Good Lucky
17 Quinn or... Beth?!
Notas iniciais
20minutos depois Quinn estava estacionando sua Mercedes na frente da clinica.
Anne estava conversando com pais de duas meninas e sorriu para Kyle que acenou e se encaminhou a balconista. – Eu vim ver a Lucy e...
–O Charlie. – A moça completou.
–Isso. – Quinn assentiu.
Ela esticou o registro aonde Kyle assinou rapidamente.
–Lucy está no refeitório e Charlie andando com a medica dele. – A moça informou.
–Obrigado. – Kyle assentiu e caminhou para o refeitório aonde Lucy estava sentada sozinha e havia poucas crianças no local. Ele se sentou ao lado dela que sorriu para ele quase instantaneamente.
–Oi... – Lucy disse e voltou seu olhar para frente.
–Oi. – Kyle disse. – Está bem?
–Estou sim. – Lucy assentiu de forma vaga.
Quinn franziu e olhou para frente e viu o que prendia a atenção de Lucy, a menina tinha cabelos castanhos claros, olhos escuros e assustados, ela olhava para os lados hora preocupada, hora desinteressada, a menina era tão branca quanto Lucy e não parecia ser muito grande.
–Quem é? – Quinn perguntou.
–Ela chegou faz mais ou menos duas semanas... Ela foi maltratada e por causa disso criou distúrbios mentais e de personalidade. – Lucy murmurou.
–Vocês que estão aqui dentro observam muito. – Kyle disse.
–Nem tanto. – Lucy deu de ombros. – É que eu fui me aproximar dela e acabei com um vergão no braço... Ela se assustou. O nome dela é Júlia Johann tem 14 anos.
–Você tem que tomar cuidado. Se você se machucar novamente a San coloca essa clinica no chão. – Quinn disse.
–Eu estou bem. — Lucy disse – E ela veio aqui hoje checar se eu estava viva e olha, eu já consigo andar sem muleta.
–Você fica menos estressada. – Quinn disse e riu. — Menos, "não me toque".
–Enfim, vamos voltar a menina ali. – Lucy indicou Júlia com a cabeça. – Ela passou dois dias no quarto branco sendo observada.
–Como você sabe disso tudo? – Quinn arqueou as sobrancelhas.
–Quem pouco fala muito escuta. – Lucy murmurou – Ainda mais em um lugar desse.
–Como assim?
–Clinica de reabilitação e psicológica também...
–Okay, continue sua analise doutora. – Quinn disse.
–Ela sempre está em outro mundo, paralelo... E ela só tem ataques quando as pessoas chegam perto dela. Fora isso ela não surta e nunca tem distúrbios de personalidade. — Lucy disse.
–Você acha que ela é o que?
–Apenas acho que ela tem um mundo paralelo. — Lucy disse. -Autismo...
–Já pensou no que vai fazer quando for para faculdade? — Quinn perguntou.
–Hmm... Não, eu nem achava que ia pra faculdade. — Lucy respondeu.
–Você vai achar algo. — Quinn disse e beijou a cabeça de Lucy.
–Sua filha ela é... — Lucy começou e Quinn arqueou a sobrancelha. — Mandona e parece ser bem irredutível.
–Te garanto que ela tem a quem puxar. — Quinn riu baixo e sorriu para Lucy.
–Ela parece ser legal. — Lucy disse.
–Ai é você quem decide. Mas nunca a julgue pela idade, Beth tem mais inteligencia em um dedo da mão do que eu no corpo inteiro. — Quinn disse.
–É, ela não parece mesmo uma criança. — Lucy disse.
–Ela é, só que mais inteligente do que o normal. — Quinn disse.
Lucy assentiu, era bom estar avisada caso resolvesse conversar com a Fabray mais nova de novo...
Quinn viu Charlie de mão dada com a médica agarrado ao Stitch, andando e observando o local.
Aquele menininho lhe conquistava por completo.
–Ele é muito fofo. — Lucy disse.
Quinn assentiu observando-o.
–Vai logo. — Lucy disse empurrando Quinn pra fora do banco.
Sorriu para Lucy e se aproximou de Charlie.
–Oi garotão. — Quinn disse para Charlie que deu uma risada gostosa e escondeu o rosto na perna da médica. — Prazer, Kyle Fabray.
–Prazer eu sou Claire. — A médica disse. — Você é o amigão do Charlie?
–Acho que sou. — Quinn disse e esticou os braços para Charlie. — Vem cá menino bonito.
Charlie andou até Quinn devagar e esticou os braços. Assim que estava no colo dele o encheu de beijos e Charlie gargalhou.
–Ele estava com dificuldade para andar. — Claire foi explicando enquanto eles caminhavam até a mesa que Lucy estava sentada.
Charlie olhou para Lucy cauteloso e ela sorriu para ele aproximando a mão e fazendo cosquinhas.
–Porque? — Quinn perguntou após notar que Lucy e Charlie já haviam se entendido.
Charlie ria abertamente para Lucy uma risada gostosa que fez Júlia olhar para eles.
–Nosso primeiro medo foi de que algum osso tivesse má formação, ele estava engatinhando muito e mal levantava do chão. — Claire explicava paciente. — Fizemos raio X e os ossos dele são incrívelmente fortes, descartamos essa opinião. Esses dias quando Charlie estava descalso ele levantou e andou normalmente, mas ainda esbarrando em algumas coisas.
–O que seria então? — Quinn franziu.
–Crescimento precoce. — Claire explicou.
–Ele está maior do que devia? — Quinn franziu.
–Exato. As pernas estão maiores, os pés também, mas para ele que sente é estranho porque o peso aumenta durante a noite e quando amanhece é como se ele tivesse que levantar o dobro.
–Tão rápido assim? — Quinn franziu.
–Sim, estamos tentando entender os motivos, mas você mesmo pode ver ele tem o tamanho de uma criança de dois anos e meio e ele tem apenas um ano e onze meses.
–Mas isso vai trazer problemas para ele? — Quinn perguntou preocupado.
–Não acho que vá. — Claire disse — Charlie vai ser grande e forte. Só precisamos saber o quanto ele cresce de um dia para o outro.
–Sim. — Kyle disse.
Charlie que estava em pé na mesa pegou o rosto de Kyle entre as mãoszinhas querendo atenção.
–Cadê mamãe? — Perguntou baixinho.
–Ela tá em casa. — Quinn disse puxando Charlie para perto com cuidado.
O cabelo dele estava arrumado e usava bermuda com uma camiseta cinza e um chinelo. Charlie futucava a barba de Quinn e observava ele conversar algo com a moça de branco.
Quando Claire se foi Lucy olhou para Kyle.
–Como vão as coisas entre você e a Rach?
–Eu preciso arrumar um jeito de fazer ela começar a enxergar a Quinn.
–Vai começar a contar aos poucos que é a melhor amiga dela? — Lucy franziu.
–Não sei... Antes preciso da certeza que Rachel sente algo pela Quinn, nada melhor do que Santana Lopez e alguns amigos pra fazer isso.
–Espero que se ajeite. — Lucy assentiu. — Eu preciso ir dormir, meus remédios começaram a fazer efeito.
–Vamos. — Quinn se levantou pegando Charlie e o ursinho.
Após deixarem Lucy no quarto dela Quinn levou Charlie até o quarto dele. Brincaram no chão por horas com os poucos que tinha por ali.
–Posso entrar? — Uma voz familiar disse e ambos viraram o rosto.
–Mamãe! — Charlie exclamou.
Rachel sorriu emocionada e Quinn se levantou do chão.
–Porque não me avisou que vinha para cá? — Ela perguntou beijando a cabeça de Charlie.
–Eu não ia vir, mas mudei de idéia depois e você estava com Ash e Shay. — Quinn disse.
Rachel deu um selinho em Kyle. — Eu acabei de saber que ele está crescendo muito. — Rachel deslizou a mão pelo bracinho de Charlie que brincava com um carrinho.
–Está tudo bem. Ele só vai ser forte e grandão e vai dar um trabalho enorme com o monte de menina batendo na porta de casa atrás dele. — Quinn riu.
Rachel revirou os olhos. — Você não pode crescer meu amor. — Disse baixinho para Charlie.
Quinn gargalhou e ganhou a atenção de Charlie que sorriu. Eles ficaram com Charlie até que ele dormisse e então sairam.
–Até amanhã. — Quinn disse se debruçando na janela do carro de Rachel.
–Me pegue as sete. — Rachel assentiu e se impulsionou unindo seus lábios.
–Tá okay. — Quinn sorriu e se afastou vendo Rachel arrancar e o carro preto a seguir.
Quando Quinn entrou em casa ouviu Santana e a voz de mais alguém.
–Eu já estou sentindo sua falta. — Disse e na hora Quinn matou quem era.
–Oi San, oi Demi. — Disse passando para o quarto.
–Ele chegou? — Demi perguntou.
–Aham. — Santana disse. — Não mude de assunto.
–Injusto San. Eu tenho que terminar, falta dois programas. — Demi disse — E sim eu também estou com saudades.
–Eu vi você. Seu cabelo está verde. — Santana disse.
–Acho que está desbotando, eu lavo e a espuma sai azul. — Demi disse.
–Chega de cores malucas no cabelo. — Santana pediu.
–Vou tentar. — Demi disse. — Que horas são ai?
–19h e ai?
–21h eu tive um dia cheio. — Demi disse
–Apesar de tudo tem se divertido?
–Sim, muito.
–Só mais quatro dias. — Santana murmurou.
–Logo acaba..
As duas continuavam a conversar, Quinn saiu do quarto já de banho tomado e pegou um catalogo de pizzas.
–Vai querer San? — Perguntou.
–Frango... — Ela disse.
–Oi Quinn. — Demi disse. O celular continuava no viva-voz.
–Como é ai? — Perguntou.
–Insuportávelmente quente.
–Se divirta por mim. — Ele disse e olhou para San. — Eu vou para o escritório. Me avisa quando chegar.
Depois de quase uma hora no telefone Santana desligou e foi chamar Quinn.
–Voltamos a época adolescente. — Quinn murmurou.
–Pois é. Como foi na casa da Rachel? — Santana pegou os copos e Quinn dois pratos.
–Foi bom, conheci Ashley Benson. — Disse.
–Eu acho que ela não vai com a minha cara. — Santana disse.
–Ela é namorada...
–SABIA! — Santana gritou rindo.
–Da Shay que também estava lá e por ironia do destino é uma das suas ex. — Quinn terminou.
Os dois conversaram sobre o dia e a empresa. Quinn assentiu e deixou as coisas que precisaria no carro e foi dormir. As seis seu celular despertou. Se levantou e tomou banho, pegou uma jeans e sapatos, colocou a jaqueta de frio e um bone as chaves e sua maleta.
Passou na casa de Rachel e pegou ela.
–Bom dia — Rachel disse soltando fumaça pela boca.
Estava começando a esfriar provavelmente em novembro nevaria.
–Bom dia — Quinn disse beijando a tempora de Rachel e abrindo a porta do carro para ela.
–Falou com Lya? — Rachel perguntou esfregando as luvas.
–Ela vai estar lá. — Quinn sorriu e fechou a porta indo para o seu lado.
–Eu odeio fazer sessão de fotos no frio. — Rachel murmurou.
–Por que? — Quinn perguntou.
–No verão tiramos as fotos do inverno, no inverno, tiramos as fotos do verão... É como na Broadway, você se prepara durante o inverno para apresentar o musical na primevera. Semestral, o mundo todo trabalha dessa forma, só não nota. — Rachel explicou.
Quinn assentiu. — Você fica com frio?
–O Kurt trabalha com aquecedores, mas utilizamos muitos ventiladores também.
Eles foram conversando até a Quinta avenida e Quinn estacionou.
–O que fazemos aqui? — Quinn perguntou.
–Meus pais mandaram uma caixa para mim e ela vem para o meu apartamento. Minha casa não tem CEP disponível, assim os curiosos não me acham.
Rachel era inteligente, eles estravessaram a avenida e entraram em um predio com estrutura muito poética, um lugar conservado.
–Bom dia Srta. Berry, faz tempo. — O porteiro disse.
–Sim Bernie. — Rachel sorriu para ele. — Correspondencias para mim e para o Kurt?
–Muitas. — Ele colocou dois montinhos presos com elástico. — A sua tem mais.
–Meus pais me mandaram uma caixa, está ai? — Rachel perguntou.
–Sim, está. — Bernie pegou uma caixa média e bem larga e colocou no balcão.
–Obrigada Bernie. — Rachel disse.
Quinn pegou a caixa e eles caminharam até o carro dos seguranças de Rachel. Tom esticou a chave para Rachel que pegou e abriu o porta malas, colocou a caixa lá e as cartas.
–Tem um Starbucks aqui perto. — Rachel disse.
–Sei que você precisa de café, sua viciada. — Quinn riu e passou o braço pelos ombros de Rachel.
O lugar estava lotado. — Argh ninguém mereçe.
–Eu espero aqui fora. — Quinn disse abrindo a carteira e pegando uma nota de cinquenta. — Eu quero um Mocha com bastante chocolate.
Rachel franziu, era o pedido de Quinn quando ela vinha para NY... A morena assentiu e entrou na loja.
Quinn olhou o relogio em seu pulso, ia dar 8 horas.
–Papai! — Um gritinho estridente ecoou.
Quinn se virou na hora por conhecer aquela voz muito bem e foi acertado em cheio por um corpo, braços o envolviam e apertavam e uma nuvem de cabelos compridos e loiros lhe tampava a visão.
–Beth? — Quinn perguntou passando os braços pela cintura dela quando a sentiu assentir em seu ombro.
Kyle se afastou e assim que viu o rosto de Beth quase trombou para trás.
–Calma Q. — Lucy disse aparecendo ao lado de Beth e entrelaçando seus dedos nos dela.
Quinn fez cara de paisagem para aquilo.
–Porque você é uma copia de nariz arrebitado da minha versão feminina? — Quinn perguntou se aproximando de Beth.
–Será que é porque eu sou sua filha? — Beth perguntou irônica.
Quinn bufou, ainda ia morrer de ataque cardíaco com essa família.
–Quantos anos vocês tem? — Quinn perguntou.
–Eu tenho 20 a Lucy 26. — Beth disse e sorriu.
–Como tem sido as coisas? — Quinn perguntou.
Beth franziu o cenho e Lucy deslizou a língua pelo lábio superior. Quando Quinn abriu a boca foi interrompido.
–Quinn?! — Rachel disse atrás de Kyle.
Kyle estatelou os olhos e Beth entrou em panico.
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