Gossip Again - O Ano dos Eleitos

8 Capítulo Sétimo - Where The Girls At


Notas iniciais
Hello, fofoqueiros! Capítulo duplo g-o-s-t-o-s-o pra vocês. Ansiosos/as/x? Boa leitura! Música da Autora: Where The Girls At - David Guetta

Para Scarlett, aquela última semana de setembro prometia ser péssima: ela observou isso logo na segunda-feira de manhã, quando saíra atrasada para todas as aulas do primeiro período, por ter ido correr antes da aula fora do horário habitual.

Na terça-feira, foi à biblioteca fazer os deveres do dia anterior, e acabou caindo com uma pilha de livros, depois de tropeçar num dicionário maior que o pé dela, sendo expulsa por uma fiscal muito irritada e com as amigas em sua cola, rindo como loucas. Decidiu trocar o horário da corrida para depois do jantar e, é claro, foi dormir mais tarde do que o costume.

Levantou-se, ainda com sono, e abriu o guarda-roupa, estranhando o silêncio.

“De onde eu tirei a ideia de que hoje seria um dia melhor? Só os dois primeiros tempos são de História, um professor velho e chato, dois casais melosos e a turminha do Black.... Está cedo demais para aguentar tudo isso e eu sou um gênio em história, nem precisaria ir à aula! ”

Sem olhar em volta, chamou as amigas enquanto pegava a tradicional saia preta de pregas e uma camisa branca. Quarta-feira era o único dia que não tinha outras atividades, então ela se dava ao direito de arrumar-se como uma boneca.

— Meninas? — Ninguém respondera. Um post-it na tela do celular dizia "Tentamos te acordar, impossível. Nos vemos na aula! Ps. Pare de correr à noite!"

— Droga! Estou atrasada! — Arrumou seu cabelo, pegou o celular e, desesperada, saiu correndo pelos corredores em direção à aula, nos andares inferiores, xingando as amigas por mensagens.

Virara no corredor em que ficava sua sala ainda correndo e acabou trombando sem querer em alguém que estava parado, fumando na janela:

— Perdeu alguma coisa?

E se ela pudesse pensar que o dia não ia ser pior, ela encontrara Jason Black, com aquela péssima frase que ele insistia em usar toda a vez que se encontravam.

Scarlett ficou mais irritada pelo fato de que, muito embora a cena do trem se repetisse, a única coisa que ela realmente reparara era no quanto ele estava bonito: de cinza e preto, contrastando com aqueles cabelos loiros e olhos claros.

— Devia prestar mais atenção por onde anda, Wright. — Ele suspirou sem nem olhar para ela. — Alguém pode achar que você está aprontando algo. Só uma constatação.

— Como sempre pretensioso, Black. Você realmente me cansa. Isso é só uma constatação.

— Eu que sou pretensioso? — Riu com desdém, enquanto chegava mais perto dela. — Você sabe que não pode resistir a mim. Ninguém pode. Isso é uma constatação.

— Chega de constatar bobagens, Black... — Scarlett retribuiu o olhar superior. — Sabe o que você precisa? — Aproximou-se perigosamente e em seguida o empurrou para o lado. — Crescer. Só você age como se essa coisa de arqui-inimigos ainda existisse.

Jason se irritou por um minuto, mas ignorou e continuou o tom de deboche.

— E desde quando você entende o que é crescer, Wright? Você nem aprendeu a andar com esses palitos de dente ainda! Muito menos vestida como se estivesse em um filme de colegial.

— Se eu sei ou não andar, ou me vestir, ou até mesmo respirar, não é da sua conta. Boa aula, mala.

— Sabe.... Não é à toa que você é quem você é. É falta de educação ofender as pessoas e é ainda pior deixá-las falando sozinhas depois. — Jason reclamou, indo na direção dela, tão lento, sutil e — é claro — venenoso como uma cascavel pronta para o bote. — Mas não se pode esperar muito de uma Wright...

— Você ainda está insistindo nisso? — Scarlett riu, indignada. — Por que não me deixa em paz e simplesmente vai para a aula?

— É mais interessante não ir à aula. — Seu olhar pousou sobre as pernas dela, subindo lentamente.

— Eu que perdi alguma coisa? Quer dizer, você está admirando o que sabe que não pode ter?

Jason chegou perigosamente perto dela. O perfume a deixou momentaneamente confusa, aquela mistura singular de perfume caro e cigarros. Ele aproximou-se do ouvido da garota e sussurrou:

— Nos seus sonhos! — E saiu em direção às salas de aula.

— Mas que p.... — Scarlett travou por alguns minutos, ainda em choque por aquela conversa completamente estranha. Saiu de seus pensamentos em direção às salas de aula, mas não adiantava mais: ela estava totalmente atrasada.

De repente um estalo tomou o pensamento dela antes mesmo de conseguir tocar a maçaneta da porta branca: o professor a odiava, mas ela tinha presença em todas as aulas e as melhores notas eram as dela. Ela não precisava entrar. Ela realmente podia seguir o conselho do Black.

"É mais interessante não ir à aula."

Deu meia volta e foi colocar a roupa de ginástica. Nem em um milhão de anos perderia a academia vazia por mais um tormento na Idade Média.

♦

Ao voltar exausta da academia do clube, Scarlett parou para descansar perto do chafariz, logo na entrada do prédio principal. Os braços dela estavam doloridos e vermelhos do contato áspero da barra de ferro do pole dance, mas ela estava satisfeita: com o lugar vazio, ela podia treinar as manobras arriscadas que tanto tinha vergonha.

Ao longe, pode ver Drake se aproximando um tanto nervoso, olhando para os lados.

— Ruiva, finalmente eu te encontrei. Preciso falar com você. — Gaguejou. — Vem comigo.

— Drake, você está me deixando preocupada. — Ela o seguiu até um dos corredores próximos ao hall principal. — O que está rolando?

— Eu precisava fazer isso. — E a beijou.

— Você está louco? De novo, Drake. Você está louco? — Scarlett se afastou na hora, em choque.

— Desculpa, Scarlie! — Drake estava um tanto perturbado. — Eu não tinha certeza se devia fazer isso! Eu estou confuso.

— Pelo amor de Deus, Drake, eu sou sua melhor amiga! Imagina que loucura seria se em vez de me agarrar você viesse conversar comigo?

— Eu viajei, Scarlie. Não sei o que fazer. Isso estava me deixando maluco. — E começou a rir. — Se serve de algo, que realmente não era isso que eu queria.

— Drake, você é meu melhor amigo, é claro que não era isso. Você é um idiota. — Os dois começaram a gargalhar. Eram amigos demais para se enfurecerem um com o outro por tão pouco.

— Não vamos mencionar esse escorregão, por favor.

— É claro que não. E por favor, fale com a Mads antes que ela descubra por outras fontes. Não é justo que ela fique mal por uma babaquice dessas.

— Eu vou, Scarlie.... Não fica brava, não sei onde eu estava com a cabeça.

— Eu não estou brava, seu animal. Você é meu melhor amigo. — E saiu andando decidida pela porta, encontrando Madison: ela estivera seguindo Drake a manhã toda.

Ela saiu correndo, forçando Scarlett a correr atrás dela, o barulho dos saltos da loira ecoando rapidamente pelos corredores de madeira:

— Madison! — A alcançou e abraçou a amiga. — Foi uma idiotice. Você sabe!

— Scarlett... Não é isso... — Madison estava furiosa, enquanto a ruiva tentava levar a amiga em direção ao refeitório. — Ele deve ter sacado que eu não estava sabendo lidar.

— Fica calma. Eu não contei.

— Eu sei, confio em você.

♦

— Ela está chorando? — Aaron sussurrou mais para si do que para os amigos.

— Quem?

— Hastings.

— Ela está bem brava porque deve ter contado para a pessoa errada que estava um pouco confusa sobre Drake Wood. — Uma voz atrás deles falou. Eles deram de encontro com um sorriso maldoso de uma morena bonita, enquanto segurava um iPhone dourado e um copo de café nas mãos.

— Bom dia, Ames. — Jason sorriu para a garota. — Eu te apresentaria os garotos, mas você já deve saber quem são há meses.

— Bem observado, J. — Ela piscou. Amy Cooper era a menina mais bem-informada do colégio: os olhos e ouvidos de Birchcreek. Também fazia parte da elite junto com o irmão, Jay.

— Mas o que aconteceu?

— Ela desabafou na aula de história para a Fischer que eles não estavam se dando bem. Mas falou perto demais de uma mocinha que me devia informações e ela gravou tudo.

— Me deixa ouvir? — Eles pediram em uníssono.

— Aí ele tentou beijar a filha do Ministro e... — Ignorou o pedido, sentando-se no local entre Caleb e Jason, que haviam puxado uma cadeira e dado espaço para ela. Alguns garotos olhavam indignados para os dois. Amy nunca se sentava à mesa, ainda mais junto com alguém. Ela era, de longe, a mais inatingível da escola.

— O que?

— Isso mesmo. Antes do almoço ele foi atrás dela, tentou beijá-la e a Hastings viu, já que ficou perseguindo o coitado durante a manhã toda. Madison ficou furiosa com ele, Scarlett teve a reação mais bizarra que eu já vi.

— Como assim?

— Ela basicamente não teve reação, mas ele é o melhor amigo dela, então até entendo. Agora, se me derem licença, tem uma moça está me oferecendo uma bolada para descobrir outro furo.

— Quanto você cobra? — Ethan se mexeu desconfortável na cadeira. — Para descobrir se alguém está...

— Uma quantia diferente da que tem na sua carteira, Archibald. Quando já se tem dinheiro, outras coisas valem mais. Por exemplo, agora que contei isso para vocês, vocês me devem uma. E eu vou cobrar. — Amy levantou-se, atendendo o celular assim que ele tocou.

— Isso é interessante. — Caleb crispou os lábios. — Acho que consigo um espaço na agenda para esse projeto.

— E depois eu que... — Jason começou.

— Cala a boca, Jason!

♦

Scarlett e Madison haviam sentado lado a lado e Scarlett instigava a outra a comer:

— Mads, você precisa reagir.

— Não quero. Acho que estou com muita raiva para comer. Vou voltar para o dormitório. Se você for para a aula, me passa a matéria, por favor?

— Claro!

Madison esboçou um sorriso e foi para a ala norte, ignorando os costumeiros olhares maldosos por onde passava. Scarlett contava para as garotas o que havia acabado de acontecer:

— Não tinha porque acontecer isso, ele está maluco.

— Nunca imaginei. — Zoe olhava em choque para Drake, que acompanhava Kyle, Matthew e Simon em outra mesa. — Quer dizer, para mim sempre ele quem te deixou na friendzone, mesmo você tendo deixado ele também.

— Não sei, mas sinceramente não importa. Agora, voltando ao meu hobby... — sussurrou e de repente, empurrou o braço de Alex, fazendo o copo virar-se em seu top de corrida cor-de-rosa. — Alex, qual é o seu problema? — Abaixou violentamente o decote da blusa, limpando com um guardanapo de pano que Harriet jogou para ela.

— Desculpa amiga! — Alex tentava parecer preocupada enquanto um pedaço razoável do sutiã de renda La Perla preto da amiga aparecia e Jason, Hayden — e consequentemente toda população masculina do refeitório — observavam a cena, curiosos.

— Esse não é seu top preferido, Scarlie? — Blair ajudava a secar a mesa enquanto a ruiva arrumava o cabelo para não molhar com o suco. — Você está ferrada, Alex!

— Qual é a sua? — Harriet abafou o riso.

— Ele me irritou hoje de manhã. Um papinho muito estranho, seguindo aquela cartilha que já conheço de dar em cima de uma garota que ele não tem chances.

— Você acha que...

— Acho que já chamei a atenção o suficiente. Só queria lembrá-lo que não é ele quem é irresistível. — Scarlett, deu de ombros, subindo a blusa. — Agora vamos sair daqui.

As cinco saíram do refeitório, óculos escuros e narizes empinados, como se fossem celebridades. Na verdade, da maneira estranha delas, eram mesmo.

No caminho para o dormitório, Scarlett não sabia se contrariava ou se confirmava a frase dita pela manhã: "De onde eu tirei a ideia de que hoje ia ser um dia melhor?".

— Você está bem, S? — Zoe apertou o ombro dela de leve, deixando as outras continuarem a andar e ficando para trás com a amiga.

— Nunca estive melhor. — Ela sorriu, tensa. — Não ligo há tanto tempo para essa rixa babaca que agora é um tanto estranho me importar.

— E se você simplesmente, sei lá.... Não se importar? — Zoe riu, irônica.

— Ninguém me faz de idiota. Se ele quer guerra, ele terá.

Notas finais
TURN DOWN FOR WHAT?????? Eita, que agora está ficando sério, hein. Aproveita o bônus e já lê o nosso próximo capítulo que está aqui do ladinho já, pegando fogo e doido pra que você o leia! Beijinhos, keep reading! Amber