Good Riddance

30 Os tapas de amor


Rique e Diogo estavam em dúvida se levariam os garotos para jantar fora, ou jantavam ali no apartamento mesmo, na sacada com vista para o mar. Ambos sabiam cozinhar bem, mas principalmente o Diogo, que, como não trabalhava em nada regularmente, acabara fazendo um curso de depois treinando de tudo em casa. Rique já havia perdido a conta de quantas vezes chegara em casa e encontrara a cozinha em estado de calamidade pública, e a mesa servida com alguma comida deliciosa.

“Se eles quiserem jantar aqui, podemos servir primeiro uns aperitivos: salame, queijo provolone, queijo árabe, queijo parmesão e rolinhos de cream cheese com amendoins e damasco. Depois uma peperonata, que faz tempo que eu não faço e sei que tu adora, e ‘tava a fim de tentar fazer aquelas brusquetas de shitake com shoyu, antes de servir o penne com molho gorgonzola.” Diogo ia comentando tudo animado, deitado no sofá com Henrique deitado de lado sobre si, ambos apenas de cueca.

Cozinhar era um de seus hobbies favoritos, adorava fazer bagunça na cozinha.

Mas quem andava fazendo bagunça eram o Sascha e a Cherry. Os dois estavam no tapete da sala brincando, Sascha abraçara Cherry com as patas e agora dava lambidas ou mordidinhas fracas na orelha dela, rosnando e balançando o rabo. Cherry movia a cabeça tentando mordê-lo em retorno. Rique olhou para os dois com um sorriso, enquanto acariciava distraidamente o queixo barbado do namorado, lembrando a baderna que eles haviam feito durante a viagem até Torres. Espreguiçou-se, sonolento após a rapidinha no sofá – aproveitando o momento em que os bichinhos foram brincar de pega-pega no quarto.

“De sobremesa poderia fazer aquela de uvas, é bom para esse calorão.” Henrique comentou serenamente, se arrepiando de leve com a carícia que Diogo fazia em sua coxa ligeiramente dobrada sobre o abdômen definido. Quando deitado sobre o namorado, Henrique se sentia bem pequeno. Diogo era mais alto e muito mais forte. Como Henrique não se exercitava, no máximo saía para caminhar e beber chimarrão no parque Germania com Diogo nos finais de semana, era bastante magrelo – braços finos, barriga chapada, coxas longas e esguias que lembravam as de um modelo. Às vezes não sabia como Diogo sentia atração por sua ‘falta de carne’, mas o tatuado nunca demonstrara falta de fogo, então...

“Boa ideia. Eu até acho melhor jantarmos aqui do que sairmos para comer. Dá mais liberdade para os garotos, e para conversamos sobre eles-“

“Não vá inventar de começar a constranger o André sendo inconveniente, Dido. Ele deve estar estranhando toda a situação.” Henrique falou entendido, afinal, já havia passado por aquilo. Há muito tempo atrás, é verdade, mas as circunstâncias eram bastante parecidas. Diogo esboçou uma expressão travessa mal contida.

“Eu inconveniente? Desde quando?” Diogo perguntou falsamente ofendido, um sorriso querendo escapar pelo canto dos lábios. Rique deu-lhe um tapinha no peito.

“Estou falando sério, bobo.” Reclamou, no fundo sabendo que era em vão. Diogo não conseguiria controlar a língua, pelo menos não completamente. Diogo segurou a mão que lhe dera um tapa e puxou Rique por ela e pela coxa, para que ficasse deitado de frente para si, coxas pressionadas nas laterais de seu abdome. “Diog-“ Rique queria dizer que recém haviam transado, e que precisavam começar a se arrumar para buscar os garotos, pois eles provavelmente confirmariam o convite em breve, mas Diogo agarrou-lhe os cabelos e o puxou pela nuca.

Um calor se espalhou imediatamente por seu corpo, não conseguia se cansar dos toques do tatuado, e nem queria. A mão do Diogo deslizou pela linha de sua coluna e cobriu-lhe os glúteos. Henrique se moveu, roçando a ereção nascente contra a do Diogo, que já estava completamente endurecida. Diogo parecia um adolescente, sempre ficava excitado por qualquer coisa, pelo mínimo toque.

Beijaram-se em uma troca de carícias intensa, nada inocente, esquecendo-se dos dois bichinhos. Sascha parou para olhá-los e latiu, achando que eles estavam brincando, e voltou a abraçar e rolar com Cherry no tapete, mostrando que também sabia fazer aquilo. Isso até o celular do Diogo tocar, com o toque do Fabrício. Diogo colocara toques especiais para as pessoas que importavam, nas outras vezes, costumava ignorar os telefonemas, principalmente quando estava em momentos quentes com Henrique.

Com um resmungo, Diogo pegou o celular sobre a mesinha ao lado do sofá e atendeu.

“Oi, meu querido!” Falou para o sobrinho. “E então? O loiro rabugento aceitou o convite?” Perguntou debochado, e recebeu um tapa de Henrique novamente. Dessa vez doeu, e ele reclamou, olhando magoado para o namorado, que revirou os olhos e tentou se levantar. Diogo tentou segurá-lo, mas Rique escapou como um sabonete escorregadio de sua mão.

“Oi, tio! Ele aceitou sim! Vocês vão vir nos buscar? Vamos comer fora?” Fafá perguntou num tom animado que trouxe um sorriso para os lábios do Diogo. Era bom ver que o sobrinho estava feliz. Assim como Rique entendia o André, ele também entendia essa felicidade que o Fabrício estava sentindo.

“Pois eu e o Rique estávamos justamente discutindo isso. Podemos jantar aqui no apartamento, ou jantar fora. Enquanto vocês tomam um banho, eu e o Rique iríamos ao supermercado comprar todos os ingredientes. Assim vocês teriam um momento de mais privacidade...” Diogo deixou no ar, meio malicioso. Henrique balançou a cabeça na cozinha, que era anexa à sala, em estilo americano, enquanto se servia de um pouco de água, sorrindo de leve.

Diogo percebeu o silêncio do Fabrício como uma vontade louca de aceitar, provavelmente a mente se enchia de pensamentos pervertidos do que fazer com o loiro durante o banho. Diogo teve vontade de gargalhar.

“Espera, vou perguntar pro André.” Fafá falou apressado, e os sons do outro lado se tornaram abafados. Diogo esperou sem pressa, estava mesmo com um pouco de preguiça de sair do sofá e, quando Rique reapareceu em seu campo de visão, fez sinal para que ele voltasse para perto, seus lábios se movendo mudos chamando-o de volta.

Henrique o ignorou e disse que ia tomar um banho. Diogo fez um beicinho, mas então a voz do afilhado o relembrou que estava em meio a um telefonema.

“Ele disse que até prefere comer aí, porque está cansado demais para sair!” Fafá disse todo animado. Diogo pensou em como ele e o sobrinho eram parecidos. Esse é meu garoto, sempre se orgulhava.

“Perfeito, nós vamos nos arrumar aqui e saímos pra buscar vocês.” Falou e, após as despedidas, desligou sorrindo. Depois correu pro banheiro para tomar um banho junto com o Henrique.

Enquanto isso, Cherry conseguia escapar de Sascha, e fugiu subindo em cima da televisão da sala. Sascha botou as patinhas em cima do móvel, olhando para cima e latindo, mandando-a descer. Cherry o observou com desprezo por alguns segundos, antes de pular em cima da cabeça do filhote, e dali para o chão. Sascha ficou desorientado por alguns segundos, depois virou e pôs-se a correr atrás da gatinha, num novo pega-pega.

XxxX

“Botou tudo na mochila?” André perguntou. Estava levando uma mochila com roupas limpas e outros acessórios, afinal, ainda estavam fedidos e sujos. “Eu quero tanto um banho...” Falou desconfortável, sentindo-se pegajoso.

“Eu também, ‘tô imundo.” Fabrício suspirou, e estava sem camisa. “Vamos lá pra fora, deve estar mais fresquinhos, e aí já esperamos eles no quiosque.”

“Vamos.” André comentou, e também tirou a camisa. Estava calor, estavam suados, e era impossível ficar com aquelas roupas grudentas. Saíram ambos sem camisa mesmo, não eram os únicos garotos a ficarem assim.

Encontraram a Fran e a Gabi discutindo no quiosque, enquanto Rafael tomava um suco. Aparentemente, Fran acusava a Gabi de tê-la convencido a vir, e agora estar sem ter como tomar banho. Gabi quase arrancava os cabelos com o drama da outra, e Rafael cuidava para não se meter e acabar virando um alvo das duas.

“Aonde vocês vão?” Fran perguntou assim que os viu.

“É. Não digam que estão escapando do Intermed!” Gabi interpelou, já pronta para voar em cima dos dois e impedi-los, se fosse o caso. Fafá ergueu as mãos para o alto em rendição.

“Nós vamos jantar com os tios do Fabrício.” André explicou, e Gabi soltou uma exclamação desanimada de quem também queria ir.

“Awwn! Que inveja, por que não fomos convidados?” Gabi quis saber, mas levou uma cotovelada da Franciele. Olhou para a amiga, que revirou os olhos e lhe lançou um olhar afiado, que lhe dizia para cair na real. O queixo de Gabi caiu um pouco, e os olhos se arregalaram em compreensão. “Ahhh! Quero dizer, que isso, estava só brincando, eu quero mesmo é ficar no Intermed! Boa janta pra vocês!”

Rafael não entendeu aquilo e, quando tentou falar, levou um beliscão da Gabi. Quase deu um pulo, e acabou quieto. Depois reclamavam por ser quietão. Quando tentava falar, recebia beliscões!

“Mas esses chupões no teu pescoço, An-“ Tentou perguntas ainda assim, mas voltou a ser beliscado. “Hei, qualé?!” Reclamou. “Qual o problema de ele ter se dado bem?”

André revirou os olhos para a incrível discrição dos amigos. Só faltava escreverem em letreiros luminosos para se comunicarem ‘silenciosamente’ uns com os outros. Fafá riu divertido e coçou a parte de trás da cabeça, fingindo não perceber o olhar acusador do loiro por causa do chupão no pescoço e a marca leve na cintura.

“Mas vocês voltam pra noite, né? Eu curti aquela ideia da piscina, mas fica muito cara de pau ir sem o André, afinal, o convidado mesmo foi ele!” Gabi apontou.

“O Fabrício iria igual.” André resmungou, o que arrancou risada dos quatro. Acabou rindo junto. “Mas nós voltamos sim.”

“Se puderem trazer um pouco de água na mochila...” Rafael comentou, e novamente a risada invadiu o ambiente. “Eu merecia um prêmio por ser deixado sozinho com essas duas.” Acabou levando mais tapa e beliscões, e resolveu ficar quieto, mantendo assim sua integridade física.

“E que desfile de homem pelado é esse? Onde tem mais?” Gabi perguntou ondulando as sobrancelhas, referindo-se à falta de camisa dos dois.

Fabrício jogou-se numa cadeira, assim como o André.

“Ali no alojamento do lado do nosso deve estar cheio.” André comentou como quem não quer nada.

“Ouvi dizer que tem uns tri bonitões.” Fafá concordou.

“Parem de querer me empurrar pra algum maluco da UEL!” Gabi exclamou ultrajada, arrancando risadas. Continuaram conversando por algum tempo, até Fabrício receber um toque dos tios. Avisou o André e os dois se levantaram, se despedindo.

“Se comportem, hein?!” Gabi exclamou.

“E voltem!” Fran gritou.

“Voltem!” Rafael enfatizou, numa entonação que queria dizer ‘pelo amor de Deus, voltem!’, só faltou o grito de socorro. Levou mais alguns safanões.

Fafá e André foram até a ruazinha que chegava até próximo do quiosque, e subiram na caminhonete esportiva do Diogo, que estava ao volante, Henrique ao seu lado. Subiram no banco de trás, cumprimentando e, no caso do André, agradecendo ao convite. Diogo se virou para olhá-los por alguns segundos, a testa franzida, antes de sorrir de lado e perguntar:

“Tchê, isso tudo é calor? Ou não deu tempo de se vestirem depois que liguei? Porque, com esses hematomas aí no pescoço do André...”

André corou ferozmente, e Henrique tapou os olhos com uma mão.

Diogo realmente não sabia se controlar.

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Depois do trajeto de uns vinte minutos, em que os garotos contavam ao Diogo e Henrique com estava sendo o Intermed, comentando principalmente sobre os jogos e as festas, e evitando por hora o fato de estarem juntos, chegaram ao apartamento de vários andares à beira da praia.

“Fafazito, tu já veio aqui com a gente, sabe como funciona. Vão subindo, tomando um banho, que eu e o Rique vamos ao supermercado comprar as coisas pro jantar.” Diogo jogou a chave pra o sobrinho, que a apanhou por reflexo.

“Pode deixar.” Fafá concordou, e os dois saíram do carro, caminhando até a entrada do prédio.

“E não se comportem!” O tatuado gritou pela janela quando carro enfatizando bastante o ‘não’. “Iremos demorar!” Disse ainda, após o que Rique mandou-o dar logo a partida no carro. Obedeceu, rindo da cara dos mais novos ao ouvir aquilo.

Fafá soltou uma risada meio constrangida e abriu o portão de entrada do prédio. André ficou feliz por ao menos não ser o único a ficar envergonhado com o que o tio do outro dizia. Se perguntou se o Fabrício só tenderia a piorar com o passar do tempo, até alcançar o nível do tio. Esperava sinceramente que não.

“Não dê bola pro que o Diogo diz. Ele adora implicar.” Fafá explicou, com o coração batendo acelerado no peito, não sabia bem por quê. Ok, na realidade sabia, era porque entraria sozinho com o loiro naquele apartamento, e... E era melhor não fantasiar muito para não quebrar a cara depois.

“Eu percebi, mas tudo bem, eu gosto dele.” André deu de ombros. “Tu e ele são parecidos, então...”

Fafá puxou o loiro para si, enlaçando-o pela cintura quando já estavam dentro do elevador, em direção ao décimo andar.

“Isso quer dizer que tu gosta de mim?” Perguntou sorrindo largamente. André, com os antebraços pressionados contra o tórax do outro, torceu o nariz, desviando o olhar.

“Claro que sim, idiota. Acha que eu estaria assim contigo se não gostasse?” Murmurou desgostoso. Fafá era mesmo idiota por fazer uma pergunta idiota dessas. Idiota, idiota, idiota.

“Eu gosto muito de ti também.” Fafá murmurou roçando os lábios na bochecha do loiro. Como isso conseguia soar tão fofo e quente ao mesmo tempo, André não saberia explicar, mas sentiu-se tímido até a alma. Até Fafá soltar um: “Quer tomar banho comigo?”

“O quê?” André o empurrou, afastando-se um passo, ressabiado.

“É... Erm... É que... Sabe... Nós vamos estar sozinhos e-“

A porta do elevador abriu e André saiu, as orelhas queimando – e isso só acontecia quando estava envergonhado além do limite. Havia duas portas, dirigiu-se a do apartamento que tinha vista para o mar, pois se lembrava do Diogo comentando algo sobre isso.

“Abra logo essa porta.” Demandou, encerrando aquele assunto. Os ombros do moreno caíram e, derrotado, ele foi abrir a porta.

Assim que a porta se abriu, um mini furacão atacou as pernas do loiro. Sascha se desesperou, se mijou, pisoteou o xixi e chorou escandalosamente ao ver o dono. André o pegou pela barriga antes que ele se deitasse de barriga pra cima sobre o mijo exigindo carinho.

“Ai, Sascha, seu escandaloso dramático.” André suspirou, enquanto o cãozinho se contorcia todo querendo lambê-lo, ainda ganindo de saudades. “Ao menos controle os teus esfíncteres.”

Fabrício riu, pulando o xixi. Teriam de limpar aquilo dali.

“Onde eu posso limpar as patinhas dele e pegar algo pra limpar o chão?” André perguntou ao moreno.

“Ali na cozinha tem uma área de serviço com tanque. E pode deixar que eu limpo isso.” Fafá se voluntariou, mas André negou com a cabeça.

“Não, o cachorro é meu, eu limpo.” Foi até o tanque, onde lavou as patinhas do Sascha, que insistia em lamber-lhe o rosto enquanto o segurava e lavava. Depois o colocou no chão, e pegou um pano e um produto de limpeza para dar um jeito na sujeira do filhote.

Fafá estava na sala fazendo carinho na Cherry, e Sascha apareceu todo intrometido e empolgado, dando uma lambida certeira no rosto do moreno. Fafá riu e fez carinho nele também, que aproveitou para tentar lamber Cherry, mas recebeu uma patada na cara.

“Cherry!” Fafá a repreendeu, e a gatinha miou e lambeu a própria patinha, antes de começar a se roçar no dono. Fabrício se levantou com a intenção de ajudar o loiro, mas André já estava limpando o xixi na entrada.

“Eu espero que ele pare com isso depois de crescido.” André comentou com um suspiro. Fafá colocou uma mão no queixo, observando-o ajoelhado passando o pano no chão.

“Nunca achei que te veria fazendo algo assim.” Fafá comentou abismado, e André soltou um resmungo.

“Eu posso ter tido uma educação ruim em certos aspectos, mas meus pais me ensinaram boas maneiras.” Se levantou e foi até o tanque, lavar o pano e as mãos. A empregada que fazia essas coisas em casa, estava meio enojado sim, mas o moreno não precisava saber disso.

Percebeu quando Fafá parou às suas costas e o abraçou pela cintura, beijando-lhe a nuca. Um arrepio o atravessou inteiro, os pelinhos da nuca e o dos braços acabaram eriçados, e um suspiro lhe escapou quando o moreno começou a beijar-lhe o pescoço.

“F-Fabrício, para, eu já ‘tô com hematomas por tua culpa.” Falou em um pedido pouco convincente. Fabrício o abraçou mais forte, cuidando para não colocar muita pressão nos beijos.

“Não vou dar chupões.” Prometeu, continuando a beijá-lo, subindo e mordendo-lhe a orelha, antes de lambê-la. André se arrepiou ainda mais, e a barba nascente do outro, roçando em sua pele, além de arrepios, causava cócegas. Afastou um pouco a cabeça, tapando a orelha, um riso mal contido nos lábios.

“Para!” Pediu, inteiramente arrepiado. Fafá riu também, achando lindo o jeito meio envergonhado, meio risonho do loiro. O virou pela cintura e o beijou, necessitado daqueles lábios chamativos. Segurou-lhe o rosto e afundou a língua na boca do loiro, o corpo palpitando de excitação.

André abraçou Fabrício em retorno, não conseguindo raciocinar bem. Parecia que toda a vez que o moreno o pegava daquela forma, seus pensamentos viravam gelatina derretida. Ou seriam suas pernas? Por que estou pensando em gelatina? Fafá o abraçou pela cintura com mais força, gerando um fogo em regiões perigosamente estratégicas. O beijo tornou-se mais ávido e urgente, e os dois tropeçaram até a cozinha, esbarraram na mesa e, quando o loiro deu por si, estava sendo prensado contra a parede do corredor.

Os corpos nus da cintura para cima, colados e incendiados.

“Eu te quero tanto. Estou louco por ti...” Fabrício sussurrou rente aos lábios do loiro, começando a deslizar a boca pela mandíbula até cair no pescoço. A barba causou cócegas novamente, mas André estava ocupado demais se sentindo constrangido com as palavras do moreno. Seriamente, ele tinha de parar de falar aquele tipo de coisa com tamanha facilidade, ou acabaria sem língua. André se certificaria disso.

“Tu é mesmo abusado.” Murmurou de olhos fechados, apertando um dos braços do moreno, enquanto outra mão estava afundada nos cabelos negros. Pelo menos ele ainda não havia despudoradamente agarrado sua bunda, como na noite anterior. “Estamos no apartamento dos teus tios...”

“Eles falaram que não chegam tão cedo, e nós mal chegamos.” Fabrício replicou, afastando-se um pouco, seus olhos mais negros que o comum ao encarar o loiro. André mordeu o lábio inferior, e nesse momento Sascha atacou o chinelo do Fafá, mordendo uma das tiras enquanto se balançava de um lado pro outro rosnando empolgado.

“Parece que ele quer brincar.” Fafá comentou, mantendo o humor. Teve de se afastar para tirar o cãozinho de seus pés, e nisso André foi até mochila que deixara na sala, pegou-a e se dirigiu rapidamente para o banheiro, entrando e sumindo da vista do Fafá sem dizer nada.

O moreno suspirou após Sascha se afastar, correndo em círculos atrás do próprio rabo. Olhou para baixo, notando o volume em sua bermuda. Estava difícil refrear aquilo, ainda mais depois de uma pegação tão intensa. Suspirou, teria de esperar, era o jeito.

Estava se virando para ir para a sala, jogar-se no sofá e pensar em coisas como sua avó de bobs nos cabelos, Tony Ramos sem camisa e imagens tão ou mais broxantes; mas parou ao ver o loiro aparecer novamente na porta do banheiro, apoiado à batente com os braços cruzados sobre o peito.

“Então, tu não vem?” André perguntou num tom arrastado, até levemente entediado, evitando contato visual direto com o moreno.

Fafá demorou um tempo para processar a pergunta.

“Ir aonde?” Perguntou bobamente, piscando os olhos algumas vezes, o que fez o loiro olhar para cima em busca de paciência. Talvez Deus tivesse piedade e colocasse alguns neurônios no cérebro do moreno, mesmo com alguns anos de atraso.

André não disse mais nada, apenas entrou no banheiro, e Fafá teve o bom-senso – ou a falta dele – de segui-lo. Assim que pôs os pés no banheiro, foi puxado pela barra da bermuda, quase tropeçando para frente, mas foi amparado pelo loiro que imediatamente o beijou. Fafá o abraçou e, com o pé, deu um jeito de empurrar a porta, que se fechou com uma batida bem no nariz de Sascha, que corria para também brincar no banheiro. Nenhum dos dois escutou o ganido baixo e magoado do filhote.

O beijo consumia todos os seus sentidos.

Fabrício agarrou o loiro pela cintura, num abraço de urso que deixou André momentaneamente sem ar e, aproveitando-se de seus centímetros a mais, arrastou o loiro para dentro do boxe. Ambos tinham os corações acelerados, quase podiam sentir os batimentos fortes um do outro, misturando-se ao alvoroço em seus próprios peitos. Aquilo estava ficando tão intenso que mal beijar direito estavam conseguindo, seus dentes bateram mais de uma vez, e a respiração rápida atrapalhava.

Um nervosismo enchia o banheiro, e André, dessa vez prensado contra os azulejos do box, esticou a mão abrindo o registro d’água, para quem sabe acalmar aquele tornado que se instalara por ali. Empurrou Fabrício para baixo da água, seguindo-o e tomando-lhe os lábios molhados, a água jorrando livre sobre os dois. Só então perceberam estarem ainda de bermuda, sentindo-as pesarem no corpo.

Afastaram-se minimamente, ofegantes, lábios ainda roçando. Os dedos do moreno brincaram no elástico da bermuda do outro, e André se arrepiou. Na noite anterior estava pensando que não deveriam ir tão rápido, no dia seguinte, já estava querendo arrancar as roupas do moreno embaixo de um chuveiro. Não dava pra entender.

“Posso... Te despir?” Fafá perguntou incerto, e o loiro de novo percebeu como gostava quando ele também ficava meio constrangido, ou inseguro. Era bom para variar, ninguém poderia ser tão confiante, e o deixava mais confiante, por algum motivo.

Colocou as mãos na nuca dele, fitando-o diretamente nos olhos, deixando seus lábios roçarem. Estava tão excitado que nem queria imaginar o estado em que estaria quando acabasse completamente nu. Suspirou meio nervoso, mas não aguentando o desejo que pinicava na pele, como agulhadas de adrenalina, principalmente quando o Fabrício mordeu-lhe o lábio inferior, não o deixando escapar por alguns segundos.

“É melhor fazer isso logo, antes que eu mude de ideia.” Murmurou e também desceu as mãos pelas costas molhadas do mais alto. A água vinha fresca e deliciosa, uma sensação ótima e renovadora depois daqueles jogos e todo o calor que sentiam.

“Não pense que seria fácil me tirar desse banheiro a essa altura.” Fabrício falou, com um sorrisinho malicioso. André o encarou como quem encara uma pedra no sapato, e teve vontade de enxotá-lo só para provar que seria sim bem fácil, mas no lugar disso ofegou ao sentir o tecido vencendo seu quadril e caindo no chão com um barulho de roupa molhada. Sua cueca também se fora, e estava completamente nu bem em frente ao moreno.

Era difícil pensar nessas circunstâncias, então empurrou a bermuda e cueca alheia para baixo também, deixando os dois despidos, excitados e ofegantes sob a água fresca. André se atreveu a olhar para baixo, e seu queixo caiu um pouco, junto com a vermelhidão que lhe tomou as bochechas, as orelhas, tudo. Era a primeira vez que via a ereção de outro homem – não apenas a sentia –, e aquilo o deixou meio fora do ar por alguns segundos.

Até que Fabrício, nervoso com aquele olhar estranho, imaginando que era agora que André soltaria um ‘é, não gosto de homem e muito menos de piroca, dá licença’ e se mandaria do banheiro, segurou o queixo do loiro e ergueu-lhe o rosto, capturando-lhe os lábios antes de ele ter tempo de dizer alguma coisa.

Colocou uma mão no lombo do André e o puxou para si. As ereções se chocaram espalhando um prazer devastador, novo, eletrizante, e ambos gemeram nos lábios um do outro, abraçando-se com certo desespero, as peles deslizando facilmente com ajuda da água. Fafá não aguentou e cobriu uma das nádegas empinadas do loiro com a mão, erguendo-o um pouco pelo apertão forte, gerando um novo atrito libidinoso.

André, irritado com aquela fixação do outro em sua bunda, também agarrou os glúteos firmes do moreno, apertando-os com gosto ao se pressionar mais a ele. Fafá interrompeu o beijo, puxando o ar e olhando para o loiro meio impressionado, um sorriso malicioso querendo surgir nos lábios.

“O quê? Tu não é o único a gostar de bundas.” André objetou, mesmo que o moreno não houvesse falado nada.

“Eu não gosto de bundas. Quero dizer, até gosto, mas gosto particularmente da tua.” Disse sorrindo largamente, aquele ar de gurizão imprudente que merecia uns tapas.

“Cala a boc-“ André foi interrompido por mais um beijo. Pelo menos Fabrício estava acatando a ordem e calando a boca, mesmo que calasse a sua junto com essa técnica. Mas não podia negar, queria continuar beijando o moreno num futuro próximo e distante. De preferência mais de uma vez por dia. Duas ou três vezes, talvez. Com certa regularidade, pra falar a verdade.

Fabrício agarrou as duas ereções juntas num movimento súbito, pegando André de surpresa. O loiro ofegou afastando um pouco o rosto, sem ar, e passou um braço pelos ombros do mais alto, usando-o como suporte, ou poderia escorregar no chão molhado e dar de bunda no chão. Fabrício sentiu certa fascinação ao ver André vulnerável daquele jeito com seus toques, e aumentou o ritmo com que os masturbava. A mente do loiro girou, aquelas ideias de que estava ali com Fabrício o atingiram, deixando-o instável. Ainda era estranho, surpreendente, mas não poderia ser mais gostoso. Achou que fosse desmaiar de novo, mas sua visão apenas perdeu o foco por alguns instantes.

“Teu corpo é lindo.” Fabrício comentou, mantendo o loiro firme num meio abraço. “Tu é todo lindo.”

“Não fique falando isso!” André corou, a voz afetada pelo prazer. Apertou os olhos, mordendo os lábios para não gemer, e levou a mão também para as ereções, começando a ajudar o moreno.

“Mas é só um elogio.” Fafá falou, respirando pesadamente. Divertia-se com a maneira como o outro se constrangia fácil, apesar de também sentir uma queimação insistente no rosto; porém todo o corpo estava tomado por uma queimação inesgotável, seu rosto apenas não escapava disso.

“Mas... Eu... Não sei como... Tu fala... Ah, que seja...” André não conseguiu encontrar bons argumentos; quanto mais tentava, mais envergonhado se sentia. Apenas se entregou àquelas sensações esmagadoras, aceitando o beijo do moreno enquanto se esfregavam e tocavam sob a água, buscando de várias maneiras espontâneas apagar aquele fogo exigente.

Tocaram-se até que o orgasmo atingiu a ambos, não saberiam dizer a quem primeiro. André escondeu o rosto no pescoço do moreno, pressionando os lábios contra a pele dele para abafar o gemido, e Fabrício esticou um braço, apoiando-se à parede sentindo como se houvesse recém participado das competições de corrida novamente. Olhou para as lajotas respirando fundo, mal acreditando que o loiro havia permitido aquilo.

Essas coisas também eram novas para o Fabrício, e ele sentia meio aparvalhado depois de algo tão intenso e íntimo. Estava tão excitado e empolgado que nem parara para pensar sobre a sensação de tocar o pênis de outro guri, apenas tocara, querendo ansiosamente dar prazer a ambos. Acabou soltando uma risada aleatória, cheia de júbilo. Não conseguia reprimir a felicidade que sentia, e o orgasmo recente deixava sua mente leve.

“Do que tu ‘tá rindo?” André perguntou se afastando um pouco, ainda afetado pelo que havia acontecido. Estava adoravelmente corado pelas emoções e sensações fortes, e Fafá lhe acariciou uma bochecha e afastou uma mexa de cabelo dourado que estava grudada próxima ao rosto dele.

“Nada não, só acho que é melhor começarmos mesmo o banho, senão vamos acabar com a água do prédio.” Falou, um brilho nos orbes negros.

“É...” André concordou, pensando que depois daquilo não deveria se sentir envergonhado por se banhar junto com o outro. “O sabonete ‘tá na mochila...” Saiu do boxe rapidamente para pegar o sabonete, nem pensando que acabaria molhando tudo pelo caminho.

Fafá observou o corpo nu do outro. Ele estava com um roxo na nádega, uns na cintura e havia mesmo um chupão no pescoço, não lá muito bonito. Era bom que o banheiro não tivesse espelho de corpo inteiro, ou acabaria assassinado. Teria de agradecer a Gabi, Fran e Rafa por mais cedo terem tido o decoro de não comentar sobre o chupão, ou André teria ficado com um humor ruim e provavelmente nada daquilo teria acontecido.

“Não fique aí com esse sorrisinho besta.” André falou enquanto entrava novamente no boxe. Parou em frente ao moreno, suspirando ao ver o sorriso se alargar. Começou a passar o sabonete pelo tórax e abdômen dele, limpando a região onde o sêmen havia se derramado. Corou com aquilo. Estava mesmo lavando do outro? Isso era tão coisa de... namorados.

Estamos ficando há um dia! Sua vontade foi de ir até a sacana e se atirar pelado ali de cima. Se sobrevisse, diria que estava tentando dar um mergulho no mar, mas errara os cálculos. O melhor seria não sobreviver.

“Então... Tu gostou?” Fafá perguntou, não impedindo o outro de lhe lavar. Aliás, estava adorando, e culpou a juventude por ter de começar a se segurar para não acabar com outra ereção. Desde quando era tão descontrolado? Mal se reconhecia em certos momentos, e começava a se sentir como um tarado sexual.

André demorou a responder, deixando o moreno ansioso.

“Por que pra ti tudo precisa ser esclarecido com todas as palavras? Não é o suficiente que nós tenhamos... Tu sabe, juntos.” Não conseguiu nem falar um simples ‘gozamos juntos, isso não é prova suficiente de que foi bom?’. Às vezes sentia falta de sua confiança de antes, com garotas raramente se sentia constrangido, já com o moreno parecia estar em alguma espécie de treinamento intensivo para virar um tomate bem maduro.

“Desculpa, é que gosto de te ouvir admitindo.” Fafá confessou. André quis dar-lhe um soco, mas Fabrício o impediu e roubou-lhe o sabonete, começando ele a lavar o corpo do loiro. “Calminha lá, estou sendo sincero! Isso é importante numa relação, não é?”

“Às vezes isso é importante para ganhar uns tabefes também.” André replicou, arrepiando-se ao ter a cintura segurada, enquanto a outra mão do moreno passeava por seu abdômen, descendo até as coxas, contornando a virilha. André estremeceu e se segurou aos ombros do mais alto. “Eu juro que se tu me deixar com outra ereção, vou te afogar na privada. Eu achei que iríamos demorar uns meses até nos sentirmos confortáveis para algo mais íntimo, mas tu me pegou desprevenido sendo um completo pervertido.”

Fabrício teve o recato de parecer constrangido, mas então sorriu todo travesso.

“Se é tu que vai ficar com uma ereção, não sou exatamente eu o pervertido e- AI!” Massageou o braço onde recebeu um beliscão violento. “Isso dói...” Murmurou com um bico infeliz.

“Posso criar dores piores, acredite.” André estreitou os olhos. Fafá riu e abraçou o loiro, pegando este de surpresa. O sorrisinho malicioso voltara ao rosto do mais alto.

“Não imaginei que curtisse um sadomasoquismo.” O sorriso tornou-se ainda pior, e ele novamente calou o André com um beijo, quando este tentou mandá-lo tomar no cu. O ergueu no colo, agarrando-o pelas coxas, num excesso de felicidade.

“Me larga, idiota!” André exigiu.

Acabaram demorando o dobro de tempo para terminar aquele banho, em meio a briguinhas, agarrações, beijos roubados e o sabonete que percorria seus corpos, passando de uma mão a outra, felizmente – na concepção do loiro – não caindo no chão nenhuma vez.

Quando enfim saíram arrumados e perfumados do banheiro, espiaram o apartamento, mas ninguém havia chegado ainda. André suspirou aliviado, não precisava do Diogo lançando mil indiretas sobre aquilo.

“Poderíamos ter aproveitado mais.” Fafá sussurrou, mesmo que não houvesse ninguém ali dentro.

André o acotovelou e foi até a sala, jogando-se no sofá e olhando para a bela vista do mar ali de cima. As praias do RS eram horríveis, o mar revolto, geralmente sujo, a ventania insuportável. Torres, sendo divisa com Santa Catarina, era a melhor praia sul-rio-grandense; o mar era mais limpo, mais calmo e enfeitado pelos paredões rochosos que não existiam nas outras praias do sul. Dali, pôde ver a Ilha dos Lobos a dois quilômetros da costa, única ilha marítima do Estado, e única do Brasil a acomodar Leões Marinhos em certas épocas do ano.

“Estou caindo de fome. E ainda vai ter todo o tempo de preparo da janta. Será que não tem nada pra ir beliscando por enquanto?” André perguntou, apertando a barriga que roncava. Sascha apareceu e pediu colo, e o loiro o puxou colocando-o sobre sua barriga. Suas pernas latejavam de cansaço. “Tô com fome, o Sascha também.” Resmungou de novo. Sascha estava sempre com fome, ou ao menos gula, então podia falar pelo bichinho.

“Acho que não, eles mal devem ter ido fazer compras. Mas deve ter um suco, ou refri.” Fafá foi verificar na geladeira.

“Se tiver suco, eu quero!” André gritou bem acomodado, seu lado mimado que sempre recebia tudo que queria nas mãos falando mais alto. Acariciou as orelhas do filhote, que lhe lambeu os dedos, alegre.

Fafá, enquanto servia o suco, ouviu um miado e sentiu Cherry roçando em suas pernas, carente. Achava engraçado como ela era carinhosa apenas com ele, ainda que achasse que o tio exagerava chamando-a de insensível. A gatinha branca não deixava de ser uma anjinha aos seus olhos.

Foi para a sala levando um copo de suco natural de laranja, e outro de coca-cola. Entregou o suco para o loiro, que se sentou parcialmente, dando-lhe espaço para se sentar também.

“Esse vício em coca-cola ainda vai te fazer mal.” André avisou, pegando o suco natural. Era mais dado a coisas naturebas, a mãe era um pouco neurótica com isso.

“O que me faria mal seria ficar sem esse líquido divino.” Fafá exagerou, arrancando uma risada debochada do loiro. Se inclinou e roubou um selinho do André, deixando Sascha com ciúmes latindo agitado no colo do dono.

Bem nesse momento a porta do apartamento foi escancarada, e Diogo entrou seguido do Henrique. Ele parou na entrada analisando o flagrante, a testa franzida.

“Sério? Só isso? Se fosse eu com a idade de vocês, teriam me encontrado nu no sofá com o Henrique, não apenas dando um beijinho chocho desses.” Diogo falou e rumou cheio de sacolas para a cozinha. André ficou vermelho como sempre acontecia, e Fafá riu por pensar que, se o tio soubesse sobre o que havia acontecido no banho, não estaria contando vantagem.

“Não deem bola para as mentiras dele.” Henrique sussurrou, mais movendo os lábios do que falando, não querendo ferir o ego do tatuado. “Eu o mantive na linha no início do nosso relacionamento. E mantenho até hoje.” Explicou e piscou, indo também largar as coisas na cozinha.

“O que tu ‘tá cochichando aí com eles, hein, Rique? Contando sobre como tu não conseguia resistir a mim? Sobre como é duro ter um namorado irresistível?” Diogo suspirou profundamente, exibido. Sascha, que pulara do colo do loiro e o seguira até a cozinha, latiu com um pulinho. “André deve se acostumar, meu sobrinho também é irresistível.”

“Ele já sabe.” Fafá concordou, e choramingou ao levar outro soco. Ok, havia deixado roxos no corpo do loiro, mas estava ganhando uns também. Uma troca justa, apesar de dolorida.

André segurou o queixo, pensativo. Seria bom ter uma conversinha com Henrique sobre certos assuntos. Já Fabrício também queria ter uma conversa, mas com Diogo.

Ao que parecia, ambos tinham bastante o que aprender com os mais velhos.

Notas finais
GIF para o capítulo: http://25.media.tumblr.com/91cdb0bf6aaa9ce0bc923291bf037560/tumblr_n09vk7RdVT1s7qh9to1_500.gif#_=_ Que rápida, né? Me amem -nn É que eu achei sacanagem depois de tanto tempo em hiatus não postar logo um cap. com uma pegação mais intensa. KKKK porém acho que agora só sexta que vem cap. novo! Espero que tenham gostado! Perguntas para os personagens em: http://ask.fm/MarDeAreia. BEIJÃO!