Notas iniciais
Boa leitura :)

Camus Tinha que encarar os fatos,Milo seria melhor sem ele,o escorpiano voltaria para sua terra e formaria uma família lá,ele só precisava ligar para seus parentes,era tão difícil assim?Camus tentava colocar esse tipo de coisa em sua cabeça,ele conseguiria!

A chuva caia devagar,fraca.O grego permanecia ali no mesmo lugar em que Camus o havia largado a minutos atrás.Juntou suas ultimas forças e se escorou no muro gelado e molhado se encolhendo o Maximo que pode,chorando baixinho.

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O grego foi abrindo seus olhos lentamente e logo as lembranças da sua trágica véspera de natal veio a sua mente,ele xingou Camus de todos os palavrões possíveis e continuou a ficar ali deitado naquele chão frio,com certeza pegaria um resfriado,se já não tivesse pego um,o loiro pensou entre um espirro.Ele até choraria,mas não tinha mas como fazer isso,era como se suas lágrimas estivessem secado,acabado.Tudo que ele sentia era uma enorme dor no corpo,o ruivo havia deixado bem claro que não o queria mais e Milo estava disposto a não ir mais procurar o frances.Teria que ligar para sua família o que era uma tarefa muito difícil,o loiro havia brigado com o pai antes de vim para frança com Camus,seu pai sempre o odiou e ele não o culpava por isso,saber que seu filho era homossexual devia ser uma bomba e tanto!Ele sempre amou sua mãe e sempre mandava dinheiro a ela quando podia,sua mãe era um anjo,aguentava o marido bêbado que gastava todo o dinheiro em bebida e jogos,ela só conseguia manter a casa com as gorjetas que ganhava como vendedora de uma loja de roupas e o pouco dinheiro que o grego mandava,o qual o pai não sabia,pois se soubesse eles morreriam de fome pois ele gastaria tudo em bebida e descontaria suas raivas na mulher que nada tinha culpa.

“E agora?”-O pensou o grego.

Não tinha mais como mandar dinheiro para a mãe pois seu dinheiro havia acabado,quando Camus quis se separar dele Milo teve que se virar para pagar Aluguel,Comida,Água entre outras coisas para casa e ainda enviar dinheiro para sua mãe,com um pouco de esforço ele até conseguiu manter-se por algum tempo mais agora não tinha nem o que comer,como compraria sua passagem?Milo se virou para o lado e viu algo embrulhado em um papel de...papel de...Papel de embrulhar coisas!O grego não sabia ao certo que tipo de papel era aquele e isso também não importava agora.Desembrulhou e viu ali um pão mortadela empacotado,só podia ser coisa de Camus já que havia um cartão que dizia.

“Coma isso para que não morras de fome e vás logo embora daqui”

As palavras escritas conseguiam expressar bem a frieza do ruivo,o grego ficou com raiva,ele teria que comer pão com mortadela enquanto a família de Camus se deliciava com um café da manhã farto e delicioso.

Ele se levantou,era dia 25 de dezembro,era natal e as crianças andavam segurando as mãos de seus “papais” e umas carregavam seus presentes,brincavam com eles,alegres e felizes,o que fez o grego lembrar de quando tinha 10 anos e sua mãe não tinha dinheiro para comprar um presente a ele,o loiro sorriu,sua mãe sempre o deu tudo que pode,ele agradecia aos deuses todos os dias por ter uma mãe como aquela.Seguiu com um pouco de frio para seu antigo apartamento,o qual ele ainda devia o aluguel,precisava ajeitar suas malas e venderia a aliança dada a ele por Camus,usaria o dinheiro para comprar a passagem e voltaria para sua terra natal,mesmo que fosse com uma mão na frente e a outra atrás,só não queria mais ficar naquele país desconhecido aonde não tinha amigos.

Conseguiu vender a aliança por exatos 150 dólares,os usou para pagar sua passagem de ida para Grécia e procurou uma caixinha aonde tinha algumas economias e as usou para pagar o aluguel,chegaria a Grécia sem nenhum centavo no bolso,mais que seja,sairia dali o mais rápido possível,ficaria na casa de seu amigo Mu por algum tempo até achar um emprego e um lugar para morar,não queria ficar na casa de sua família para seu pai esfregar em sua cara que ele era um nada,que havia fracassado,não mesmo.

Arrumou suas malas o mais rápido que pode,tomou um banho quente e vestiu uma roupa descente.Depois que tudo estava pronto o grego se abaixou e viu que ali havia um porta-retratos com uma foto dele e de Camus juntos,aparentemente felizes,aparentemente.

“Aparentemente felizes”

“As vezes eu acordo chorando a noite.

As vezes eu grito seu nome.

Que direito ela tem de te levar de mim...

Quando você foi meu por tanto tempo?”

Essas palavras rondavam a cabeça do loiro o que o fez chorar baixinho,agarrando aquela foto com todas as suas forças em seu peito,ele ficou chorando baixinho.

Continua...

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.