Notas iniciais
Aos poucos vou me acostumando com tudo por aqui, é só uma pequena questão de tempo.
Tomara que gostem.

Entraram no prédio sem maiores problemas, o porteiro gordo nem se deu ao trabalho de perguntar os respectivos nomes e o que faziam ali. Optaram então por subir as escadas, assim correriam menos riscos de topar com um morador ou outro, esses sim sempre faziam perguntas e acabavam por estragar tudo.

Chegaram finalmente no 5º andar e a porta principal de um dos apartamentos foi aberta facilmente por mãos agilidosas e um simples grampo de cabelo. Trancara-na ao entrar e observaram rapidamente o local.

Os móveis impecávelmente limpos e organizados. Sob a estante, um televisor e alguns porta-retratos, as fotos eram de pessoas com rostos desconhecidas para os visitantes.

- Então, ele vai demorar? – o mais baixo dos dois perguntou, já entediado.

- Talvez – o mais velho e experiente respondeu com um belo dar de ombros. Se jogou no sofá e resmungou por não ser de couro legítimo, igual ao que possuia em sua mansão.

O outro foi mais atrevido. Foi até a cozinha e escancarou a geladeira e os armários, analisando tudo minuciosamente. Acabou retornando para a sala de estar com um refrigerante e um pacote de salgadinhos.

- Você ainda não me disse o que ele fez – começou o que havia acabado de se jogar no sofá, ao lado do outro, que estava distraído digitando alguma coisa em seu celular.

- Simples, o irmão desse garoto pensou ser esperto e agora vai pagar indiretamente pelo grande prejuízo que o chefe teve – guardou o celular no bolso da calça jeans e enfiou a mão no pacote de salgadinhos.

- Suponho então que esse garoto não saiba de nada – afirmou o mais baixo, sorrindo. Era comum coisas assim acontecerem. E chegava até a ser cômico quando perguntavam desesperadamente o que havia acontecido, enquanto imploravam por uma chance mais.

- É, ele não sabe – a afirmação anterior foi apenas confirmada.

Poderiam até continuar o diálogo, mas o som de chaves girando numa fechadura fez com que ambos se levantassem e ficassem a postos.

A porta principal revelou um garoto loiro e magrinho, parecia distraído. Em seus ombros, uma grande mochila verde, estava voltando da faculdade de dança, cursava o terceiro semestre. Numa das mãos, coisas que pareciam envelopes, provavelmente seriam a correspondência.

- Quais são suas últimas palavras? – um tom frio de voz assustou o garoto, que derrubou os envelopes e arregalou os olhos ao ver uma arma apontada para si.

- Q-quem são vo-vocês? – ele gaguejou, o medo ridicularmente estampado em seu rosto de feições delicadas.

- Esperava que fosse mais criativo, essa pergunta é tão velha e sem graça – zombou a mesma voz, fria e cruel.

- O-o que vão f-fazer comigo? – ele apertou as alças da mochila contra o próprio peito, dando alguns passos pra trás.

- Outra pergunta sem graça – essa foi a vez do mais baixo se pronunciar, rolando os olhos – Pois bem, conhece alguém chamado Lee JinHo? – indagou já sabendo a resposta.

- É meu irmão – sua voz não passou de um sussurro, enquanto se encolhia ainda mais no canto da parede branca.

- Exatamente, ele fez algo muito ruim para o nosso chefe, e você é quem vai pagar por isso – o mais velho explicou, abrindo um sorriso em seguida, tudo estava prestes a terminar e receberia uma boa quantia como pagamento pelo que faria a seguir.

- O que ele fez? – ainda não soara mais alto que um sussurro amedrontado.

- Na verdade, nem nós sabemos ao certo – o mais baixo deu de ombros – O importante é que tenho problemas pra resolver ainda hoje, então terminaremos rápido, tudo bem? – foi sarcastico.

- P-por favor, n-não façam isso – implorou baixinho, mas se encolheu e ficou calado ao ouvir a arma sendo destravada.

- É doloroso pra nós, mas entenda, precisamos fazer isso, é nosso trabalho – o mais baixo demonstrou certa compaixão, sempre fazia isso.

Então o mais experiente tomou a frente.

- Adeus Lee Taemin – e disparou.

Simples. Rápido. Cruel.

O garoto agora morto era inocente, mas seu irmão não. O tal Lee JinHo tentara ser mais esperto que os grandes chefões de Seoul, e no fim das contas, alguém precisaria pagar por seu estúpido erro, mais cedo ou mais tarde. Infelizmente foi seu irmão amado.

Essa era a única forma de aprender a lição.

Notas finais
Mais uma vez, me perdoem por qualquer erro.
Só pra constar, o mais baixo era o Jjong e o mais velho o Onew, certo?
Qualquer crítica, sugestão ou elogio (o que acho bem difícil), é só deixar um review.
See ya :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!