Got My Heart In Your Hands
95 Amigos para sempre
Notas iniciais
POV: Avril
Graças a Deus Pierre era compatível com o meu Chuck. Agora tudo está bem novamente, principalmente porque agora vou realizar a segunda parte do meu sonho. A primeira parte era me casar, e a segunda, ser mãe. É só disso que preciso. Vou dar muito amor a esse bebê que vai sempre plantar belos sorrisos em meu rosto, e também no rosto de Chuck. Tenho certeza que ele será um ótimo pai e cuidará muito bem do nosso filho. Será que vai ser menino? Podia ser menino, já que por enquanto só tem menininhas no nosso grupo. Ou pode ser um casal de gêmeos... Meu Deus, dois? Eu não sei, sou frágil, mas acho que seria legal. Vou poder saber disso bem mais tarde.
No quarto de hospital, senti Chuck apertar a minha mão fortemente e firmemente, como se estivesse me ouvindo. E de fato ouviu, pois quando contei a notícia de que ele iria ser pai, ele abriu os olhos. Estavam brilhando de emoção, e ele olhou pra mim chorando. Tão lindo ver as lágrimas dele... Aquelas lágrimas de alegria, afinal, era um novo momento em nossas vidas.
─ Você esta grávida, meu amor? — Disse ele sorrindo. E que belo sorriso! Já estava sentindo falta.
Eu fiquei sem resposta por um tempo, apenas observando aquele lindo rosto, e aqueles olhos brilhando intensamente.
─ Estou, amor. — Consegui responder depois de chorar muito e guiar a mão dele até a minha barriga. Pena que ainda não dava pra sentir o bebê, mas ele ficou feliz só de pôr a mão e saber que o filho ou a filha dele estava dentro de meu ventre.
Agora que descobri que estou grávida, e já passei pela surpresa inicial, preciso pensar na gravidez como um todo, afinal, são 9 meses que estarei me dedicando a essa preparação para a chegada do meu bebê.
Todo mundo já ouviu falar que: -“Gravidez não é doença”, e isso é a pura verdade, mas requer cuidados, que, muitas vezes não estamos acostumadas a tomar. E por isso é muito importante adquirir informação.
Saber, inicialmente, o que eu posso ou não fazer, o que pode ou não afetar o meu bebê, que cuidados eu devo ter comigo para passar por esse período de forma mais saudável.
A primeira coisa é marcar uma consulta com o ginecologista para iniciar o pré-natal. Laurence me disse que é importante ter empatia e confiança nesse médico para que eu não fique insegura quanto às suas recomendações. Outra coisa fundamental para todas as consultas do pré-natal é dizer a verdade a esse médico, não aumentar ou minimizar sintomas, relatar sobre remédios ingeridos (até colírio para os olhos é importante perguntar se pode consumir) e perguntar tudo o que sentir necessidade, o especialista é ele e não eu, portanto, devo tirar todas as minhas dúvidas e não ter vergonha de parecer uma boba. Às vezes um detalhe pequeno pode fazer a diferença para meu filho.
A primeira consulta é importante para o médico para que ele possa avaliar como está minha saúde no momento, minha saúde antes da gravidez (problema renal, hipertensão, diabetes etc.) e a saúde do meu bebê.
Estou muito nervosa, mas acho que sairei bem nessa. Chuck recebeu alta, e fomos até a minha casa. Todos estavam muito felizes pelo fato de eu ser mãe. A nova mamãe da família. Sim, família. Eles são como uma família pra mim. Chegamos até a minha casa com a famosa van do Simple Plan e decidimos ver um filme de terror. O problema é que eu sou muito medrosa, e em cada cena do filme, eu me encolhia no ombro de Chuck e apertava a mão dele. Até o David estava conseguindo resistir mais do que eu. DAVID, O FRÁGIL, estava conseguindo assistir ao filme. Não estou querendo ofender, mas ele sempre foi sensível. E eu acho isso fofo. Mas nesse momento, estou perdendo.
─ Gente, que filme medonho. Quero sair daqui. — Eu disse me encolhendo cada vez mais em Chuck.
─ Sair aonde? Essa é a tua casa, cabeção. — David me deu um leve tapa na cabeça. Típico de ele fazer isso. Eu ficava com muita raiva.
─ Não bate em mim, DAVE. — Sabe quando você sente alguém te metralhando com os olhos? Pois é, estou sentindo.
─ Não me chama de Dave que eu odeio. — Sabia que ele ia ficar todo bravinho.
Não existe cintura fina e barriga reta mais bonita do que as curvas que você me dá.
Não existem elogios vazios, vindo de desconhecidos na rua que valha mais do que o amor que me aquece a cada pequeno movimento seu dentro de mim.
Não existem roupas da moda, maquiagem e acessórios que me deixe mais atraente do que a beleza que sua presença me dá. Porque sua existência ilumina a minha alma, dá vida a minha vida.
Não existe noites badaladas mais satisfatórias do que passar horas a fio no silêncio e o calor da minha cama imaginando seu sorriso.
Não há espelho que reflita minha imagem tão perfeitamente como a imagem disforme do ultrassom me mostrando você.
Não foram criadas bebidas alcoólicas, drogas ou vícios que me deixe mais alegre do que sentir a sua reação positiva quando deixo os raios do sol alcançar o meu ventre....
Não existe amizade mais profunda e mais sincera do que o sentimento que flui de mim para você e de você para mim.
Não há sensação de fome quando você está alimentado
Não há saúde fraca quando você está saudável.
Não existe cansaço quando você está forte.
Não existe feiúra quando você é o fruto do meu ventre, o resultado do amor puro e genuíno de duas pessoas.
Não há tristeza quando você me consola.
Não há morte quando você está vivo.
Não há maldade enquanto você cresce tão inocente...
Não existe dor quando estou prestes a encontrar você, a pessoa mais importante da minha vida. Pessoa que justifica a minha existência...
Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio.
Adivinhar sentimentos.
Encontrar a palavra certa nos momentos incertos.
Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir.
Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.
Sua existência é em si um ato de amor.
Gerar, cuidar, nutrir.
Amar, amar, amar...
Amar com um amor incondicional que nada espera em troca.
Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito.
Decidimos pedir uma pizza enquanto o filme ainda estava no DVD. Todos estavam vendo, exceto eu, que ainda me encolhia. Eu preferia não ver as cenas. Eu tenho pânico dessas coisas.
Trinta minutos depois, a pizza chegou. Pierre, como sempre gordinho e esfomeado, foi o primeiro a se levantar e abrir a caixa de pizza. Mas hm, aquela pizza estava cheirando tão bem. E com muito recheio, ai que delícia! Mas Pierre decidiu fazer guerra com os milhos que caíam sobre o prato. Foi até divertido, mas quem é que limpou tudo? Eu, é claro. Tudo bem, o importante é ser feliz, e isso eu estava sendo, com certeza.
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