Good Times
5 Carry On Wayward Son
Notas iniciais
Eu estava escolhendo qual filme iriamos ver naquela noite quando Stefan apareceu na minha frente. Eu estava tão ocupada decidindo qual seria o filme perfeito para assistir no nosso aniversário de cinquenta anos de namoro que não percebi que Stefan estava parado atônito ainda com o celular na mão.
– Meu Deus Stefan! – Eu dei um pulo pra trás ao perceber a expressão dele. – Você está com cara de quem viu fantasma.
– É o Jonathan, ele... Está no hospital. – As palavras pareciam lutar para não sair da boca de Stefan. Ele estava completamente sem saber o que fazer. Assim que ouvi sobre Jon, eu fiquei do mesmo jeito. Não sabíamos o que acontecera e decidimos ir ao hospital o mais rápido que pudéssemos. Qualquer coisa, poderíamos cura-lo com o nosso sangue.
Durante o caminho até o hospital, milhares de lembranças invadiram minha mente. A primeira conversa que Stefan e eu tivemos sobre adotar uma criança, a primeira visita ao lar, a primeira vez que vi os pequenos olhinhos negros de Jonathan... Todos os momentos que passamos junto com ele, toda a infância do nosso pequeno menininho. Lembrei também de quando contamos a ele o que éramos e de vez em que ele insistiu para que o transformássemos em um vampiro. Ele tinha dezoito anos, um aperto enorme me veio no coração quando lembrei que quando Stefan se recusou a transforma-lo ele fugiu, foi a ultima vez que nós o vimos. Cinco anos depois de fugir Jon nos mandou uma carta. Nesta carta ele contava que havia conhecido uma garota e que tinha certeza de que ela era a mulher de sua vida, ele pedia desculpas pela forma como agiu e agradeceu ao Stefan por não tê-lo transformado, pois ele queria ter muitos filhos com Anna, disse que nos amava muito e deixou um numero de telefone para entrarmos em contato com ele. Depois disso começamos a nos falar por telefone e agora eu recebo a terrível noticia de que ele está no hospital. Não posso acreditar! Meu menininho... Acabei de recupera-lo, não posso deixar que nada de ruim aconteça a ele. Nós chegamos ao hospital e vamos direto até a recepção, onde Stefan hipnotiza alguém para nos levar até nosso filho. Eu estou tão nervosa que nem sei se essa pessoa que Stefan hipnotizou era homem ou mulher.
Foi só quando chegamos à ala de pós-natal e demos de cara com Jonathan sorrindo de orelha-a-orelha com os braços abertos para nos abraçar ao mesmo tempo, da mesma forma que ele fazia quando era criança, que eu me dei conta do que realmente estava acontecendo. Olhei na direção de Stefan, ele percebeu no mesmo instante que eu. Anna Claire, a linda mulher que víamos nas inúmeras fotos que Jon nos mandava, estava gravida... Quer dizer, não estava mais.
–Desculpem o susto que eu dei em vocês, mas foi a forma de trazer vocês aqui o mais rápido possível. A família de Anna vai chegar logo-logo.
– Jonathan! Você quase me matou do coração! – Eu quase gritei tentando parecer zangada, mas a emoção que eu estava sentindo não deixava espaço para a raiva... Era um misto de felicidade e orgulho.
– Mais uma vez. Mil desculpas... Mas é que a família de Anna acha que vocês estão mortos e não posso arriscar que eles vejam vocês aqui. – Jonathan parecia realmente preocupado com como eles reagiriam ao conhecerem seus pais.
– Então você matou a gente? – Indagou Stefan tentando parecer ofendido, mas ele também não teve muito sucesso.
– Bem, vocês não podem ser imortais o tempo todo. Precisam morrer nem que seja de mentirinha. E também, seria bem difícil explicar por que meus pais parecem ter a mesma idade que eu... – Jon olha ao redor receoso antes de mudar o enfoque da conversa. – Venham aqui, precisam ver uma coisa antes de irem. – Ele foi correndo até a janela onde podíamos ver os recém-nascidos. – Estão vendo ali? Aquela é a minha menininha. Ela vai se chamar Caroline em homenagem a você mamãe. E aquele ali do lado vai ser Stefan em sua homenagem papai. – Eram os gêmeos mais lindos do mundo. Nós ficamos ali admirando eles por um tempo, mas logo tivemos que nos despedir, pois ouvimos a família de Anna se aproximando. Não antes de fazer Jon prometer que nos enviaria cartas e fotos das crianças todo mês para acompanharmos o desenvolvimento delas. Então fomos para casa, não precisamos mais comemorar nosso aniversario de namoro, pois já tínhamos ganhado o melhor presente de todos.
FIM.
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