Good To You
22 Everything I ask for
Notas iniciais
Selena's POV
Minha reconciliação com Demetria tinha saído da melhor maneira possível, bem, eu quase hesitei em demonstrar meus sentimentos para ela mas abri mão do meu orgulho. Eu realmente gostava de Demetria e isso tinha que parecer visível para ela, assim ela não teria dúvidas. Pela primeira vez na vida eu estava entendendo o que era gostar realmente de alguém, aquilo era novo pra mim que as vezes eu mal podia acreditar. Demetria despertava sensações em mim que eu gostava de sentir, coisas que eu nunca tinha sentido antes. Depois de quando nós fizemos amor pela primeira vez, eu acordei com batidas constantes na porta e revirei os olhos. Eram umas quatro horas da tarde, e Demetria não acordou com as batidas, percebi que seu sono era pesado e como eu ainda estava nua, vesti minha roupa rapidamente e abri a porta.
– Senhora Lovato? – olhei para a mãe de Demetria que me olhava de braços cruzados. – O que houve? – senti um frio na barriga.
– Desculpe incomodar, Selena. – começou. – Mas tem uma amiga de Demi lá em baixo que insiste em falar com ela, ela queria subir mas eu disse para esperar. – Dianna olhou para dentro do quarto e avistou Demetria dormindo, e bem, o lençol cobria apenas metade do corpo dela. – Oh.
– Er... – sorri sem graça. – Como a senhora viu, ela está dormindo. Quem é a menina?
– Hanna Beth. Devo deixá-la subir? – a mãe de Demi ainda me olhava sem jeito. Acho que ela não era burra, tinha percebido o que tinha acontecido ali e nossos gemidos no ato nos entregavam facilmente.
– Não, não quero que Demetria acorde agora. Vou descer e ver o que ela quer, a senhora me deixe sozinha com ela, ok? – pedi.
– Tudo bem, Selena. Vou ficar em meu quarto, qualquer coisa só chamar.
Eu já tinha as palavras na minha cabeça para falar a Hanna. Aquela garota me dava nos nervos apenas por ouvir seu nome, ela estava começando a destruir a vida de Demetria e aquilo não poderia ser considerada uma amiga. Amigas não fazem isso, amigas querem o bem e ela estava provocando o mal. Desci as escadas rapidamente me deparando com Hanna andando de um lado pro outro na sala de estar. Parecia impaciente e nervosa.
– Ei, você não é a Demi. – falou apontando pra mim.
– Oh, não me diga. – cruzei os braços. – O que você quer com ela?
– Não te interessa. Quem é você mesmo? – falou ríspida olhando-me de cima a baixo.
– Selena. – falei brevemente.
– Ah, a garota que quebrou o coração de Demi em mil pedaços. O que está fazendo aqui? Aonde ela está?
– Não te interessa e ela não vai conversar com você. Na verdade, eu é quem quero conversar com você. – meus punhos já estavam fechados, porém, controlei-me. – Pare de perseguir Demetria. Ela não quer falar com você, e nem irá. Você não vê que só provocou o mal nela?
– Quem você pensa que é pra falar assim comigo? – Hanna perdeu a paciência e empurrou-me.
– Se eu quisesse brigar, eu faria isso fora daqui e você pode ter certeza que quem sairia perdendo não seria eu, então não me provoque, sua magrela drogada. – me recuperei e fui até perto dela, colocando um punho próximo de sua cara.
– Você não entende, Demi tem me evitado por dias. Eu gosto dela, gosto muito e eu não acredito que ela vai me trocar por... você. – olhava-me com um olhar reprovador. – Porque não vai chamá-la? Eu acho que mereço alguma explicação.
Aquela menina não se colocava no lugar dela. Eu já estava perdendo a paciência, mas disse que iria chamar Demetria e pedi para que esperasse. Se eu não a chamasse, tenho certeza que quebraria a cara de Hanna ali mesmo naquela sala de estar.
– Demetria... Acorde, por favor. – cutuquei as costas de Demi.
– Uhm, Selena? – olhou-me esfregando os olhos e sorriu. – Ah, oi.
–Oi, Demetria. – sorri também. – Desculpe te acordar, mas Hanna está ali em baixo e exige em falar com você. Acho que deve ir, se não ela vai continuar te infernizando.
– Ah, Hanna. – Demetria suspirou. – Tudo bem, vou vestir uma roupa.
Demetria vestiu um short e uma blusa qualquer e calçou um par de chinelos e desceu comigo. Quando Hanna olhou para Demetria deu um sorriso fraco, porém Demetria não demonstrou nenhuma reação de felicidade.
– Demi. – Hanna foi até Demetria em procura de um abraço, porém Demetria se esquivou. –
O que quer? Por favor, me deixe em paz. – falou sem paciência.
''Toma, vadia.'' – Pensei mentalmente.
– Você anda me evitando, e agora aparece com essa aí. Me substituiu muito rápido, hein? Pra quem dizia que não iria mais cair nas teias de Selena... – Hanna começou.
– Hanna, nós nunca tivemos algo. – Demetria balançou a cabeça negativamente. – Nós saíamos para festas e ficávamos algumas vezes, nada demais então não vejo porque te explicar algo.– Mas, mas... – Hanna procurava algum argumento.
– Eu amo você, você realmente vai me deixar ir embora? – já olhava triste para Demetria.
– Vou, pois eu não amo você e sinto muito por ter que ser assim, mas acho que não vai dar para nós sermos amigas, pois você não está sabendo diferenciar as coisas e ainda por cima eu quero me manter longe do que me faz mal.
A reação negativa de Hanna era visivelmente perceptível. Hanna olhava pra mim como se estivesse me fuzilando e totalmente sem pensar, pegou um vaso que tinha ali e jogou na parede. Fui até a mesma e tentei controlá-la, porém nós duas caímos no chão e acabamos brigando. Demetria gritou pelo seu pai e ele apareceu, nos afastando e expulsando Hanna dali, dizendo que se ela não fosse embora, chamaria a polícia e Hanna falou que aquilo teria volta e que teria da pior forma possível. Fiquei um pouco preocupada com o que ela disse, mas talvez seria apenas um blefe. Eu não tinha me machucado, na verdade Hanna foi quem se prejudicou, mas tinha um arranhado pequeno que sangrava em meu rosto.
– Selena. – Demetria levou sua mão até aonde estava machucado. – Vamos cuidar disso, ok?
– Ok. – concordei.
Demetria levou-me até o banheiro dela, pegou uma pomada e passou em meu rosto. Depois nós descemos as escadas e sentamos no sofá da sala de televisão.
– Acho que Hanna não será mais problema... – Demetria falou com um sorriso.
– É, eu também acho. – sorri também. – Aquela menina é muito tosca, meu Deus. – revirei os olhos. – E não sabe brigar, apenas me arranhou porque aquelas unhas dela são enormes.
– Verdade. – Demetria riu. – Foi melhor assim, antes eu achava que Taylor era quem estava errada mas na verdade eu é quem estava quando decidi andar com Hanna.
– Nós duas cometemos erros, eu mais, eu sei, mas com eles nós duas aprendemos.
– Eu concordo com você, Selena. De alguma forma eu fico feliz pois com o grande erro que você cometeu... – ela riu enfatizando o ''grande'' – Você percebeu que gostava de mim, pelo menos isso.
– É, gosto muito.
– Eu também. – Demetria puxou-me para um beijo. Seria doloroso ter que partir no dia seguinte e deixar Demetria aqui em Dallas, bem, depois de tudo o que aconteceu. Mas eu tinha que continuar focando em minha carreira, porém eu tinha mais uma prioridade na minha lista e não poderia deixar Demetria de lado, como se nada tivesse acontecido. Se eu pudesse, eu a levaria, mas não seria plausível no momento. Nós tinhamos que ir com calma, pois minha mãe sempre me disse que as coisas quando são com pressa, nunca dão certo. Meu sentimento por Demetria não era velho, era novo e tudo aquilo era novo. Ir rápido demais poderia fazer aquilo tudo dar errado.
– Demetria... – falei quando o beijo terminou.
– Sim?
– Eu não quero te perder, ok?
– Você não vai. Eu entendo todas as circunstâncias, vou tentar ser paciente e quando eu bem entender eu posso ir em Los Angeles.
– Isso é bom. – sorri. – Eu fico feliz que entenda.
– E eu fico feliz por você gostar de mim.
Inesperadamente a irmã de Demi, Maddie, apareceu ali e nós tentamos parecer discretas, porém ela sentou-se no meio de nós duas. Nós começamos a assistir um desenho animado e eu estava totalmente entertida, mas eu teria que ir em casa, minha mãe estava lá e eu tinha que passar pelo menos um pouco da minha noite com ela. Eu sentia bastante falta da minha mãe, me senti culpada por não ter dado mais atenção pra ela, mas eu tinha que consertar minha situação com Demetria.
Demetria me deixou em minha casa e nós nos despedimos com um beijo longo. Quando eu entrei em casa, encontrei minha mãe cozinhando a janta na cozinha e dei um beijo em sua bochecha. Assim que ela acabou de cozinhar, nós jantamos e eu contava o que tinha acontecido para ela. Minha mãe tinha ficado extremamente feliz e isso me animou ainda mais. Depois, ajudei minha mãe a lavar a louça e arrumar a cozinha e nós subimos para o quarto dela. Como estávamos sem sono, assistimos um filme e eu acabei adormecendo em sua cama, me senti uma criança no momento e quando eu acordasse, eu já estaria de volta ao mundo dos adultos que têm vários compromissos, Los Angeles me aguardava novamente.
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