Notas iniciais
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Meu nome é Jennifer Albarn, tenho 7 anos, nasci dia 18 de Julho 1887. Minha mãe se chama Andreza Albarn, ela é muito bonita, meu pai se chama Slav Morian, ele é bem engraçado. Eu, gosto da minha família, ela me abraça, me dá beijos, comida, carinho, e uma cama bem quentinha pra dormir também. Mamãe e papai se dão bem um com o outro, e eu me dou bem com eles. Na minha escola, Colégio Flor de Esperança, todos são meus amigos, professores, alunos, até as pessoas que cuidam da escola, todos se dão bem comigo.

Hoje, estou começando esse diário, hm... isso não soa bem... ahn... acho que devia começar falando "Querido Diário" ... mas, enfim... Hoje vou fazer uma excursão para o Monte de Vidro, com a minha escola, e estou bem animada! É inverno e está bem frio lá fora, mamãe disse pra eu ter cuidado e não me perder, e papai diz para eu me agasalhar bem. Vamos ficar 3 dias lá num acampamento na floresta. Eu tenho um pouco de medo de lá, mas, já que vou ficar com meus amigos então está tudo bem! Eu, realmente quero aproveitar essa excursão, e explorar muitas coisas! Quando eu crescer, eu quero viajar pelo mundo inteiro, e conhecer todo lugar! Então eu vou tirar muitas, muitas fotos e guardar tudo num álbum.

Até, diário. Espero nos darmos bem! Tina, vai!

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A vida daquela garotinha, havia acabado. Tudo que conhecia, amigos, família, futuro, tudo havia mudado a partir do momento que resolvera explorar a floresta mais a fundo, e se perder do restante do grupo. Agora, estava entrando em uma casa estranha, com um homem estranho que resolveu ajudá-la. Mas, era a única esperança dela agora. Então... era só aceitar... e tudo, se resolvia, naturalmente.

_ A propósito, meu nome é Lunatic. — o homem fechou a porta, deixando o lugar ainda mais escuro, porém, velas acenderam-se, quase que instantaneamente, deixando o lugar obscuro um tanto bonito.

_ ... A-ah, meu nome é Jennifer, Jennifer Albarn. Ahn, qual seu sobrenome? — ela se ajeitou no casaco dele, mas ali dentro parecia confortavelmente quente.

_ ... Não tenho sobrenome... — ele pareceu um tanto indiferente. — Mas isso não importa mais... Vamos, vou mostrar o seu aposento... — ele segurou em sua mão firmemente e começou a subir as escadas.

_ ... — ela o olhou por um momento, curiosa para saber se ele estava brincando sobre não ter sobrenome ou se falava sério, mas ele não parecia ser de brincar muito. — Ahn, por que tenho que tomar cuidado com seus irmãos? Eles não são amigáveis?

_ ... Me chamou de amigável? — ele a olhou de relance.

_ Ah... — ela parou por um segundo pra pensar sobre. — Bem... ahn... — ela adoraria saber como ele era tão esguio assim. — ... você... não é?

_ ... Poderia dizer que não, mas já que estou parcialmente ajudando um humano... talvez seja...

_ ... hm... — a menina olhou-o por mais um momento, tentando analisá-lo.

_ Mas, meus irmãos não são... assim. Não sou muito diferente, mas em questão de dialogar com humanos... sim.

_ ... Eles são perigosos?

_ .... sim... — ele a olhou e seus olhos brilharam assustadoramente. — muito... perigosos...

_ ... — ela tremeu, a pequena criança sentiu medo daquelas palavras, queria ir pra casa novamente, mas ao ver que não tinha outra opção começou a ficar nervosa, apertando um pouco mais a mão macia dele.

_ ... O que foi? Ficou com medo? ... Bem, eu teria... eles mordem... — ele sorriu.

O coração dela pulou mais forte. Estava com medo. E ela sabia que ele saberia. Parecia que ele sempre sabia.

_ ... não se preocupe, já que estou te ajudando... posso prometer que não vou deixar eles ferirem uma criança... — ele pensou em algo. — ... como você.

_ ... Você hesitou. — ela por um momento encheu o ego, ao se sentir tão esguia quanto ele.

_ ... — ele parou por um momento e sorriu. — sim, hesitei.

_ ... — e seu ego murchou novamente, ele era tão enigmático, fora da compreensão de uma pequena garota.

_ ... Porque... eu menti. Não posso te proteger... Eles podem te atacar de noite, te matar, te devorar, podem fazer qualquer coisa...

_ ... — ela arregalou os olhos e sentiu que ia chorar.

_ Por que eu menti? ... Porque eu quero fazer você se sentir ao menos confortável. — ele falava aquilo com tanta naturalidade que a assustava.

_ .... Vai deixar... eles me atacarem...? ...

_ ... Não. — ele era extremamente confuso para a mente dela. — ... mas não vou te proteger também... simples.

_ ... Eu não te entendo...

_ ... Porque você é uma criança burra... — ele abriu a porta de um quarto. — Aqui é onde você irá ficar por essa noite...essa noite. Pela manhã eu irei pessoalmente até aqui e te despachar pela janela...

_ Vai me matar? — ela deu um pulo.

_ ... Não, vou te jogar pela janela.

_ .... Não faz diferença...! — ela apertou o casaco dele com força.

_ ... Acalme-se... — ele fechou a porta e ajeitou a cama. — ... eu nunca fui tão... gentil com um humano antes... — ele murmurou pra si mesmo. — Ainda está sentindo frio?

_ ... Não... — ela sorriu.

_ ... Então... me devolva. — ele apontou pro casaco.

_ A-ah! O-Ok... Desculpe. — a menina tirou rapidamente o casaco e entregou pra ele.

_ ... Durma por enquanto... boa noite... — quando ele foi sair do quarto, ela a puxou pela perna. — o que foi?

_ ... Não pode... ficar aqui? ... Vigiando?

_ Não... Não sou sua babá... agora durma e reze para não morrer... — ele sorriu. — boa noite.. — ele saiu e trancou a porta.

_ ... Mau... — ela murmurou e deitou-se na cama incrivelmente macia e quentinha. — ...

Depois de algum tempo, a menina ruiva dormiu.

_ ... Onde estava, Lunatic? ... — um garoto perguntou, estava sentado numa enorme mesa de jantar, igualmente pálido, tinha olhos amarelados, com uma aparência de dó, com olheiras também embaixo deles. Seu cabelo era de um tom claro, loirinho, mas com manchas vermelhas sobre. Vestia uma espécie de terno também, rasgado, bem mais rasgado, e luvas negras, carregava consigo uma girafa de pelúcia encharcada de vermelho.

_ ... Perdoe minha inconveniência... — ele terminou de descer as escadas e sentou-se à mesa.

_ ... Lunatic... — o garoto da ponta agora não perguntou, mas disse em um tom ameaçador. Era de cabelo meio arroxeado, com olhos cansados porém assustadoramente avermelhados, vestia também um terno tradicional, mas não rasgado. Tinha uma luva apenas, e um tapa-olho em um de seus olhos. — O que estava fazendo?

_ ... Isso te importa, Fear? — ele olhou friamente para ele, e de resto permaneceu em silêncio. — Mas, entrando no assunto, onde estão Jin e Teddy?

_ ... Brigando. — o loirinho respondeu.

_ Temos que dar um basta nisso... está começando a me irritar... — Lunatic pôs a mão na cabeça.

_ ... Se eles querem brigar, deixe eles brigarem. Se eles se matarem vamos ter decoração para o jardim... — Fear pareceu não se importar com a morte dos irmãos, parecia que nenhum dos irmãos se davam bem ali.

_ ... Aliás, o que Monster faz na mesa? Ele só se alimenta de sangue... é um "bastardo"...

_ ... — O loirinho, denominado Monster ergueu-se da mesa, e seu tom de voz infantil, mudou. — Não me chame de bastardo!

_ Vocês também vão brigar? Por favor, pelo menos façam isso num quarto...

_ ... Você é o que foi dito... Um bastardo... aceite essa afirmação... — ele começou a beber chá, se... aquilo fosse chá. — Ou você é criança o suficiente para arrumar briga comigo, por um fato?

_ ... Eu vou matar você! — Monster estava prestes a pular nele.

_ .. Já basta. — Fear disse, com a maior tranquilidade do mundo.

Monster se sentou novamente na mesa e bufou.

_ ... Jin e Teddy não irão jantar hoje conosco, porém, se vocês dois, independente se são crescidos o suficiente ou não, se brigarem dentro do meu território... podem considerar-se despachados dessa mansão. Destinados à morrer de fome. — Fear voltou a tomar o que seja lá o que for que aparentava ser chá. Parecia ser também o mais velho dos irmãos.

_ ... Eu de forma alguma estava brigando, querido irmão... apenas perguntei o que ele estaria fazendo aqui... só para tomar chá eu suponho... porque não iremos ter sopa hoje...

_ ... tch... eu não estou faminto o suficiente...

_ Então convido-te a se retirar da mesa e parar de ocupar espaço.

_ ... Não estou com fome, mas eu bem que poderia arrancar essa sua cabeça agora...

_ ... Eu disse basta! — o mais velho levantou-se e elevou o tom de sua voz assustadora. — Monster! Suba agora!

_ ... Fear... — Monster ficou intrigado, porém obedeceu, relutante.

_ ... Lunatic! Pare de causar problemas! Se discutir com Monster novamente enquanto estamos à mesa, vai ver o que é pior...

_ ... Sim... sim... — ele voltou a tomar chá" tranquilamente, quando engasgou.

_ O que foi?

_ ... Monster me envenenou! — ele começou a tossir.

_ ... Monster! — Fear pareceu furioso.

Quando Monster apareceu novamente, Fear o deu um tapa.

_ ... O que foi? — ele berrou, já com lágrimas nos olhos.

_ ... Sente-se aqui, agora, Monster.... — Lunatic tossiu mais uma vez.

_ ... Eh?

_ Sente-se! Você não vai lá em cima, ficar impune por um ato de violência indireta contra mim!

_ O que eu fiz?!

_ ... Calados! Os dois! — Fear não estava aguentando.

_ ... Tenho que tomar cuidado... — Lunatic pensou. — Se Monster descobrir sobre Tina estará acabado...

"Eu vou protegê-la..."