Got My Heart In Your Hands

53 As dores da agonia


Notas iniciais
Todos os nossos leitores odeiam a Lachelle nessa fic, inclusive eu. Só que eu tenho um bom coração, e tenho certeza que vocês também, pois eu acredito que nesse capítulo vocês vão sentir pena pela história dela, e vão chorar muito, assim como eu... Enquanto escrevia, eu deixava escorrer uma lágrima. Ficaram curiosos para saber o que vai acontecer? Então leiam este capítulo, está imperdível. Tenham todos um ótimo dia e uma ótima leitura. ♥

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Avril corria o mais depressa possível, mas a criatura esquisita que vestira um capuz preto era mais rápida. Ela correu e segurou o pescoço de Avril, puxando-a para trás. Mas, ao fazer força, a criatura sentiu fortes dores na barriga e sentou-se no chão, com as mãos em cima da mesma, gemendo de dor.

– Pessoal! – Avril gritou e foi em direção a criatura esquisita.

– O que está acontecendo com ela? – Pierre perguntou se aproximando.

– Eu não sei. – respondeu Avril.

Joel retirou o capuz da pessoa.

– Lachelle?

– SUA VADIA! – gritou Pierre

– Calma, Pierre. Parece que agora é sério. – David tentara acalmá-lo.

– Sério nada, é só cena.

– Minha barriga está doendo muito. Sinto que meu bebê pode nascer a qualquer momento.

– Meu filho? – Pierre disse em meio a um choro.

– Não é o seu filho, Pierre. Eu menti para você ficar comigo. – Lachelle olhou para ele de forma sincera.

– Por que mentiu?

– Eu não sei, foi a primeira coisa que me veio à mente. Mas se caso eu não sobreviver, eu queria que você cuidasse do meu filho. Você pode fazer isso, Pierre?

Todos olharam para Pierre com cara de piedade.

– Como assim não sobreviver?

– Minha gravidez é arriscada.

– Ai meu Deus.

– Promete?

– Prometo. – Pierre fechou os olhos.

– Obrigada. – Lachelle chorou.

– Venha, vamos para o hospital. – Pierre a levantou e ela pôs um dos braços ao redor do pescoço dele, enquanto o outro segurava a barriga, muito forte.

– Nós iremos fantasiados? E com o David de banana? – Patrick riu.

– Ela vai ter um filho. – respondeu Pierre de forma séria.

– Desculpa a inconveniência, mas você está de quantos meses, Lachelle? – questionou Laurence.

– Seis. – Lachelle respondeu.

– Meu Deus, vai ser prematuro. Corram!

– Chama um táxi alguém, por favor. – Pierre ficara desesperado.

David ligou para o táxi e o chamou. 10 minutos depois ele chegou, e eles puseram Lachelle no carro e foram até o hospital. Chegando lá, ela foi atendida no mesmo instante.

– Eu posso entrar, doutora? – Pierre perguntou segurando a cadeira de rodas onde Lachelle estava sentada.

– Você é o pai?

– Não, mas sou o responsável por ela.

– Eu não entendi.

– Por favor. Ela não pode ficar sozinha nesse momento.

– Está bem, mas somente você pode entrar.

– Obrigado.

Pierre entrou na sala de parto juntamente com a Lachelle, enquanto os outros se sentaram na sala de espera.

– Nunca imaginei que eu iria ficar triste com uma pessoa que sempre quis o meu mal. – David abaixou a cabeça.

– O nosso mal. Ela prejudicou todo mundo. – Hayley completou. Ela estava segurando a mão de Patrick.

– Mas ah, é um bebê, né? E ao falar de bebê o Pierre fica todo sensível. Ele sempre quis formar uma família. – Jay sorriu.

Em passo triste, a dor e a morte caminham. Lachelle podia não sobreviver ao parto, ou o bebê morrer.

– Pierre, antes de tudo, eu queria o seu perdão. – ela segurou as mãos dele.

– Você está sendo sincera?

– Pierre, eu te prejudiquei, quis te matar, tentei roubar o seu dinheiro, mandei caras estuprarem as suas amigas, fui responsável pelo seqüestro do David... Eu fiz muito mal a vocês. Não imploro seu perdão, mas eu só queria ver um sorriso seu. Afinal, você me fez muito feliz, eu só não reconhecia isso. E eu te agradeço por isso.

Pierre começou a chorar desesperadamente.

– Pierre, Pierre... Não chora. Aproxime-se de mim.

Pierre se aproximou.

– Eu não quero ver você triste no dia em que possa ser o meu fim. Sorria pra mim, pela última vez.

– Como eu posso sorrir sendo que eu estou triste?

– Não fique. Você é uma ótima pessoa, e sei que cuidará muito bem desse bebê. Será um ótimo pai para ele.

– Você não vai morrer, para de falar besteira.

– Vou sim, Pierre. E acho que está na minha hora. Eu mereço a morte, é o meu único destino, e a única maneira de eu conseguir o seu perdão e o de seus amigos.

– Você está perdoada, Lachelle. Eu vi que você está sendo sincera.

– Obrigada, Pierre. Você sempre com um bom coração.

Narração: Pierre

Como eu posso chorar por uma pessoa que sempre quis o meu mal? Eu não estou mais agüentando, esta dor me sufoca. O bebê pode crescer sem a presença da mãe, e eu já não consigo sorrir diante disso tudo. Minha cabeça está rodando em círculos, eu estou olhando para a Lachelle deitada nesta cama de hospital com um olhar sincero e de piedade. Eu nunca havia visto isso nela, sempre teve sede de vingança. Sinto que ela vai sair dessa, mas ao mesmo tempo, imagino-a morrendo segurando as minhas mãos. Existe algo mais doloroso do que presenciar uma morte? Pode ser a do bebê ou da Lachelle. De qualquer jeito, alguém não sairá vivo. Mas eu prefiro não acreditar nisso. Eu no momento só conseguia ouvir a enfermeira pedindo para a Lachelle fazer força, e ela gritando de dor, fazendo força. Segurei as mãos dela. Ela me pediu para sorrir, mas não pude evitar deixar escorrer uma lágrima pelo rosto. Aliás, não só uma, como várias. Aquilo era uma punhalada certeira no coração, eu não sabia mais sobre o que eu sentia. Comecei a me lembrar do que passei com a Lachelle. Não posso negar que foram momentos bons até ela vir com trapaças. Mas, ao contrário do que pensei, hoje eu estou sentindo pena dela, e chorando por causa de uma mulher que desejou a minha morte. Não sei explicar isso, mas qualquer um me entenderia se estivesse em minha situação. Ela apertava as minhas mãos, e finalmente, o bebê saiu. Era uma menina linda e saudável. Chorei ao ouvir o choro da criança, e Lachelle também sorriu. Ao segurá-la no colo, Lachelle olhou para mim.

– Eu sei que você está com outra pessoa, e se eu lhe pedisse para me dar apenas um último beijo, seria injusto de minha parte. Mas será que você poderia me conceder um desejo?

Eu chorei diante dessas palavras. Sou uma pessoa muito sensível.

– Diga. – eu disse em prantos.

– Eu quero que você... Dê um beijo na minha filha, para eu morrer em paz. – ela pausava a voz, pois também estava chorando.

Aproximei-me do rosto da menina e a beijei muito forte, segurando-a no colo. Também beijei o rosto de Lachelle. Ela deu o último sorriso e morreu, mas me entregou uma carta antes de fechar os olhos. Peguei a carta e guardei no bolso, enquanto a via falecer.

– Não! – eu gritei desesperadamente. Não queria acreditar no que havia acontecido. Os médicos tentaram reanimá-la, mas foi tentativa fracassada. O coração havia parado de bater. Ela simplesmente estava morta, e eu vi tudo. Entreguei a bebê de volta para a enfermeira, que ia banhá-la e colocá-la na incubadora, e depois eu poderia levá-la para casa. Saí da sala de parto com sangue em minhas mãos por ter carregado a filha de Lachelle, que iria ser minha também. Todos notaram o meu estado. Eu estava em choque, e desesperado, mal conseguia pronunciar uma palavra. Eu chorava tanto, e soluçava.

– O que foi, Pierre? – David colocou a mão em meu ombro e enxugava as minhas lágrimas.

– A La... Lachelle... – eu gaguejei para falar, por estar muito triste.

– O que aconteceu? Ela está bem? – perguntou Avril, que também enxugava as minhas lágrimas.

– Ela está morta. – caí sobre meus joelhos e chorei mais ainda.

– O quê? – Hayley também chorou.

– Morreu na minha frente, logo depois que segurou a filha no colo. Ai meu Deus! – eu olhei para cima, tentando conter o choro, mas a tristeza era mais forte que eu.

– Mas então, acabou toda a maldade com a gente?

– Joel, não faça piadas sobre isso. – respondeu Julie.

– Eu acho que existe outra pessoa que vai prejudicar a gente, como vingança. – disse Chuck.

– Quem? – perguntou Seb.

– Nemours. – todos olharam para Chuck, inclusive eu.

– Espera... Eu estou me lembrando aqui, e foi ele que me estuprou juntamente com a Avril. – disse Laurence.

– O quê? – indignei.

– É verdade. Ele era o Harry. – completou Avril.

– Nome falso? – perguntei.

– Eu não acredito nisso. – disse Jay.

– Ele é perigoso. – completou Patrick.

– Mas como aconteceu? – perguntou Marie Lee.

– É, eu também quero saber. – completara Laura.

Flashback

Avril e Laurence caminharam de volta ao lugar onde se encontravam Joel e o Simple Plan. Já era de madrugada, não havia postes e nem nada para iluminar. Ambas andavam de mãos dadas para não se perderem uma da outra. A respiração de cada uma já estava ficando ofegante, um ar de aflição e medo, como se estivessem em um filme de terror. Na metade do caminho, avistaram uma cabana, que parecia estar abandonada. Como Laurence precisava ir ao banheiro, elas foram até lá. Porém, um rapaz as parou:

– O que vão fazer nesta cabana? – perguntou o rapaz.

– Ah, que susto... Nós estamos procurando um banheiro. – Avril respondeu.

– Eu tenho um posto de gasolina, se me acompanharem, vocês podem ir até o banheiro.

– É muito longe daqui? – indagou Laurence.

– Não, é logo ali. – apontou o rapaz.

– Nós vamos então. Obrigada.

Avril e Laurence seguiram o homem. Quando chegaram ao posto, Laurence foi ao banheiro, e Avril ficou do lado de fora esperando. Ela deixou cair o anel de seu dedo, e então Lavigne se abaixou para pegar. O rapaz, que estava acompanhado de mais cinco amigos, ficou observando Avril ao se abaixar, olhando o seu traseiro.

(…)

Laurence voltou do banheiro, e as duas estavam indo embora.

– Obrigada. – agradeceu Avril.

– Ei! Aonde pensam que vão?

– Embora. – respondeu Laurence.

– Duas meninas bonitas andando sozinhas... Pode ser perigoso demais. – um dos homens pegou no cabelo de Avril e cheirou o pescoço dela.

– O que vocês querem de nós? – Laurence chorava.

– Calma... Vocês estão seguras.

O homem segurou Avril pelo braço, apertando forte, enquanto o outro fazia o mesmo com Laurence. Eles levaram ambas até a cabana, onde eles estavam anteriormente.

– Você está me machucando! – Avril tentou se soltar.

– Relaxa, loirinha... Que a coisa vai piorar.

– ME SOLTA! SOCORRO! – Laurence gritou, e um dos caras deu um tapa na cara dela.

– Cala a boca, cala a boca!

– Andrew, traga a minha arma.

– Arma? Por que nos matar? Deixe-nos em paz.

– Shhhh. Você está muito alterada, morena.

– Meu namorado está me ligando. – dizia Laurence.

– Não está não... – Harry, um dos rapazes, estava com o celular de Laurence na mão. Ele havia apanhado de seu bolso.

– Nós só queremos ir embora. – Avril implorou.

– Está vendo essa arma? Dê um beijo nela.

– Não!

– Anda logo, loirinha. Eu tenho pressa. – Harry bateu em Avril, e ela beijou a arma, chorando desesperadamente.

– Sugue a arma.

– O quê?

– Chupe a arma, loira. Será que só assim para eu falar na sua língua?

– Por favor, deixe-nos em paz. – Laurence chorou.

– Não posso... Vocês são muito gostosas, e está nos provocando. Agora você vai sugar essa arma. – O rapaz enfiou a arma na boca de Avril à força, e realizava certos movimentos, fazendo Lavigne sugar a arma.

– Isso... Delícia. – os rapazes riram.

– Matthew, tira a roupa da morena e transe com ela, faça o seu show.

– O quê? – Laurence se desesperou.

– Eu... Eu não quero, Andrew. – respondeu Matthew. – E ela também não quer.

– Seu virgem! Olha, se você não quiser, nós vamos cortá-la da cabeça até... Aqui. – dizia Andrew, que estava com uma faca afiadíssima nas mãos. Apontou para as partes íntimas de Laurence, ameaçando cortá-la.

– Está bem, eu vou. – Matthew estava sem escolha. Ou transava com Laurence, ou ela morria.

– Não! – Avril gritou, tentando salvar a amiga, mas Harry a empurrou e a amarrou na cadeira.

– Abaixa essas calças. – Andrew abaixou as calças de Laurence.

– Matthew, você ainda não está ‘’preparado’’? Seu murcho!

– Calma, perdoe o carinha. É que ela não o atiçou totalmente. – dizia Harry. – Dance pra ele!

– Não quero.

Andrew agarrou-a pelo braço e puxou o seu cabelo com a outra mão.

– Vai dançar agora! Aqui quem manda somos nós, gatinhas só obedecem.

Laurence não teve escolha, e iniciou a dança, seminua. Os rapazes batiam em seu traseiro, e Laurence se desesperava ainda mais, chorando. Avril, que estava assistindo, tentava se soltar, mas Harry havia a amarrado muito forte, então ela começou a chorar e se desesperar também.

– Laurence! – Avril soluçava de tanto chorar.

– Cala a boca. – Harry colocou um pano na boca de Avril, e segurava fortemente.

– Matthew já está pronto. Agora pode pegar essa morena. Gostosinha, não é? – Andrew abaixou a roupa íntima de Laurence, e a deitou no chão, segurando os seus dois braços para impedir que ela evitasse o ato.

Matthew se aproximou, mesmo não querendo machucá-la. Mas só estava fazendo isso para o bem de Laurence, pois não queria vê-la morta. Então, Matthew penetrou em Laurence, fazendo-a gritar muito.

– NÃO, NÃO, NÃO! SOLTEM-NA! – Avril implorava.

– Geme Matthew, geme. – Andrew filmava.

Matthew gemia e acariciava as pernas de Laurence. Ela não entendia por que estava sendo vítima de um estupro.

– Harry, desamarre a loirinha. Agora é sua vez. Pegue ela de jeito. – ordenou John, o outro rapaz.

– Avril? Não, ela não, por favor.

Harry desamarrou Avril e tirou toda a sua roupa, deixando-a completamente nua. Agarrou-a por trás e deixou vários beijos em seu pescoço.

– Muito gostosa você.

– O que você quer? Deixe-nos ir embora.

– Depois que eu usar você. – Harry abriu o zíper de sua calça e abaixou-a, penetrando em Avril, que já estava no chão. Ele fazia movimentos bruscos, o que estava machucando-a.

– Isso. Mais força. – gritava Andrew.

– Avril! – Laurence chorava.

Avril deu um chute na boca de Harry, e Laurence acertava um golpe nos outros. Ambas pegaram suas roupas e fugiram, enquanto os rapazes estavam caídos no chão. Vestiram as suas roupas e, na metade do caminho, avistaram um xerife.

– Moças, calma.

– Que bom encontrar o senhor aqui. Nós fomos procurar um posto de gasolina, pois precisávamos ir ao banheiro, e cinco caras nos raptaram e nos estupraram. Estamos feridas. – Avril dizia assustada.

– Ok, eu sei quem são. Vamos para lá agora.

Avril, Laurence e o xerife voltaram até a cabana.

– Primeiro preciso revistá-las.

A primeira a ser revistada foi Laurence. O xerife passava a mão por todo o seu corpo, e ao chegar na parte traseira, ele apertou.

– O que é isso? – Laurence virou-se, apavorada.

A próxima foi Avril. Ele fez a mesma coisa com ela, mas ao apalpá-la, ele sussurrou em seu ouvido:

– Você é uma delícia.

– Que história é essa?

– Acharam que iam se livrar de nós? E se aproximou do xerife? – Harry ria.

– Como assim? – Laurence e Avril se olharam.

– Agora é a minha vez. – O xerife abaixou as calças de Avril, livrando-se também de sua roupa íntima. Deitou-a no chão de costas e, com as calças também abaixadas, pôs seu corpo em cima dela.

– Por trás é mais gostoso. – o xerife iniciou o seu ato, e Avril gritou de dor.

– Ai meu Deus! Socorro! – Laurence gritava na janela, mas Andrew a puxou pelo cabelo.

O xerife ficou quinze minutos em cima de Avril. Ao terminar, as meninas fugiram novamente. Os rapazes foram atrás.

– Corre! – dizia Avril.

– Calma, eu estou machucada.

– E eu? Ele me pegou por trás. Mas nós precisamos sair daqui.

– Acho que eles ficaram para trás. – Laurence olhou para trás.

– Hum, vocês estão aqui.

Laurence e Avril pararam.

– Vocês estão com sede? Estão? Então bebam água. – Harry segurava a cabeça de Avril e Laurence, e as afogaram numa poça d’água. – Ainda estão com sede? Bebam mais. – ele continuou.

Depois de elas terem sido afogadas, John aproximou-se de Laurence e abaixou as calças dela. Penetrou nela por trás, se movimentando violentamente. Laurence não estava agüentando de dor, mas Avril, ao ver a amiga sendo estuprada daquela maneira, pegou um galho de árvore forte e acertou a cabeça de John. As duas saíram correndo.

(…)

– E foi assim que aconteceu. – disse Laurence, que suspirara fundo após lembrar-se do trauma.

– Meu Deus! Vocês queriam ir ao banheiro?

– Sim, Laura. E acabamos presas nas mãos desses homens, e Nemours, que se chamava Harry, era o comandante do grupo. Agora eu estou me lembrando da cara dele.

– Cafajeste! Temos que denunciá-lo, assim ele cumprirá mais tempo de pena.

– Concordo, irmã.

– Ok, mas vamos fazer isso depois. Eu ainda estou triste por causa da Lachelle. Ela me entregou esta carta, que foi escrita pensando na filha dela.

– Me deixa ver, Pierre.

Entreguei a carta nas mãos de David, e ele lia em voz alta:

“Eu nunca vou saber como são a cor dos seus olhos, qual a sensação de acordar de madrugada para embalar seus sonhos, acalmando seu choro. Eu nunca te verei sorrir quando tomar banho fazendo uma imensa bagunça no banheiro, pior que isso eu nunca verei seu sorriso! Não vou estar aí para te ajudar a dar seus primeiros passos, não saberei qual a primeira palavra irá pronunciar, para andar vagarosamente pela casa para não te acordar; não vou estar presente no seu primeiro dia de escola, ou para reclamar das suas bagunças e conversas na sala de aula. Nunca te darei broncas pelas coisas espalhadas pelo quarto, te obrigando a limpá-lo em pleno sábado, não passearemos pela rua, não te verei aprendendo a andar de bicicleta, talvez outras pessoas te abracem quando você cair, te beije nas bochechas, mas não com a mesma ternura que eu abraçaria. Dói-me saber que não vou saber o nome do seu primeiro namorado, que não poderei te consolar quando qualquer garoto te fizer chorar, que não estarei presente quando seu mundo parecer desabar só para te dizer: ainda não é o fim! Peço desculpas por não poder estar presente no dia do seu casamento, por seus filhos não terem alguém para chamar de vovó, por não ter sido uma mãe presente na sua vida, eu sofro tanto com isso, mas eu quero que você apenas saiba disso, eu te amo, e você foi a pessoa que eu mais esperei em toda minha vida, a única pessoa que me fez entender o que é amor de verdade.”

All That I’ve Got – The Used\"\"

Notas finais
E aí, gostaram? Então mandem reviews, e se puderem, nos recomendem. Não custa nada, vai. *-*