Gossip Jonas 2
16 Uma parte a mais
Notas iniciais
- Nick para... – minha voz saiu ofegante, o que não adiantou muito, ele levantou o rosto, estava vermelho, seus olhos quase fechados me olhavam calmos mas cheios de pudor. Sua boca entre aberta não queria falar, mas sim agir. Seus lábios tocaram o meu calando minha ordem – pelo menos tranca a porta pra ninguém entrar – eu tentava falar enquanto ele me beijava. Senti meu corpo aliviar um pouco, ele levantou-se e fechou a porta. Ao voltar pra cama, ele desatacou os botões da camiseta e á tirou, seu peito nu era tão perfeito, seus braços nem tão grandes e nem tão pequenos, a medida certa para o seu corpo. Ele se aproximou e me puxou, estavamos ajoelhados na cama, senti ele desenrolar o laço da minha blusa, eu estava sem blusa, meus seios cobertos apenas por meus braços espremidos em seu peito. Ele me beijava com ardência. Sua boca estava descontrolada, sua respiração estava fora do compasse. Ele segurou minhas mãos com as suas e as tirou do seu peito, dando visibilidade ao meu corpo. Meu corpo se deitou automaticamente na cama. Estava pronta para mais uma vez me entregar a Nick.
Acordei um pouco cansada, meu corpo doía mais do que antes. Me lembrei do que aconteceu, abri meus olhos e Nick estava ali deitado do meu lado dormindo. O quarto estava escuro, apenas o abajur do outro lado do quarto estava ligado. Me sentei na cama e vi Nells deitada ao lado de Joe, a cama de Dani estava vazia ela devia estar no quarto de Kevin. Não iria ligar a TV se não iria acordar todo mundo, meu LapTop estava em cima do criado mudo, o peguei e coloquei no meu colo. Era preto com um adesivo do meu nome no meio, o abri e mexi no Twitter. Tanta gente me seguia, tantos recados pra mim, alguns falavam de Nick, outros do seriado. Notei que Doug publicara algo “De repente a Argentina ficou tão atraente...” ri sozinha e fui postar. “Tem gente que provoca, quero ver se agüenta” postei, espero que ninguém entenda mau. Vasculhei minha pagina mais um pouco e Doug me respondeu por mensagem privada “ela esta ai?” decidi mandar meu MSN pra ele. Pouco depois ele aceitou.
“Oi, ela esta ai?” perguntou.
“Esta Dormindo. Por que tanto interesse?” – eu
“Nenhum, apenas gostei de conversar com ela” – Doug
“Bem, ela esta dormindo, fala com ela amanhã” – eu.
“É. Mas e ae como ta com os Virgens Brothers?” – ri, Nick se mexeu na cama.
“Legal, ta todo mundo dormindo” – vi Nells com uma cara super feia e os cabelos todos bagunçados na ponta da minha cama olhando pra mim, levantei as sobrancelhas e olha me encarou feio.
- Da pra fechar isso daí? – Nells.
- To falando com alguém que quer saber de você – falei séria ela pareceu se interessar. Olhei pra tela o nome de Doug piscava, Nells deu a volta e olhou pra tela.
- Vamos sentar na mesinha, eu não trouxe meu NotBook – eu não queria nem saber do que estava acontecendo. Meus olhos queimavam de sono.
- Pode ficar com ele, eu vou dormi – entreguei pra ela. Ela foi devagar até uma mesinha redonda no canto do quarto onde fica o abajur e sentou-se sem mexer muito a cadeira.
Deitei ao lado de Nick e abracei seu corpo, ele estava virado pro outro lado, senti sua mão segurar a minha, ele virou-se e me abraçou forte, estavamos tão grudados.
Narrador May Of’ / Narrador Nells On
Sentei devagar na cadeira pra não acordar Joe, os papos com Doug eram os mais engraçados, de tarde quando ele me ligou, ou ligou pra May mas eu que falei com ele, nós ficamos falando das bagunças que fazíamos na escola, era sempre uma comedia falar com ele é como se tudo que ele gostasse eu gostasse tambem. Não ligava muito pro fato de ele zuar o Joe e os outros, gosto não se discute. Olhei a resposta dele.
“Com quem ela esta dormindo?” – pra que o interesse menino?
“Oi, sou eu;Nells” – respondi. Ele não respondeu na hora, na verdade ele só respondeu por que chamei sua atenção.
“Oi, desculpa não estava aqui” – abri o frigobar que ficava do lado da mesa e peguei uma água. “Tudo bem com você?”
“Tudo. Não ta dormindo por quê?” – Olhei a hora no relógio do PC, eram sete e vinte ainda.
“Ta cedo, vou dormi pra que?” – Doug.
“Verdade. Haha Ta fazendo o que?” – eu.
“Vendo os meninos assistirem filme e comerem pizza” – acho que estavam todos juntos.
“Onde vocês estão?” – quis saber né.
“Na casa do Danny” – ele respondia na hora que eu mandava. Danny era um dos mais fofos *-*
“Serio? Manda um beijo pra ele” – eu.
“Nem ferrando, vou mandar beijo pra homem, ygayag” – besta.
“Chato” – eu.
“Chato nada, só não vou mandar beijo pra homem” — ¬¬’ – “E ae, quando a gente vai se ver de novo?” – ele mandou, devia estar querendo mudar de assusto rápido.
“Não sei, a gente podia comer uma pizza né” – eu.
“Claro, eu nunca como pizza mesmo yagayga” – Doug.
“Fechado então, quando eu for embora daqui da Argentina a gente marca de se vê. Convida os meninos também” – eu.
“podeixar, Ei Nells, tenho que sair agora. Beijos” – antes que eu pudesse responder ele já tinha desligado
Fiquei olhando nossa conversa por um tempo sem nenhuma pretensão nem nada, apenas por que meu cérebro estava meio lento, olhei meu Twitter e fechei o NotBook, deixei em cima da mesa mesmo e voltei pra cara, Joe estava deitado com a cabeça pro lado da porta. Ele tava todo nervoso hoje de tarde quando ele ficou sabendo que Doug tava falando comigo no celular, apenas disse que Doug queria pedir o telefone de Taylor e May não tinha. Ele estranhou um pouco, percebi depois que falei, que eu não falava com Taylor então não tinha o celular dela. Mas espero que ele não tenha notado. Deitei ao seu lado e o abracei, ele continuou dormindo com a cara pra porta, me virei e fechei os olhos. Bons sonhos Nells.
Narrador Nells Of’ / Narrador Nick On’
O corpo de May continuava imóvel na cama, ela dormia abraçada com o travesseiro. Levantei da cama, e lembrei da noite passada ao seu lado. Foi inesquecível. Eu estava com alguns pensamentos á mais nobre eu e May, era algo do tipo que se pensa pra vida inteira. Ta tudo bem, esse é o meu problema, pensar sempre no futuro. Fui até a mesinha do quarto, vi que o Notebook de May estava ali, o abri e notei uma pagina ainda aberta li o que estava escrito: “Não sei se você ainda esta ai, mas quero que saiba que estou muito apaixonado por esse seu jeito, e sei que você também esta por mim por que aquele “Acidente” não foi a toa. Espero te encontrar em breve. To morrendo de saudades e por favor Me responda. Doug” não sei o que pensar por que eu não tinha entendido essa frase. May e Doug em um “Acidente”?como assim? Fechei o Notebook e olhei para o telefone na mesinha, faria ou não isso? Balancei a cabeça tentado apagar essas coisas da minha cabeça. Puxei o fone e disquei para a recepção.
- Por favor quero que me traga o café da manhã no quarto numero doze – pedi e desliguei.
Voltei pra cama e fiquei encarando May, ela dormia como um anjo. Estava sem vestes, toquei seu ombro devagar, e o desejo sobre aquele corpo me voltou, eu não conseguia mais ficar perto de May, era forte demais pra mim, sempre que eu á via passava uma onda elétrica entre a gente e a minha vontade de agarrá-la era muito forte.Me deitei na cama esperando o café, seria uma boa hora para pergunta — lá o que o recado de Doug queria dizer. Bateram na porta, corri pra atender, não queria que May acordasse sem seu café. Peguei o carrinho e coloquei ao lado do corpo dela, do outro lado da cama. Deitei de volta ao seu lado e fiquei olhando-a. Ela era minha, só minha? Ou talvez eu não fosse o suficiente pra ela? Seu celular vibrou em cima do criado mudo, o peguei e li na tela. “Doug Poynter” uma fúria se apoderou de mim, mas que droga, o que esse garoto queria com May? O que ele precisava tanto falar com ela pra ligar às nove da manhã? Notei que May me olhava, ela estava acordada. Tentei mudar minha expressão mas não tive muito tempo até ela tirar o celular da minha mão e atender o telefone.
Telefone On’
- Alô – ela tirou o lençol do corpo, parecia estar meio zangada, ela estava de calçinha e um tomara que caia soltinho. Ela foi até o outro lado do quarto perto do banheiro, eu não conseguia ouvir o que ela falava, alem de falar baixo ela ia o mais longe do quarto.
Deitei na cama um pouco zangado. Um pouco não eu estava muito zangado, não entendia o que May tinha com esse menino, olhei pra minha frente lá estava Joe e Nells dormindo, cada um virado pra um lado. May estava voltando, agora ela trazia o notebook na mão, sentou-se ao meu lado e me encarou, não estava brava nem nada, apenas me olhava. Olhei em seus olhos por um minuto queria saber a verdade e se ela estivesse com aquele moleque eu saberia.
- Você leu o histórico de conversa? – ela perguntou abrindo o notebook.
- Li – eu a encarei sem expressão, ela odiava isso mas eu não queria demonstrar o que estava sentido naquela hora.
- você leu tudo? – ela perguntou.
- Sim – respondi.
- Tem certeza? – não estava entendendo onde ela queria chegar.
- Olha, eu não quero saber o que você anda falando com esse cara – ela virou o Notebook pra mim e eu vi a pagina.
- Leia tudo – comecei a ler. Não era com May que Doug estava conversando, era com Nells. – Mas ela não esta com ele esta?
- Eu não sei, só não quero que você ache que eu estou. – ela sorria, passei a mão em seu rosto e á puxei pra perto de mim, ela deitou em cima do meu corpo e eu segurei sua cintura devagar.
Ficamos ali por um tempo e depois fomos tomar café, ela amou o que eu pedi pra ela. Joe e Nells estavam meio estranhos, não sei se Nells esta com Doug ou pensa em estar com ele, isso é coisa dela não vou me meter nisso!
Estavamos prontos pra ir pra África. Os shows na America do Sul foram incríveis, uma ótima vibe. May ainda estava conosco, mas Nells e Dani voltaram pros Estados Unidos. Seria o ultimo lugar da turnê que May iria comigo, eu pedi pra que ela ficasse mais tempo, mas ela disse que queria ver alguns amigos.
- Nick vem comigo – Joe me chamou quando estavamos em um hotel no Egito. Iríamos fazer apenas dois shows e depois turnê pela Europa.
- Onde você vai Joe? – perguntei, ele me guiava por um caminho estreito até eu poder notar o que era. Uma sala de jogos enorme. – Caraca que lugar legal –falei.
- Irado Nick! Irado – ele me corrigiu. Não tenho culpa se não costumo falar essas gírias. Só algumas.
Fiquei um bom tempo com Joe jogando. Esqueci um pouco de May, mas ela disse que queria dormi então...
- Obrigada por me deixar sozinha todo esse tempo – ela dizia brava da janela do quarto do hotel. Eu estava na porta parado.
- Você disse que queria dormi. – falei.
- Dormi, mas não ficar sozinha – ela não olhava pra mim, o show iria começar em duas horas.
- Desculpa – caminhei pra perto dela. – Eu sei que às vezes sou desligado, mas eu tento sempre te agradas e você sabe. – ela se virou pra mim ainda encostada na janela.
- Você não precisa jogar isso na minha cara Nick – ela abaixou a cabeça – as vezes cansa sabe. Você sempre tão quieto, quase nunca ta se divertindo. Com essa pose de bom moço...
- Pêra ae, eu nunca disse que sou bom moço. E você namora comigo por que gosta de mim não é? – eu me senti ofendido por ela agora. Muito mau.
- Não Nick claro que não é isso. É que você nunca conversa comigo, e me julga sem provas sabe, a gente faz amor e você nem liga, nem comenta – ela estava tão desesperada. Parecia que estava esvaziando seu coração.
- Do que você ta falando May? Eu nunca quis fazer amor com ninguém, eu te escolhi por que sabia que era com você que eu queria isso, mas eu não entendo o que você fala. Você ta dizendo que eu não falo sobre isso com você. Eu não falo por que não gosto, tenho vergonha. Mas se isso te incomoda a gente fala sobre isso — eu falava calmo. Sentei-me na cama e fiquei olhando-a. Esperando que ela também sentasse, mas ela ficou em pé.
- Não é isso Nick, é que você é fechado e nem comigo que sou sua namorada você fala – sua voz estava chorosa.
- May escuta – fui até ela e segurei seus braços. – eu te amo, e isso é o suficiente pra que você acredite em mim – ela ainda estava com a cabeça abaixada – por favor, olha pra mim... – ela levantou a cabeça, seus olhos estavam molhados – Não chora May, por favor – eu implorava aquilo estava me doendo – Você quer conversar? – ela assentiu com a cabeça e eu á puxei pra cama.
- Olha Nick, eu só queria que você fosse mais aberto comigo sabe. Eu queria que fossemos namorados de verdade – ela não me olhava e isso estava me deixando nervoso.
- Tudo bem, vamos conversar sobre o que você quiser – ela me olhou e fechou os olhos – o que você quer falar?
- Crianças vamos andando! – Droga, meu pai.
- Okay, depois conversamos sobre isso esta bem? Temos a noite toda – ela sorriu e me beijou. Seus lábios carinhos e calmos me tocavam com amor – Calma baby, assim eu passo mau – ela sorriu e mordeu meus lábios. Levantamos e fomos pro Show.
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