Got My Heart In Your Hands

172 Caminho da felicidade


Notas iniciais
Boa leitura. *-*

Hayley’s pov

Depois de assistir o filme, me levantei e observei a fina camada de chuva que caía sobre a janela. Fiquei feliz, pois adoro dormir ao som da chuva.

Patrick levantou-se e foi até mim... Abraçou-me pela cintura, com o corpo atrás do meu, e eu pude sentir o seu perfume e seus braços fortes me segurando com firmeza. Eu me sentia protegida ao lado dele. Sabia que com ele, nada de ruim poderia me acontecer.

E quando percebi, eu já estava sorrindo feito boba... Ele me olhava pelo reflexo que fazia na janela, e eu vi aquele olhar doce e apaixonado fitando-me. Ele tinha um olhar sincero, e isso me encantava.

Em seguida, voltamos para a cama, e nos deitamos novamente sobre o cobertor vermelho felpudo... Por que será que eu tenho tanto vício por vermelho? Sim, é a minha cor favorita, e depois vem a cor laranja.

Ele me abraçou ainda mais forte, e nós nos beijamos intensamente... Um beijo que acalmava todos os nervos que uma pessoa pode sentir. Deixamos o Patrick Jr. perto de nós... Iríamos dormir com ele, isso é tão legal... Adoro homens cuidadosos com os filhos.

E enfim dormimos, ouvindo o barulho da chuva e ao lado do nosso filho.

Joel’s pov

─ Pierre? Te liguei pra convidar você e o David para virem aqui em casa... Vamos fazer uma pequena festa.

─ Essa hora?

─ Ainda são oito horas.

─ Mas está nevando muito.

─ Deixa de ser fresco... Vai ser divertido. Já chamei os outros guys e eles vêm, só você que está fazendo manha.

─ Ok, estamos indo...

Pierre desligou o telefone, e logo em seguida, escutei a campainha tocar... Todos entraram e se sentaram. Aliás, nem todos, faltavam os atrasados: David e Pierre.

Pierre’s pov

Espreitei o relógio de pulso e percebi que era tempo de partir. Levantei-me do meu assento junto à janela e arrastei os pés a atravessar o quarto, parando junto à escrivaninha para apanhar o meu celular. Assustei ao ver as chamadas perdidas: duas de Chuck e vinte de Joel... WTF, pra que me ligar tanto assim?

Coloquei o celular em meu bolso e continuei o meu caminho em direção ao lugar aonde tinha que ir. David, Melanie e Lennon estavam me seguindo... Desta vez, não iria levar Delilah, preferi deixá-la tomando conta da casa. E o frio estava cortando minha alma, provavelmente faria algum mal a ela.

[...]

Enfim cheguei à casa de Joel, depois de dez minutos andando, e bati na porta com toda a minha força, só para sacanear. Pude ouvir uns gritos lá de dentro, com certeza era Joel nervoso pelas batidas na porta... Eu apenas ri, e quando Joel abriu a porta, fechei a boca rapidamente. Ele me fitou raivoso, e eu lá, segurando o riso.

─ Você não sabe bater na porta com mais delicadeza? — Ele disse seriamente, e eu continuei controlando o riso.

─ Ok, ok... Onde está todo mundo?

─ Na sala.

[...]

─ E aí, galera? — Disse me aproximando deles.

─ Demorou, hein gordo. — Disse Avril.

─ Desculpa, eu estava esperando a diva arrumar o cabelinho e escolher uma roupa. — Apontei para David, que rapidamente me deu um soco “forte” no braço.

─ Entendi... Vamos comer, estou com fome.

─ Avril? É você? Está pegando o espírito do Bouvier por quê? — Jeff sacaneou.

─ É muita convivência...

─ Para com esse bullying, ou eu vou começar a cantar True Colors.

─ Essa música é linda demais... — Falou Carol.

─ Vamos cantar? — Propôs Marie Lee.

─ Eu acho uma idéia ótima. — Acrescentou Julie.

─ Cada um canta uma parte, ok? E no refrão, fazemos um coro. — Falei.

─ Sim. — Todos concordaram.

You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it
And the darkness inside you
Makes you feel so small

But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

Show me a smile then,
Don't be unhappy,

Can't remember when I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

I can't remember when I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there

And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow

─ Ficou muito bom. — Disse David empolgado.

Realmente tinha ficado muito bom... Contei com um coro maravilhoso, e não tinha algo melhor... Será que finalmente podemos ser felizes?

“Fugindo completamente de um conceito de liberdade, lá está o ciúme, lado a lado com o medo que não se desgruda da insaciável vontade de ter. Ter aquilo que é seu, ter aquilo que você pode conquistar, ter aquilo que você não para de sonhar, ter o que não é seu, ou simplesmente ‘ter’. Essa é a pior parte, querer ter aquilo que não é seu, tirando a o que é do outro, a tal da ‘Liberdade’. Podendo-se dizer que o afeto entra muito nesse jogo. Sim, jogo. Onde as pessoas só pensam em ter. Se você ler de trás para frente será mais fácil de me entender, e essas serão as palavras chaves para essa jogada: Ter, Vontade, Medo, Ciúme, Liberdade. Fica difícil quando o ciúme toma conta, né? Quando você se priva da melhor parte desse jogo por causa do ciúme que chega a ser incontrolável. A pior parte é quando você é a vitima, é quando você cai no esquecimento proposital. Sabe quando você tem que deixar a pessoa ir por que não é a sua vontade que conta, e sim a dela? Ou talvez por que estejam acontecendo coisas que você não entenderá, e com isso ela só tem uma coisa a fazer, te deixar. Sim, deixar, sem ao menos pensar se é isso que você quer, se é o certo a fazer, e nessa hora ela esquece que duas pessoas juntas ou mais podem resolver o tal do problema. Aí surgem as dúvidas, que você só irá saber se ela voltar. E se ela voltar. Sabe quando você faz de tudo pra ficar perto da pessoa? Por que você não vive sem ela? Por que você gosta dela? Ou simplesmente por que ela te faz bem? E quando por mais difícil que esteja quando você consegue ficar perto da pessoa, você se sente realizado. E na hora é isso que importa. E isso vai se levando até que chega o tal do ‘ciúme incontrolável’. Nessa hora o coração aperta, pois tudo está em jogo, tudo mesmo. Sabe as risadas? As conversas? Os conselhos? As broncas? Os abraços? Os sorrisos tirados do rosto sem a menor, e com a maior intenção? Então tudo isso pode se silenciar por um logo e inesperado tempo. Mas espera, eu disse tudo? Enganei-me. Vou explicar... Quando a pessoa está insegura, quando o medo toma conta, ela está confusa e ela não vê mais solução e fecha o jogo onde você não está mais convidado a participar. Triste né? O pior é saber que as risadas, as conversas, os conselhos, as broncas, os abraços, os sorrisos tirados do rosto sem a menor, e com a maior intenção... Então tudo isso pode se silenciar por um logo e inesperado tempo, não irão mais voltar. Ei? Se acalma, nem tudo está perdido, nesse jogo existe uma carta na manga. E se essa falhar, desculpa a dizer, mas é porque você falhou. E a culpa foi toda sua. Sabe qual é essa última jogada que eu estou falando? Não? É o AMOR. Sim, o amor, uma palavra pequena, que muitos dizem sem ao menos saber o significado e até mesmo sem sentir, mas se ela ao menos sentir nem que seja uma pontinha ela irá voltar. E você vai me prometer que vai fazer essa ‘pontinha’ que ela sente aumentar a cada dia mais. Pronto, aí é com você. Pode até parecer clichê, e é, mas não se preocupe, dê a liberdade que ela tanto quer, a liberdade que ela tanto procura. Só não se esqueça que se for verdadeiro o amor trará de volta.”

Notas finais
Reviews?