiz o amor da minha vida sofrer. Acabei me esquecendo de quanto o amava. Acabei me esquecendo que dentro do meu coração havia um sentimento muito forte. Acabei me esquecendo das vezes em que fizemos amor e ele dizia que me amava. Acabei me esquecendo das noites que passei em claro só para cuidar do meu neném doentinho. Acabei me esquecendo de quando ficamos na chuva, perto dos carvalhos que eu tanto adorava, e dando aqueles beijos apaixonados e calorosos. Acabei me esquecendo dos meus amigos que sempre estiveram ao meu lado, me protegendo de todo o mal, e sempre que algo acontecia, eles diziam: “Avril, eu estou aqui ao seu lado para o que der e vier”. Acabei me esquecendo como era ser feliz. Da noite para o dia, eu fiquei muito deprimida, mas graças ao Chuck e sua paciência inacabável, eu consegui memorizar tudo e aquilo me fez bem, apesar do fato de eu estar cansada de toda a injustiça que Sarah cometia — menina peste.

Estou farta, farta de ver injustiças… De ver pessoas a fazer o que bem lhe apetece e outras não. Na noite de quarta-feira, ela me empurrou do carro em movimento. Depois disso, eu não vi mais nada. Devo ter desmaiado — óbvio que desmaiei, com uma pancada tão forte na cabeça, era impossível eu permanecer acordada. Desperta pra vida, loira! -, e foi o pior momento de toda a minha vida. Como um ser humano pode ser tão cruel e ter um sangue tão frio? Uma sede de vingança, sede da maldade, que vai dominando todo o corpo da pessoa. Eu estou começando a acreditar que Sarah está possuída. Ou que Nemours está em seu corpo. Mas prefiro não pensar nisso agora.

Fui até o apartamento de Jeff, e para minha surpresa, os meus fedorentos estavam lá. Mas os fedorentos mais cheirosos de todo o planeta. Espera, fedorentos cheirosos? Eu estou ficando louca? Não, não estou, mas gosto de chamá-los assim, isso dá um ar de implicância.

Fui até lá e eles vieram me cumprimentar em um super abraço. Aquilo me passou um conforto e tanto, e claro, mais segurança... Como eu amo esses doidinhos!

─ E aí, seus fedorentos? Como é que ‘tá a vida? — Disse em um tom de voz muito empolgado. Era tão bom vê-los ali, sorrindo. Podia perceber o entusiasmo deles ao ver que eu estava totalmente recuperada.

Às vezes dou por mim a pensar que modifiquei tanto nesses últimos anos. Já não me sinto a Avril que eu era antes, sinto-me outra pessoa. Mais feliz, mais realizada, mais determinada, mais segura de si... A verdade é que a partir do momento em que me juntei aos meninos e meninas, minha vida mudou completamente — para melhor, é claro -, e eu estou muito contente.

Fui interrompida de meus pensamentos com um pulo de Pierre em mim, de vez, o que me fez cair no sofá — que bom que foi no sofá, se fosse ao chão, morreria esmagada. Se é que já não morri.

─ Ai, seu doido! — Disse rindo, e dando um leve tapa em uma das nádegas dele.

─ Não bate no meu bumbum.

─ Hum, só o David que pode fazer isso. — Zombou Jeff.

─ Que nada, você também pode, careca. Só chegar. Você é um careca gostoso.

─ Meu Deus, o que ‘tá virando isso. — Disse Laura rindo, mas o riso foi interrompido porque Laura estava sentindo enjôos. ─ Com licença. — Saiu de lá com a mão na boca e correndo até o banheiro. Eu não podia ver a minha amiga naquele estado, então as meninas e eu a acompanhamos até o banheiro. Segurei o cabelo dela para que ela pudesse vomitar. A razão era óbvia: gravidez. Ela já estava de quatro meses, normal sentir enjôos durante esse período, que é o mais sensível da gestação.

─ Calma, vai passar. Solta tudo. — Disse tentando acalmá-la, e ela foi vomitando tudo até se levantar, lavar a boca e ir novamente em direção à sala.

─ Quer que eu prepare uma sopa para você comer? Acho que vai ajudá-la. Estávamos pensando em pedir uma pizza, mas não seria bom para o bebê. — Disse Laurence.

─ Eu estou muito fraca, acho que vou aceitar a sopa.

Laurence sorriu e foi preparar a sopa. E enquanto isso, me peguei pensando na gravidez. Eu estou ficando estranha, não estou? Sim, estou. Mesmo com aqueles momentos de enjôo, e ouvindo choros da Lauren e da Lennon, de alguma forma, eu estava encantada. Sonhava em ser mamãe e poder passar a mão na barriga dizendo: “Mamãe está te esperando, e te ama, assim como o papai”. Acho magníficas essas mães conversando com os filhos, e eles nos respondendo, mesmo que com chutes, mas pra quem é mãe, a dor não importa.

Eu digo que minha mãe é uma guerreira. Eu a fiz engordar muito, chorar de dor e morrer de enjôos, e mesmo assim, só conseguia ouvir palavras bonitas saírem de seus lábios. Eu tomei o tempo dela que poderia ser dedicado ao meu pai, mas ela me olhava e dizia que eu era a coisinha mais linda do mundo. Eu a chutei, quase a matei no parto de tanta dor, mas quando me viu, ela me segurou em seus braços, chorou e disse: “Seja bem-vinda ao mundo, minha filha linda”. Hoje eu só tenho a agradecer por isso. E é o que me dá mais motivação para seguir em frente, e pensar em ser mãe.

Chamei o Chuck até um canto e comecei a falar sobre o assunto.

─ Amor, eu acho que... — Pausei a fala, por estar nervosa, e ele estava olhando fundo nos meus olhos. Estava realmente interessado no que eu ia falar, o que me deixou mais apreensiva.

─ Que foi, princesa? — Ele me chamou de princesa? Chamou mesmo? Eu simplesmente sou apaixonada por esses apelidos. Me faz ficar ainda mais encantada pelo Chuck. Como ele pode ser tão perfeito e tão meu?

─ Então, príncipe, é que... Ai, estou nervosa, mas vou falar. É que eu queria um filho seu. — Disse olhando docemente para ele, e tudo o que consegui ver foi um sorriso bobo estampado no rosto dele, o que me fez sorrir da mesma forma. Vi que ele havia ficado feliz com a proposta que eu havia feito.

─ Eu... Quero muito ser pai. Nem sei o que dizer.

Selei os lábios de Chuck, e depois de termos nos divertido com os amigos, fomos para a nossa casa. Há! Hoje tem. Tomei uma ducha rápida e coloquei uma camisola vermelha. Mas não era uma camisola qualquer, era A camisola. Com rendinhas, lacinhos... Bem sensual, para deixar a noite bem especial. Ele trouxe algumas velas e também um champagne, deixando o quarto todo escuro, apenas iluminado com a luz das velas. Fiquei sorrindo feito boba, e brindamos ali, antes de Chuck levantar-me e começar a acariciar minhas pernas. Ajoelhei-me na cama e deixei Chuck nu em poucos segundos — hmmm, não acredito que vai rolar -, e então, arranhei o tórax dele com força, deixando marcas, o que me fez sorrir de forma sacana.

─ Ahhhhhhh! — Ele soltou um gemido alto.

─ O que foi, amor? — Disse em um tom sacana, e sorri com malícia.

─ Nada.

Ele deitou-me na cama e eu também fiquei nua em poucos segundos. Acabou rolando o que eu já estava imaginando e querendo... Sexo.

Será que depois dessa noite prazerosa eu consigo engravidar? Mmm... Isso eu verei quando passar uma semana.

My Dream And I — Reset

Notas finais
Eu amo essa música do Reset. Aliás, como não amar? Pierre no vocal é sempre tão perfeito e encantador. Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, e que deixem suas reviews. Não custam nada, não vão quebrar o dedo e faz bem ao coração de nós autoras. Beeeeeijos, meus amores. :3