Good Lucky

23 Le petit prince


Notas iniciais
Oi, só para avisar os leitores, quem está postando, é uma amiga da Lis. Obrigada por visualizações, acessos, comentários e favoritações. Espero que gostem do capítulo.

Rachel estava dormindo de bruço quando sentiu uma forte pancada nas costas.

–Acorda vadia. — Kurt disse. — Sorte sua que está linda com esses trapos.

–Hm? — Rachel franziu ainda com a boca no travesseiro.

–CHARLIE! RACHEL!!! — Kurt gritou.

Rachel pulou pra fora da cama, arrumando o cabelo e correndo para o banheiro, pegou o primeiro par de tênis que viu e com a escova na boca tentava dar um jeito no cabelo. Cheirou sua roupa, cheirava a um tipo de perfume diferente… Cereja? Talvez. Era Ruby.

–Quantos minutos? — Rachel disse arrumando a jaqueta.

–Nenhum, estamos em ponto pra sair. — Kurt sorriu e desceu a escoda.

–Filho da mãe! — Rachel disse colocando os óculos escuros. — Ainda te mato Hummel.

Sam estava perto do pé da escada com duas garrafas de água e comprimidos.

–Vira uma, remédio outra. — Ele disse. — Bom dia.

Rachel abriu a garrafa e virou ela rapidamente em seus lábios e mandou duas aspirinas para dentro.

–Seja o que Deus quiser. — Sussurrou ao entrar no carro.

Não pegou seu celular, não parava de batucar com o dedo no forro do banco.

–Filhos da puta. — Sam sussurrou. — Como descobriram isso?

–O que foi? — Rachel disse saindo de seu mundo.

–Olha. — Sam apontou para fora.

Imprensa, que conseguia sempre cair matando em cima de suas presas.

–Os seguranças? — Rachel perguntou.

–Estão ai. — Sam disse.

–Você não pode sair assim daqui, se alguém descobre que era você ontem… Meu Deus. — Kurt disse pegando a mochila.

–Não posso sair como uma prostituta para adotar uma criança Kurt! — Rachel disse olhando para o pano branco.

–Primeiro você não é uma prostituta. — Ele disse. — Segundo, o vestido é esse.

Rachel viu um pano florido ser enfiado em sua cara e começou a tirar a roupa sem nem mesmo se importar, mas quem ligaria… Só tinha Sam e Kurt ali.

Kurt levantou o estofado de um dos bancos e tirou um par de salto de lá.

–Ouch! O que isso está fazendo ai? — Rachel disse se livrando da calça.

–Digamos que eu sempre estou preparado. — Kurt argumentou rapidamente.

Rachel passou o vestido pela cabeça e desceu ele rapidamente enquanto enfiava os pés nos saltos.

–Vira. — Sam disse rapidamente.

Rachel sentiu as grandes mãos de seu empresario em seu cabelo e logo sua franjinha estava sendo jogada para frente e seu cabelo preso em um rabo de cavalo.

–O que eu faria sem vocês? — Ela sorriu amplamente e beijou demorada a bochecha de Sam e depois de Kurt.

Kurt jogou aquela roupa toda na mochila e guardou ela no banco falso.

O carro finalmente conseguiu estacionar e a sua porta foi aberta, mas Rachel se escondeu dos Flashes.

–Saiam daqui! — Sam disse. — Dêem um pouco de privacidade a ela.

Sam foi abrindo espaço entre as pessoas e os seguranças segurando os paparazzis e Rachel conseguiu entrar.

–Kurt o que foi que eu vi em uma vida assim? — Ela murmurou já dentro do local.

–Amor as artes. — Kurt disse.

–Bom dia Rachel. — Santana disse.

Rachel se virou, a latina estava impecável em uma blusa de seda de mangas compridas vermelho vivo e uma saia preta.

–Bom dia San. — Rachel disse receosa.

–Nós vamos levar seu garoto para casa. — Santana deu um genuíno sorriso para Rachel.

“Graças a Deus, ela já teve humores piores.” Rachel pensou e sorriu assentindo.

A morena se inclinou um pouco para o lado e adorou aquela visão. Kyle estava meio sentado, meio escorado em uma janela, distraído com alguma coisa… Sua barba se localizava apenas em seu queixo e ao redor de sua boca, muito bem feita e desenhada, usava uma camisa azul clara, calça branca e um tênis da Nike também branco. Em suas mãos havia um baby pooh.

Rachel mordeu os lábios, como conseguia ser tão fofo assim?

–Vai lá. — Santana disse baixo. — Ele não morde e você tem que parar de se punir.

Rachel congelou com aquilo, Santana as vezes era tão psíquica que à assustava as vezes. Caminhou devagar até Kyle e sorriu quando seu olhar encontrou o dele. — Oi…

–Oi. — Quinn sorriu de volta, adorava quando Rachel ficava hesitante diante de algo.

–Desculpa por ficar distante. — Ela pediu.

Quinn puxou Rachel delicadamente para perto e segurou a mão dela. — Você tem todo direito de que seu mundo de se feche de vez em quando, mas me avise antes.

Rachel sorriu e se inclinou selando seus lábios. — Dormiu bem? — Ela fazia carinho na orelha dele.

–Não muito, meu estomago estava doendo. — Reclamou.

–E como está agora? — Perguntou.

–Tomei remédio. — Ele disse sorrindo.

–E está bem?

–Muito bem. — Ele sorriu. — E você?

–Estou bem. — Disse. — Eu vou precisar de sua ajuda.

–Sobre?

–Preciso de um investigador, tenho uma amiga que conheci na época da faculdade, digamos que ela entrou em um ramo não favorável e ela não consegue sair disso, porque o patrão está proibindo todos de sair, talvez estejam até ameaçados de morte. — Rachel disse se lembrando claramente das palavras de Rumplestilskin “Eu mato um por um que tentar sair e se você voltar aqui, eu acabo com sua vida”. — E tem muita policia envolvida nisso também.

–Uma casa noturna? — Quinn franziu.

Não era de se duvidar que algumas pessoas que tentavam seguir o ramo artístico parassem em lugares como esse, mas era de surpreender, algo assim… Não que não tenha tido alguma ideia de como funcionava, mas ainda era assustador saber.

–Tudo bem, tenho uma amiga que mora em L.A. a área dela é investigação e ela tinha vocação para atriz, sempre entrava no personagem para achar seu criminoso. — Quinn disse quase se bateu ao dizer que tinha amiga em L.A.

Rachel estava tão focada na historia que nem notou isso. — Seria ótimo alguém assim.

–Ansiosa para ver o Charlie? — Quinn perguntou.

–Muito. — Rachel assentiu.

–Eu trouxe para ele. — Disse rapidamente mostrando o ursinho.

–Se depender de você, ele vai sumir no meio das pelúcias. — Rachel disse.

–Vai sim. — Quinn assentiu. — Mas e a mãe dele?

–O que tem ela? — Rachel franziu.

–Gosta de ursinhos também? — Quinn sorriu.

–Hm… Se eles tiverem 1,89 e forem sarados e muito carinhosos, sim eu adoro. — Rachel riu.

Quinn gargalhou e puxou Rachel para perto, beijando os lábios dela.

–Rachel? — Santana chamou. — Está na hora.

Quinn olhou para Santana e sorriu e a latina devolveu o mesmo. Rachel entrelaçou seus dedos nos de Kyle e seguiu caminho. Sam e Kurt estavam conversando e seguiram ela. Os cinco se sentaram no pequeno tribunal e observaram o decorrer dos processos, um pai e uma brigavam pela guarda de duas filhas e no final uma ficou com a mãe e a outra com o pai.

Tudo ficou em “silêncio” já que os cochichos não paravam por ali.

–Ronald Green? E… — A juíza leu o nome baixo e releu de novo. — Rachel Barbra Berry?

A juíza, mãe de uma filha de 18 anos que é fissurada na Atriz, e tem todos os playbills de todas as peças que a atriz já havia feito, ficou surpresa com aquilo.

Rachel e Santana se colocaram em pé.

–Ronald Green? — A mulher chamou novamente.

–Não compareceu. — O advogado do homem disse.

A autoridade máxima no local suspirou e observou a atriz, era obvio que a custodia de Charlie era dela, toda documentação regulamentada, as visitas frequentes a clinica.

–Eu só tenho uma pergunta senhorita Berry. — A juíza disse abandonado a folha e a olhando.

Santana estava com a mandíbula trincada.

–Estou ouvindo eminencia. — Rachel respondeu calma.

–Porque quer adotar esse garoto? — A pergunta foi simples.

Mas havia mil maneiras de resposta, e Rachel só tinha uma. — Por que ele não precisa de mim, eu é que preciso dele. — Disse e mordeu o lábio… Parecia estupido aos seus ouvidos.

Rachel olhou aquela mulher que vestia preto e parecia impassível com certo medo e aguardou ansiosa.

–Eu concedo a Rachel Barbra Berry a custodia total de Charlie Green agora Charlie Evan Berry. — A mulher disse musica aos ouvidos da atriz.

Rachel soltou um gritinho animado e Santana quase ficou surda, Quinn já estava com os braços ao redor da cintura da morena. Rachel beijou ele e se desvencilhou daqueles braços.

–Obrigada meritíssima. — Disse ao se aproximar da mulher.

–Andrea, para todos os efeitos… — A juíza disse. — Poderia dar um autografo nesse playbill?

Rachel se surpreendeu com o folheto na sua frente, pegou a caneta e autografou rapidamente.

–Tenho uma filha já grande, ela gosta do seu trabalho. — Explicou rapidamente.

Rachel pensou um pouco. — Posso fazer algo por ela? Você fez por mim, adoraria retribuir.

–Esse é meu cartão, quando puder me ligue. Aposto que ela vai adorar qualquer coisa que você propor. — Andrea bufou.

–Pode deixar. — Rachel sorriu, já foi adolescente um dia, sabia exatamente como era isso.

–Até logo Rachel.

–Até… Ah, Obrigada. — Sorriu e quando se virou ela viu Charlie no colo de Kyle, e seus olhos se encheram de lagrimas.

Andou até seu… Filho. Seu, e apenas seu, filho. Aquilo era demais. Pegou ele no colo e encheu de beijos.

–Eu, você e meu pequeno príncipe, podemos tomar um café da manhã digno? — Sussurrou para Kyle.

–Esqueceu da família foi? — Kurt perguntou.

–Desculpa. — Rachel sorriu.

Charlie pulou para o colo de Kyle e deitou a cabeça no ombro dele, abraçando o novo ursinho. Rachel segurava a bolsa de Charlie com os pertences dele.

–Vamos pra casa, lá tem tudo o que precisamos. — Rachel disse.

Kyle esperou Rachel entrar no carro, a massa de fotógrafos no local era enorme. Passou Charlie para ela e esperou Kurt e Sam entrarem e fechou a porta e caminhou com Santana até seu carro.

–Missão cumprida. — Santana sorriu.

–Obrigado. — Quinn respondeu beijando a cabeça de Santana. — Eu queri já ter voltado para fazer o da Lucy, mas acho que a Rachel ainda vai me dar um pouquinho mais de trabalho.

–Ela é Rachel Berry. A especialidade dela é te deixar louca ou possessa… Lembro da escola e aquelas brigas eternas, aquele papo de “É nela que eu não confio” nunca me enganou. Foi baixo até pra você não deixar ela namorar com o Finn.

Quinn riu e negou, Santana Lopez tinha um ótimo gaydar, entraram no carro e enquanto Quinn escutava You Can’t Always Get What You Want — Rolling Stones Santana cantava e se trocava no banco da frente. Quando eles pararam em um farol ela estava apenas de sutiã e olhou para o lado, tinha um cara olhando fixamente para ela.

–O que foi? Nunca viu não? — Ela perguntou franzindo o cenho e passando a blusa pela cabeça.

O farol abriu e o cara riu. — Me liga gostosa!

Quinn pisou no acelerador passando pelo carro dele. — Hijo de la punta! — Santana gritou mostrando o dedo do meio para ele.

Quinn só conseguia rir, batucou no volante, cutucou Santana a fazendo cantar e logo eles chegaram na casa de Rachel. Charlie estava brincando com Sam no chão e Rachel tava ajudando Elisa a arrumar a mesa para o café.

–Precisa de algo? — Quinn perguntou abraçando ela por trás.

–Depende de setor. — Rachel sorriu e terminou de colocar tudo em seu devido lugar.

–Que tal esse? — Quinn disse virando o rosto de Rachel e segurando o pescoço dela e a beijando lentamente.

–Esse parece ótimo. — Rachel preencheu os lábios dele com os seus em um longo selinho. — Meus pais chegam amanhã.

Quinn engoliu em seco. — Que horas?

–De manhã eu acho. o Tom vai buscar eles. — Rachel disse.

–Podemos jantar juntos? — Quinn perguntou segurando os dedos dela.

–Sim! Eu quero que eles te conheçam. — Ela sorriu animada.