Notas iniciais
oii minhas pipoquinhas :* Desculpem a demora, sabem como é, estudar pro enem, organizar sarau da escola.... Arrumar a casa kkk sei que nada disso é desculpa, então por favor me perdoem. ps. não sou boa em capas... Mas gostei mais dessa (e desses personagens) do que da outra u.u o que acharam? ps² ZOEY GOLLPHORT pra vcs :*

– Obrigada, Kyle. Até á festa! — disse Zoey, ao chegar em casa e se despedir de seu amigo.

Ao abrir a porta, Zoey se deparou com um cheiro delicioso de torta de maçã, e com sua mãe limpando a bagunça que sempre fazia na cozinha quando resolvia mostrar o que sabia fazer.

– Huun, que cheirinho bom! — disse ao entrar na cozinha.

– Olá, amorinha, como vai? Ah, me passa esses copos, por favor. — A mãe de Zoey se chamava Ellie Gollphort, e seu pai, Ruppert Gollphort. Eles se comportavam como adolescentes quando estavam juntos, não economizando na demostração de amor e carinho, e toda a família desfrutava disso.

– Estou bem — disse, entregando-lhe os copos.

– Ótimo! Veja o que fiz para tomarmos café... — disse a Sra. Gollphort, retirando do forno uma grande e redonda torta fumegante de maçã — Bom, pelo menos acho que não perdi a prática...

– Mãe... Sabe... Eu fui convidada pra uma festa... Será que eu posso ir?

– Mas é claro, filha! Desde que... Bom, você sabe...

– As regras, sim mamãe, nada de ficar bêbada ou usar drogas, nada de engravidar...

– E nada de chegar depois da uma da manhã.

– Oh, mãe... Mas é que...

– Nem mas, nem meio mas. Quero meu beijo de boa noite antes das uma da manhã.

– Mamãezinha — disse ela, suplicando com o olhar — eu prometo á você que em todas as festa do ano eu chego na hora que a senhora mandar... Eu juro! Mas mãe... É a primeira festa do ano... A primeira...

– Ta bem, ta legal Zoey... Três horas, e nada a mais! — Zoey saltou de alegria e deu um beijo em sua mãe.

– Só tem mais uma coisinha que eu...

– Certo, eu falo com o seu pai. Agora vá se arrumar antes que eu mude de ideia. Estou mudando em cinco, quatro, três...

– Te amo, mãe! — disse Zoey, e subiu rapidamente para o quarto.

Ao entrar no chuveiro, se sentia extremamente empolgada, ficou imaginando o que falara, como se comportaria, com quem iria ficar... Ela basicamente estava planejando tudo. Só que, com a água do chuveiro, essa ansiedade toda evaporou. Zoey se olhou no espelho, se sentia mal. "O que eu vou fazer naquele lugar? Rodeada de pessoas que me odeiam, que adoram me humilhar..." pensava ela. "Bom, dane-se, ja disse que ia, agora vou mesmo".

Ela ficou uns vinte minutos encarando sua imagem no espelho: Zoey era muito bonita, cabelos ondulados e castanhos, olhos grandes e negros, sorriso largo, pele naturalmente rosada. Seu corpo também não era feio: era alta e em boa forma, nem tão magra, nem tão gorda, mas desde que era criança, quando era gordinha, ficou com fama de "Bolinho de quatro olhos", por causa do peso e dos óculos que usava desde pequena. Por ela se retrair e não enfrentar ninguém que zombasse dela, acabou virando alvo-fácil para piadinhas, mesmo depois de ter crescido e emagrecido um pouco.

Zoey sabia que era melhor não ir á festa, mas como ja tinha combinado tudo com seus amigos, e implorado á sua mãe, resolveu que a melhor solução era não chamar atenção nenhuma: vestiu uma calça jeans preta, all star branco, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo, vestiu uma blusa folgada e longa preta com um desenho das relíquias da morte e um casaquinho amarelo por cima. Se olhou no espelho e pensou "Uau! Estou horrível... É isso aí, lá vamos nós..."

Pegou sua bolsa e desceu do quarto para se despedir de sua mãe e ir á festa, já que ia sozinha e á pé, pois a casa de Suzanne ficava perto da sua. Antes de descer o ultimo degrau, sua mãe lhe pegou de surpresa:

– Filha, você vai acabar se atrasando para a festa...

– Ah, mãe, eu já estou indo.

– O que? Quer dizer que eu me permiti ter uma DR com meu marido por autorizar minha filha a chegar em casa ás três da madrugada pra ela ir como se fosse... Sei lá, como se fosse comprar pães? Filha, volte para o seu quarto e só saia de lá com seu melhor vestido, seu melhor sapato e com esse cabelo perfeitamente arrumado!

– Mas mãe... Eu me sinto melhor assim...

– não, Zoey, não se sente — e sua mãe subiu até onde ela tinha descido, tocou seu rosto e olhou em seus olhos — você pensa que eu não vejo você se arrumando todos os primeiros dias de aula, ou sempre que há uma festa, e veste uma saia, ou vestido, e se olha por meia hora no espelho, chega até a porta do seu quarto e não consegue sair enquanto não colocar uma roupa comum? Zoey, roupas comuns são para ocasiões comuns... Vamos lá, filha, é uma festa! Você é tão linda... Seu corpo é perfeito, você não deia escodê-lo dessa forma...

– Olha só mãe, eu vou acabar me atrasando...

– Sem problema. A festa não vai sair de lá, pelo menos não essa noite... Dá tempo de você se trocar... — Zoey virou o rosto, mas sua mãe o puxou de volta, para olhar sua filha nos olhos — Por mim...?

– Ah, droga mãe! ta legal, tudo bem... Eu já volto — disse Zoey, e subiu para o quarto, arrancou a roupa e nem ao menos se olhou no espelho, para não perder o pouco de coragem que sentia naquele momento. Ela sabia exatamente o que vestir.

Embora não Zoey não tivesse muitos vestidos em seu armário, havia um, bem simples, porém ela havia vestido-o inumeras vezes, e adorava. Era amarelo, de alcinha, cobria até metade da coxa, era curto e um pouco decotado, mas não exagerado. Era rodado, e possuía detalhes de renda branca na parde de cima. Ela colocou uma jaqueta jeans um pouco velha, um tênis vans cinza, pegou a bolsa e saiu do quarto.

Andou devagar até as escadas, insegura e trêmula, mas respirou fundo e falou para sí mesma que ao menos uma vez na vida, iria agir como uma adolescente normal e não dar chilique. Desceu degrau por degrau, como se tivesse uma bomba embaixo de cada um, com um cuidado estranho, como se tivesse medo de explodir bem na hora em que ela pisasse. A verdade é que ela não queria fazer barulho, para que sua mãe ou seu pai não a vissem daquela jeito tão... Diferente. Mas não deu certo. Ellie ja estava de tocaia no pé da escada, e ficou boquiaberta ao ver a filha tão linda.

– Zoey... Você está radiante, como....

– Como o sol, mãe?

– É, exatamente. Quer dizer, quase... Só falta... — sua mãe passou os dedos na nuca de Zoey e subiu até onde o elástico prendia seu cabelo, e o soltou. — Pronto. Você está linda, minha filha. Agora vá e se divirta. E não pense que escapará de um interrogatório quando chegar, então por favor, se divirta mesmo!

– ta legal mãe, e quando é que eu escapo de um? — nesse momento, Zoey quase chegara á porta e girara a maçaneta, quando seu pai entrou e ficou sem palavras ao vê-la. — Ér... Oi pai — ela deu um beijo em sua bochecha — Tchau, pai — e beijou-lhe a outra, sem deixar tempo para que ele dissesse qualquer coisa, saiu e fechou a porta atrás de si.

Rupert olhou para sua esposa, ainda surpreso com o que viu.

– Agora me responda — disse ele -, quando foi que ela cresceu tanto?