Good To You

6 Not right now


Notas iniciais
Hey :) Fiquei com um pouco de pena da Demi nesse capítulo, mas ok hahaha mais um.

Selena's POV


Na noite anterior eu demorei a dormir, estava sem sono e ainda por cima aqui em casa estava bastante quente. Minha mãe foi dormir cedo, então eu subi e fiquei no computador em meu quarto. Entrei no twitter e fiquei conversando com alguns amigos, lendo besteiras e outras coisas e uma coisa me surpreendeu. Taylor entrou e me falou que Demetria Lovato queria se encontrar comigo. Bom, nós duas não tinhamos mais nada para resolver já que ela já tinha mandado meu iPod novo e eu estava satisfeita. Se eu pudesse escolher, a deletaria dessa cidade. Se eu recusasse, Taylor ficaria buzinando no meu ouvido sobre aquilo e eu teria que aturar, então resolvi aceitar e ver sobre qual assunto Demetria queria tratar comigo. Ela combinou de me encontrar no parque que ficava no nosso bairro às 14:00 e ainda eram 12:00. Resolvi descer e ficar um pouco com minha mãe e perguntar sobre uma ideia que eu e meus amigos, Joey, Greg, Dane e Drew tivemos: montar uma banda. Joey ficaria no baixo, Greg na bateria, Dane no teclado, Drew na guitarra e eu nos vocais. Depois de algum tempo discutindo sobre o nome, Greg achou que deveríamos nomear a banda como ''The Scene'' mas Joey achou meio fraco. Aí que Drew teve a ideia da banda se chamar ''Selena Gomez & The Scene'' e todos concordaram. Nós tinhamos um grande caminho para alcançar o sucesso, mas em Dallas haviam vários lugares aonde podíamos fazer shows (se nós mostrassemos que eramos bons) e quem sabe assim alguém nos descobriria.


– Bom dia, mãe. – sentei-me ao lado de minha mãe no sofá.


– Bom dia filha! Dormiu bem? – ela perguntou.


– Dormi bem sim. Eu estava com sono, então fui dormir um pouco tarde...


– Ah sim, eu dormi rapidinho. Aonde você foi ontem?


– Fui na casa do Greg. Eu, ele, Joey, Dane e Drew nos reunimos e já estávamos com uma ideia, e decidimos oficializar ontem. Montamos uma banda! – falei animada e minha mãe sorriu.


– Que ótimo filha, não tenho dúvidas que a banda de vocês vai fazer sucesso. Qual o nome da banda?


– Selena Gomez & The Scene. – falei sorridente. – Gostou?


– Ficou ótimo, filha. Já sou a fã número um de vocês. – ela riu. – Espero que tudo dê certo, você tem muito talento, Selly.


– Obrigada. – fiquei envergonhada. – O próximo passo é encontrar um lugar para tocar aonde as pessoas nos notem, pessoas da nossa idade.


– Tem aquele bar chique... – ela tentou se lembrar do nome. – Point 7, aonde vejo panfletos de várias bandas não muito conhecidas que vão tocar lá as vezes. Lá tem bastante gente da sua idade, quem sabe se você perguntar se podem tocar eles não aceitem?


– Verdade, o Point 7. Eu já fui lá e lá tem mesmo várias pessoas da minha idade, e até adolescentes. Vou com os meninos mais tarde perguntar o que temos que fazer para poder tocar lá, e quem sabe assim vão aparecendo outras oportunidades...


– Você vai conseguir e todos vão ficar impressionados. – ela sorriu. – Filha, agora vamos almoçar?


– Vamos. O que vai ter de bom hoje? – perguntei.


– Vou pedir comida chinesa, o que acha?


– Acho a ideia ótima, amo comida chinesa. – vibrei.


Minha mãe levantou-se do sofá indo em direção a mesinha de canto aonde se encontrava o telefone e ligou para um restaurante de comida chinesa. Ela pediu duas porções de Yakissoba e oito rolinhos primavera. Enquanto esperávamos a comida chegar, nós ficamos assistindo um desenho que passava no Cartoon Network. Minha mãe adorava assitir desenhos e eu também, apesar da idade. Depois de meia hora, a comida chegou e nós nos sentamos na mesa para almoçar. Almoçávamos e conversávamos ao mesmo tempo, e eu contei que iria falar com Demetria hoje a tarde. Minha mãe disse que era para eu ser paciente e ouvir tudo o que a menina tinha a dizer, que talvez ela tivesse mudado e todo aquele blá blá blá. Fiquei calada e apenas fiquei ouvindo minha mãe dizer e confesso que até pensei um pouco sobre. Assim que acabamos de almoçar, fui até meu quarto, escovei os dentes e tomei um banho. Faltavam poucos minutos para às 14:00 e eu resolvi me vestir. Coloquei uma calça jeans, uma blusa branca, passei um pouco de lápis e gloss incolor. Saí, despedindo-me da minha mãe e como o parque era perto de minha casa, resolvi ir a pé.Quando cheguei no parque, Demetria já estava lá sentada em um banco e estava distraída olhando as crianças brincarem. Demetria quando me viu chegar abriu um sorriso mas logo depois o mesmo se esvaiu.


– Pensei que não viria. – ela falou.


– Cheguei no horário marcado. Sem rodeios, o que você quer? – perguntei ríspida. Não sabia do que Demetria queria, nem o motivo de estar ali e a presença dela me incomodava.


– Queria saber o porque de você me tratar assim... – Demetria falou com o olhar triste. – Eu nunca te fiz nada, Selena, e você é muito dura comigo. O que você tem contra mim?


Não aguentei e soltei uma gargalhada. Demetria estava agindo como se fosse a vítima da história. A mesma olhou pra mim sem entender e soltou um grande suspiro.


– Nada? Vou te falar o nada que você fez. Olhe bem para a minha cara, você realmente não se lembra de mim? – falei cruzando os braços.


– Não me lembro.


– Pois então vou te fazer lembrar. Nós estudávamos juntas desde o ensino fundamental. Tudo bem até aí, mas na 8ª série você começou a me atormentar junto com Miley e a outra tropa de putas que eram amigas dela, e de você também. Vocês zoavam de mim por eu ser inteligente demais, por usar óculos grandes e pelo modo como eu me vestia. Vocês me atormentavam todos os dias naquele inferno de escola e só confesso que não saí pois tinha ganhado uma bolsa para estudar lá. Lembro-me das inúmeras vezes que vocês me jogaram no lixo, me trancaram nos armários e derrubaram meus livros. Quando eu terminei os estudos, decidi mudar o visual. Deixei o cabelo crescer, tirei os óculos e substitui por lentes, comecei a me vestir melhor. Agora eu não pareço aquela perdedora, não é mesmo? Peraí... conseguiu se lembrar? – falei fazendo com que Demetria ficasse mais pálida do que o normal e confesso que as lágrimas queriam cair no meu rosto, porém eu as segurei e tinha que parecer forte na frente de Demetria, só queria que ela soubesse o quanto ela me infernizou.


Demetria ficou calada e não respondeu nada. Ela colocou as duas mãos nos olhos e se encolheu, começando a chorar. Não tinha entendido a cena, pois quando ela cometia bullying comigo, não parecia sentir nenhum remorso. Porque isso mudaria agora?


– Oras, Demetria. Não faça cena. Porque está chorando? – falei de um modo irônico com os braços ainda cruzados.


Demetria levantou sua cabeça lentamente e limpou as lágrimas que caíam pelo rosto dela.


– Eu cometi erros, muitos erros... Selena, você não tem noção do quanto é frustrante me lembrar de cada coisa errada que eu fiz na adolescência. Eu me arrependo todos os dias das coisas que eu fiz, e você falando assim, parece que eu era um monstro. Isso é realmente horrível. Eu sinto muito, eu sinto muito mesmo. Eu sei que isso não vai mudar nada, mas eu quero que você saiba que eu sinto muito. – os olhos de Demetria já estavam vermelhos e por mais que eu não quisesse acreditar nas palavras que ela me dizia, senti um pouco de sinceridade vindo delas. – Espero que um dia você consiga me perdoar, e quem saiba a gente possa virar amigas.


– Eu não confio em você ainda, Demetria. Você vai precisar de muito pra conquistar a minha confiança. Sim, você pode até ter mudado, mas sua imagem na minha cabeça ainda é como uma vadia rica metida que só sabe atormentar os outros. – falei irritada; Demetria já estava querendo demais. Perdoá-la? Aquilo precisaria de algum tempo, ou de um milagre.


– Se você me odeia tanto assim, porque não me deixou morrer logo naquela porra de piscina? Seria melhor pra você. – Demetria voltou a chorar e aumentou seu tom de voz.


– Nã-não sei... – gaguejei. Talvez teria sido o melhor mesmo, mas não poderia deixar uma pessoa morrer, por mais que fosse a pessoa mais odíavel do meu mundo. – Olha, eu não me arrependo de ter te salvado, mas isso não significa nada.


– Tudo bem, Selena. E outra, Taylor me disse que eu tentei te beijar. Ainda bem que você não quis, pois também teria sido um ERRO. É, um erro, eu estava louca de bêbada e não sei como passou pela minha cabeça roubar um beijo seu. Me desculpe por isso. – Demetria falou levantando-se do banco e colocando seus óculos de sol no olhos. – Pronto, agora eu já sei o motivo de você me odiar e já me desculpei pelo o quase beijo. A vadia rica e metida vai embora agora. Tchau, Selena. – Demetria saiu dali sem ao menos esperar alguma resposta minha.


Depois de Demetria ter ido embora, eu fiquei mais um pouco no banco do parque sentada pensando no fato de que talvez eu tenha sido um pouco dura com ela, mas ela que tinha procurado por isso. Seria dificil confiar nela depois de tudo que ela tinha feito comigo, de todos os anos de sofrimento que eu passei. Eu seria muito falsa se depois de um pedido de desculpas resolvesse tudo isso. Taylor era do grupo de Demetria e de Miley, mas nunca fez algo de ruim comigo, pelo contrário, ela sempre me ajudava de alguma forma. Não sei como tinha amigas daquele jeito. Uma vez Taylor comentou comigo que Miley sempre era daquele jeito, desde criança e que Demetria só começou a ficar daquele jeito na mesma época que elas resolveram me atormentar. Eu e Miley já tinhamos brigado de tapa uma vez, no 1º ano. Ela tentou me jogar no lixo e eu a empurrei e subi em cima dela, dando vários tapas no rosto da mesma. Miley me ameaçou de morte, mas nunca fez nada, ela não seria capaz. Agora, eu e Demetria nunca brigamos, e não foi por falta de vontade.


Resolvi ligar para os meninos e ver se eles estavam disponíveis para nós irmos no Point 7 perguntar se poderíamos tocar lá algum dia. Por sorte, liguei para Drew e todos estavam na casa de Drew, e falaram que me encontravam lá em dez minutos. Resolvi ir a pé mesmo até o Point 7, já que não era nenhum pouco longe do parque. Cheguei um pouco depois dos meninos, que foram de carro. O local estava vazio já que ficava mais movimentado a noite. Era bastante moderno, tinha várias televisões LED e todas as mesas eram de vidro preto. O local era decorado com várias pinturas e tinha uma área aonde ficava o ''bar'' e tinha uma cozinha nos fundos, aonde era preparado as comidas, petiscos e etc. Tinha um palco com um telão e um espaço enorme para as pessoas ficarem em pé, perto do palco. As mesas ficavam mais para os fundos. Nós entramos e tinha uma mulher limpando o local e perguntamos aonde estava o responsável do estabelecimento. A mulher disse que ele estava nos fundos e nos mostrou aonde ficava. Tinha uma sala preta com um computador, uma escrivaninha com uma cadeira e uma estante de livros. O homem estava de terno e estava digitando alguma coisa no computador.


– Olá, você é o dono daqui? – Greg perguntou.


– Olá... Sim, sou. – o homem falou levantando-se. – E vocês, quem são?


– Somos uma banda nova e queríamos saber como fazemos para tocar aqui. – Drew respondeu.


– Bom, geralmente sou eu que escolho devido a referências. Mas posso abrir uma exceção... Vocês podem me mostrar se são bons e eu dou uma resposta e agendo o dia.


– Ótimo, podemos mostrar para o senhor hoje? – Dane perguntou.


– Senhor não, me sinto velho... – ele riu. Podem me chamar de Paul. – Sim, podem, vamos lá para a frente e me ajudem a trazer uns instrumentos que estão guardados no depósito.


– Beleza, Paul. – respondi.


Nós seguimos Paul até o depósito e lá tinham alguns instrumentos quebrados, mas tinham outros novos. Pegamos uma bateria, guitarra, baixo, um microfone e um teclado. Fomos até o palco e colocamos os instrumentos no local. Paul pegou uma cadeira e sentou-se na frente do palco.


– Podem começar! – Paul falou de braços cruzados.


Dane começou a tocar com o teclado e Drew começou com a guitarra. Fui acompanhando os dois. Joey ficava com o baixo ao fundo e apesar dessa música não precisar muito de bateira, Greg fazia algumas batidas.


– Oh, oh.. Whoa, oh oh oh, whoa, oh oh... You walk and talk like you're some new sensation, you move in circles you don't need an invitation, you spent your money you can't get no satisfaction, you play it right so you can get the right reaction. It won't be long my darling, pick up the phone, nobody's on it. Where are your friends now, baby? Aren't they the ones supposed to be there for... You, you're falling down, the world starts spinning round. You, you're falling down, now which? look all around. You, you're falling down, and you know I'll be around. You're falling down, falling down. Smile for the camera everybody's looking at ya, smile for the camera if they're all about to trash you. Smile for the camera, smile for the camera, who's gonna catch you? You, you're falling down, the world starts spinning round. You, you're falling down, now which? look all around. You, you're falling down, and you know I'll be around. You're falling down, falling down... Smile for the camera everybody's looking at you, smile for the camera if they're all about to trash you! – enquanto cantava, me esforçava o máximo para que Paul gostasse. A música se chamava Falling Down e eu confesso que me inspirei em algumas coisas do passado para escrevê-la. Paul levantou-se da cadeira e começou a bater palmas. Eu não conti, e comecei a sorrir como uma boba, parecia que o dono da Point 7 tinha gostado.


– Vocês são ótimos! Eu realmente estou impressionado. – ele falou ainda batendo palmas. – Qual é o nome da banda?


– Se chama Selena Gomez & The Scene. – respondi sorrindo.


– E você é a Selena, não é? Sua voz é incrível, é ótima e adorei a pegada de pop-rock que essa música tem.


– Sim, eu sou a Selena. – corei um pouco com o elogio. – É, nós somos uma banda de pop-rock.


– Então, já que o senhor gostou, Paul, pode nos agendar para tocar algum dia? – Dane perguntou.


– Claro! Vocês são incríveis, de verdade e estão com muita sorte. A banda que iria tocar aqui amanhã cancelou, parece que o vocalista está doente, algo assim. Então tem uma vaga e eu iria mesmo procurar alguém para substituir. Vocês podem tocar aqui amanhã a noite, se quiserem.


– Nós aceitamos, é claro! – falei pulando. – Não acredito!


– Até que foi fácil... – Drew brincou. – Qual o horário?


– As 23:00. Com certeza o pessoal vai gostar muito de vocês. Depois do show acertaremos o cachê, ok?


– Tá certo então, Paul. Obrigado mesmo pela oportunidade! – Greg falou e Paul sorriu.


Nós saímos dos estabelecimento extremamente felizes. Eu mal poderia acreditar, já tinha meu primeiro show com minha banda agendado e até que não tinha sido difícil. Eu estava extremamente ansiosa para tocar no Point 7, aquela era uma nova fase da minha vida e eu queria que tudo desse certo daqui pra frente.


Notas finais
Reviews?