Notas iniciais
Eu tenho uma observação a fazer... Esse capítulo contém cenas de casais, ou seja, eu criei algo para cada casal. No texto, vocês vão encontrar: Casal - Avril e Chuck, e uma cena pro casal. Vai ser assim pra todos, ok? E depois a história prossegue normalmente, assim que as cenas de casais terminam. É isso, espero que gostem. Boa leitura.

Casal — David e Pierre

POV: David

Eu não conseguia acreditar que iria me casar com o Pierre de verdade. Vou fazer um pequeno flashback agora... Certo dia, em meio a uma tarde chuvosa, nós nos conhecemos. Começamos a conversar e vimos o quanto tínhamos em comum: o gosto por filmes, por livros, por esportes, por músicas... Nós combinávamos em exatamente tudo.

Uma conversa, que poderia ter sido apenas uma conversa boba de uma tarde chuvosa, transformara-se em uma bela amizade. Ele falava sobre seu dia, e seus desabafos sobre sua família e amigos. Eu o compreendia, e também me abria com ele, falando sobre minha vida e dos poucos amigos que tinha. Na verdade, eu não tinha nenhum amigo mesmo. Mas Pierre tinha um jeito de que realmente queria ser meu amigo. Desde o primeiro dia de aula, eu fiquei reparando no modo como ele me tratava... A princípio, achei estranho todo aquele comportamento, já que eu nunca havia sido tratado como devia, mas ele foi todo gentil e simpático. Conversa vai, conversa vem, e toda aquela amizade cresceu. Aliás, não sei se posso chamar de amizade, pois o que eu sentia por ele era mais do que isso.

Lembro-me de quando Bouvier ainda namorava a Lachelle quando o conheci. Logo que a vi, pude perceber que ela tinha um sangue frio. Mas coitada, agora ela está sempre nos ajudando quando precisa. Só que depois de um tempo, Pierre ficou internado. E por minha culpa. Eu o culpei por algo que ele não havia feito, e no hospital, eu me declarei para ele. Sim, eu me declarei para ele. Difícil de acreditar, não? Sou uma pessoa tão tímida. Eu esperava que ele fosse reagir de outra forma, mas tudo o que ele fez foi apertar a minha mão e sorrir. E depois, ele me beijou. Era como se eu estivesse esperando por aquele momento há muito tempo — e de fato estava -, e depois veio o tão esperado pedido de namoro. No início, fiquei em choque, pois ele ainda namorava a Avril. Pensei que estivesse a traindo. Aliás, eu estava traindo, pois quando nos beijamos, Pierre ainda era dela. Mas com o tempo fui confiando em mim mesmo, e decidi cair em tentação. E Avril estava se apaixonando por Chuck, então tudo bem. Foi um momento mágico para nós dois, e várias juras de amor. Agora somos um casal, e todos sabem disso.

As cartas, os telefonemas... O tempo foi passando e o sentimento que um nutria pelo outro aumentava cada vez mais. Claro, nesse tempo ocorreu uma vez ou outra certas discussões. Mas tudo isso era passageiro, e logo nós estávamos unidos novamente, e com a relação mais fortalecida. Desconfiança, ciúmes, nada disso importava. Pierre e eu vivíamos felizes simplesmente por terem um ao outro. Nós nos amamos e só isso basta.

Suspirei profundamente enquanto pensava em silêncio, mas Pierre acabou percebendo o meu ar de apaixonado.

─ Que foi, bebê? Está apaixonado? — Ele disse sorrindo.

─ Muito. — Eu o respondi sorrindo também.

─ Hum... E posso saber quem é essa pessoa de sorte?

─ Pierre Charles Bouvier, conhece?

─ Não conheço. Como ele é?

─ Alto, meio gordinho, forte, lindo...

─ Gordinho?

─ É porque ele tem muita carne naquele corpo perfeito.

─ Corpo perfeito?

─ Demais. Ele já passou de gordinho pra gostoso.

─ E você está apaixonado por ele?

─ Todos os dias ele me faz apaixonar ainda mais. Se é que isso é possível, pois é um sentimento que domina meu coração.

Ele foi se aproximando de mim, e eu dei um pequeno passo à frente.

─ Me fala mais sobre ele.

─ Ele é o amor da minha vida, e está aqui, na minha frente.

Vi a face dele corar logo que o respondi. Bochechinhas gordinhas e rosadas... Não existia coisa mais linda do que isso. Passei meus braços ao redor do pescoço dele, e o beijei calorosamente. Depois fomos para a cama, pois já havia anoitecido.

Casal — Joel e Julie

POV: Julie

Eu estava sem sono, e então decidi ver um filme com o meu amor. Um filme de terror. Confesso que eu não gosto muito de filmes de terror, mas seria uma boa oportunidade de poder agarrá-lo na hora do medo. Preparei uma pipoca rapidamente e coloquei Coca-cola num copo grande. Levei até o quarto onde Joel já estava me esperando, e me sentei ao seu lado, deixando a pipoca em meu colo e o refrigerante no criado-mudo ao meu lado.

─ Estou com frio. — Disse em um tom de voz manhoso.

─ Venha mais perto de mim que eu te esquento. — Ele abriu as pernas para dar passagem ao meu corpo, e então fiquei entre as pernas dele, apoiando minha cabeça em seu tórax enquanto pegava um pouco de pipoca.

Joel pegou o controle e ligou o DVD. Iríamos assistir A Casa de Cera.

─ Ainda está com frio?

─ Um pouquinho, amor. Me abraça?

Ele sorriu e me abraçou fortemente.

─ Joel, quando vou conhecer a sua família? — Olhei para cima a fim de fitá-lo, mas logo vi a sua expressão facial mudar como num passe de mágica. Será que eu havia dito algo de errado? Ai meu Deus, fiz o amor da minha vida ficar triste. O que eu faço?

─ Bom, eu acho que nunca... — Ele me respondeu ainda triste.

─ Por que não? — Perguntei preocupada.

─ Porque eu nunca mais tive notícias deles.

─ Que horror. Se você quiser desabafar, eu estou aqui para te ouvir, neném.

Ele suspirou profundamente e começou a contar.

─ Eu tenho um irmão gêmeo, o Benjamin, mais conhecido como Benji... Ele nasceu cinco minutos antes de mim. Meu pai deixou a família quando eu tinha 15 anos, e minha família teve que lidar com muitas dificuldades. Já fomos inclusive despejados. Minha mãe era trabalhadora e muito religiosa, e nós tivemos algumas ajudas da comunidade. Nesta mesma época, resolvemos montar uma banda, o Good Charlotte. Meu irmão começou a tocar guitarra sozinho, e eu passava horas escrevendo músicas com o Benji. Depois eu conheci os meus outros amigos, que se juntaram à banda. Só que o meu pai me falava coisas horríveis. Ele era homofóbico, e por causa dele, me tornei também. Tinha medo dos gays, pois o meu pai dizia que que eles iriam acabar me agarrando um dia, e ele me obrigava a maltratá-los e a odiá-los. Fui estúpido por vários anos, e tudo por causa do meu pai que me manipulava, mas graças a Deus, eu enxerguei que estava sendo ridículo por magoar pessoas tão legais. Seu irmão nunca me prejudicou, mas eu... O que eu fiz de bom para vocês? Acho que nada. Mas sempre estarei aqui para vocês, peço desculpas por todo o mal que causei, mas era tudo culpa do meu pai. — Ele deixou escorrer uma lágrima. ─ Minha mãe se tornou drogada e vivia nas ruas, mexendo com tráfico. Meu pai traiu a minha mãe e vivia nas baladas. Eu tenho certa mágoa dos dois. Minha mãe costumava ser tudo para mim, mas me abandonou e preferiu as drogas. Hoje o meu irmão vive com a mulher dele, a Lindsay, e eu só tenho você e os meus amigos.

─ Nossa, que história. — Me peguei chorando por breves instantes, e logo enxuguei a lágrima. ─ Escuta... Você sempre terá a mim, e eu não vou te deixar desamparado, meu amor. Perdoe-me por ter tocado nesse assunto tão doloroso. Mas eu estou aqui, sempre estarei. Vamos nos casar, e você será meu pra sempre. Aliás, você é meu, agora vamos só oficializar essa nossa união. Eu vi o quanto você mudou, e vi também que você não está sendo falso, ao contrário, eu enxergo a boa pessoa que você é. Tem um coração puro e humilde. Desde o início eu notei isso. Eu notava que você fazia coisas cruéis, mas no fundo, eu sabia que existia um Joel totalmente diferente, e que você poderia mudar. Dei-lhe outra chance. E sabe, eu sempre fui apaixonada por você. Não lembre mais do seu passado, se importe com o presente e com o futuro que construiremos juntos. — Sorri e passei uma de minhas mãos por seu rosto, acariciando ali suavemente.

─ Obrigado. — Ele me abraçou.

─ Agora vamos ver o filme e comer pipoca? Toma. — Peguei uma pipoca e dei em sua boca, fazendo-o mastigar logo em seguida.

Ele respondeu sim com a cabeça e ficamos vendo o filme. Nas horas de medo — não dava tanto medo o filme, mas eu sou uma medrosa mesmo assim -, eu me agarrava ao Joel, e ele só ria, me acolhendo em seus braços.

Quando o filme acabou, algumas horas depois, adormeci em seus braços. Pude sentir o beijo estalado que ele deu em minha testa, me desejando boa noite.

Casal — Avril e Chuck

POV: Avril

Que lugar lindo esse que Chuck me levou... Um restaurante com um ambiente muito agradável. E eu estava me lembrando de quando eu vim aqui pela primeira vez. Foi quando conheci o Chuck. Nosso primeiro encontro, então esse lugar me traz boas lembranças.

─ Esse lugar foi onde nos encontramos. — Ele disse segurando as minhas mãos.

─ Sim, amor.

─ O que vão querer? — Disse o garçom se aproximando de nossa mesa.

─ Nós queremos camarão com molho shoyu e duas garrafas de vinho do Porto. Tudo no capricho. E por favor, duas taças de cristal puro.

─ Uau, isso tudo é pra mim? — Indaguei encantada.

─ Você merece isso e muito mais.

─ Eu só mereço você como meu marido. — Selei os lábios de Chuck rapidamente.

Enquanto esperávamos a nossa comida, ficamos conversando.

─ Sabia que você é a mulher mais linda desse mundo?

Fiquei encabulada e sorri largamente para Chuck.

─ E você é o homem mais lindo desse mundo.

─ Eu te amo muito, Avril.

─ Eu te amo muito, Chuck. — Selei os lábios dele rapidamente por mais uma vez.

Nosso pedido acabara de chegar. Camarão com muito shoyu e duas garrafas de vinho, para pôr numa taça de cristal. Colocamos o vinho nas taças correspondentes e brindamos. Depois tomamos um gole do vinho e comemos o nosso camarão.

Casal — Hayley e Patrick

POV: Hayley

Patrick e eu fomos a um shopping. Ele sabia que eu adorava praças de alimentação, e então nos sentamos e fomos tomar ovomaltine no Bob’s. Eu simplesmente amo essas coisas que normalmente as crianças pedem para a mãe. Ah, mas eu sou uma criança.

Dei um gole no meu ovomaltine e também na batata frita que eu havia pedido.

─ Come devagar, senão engasga. — Disse Patrick comendo um pouco da batatinha.

─ É que eu ‘tou com ‘ome. — Respondi de boca cheia.

─ Eu sei que está com fome, mas a batatinha não vai fugir. E não fala de boca cheia.

─ Que foi, amor? Não está se divertindo? Eu vou embora então. — Levantei da cadeira.

─ Não, Hay... Me desculpa. É claro que eu estou me divertindo. Isso sempre acontece quando estou ao seu lado.

Sorri e sentei-me de volta.

─ Tudo bem, Pat. Agora coma, ok? Bem lindo, como sempre.

Ele selou os meus lábios e voltou a comer. Depois ele cortou um pedaço da batatinha e jogou em mim. Revidei e joguei outro, e nisso, fomos fazendo guerrinha, até um segurança vir nos parar. Que criancice! Mas estava bem divertido...

Casal — Laura e Jeff

POV: Laura

Saí do banho rapidamente e fui me arrumar, pois iria fazer um passeio em família. Vesti-me imediatamente enquanto Jeff borrifava perfume em seu corpo. Direcionei-me até o quarto de Lauren e a retirei do berço. Escolhi uma camiseta da Hello Kitty para vesti-la, uma calça jeans e um All Star preto. Após quinze minutos, saímos de casa, a fim de ir até um parque.

─ Estamos chegando... — Disse em um tom de voz empolgado.

Jeff sorriu e quando se passou algum tempinho que estávamos andando, finalmente chegamos ao parque. Mesmo estando escuro, decidimos ir até lá, pois eu adorava contemplar as estrelas. E já que não estava tão frio como no dia anterior, pensei que seria uma ótima opção. Estava cansada de ficar em casa. Sentamos na grama junto com a Lauren, e ela começou a pegar as gramas e rasgá-las. Pude ouvir a risada gostosa dela, o que me fez rir de forma boba. Minha princesinha estava se divertindo.

─ Ela é tão linda. — Disse Jeff olhando para ela, sorrindo.

─ Como o papai.

─ Não, como a mamãe.

─ Vem cá.

Abracei o Jeff e o beijei intensamente, porém logo senti uma mãozinha delicada e pequena tocar nossos ombros.

─ Meu bebê... Está com ciúmes? — Segurei a Lauren em meu colo e dei um beijinho em sua testa, sorrindo docemente.

─ Vamos brincar? — Sorri por mais uma vez quando escutei o Jeff falando de forma manhosa com a nossa filha, e logo fomos em direção ao playground. Sentei numa balança e comecei a balançar lentamente, podendo ver Lauren se divertindo em meu colo. Eu poderia estar mais feliz?

Casal — Laurence e Seb

POV: Laurence

─ Amor, venha pra cá. — Disse enquanto esperava o Seb sair do banho.

─ Estou aqui.

─ Oi, meu anjo de olhos azuis.

─ Você está tão linda hoje.

─ Só hoje? Eu não sou linda todos os dias? — Deixei um pequeno bico se formar em meus lábios, tentando conter um pouco da felicidade que ele havia me feito sentir.

─ Claro que você é linda todos os dias. — Ele me beijou calorosamente.

Eu estava de camisola vermelha, e após ficarmos horas deitados na cama, acariciando a pele um do outro, eu deitei sobre ele. Fizemos amor logo que tiramos a roupa...

Casal — Jay e Marie Lee

POV: Marie Lee

Eu notei que Jay estava um pouco deprimido por causa da história toda que envolvia o seu irmão Jonathan, e não podia deixá-lo assim, tinha que fazer algo. Tive a idéia de levá-lo até um chalé que eu costumava ir com meus pais. Lá tinha um canteiro de flores muito lindo, e a visão da natureza era simplesmente maravilhosa.

Jay aceitou a minha proposta e foi se arrumar. Já havia tomado banho, e então se arrumou imediatamente, enquanto eu fiquei o esperando do lado de fora. Poucos minutos depois, nós saímos de encontro ao chalé que não ficava tão longe de Montreal, apenas dez minutos andando.

Ao chegar, sentamos no centro da sala, onde havia uma lareira, e espetamos marshmallows num espeto grande de madeira, e logo após colocamos no fogo.

─ Jay, você está se sentindo bem? — Perguntei triste.

─ Ao seu lado eu sempre estou bem.

Sorri largamente quando ele disse isso, e o beijei, enquanto ele me olhava com aqueles olhos puros e sinceros. Ele era um anjo que Deus colocou em minha vida.

Fim das cenas de casais

POV: Sarah

Peguei a Melanie para dar um passeio comigo. Aliás, que passeio... Eu não gostava da minha sobrinha. Mas o problema é que a pirralha me amava.

─ Mamãe, aonde vamos?

─ Eu vou arranjar uma amiguinha pra você. — Respondi em um tom sarcástico e continuei a minha caminhada.

─ Oba! — Argh, menina chata. Vou deixá-la em um orfanato.

Caminhei até a casa de Pierre e entrei pela janela junto de Melanie.

─ Entra, mas sem fazer barulho.

─ O que vamos fazer na casa do tio Pierre?

─ Chega de interrogações e faça o que eu estou mandando, menina.

Adentramos a casa pela janela, assim como eu queria, e todos estavam dormindo, para a minha sorte. Fui até o quarto da Lennon e lá estava a menina dormindo. A retirei do berço e a levei comigo.

─ Mamãe, você vai levar a minha prima assim? Tio Pierre está sabendo?

Ai, menina! Cala essa boca um pouco e deixa-me fazer as coisas do meu jeito. Mas claro que eu não respondi isso, ela poderia contar ao Pierre mais tarde.

─ Pierre disse que eu poderia pegá-la. Vou apenas levá-la pra passear.

─ Mas mãe, nós entramos sem permissão.

─ Ele me permitiu sim. Acha mesmo que sua mãe iria entrar em uma casa sem ser convidada?

Melanie me olhou desconfiada. Eu tinha que tomar cuidado com essa peste.

Levei as duas até a casa que eu costumava morar com o Jonathan — que passou a ser somente minha — e tranquei as duas em um quarto.

─ Agora vão ficar aí dentro, suas pestinhas. E se você não sabe, “filhinha”, estou seqüestrando a filha do Pierre.

─ Por que isso, mamãe?

─ Não me faça mais perguntas e fica aí.

Escutei os gritos de Melanie e em seguida o choro de Lennon. Aquelas duas ainda me trariam dor de cabeça.

Para a minha surpresa, Melanie pegou o telefone e discou o número do Pierre que estava num papel perto da escrivaninha.

Sarah’s POV — OFF

─ Alô? — Atendeu Pierre sonolento, sem ter olhado o nome no celular.

─ Tio, sou eu.

─ Melanie? Oi, minha linda. Como você está?

─ Péssima. Minha mãe é louca.

─ Por que, princesa?

─ Você promete ficar calmo com o que eu vou dizer?

─ Ai meu Deus... Eu não sei se posso lhe prometer isso, meu anjo. Mas eu vou tentar.

─ É que a mamãe seqüestrou a Lennon, sua filha.

─ O QUÊ?!

─ Estamos trancadas num quarto. Por favor, venha pra cá. Eu não estou agüentando isso mais. Todo dia é uma coisa nova que a mamãe apronta. Me diz que isso vai acabar, titio.

─ Vai sim, minha linda! Já estou indo te tirar daí, e salvar a Lennon.

─ Obrigada, tio. — Ela desligou o telefone.

(...)

─ David, a Lennon foi seqüestrada. — Falou Pierre desesperado acordando David, que pulou da cama quando Bouvier terminou de falar.

─ Como é?

─ É isso mesmo, Lennon foi seqüestrada. Melanie acabou de me ligar.

─ Vamos até lá.

Eles foram até o carro e Pierre dirigiu até a casa de Jonathan sem que Sarah descobrisse. Arrombou a porta e retirou a Lennon lá de dentro, que estava chorando, enquanto Sarah correu nas pernas de Pierre, o abraçando dessa forma.

─ Titio, me tira daqui.

─ Calma, fofa. Vem, vamos pra minha casa. Hoje eu quero que durma lá. Vai estar protegida, com certeza.

Melanie sorriu para Pierre e foi com o David para o carro, enquanto Pierre saía de fininho. Foram para casa e Melanie foi deitar segurando um ursinho de pelúcia, após adentrarem a casa.

─ Boa noite. — Disse Melanie.

─ Boa noite. — Pierre e David deram um beijo demorado nas bochechas dela. Pierre de um lado e David de outro, e ela adormeceu profundamente, enquanto levavam Lennon para o berço.

─ Agora vamos voltar a dormir. — Falou David.

Pierre respondeu sim com a cabeça e deitou ao lado de David, também adormecendo.

“Há momentos na vida da gente, que a gente se pergunta por que é que as coisas são assim. São nesses momentos, que paramos para refletir sobre o real sentido das coisas… Descobrindo assim as certezas e as incertezas da vida que a gente vem carregando desde sempre. O interessante disso tudo, é que não é apenas questão de rever os princípios, mas é questão de rever a si mesmo, em quem você se tornou em como você interage com as pessoas, se perguntar por que as coisas são assim não adianta em nada se você não demonstra pra você mesmo o seu brilho, a sua força, a sua garra, o seu carisma, o seu alto astral, o seu vigor, sua juventude. Não basta apenas mostrar pra você mesmo, você deve agarrar isso com tudo, e provar pra todo mundo do que você é capaz e como você se dispõe a encarar seus medos e seus tropeços de cabeça erguida, de peito aberto, sem medo, sem preceitos, sem esquecer-se de quem você realmente é de que como você realmente gostaria de ser. É com esse pensamento que você abre as portas de você mesmo para que o seu verdadeiro eu mostre a todos quem está por dentro e abrindo essa porta, também, é que você consegue trazer pra dentro, interagir com o exterior, absorver as coisas. Nessas horas, temos que ficar atentos e criar um filtro para drenar tudo de ruim e absorvermos somente o bom, o agradável, o doce. Se você consegue acordar todos os dias, com o brilho nos olhos, disposto a enfrentar seus medos, e dar um tapa nos inimigos, você consegue obter de você mesmo e dos outros tudo aquilo que você sonha, tudo aquilo que você quer. É a capacidade de nos apaixonarmos todos os dias é que nos faz criar asas e alçar vôo rumo a lugares mais distantes, mais bonitos. O fogo inocente dos olhos de uma criança, o brilho curioso, é o que devemos ter para conseguirmos sonhar, viver, sorrir e crescer.”

Notas finais
Reviews? *-*