Good Lucky
36 I'll See You Again
Notas iniciais
Ela fechou os olhos e conseguiu dormir, mas o tempo não parava e nem se arrastava e como se não tivesse dormido nada, ambos acordaram com o som da voz de Sam e logo em seguida Charlie acordou.
Kyle deu um beijo em Rachel que se levantou e perguntou aonde estava a mamadeira.
–Na bolsa menor. — Quinn respondeu colocando a camisa.
Hiram apareceu com Charlie que coçava o olho. — Bom dia vovô. — Quinn disse e pegou Charlie de seu colo.
–Bom dia. — Hiram sorriu.
O clima estava muito estranho, mas eles fariam de tudo pra tentar melhorar.
–Kyle a Rachel sumiu! — Shay disse quase pulando quatro degrais da escada e se enroscando, só não caiu porque Hiram a segurou.
–Bom dia Shay. — Rachel disse revirando os olhos, secou a mamadeira no pano e entregou para Kyle.
Charlie estava com mania de mamar sentado, mas Rachel nem reclamava. Beijou a cabeça de seu filho.
–Cheguei, vamos pessoal é hora de se arrumar. — Kurt disse em um perfeito terno black tie, camisa social preta sem gravata.
Ashley demorou um pouco para acordar, mas logo estavam todos se arrumando. Maquiagens leves e roupas pretas definiam a casa. Rachel estava com um vestido de seda preta, Kyle de calça social e suéter, Charlie com uma jeans preta e jaqueta forrada da mesma cor. Todos se encontravam assim, o dia estava bem claro, mas muito frio. Rachel colocou as luvas e Kyle paciente e silencioso esticou o sobretudo dela.
Aos poucos eles foram saindo e entrando em seus carros, Rachel caminhou devagar, Hiram e Leroy iam atrás dela com Charlie no colo.
Shay ia conversando com Sam e Ashley com Kurt, Quinn trancou a porta e seguiu eles entrando no terceiro carro com Sam.
–Tudo bem Quinn?
–Acho que sim.
A casa de Puck era quase uma mansão, localizada quase perto da barreira entre Lima e Springfield ambas cidades localizadas em Ohio. Alguns minutos incomodantes e eles chegaram na igreja, o funeral seria ali e o enterro no cemitério há cinco metros da igreja… Iriam para a casa de Puck logo em seguida, e em três dias aconteceria o memorial.
Santana, Demi, Beth, Helena, Henrique e Lucy estavam ali perto aguardando eles. Rachel foi a ultima a descer.
“Quando eu colocar meus pés dentro da igreja eu realmente vou acreditar que eu…” Ela não teve coragem de concluir seu pensamento.
Demi abraçou Rachel e Kyle vinha vindo atrás segurando a mão de Charlie, Lucy abraçou Rachel com força.
–Sinto muito Rach. — Lucy disse.
–Eu também. — Rachel murmurou.
Eles foram entrando, logo Puck chegou. Kurt estava lendo a liturgia em um folheto entregue na porta. Beth estava sentada no colo de Kyle e com o rosto no peito dele. Puck se sentou ao lado de Kyle e beijou a cabeça de Beth. — Oi querida. — Sussurrou para Beth.
Beth pegou a mão de Puck e apertou devagar, estava cansada demais mal havia dormido, passou a noite chorando e Lucy tentando ajudar de alguma forma.
Os estranhos, amigos, conhecidos, fãs, penetras iam dar uma olhada em como Shelby estava dentro daquela caixa de madeira, mas ninguém, das troubletones, do glee, família ou as amigas de Rachel, haviam criado coragem para ir lá ver Shelby.
Sr. Schue estava sentado mais atrás com Emma Schuester e Daniel, junto com Finn, Emma a namorada de Finn, Carole, Burt e Kurt.
Quando o caixão parou de receber visitas alheias Rachel se levantou e caminhou devagar meio alheia.
Deus sabia o que se passava em seu coração e estranheza do sentimento que lhe rasgava de fora à fora.
Shelby estava perfeita, era assustadora a aparência de ambas ser tão igual… Rachel pegou aquela mão gelada e petrificada.
–Deus! — Rachel enxugou as lágrimas com a outra mão. — Me perdoe mãe, por todas as brigas, sei que fui uma filha muito orgulhosa, tipico de Rachel Berry…
Ela se curvou sobre o caixão e encostou a testa em sua própria mão, as lagrimas corriam soltas. Tudo que ela queria naquele momento era que a mão que segurava se soltasse da sua e fizesse carinho em seus cabelos, mas jamais ia acontecer, esse era o ciclo normal da vida.
–Me perdoe por não insistir em nós. — Rachel sussurrou. — Me perdoe.
Ela tirou forças do mais fundo de si e se levantou secando as lagrimas, voltou e se sentou em seu lugar.
–Rachel Berry é feita de ferro. — Puck disse admirado, ele não tinha um pingo de coragem de ir ver Shelby lá dentro. — Se eu for, eu vou tirar minha esposa de lá.
–Papai. — Beth chamou ganhando a atenção de Kyle e Puck.
–Sim? — Puck disse, sabia que era com ele.
–A mamãe está aqui e aqui. — ela colocou a mão no coração de Puck e logo em seguida na cabeça. — Lá está o corpo dela, e ela iria ficar triste por você não disse adeus a ela.
E Puck desatou a chorar e se levantou caminhando devagar entre os bancos.
Shelby petrificada, mais branca do que nunca parecia feita de porcelana, gelada como o dia lá fora. Puck apertou as beiradas do caixão tomando cuidado.
–Eu vou sempre te amar e se um dia eu vier a amar outra pessoa, eu espero que não fique triste.
"Sei que você diria que eu tenho que continuar, você mudou tanto querida, sei que meu lado moleque despertava em você o desejo de mudar ser melhor e acredite você conseguiu, eu acho que nem todas as vezes que eu disse eu te amo foram suficiente, eu te amo demais querida. Sei que não posso viver de luto, vou seguir em frente e vou lutar pelo nosso país, preciso desse tempo pra mim, e vai ser no jeito Puckerman de enfrentar a vida, Quinn vai ficar com nossa Beth e Rachel... Ela te perdoou babe, assim como você pediu a ela".
Puck tentava se conter, mas não dava muito certo ele chorava cada vez mais. Pegou a mão de Shelby e retirou a aliança. Puxou a corrente com as plaquetas de informação em seu pescoço pra fora e colocou a aliança dela. Se curvou beijando a testa de Shelby e caminhou de volta.
–Me leva lá? — Beth pediu.
–Tem certeza? — Kyle perguntou.
Beth aquiesceu e Quinn se levantou com ela em seu colo, Beth deitou a cabeça em seu ombro e aguardou até chegar aonde estava o corpo de shelby.
Quinn segurou Beth no colo que se virou e observou Shelby inerte.
–Oi mãe… — Sussurrou. — Eu vou sentir sua falta, mas eu sei que você vai estar cuidando de mim. — O lábio inferior de Beth tremia.
Beth sentiu uma mão tomar a sua, era macia e o toque era suave, encontrou os olhos escuros de Lucy e Quinn olhava Santana. Beth se inclinou tocando a ponta dos dedos no rosto de Shelby, e as lágrimas escorreram pelo rosto dela.
–Sentirei sua falta Sra. Concoran. — Santana disse fazendo uma linha fina com os labios.
–Sinto muito Beth. — Lucy sussurrou baixinho.
–Eu também. — Beth disse e se virou escondendo o rosto no peito de Kyle e soltou a mão de Lucy devagar.
O pastor que se encontrava na frente da igreja deu inicio ao funeral, falou um pouco sobre a morte, sobre o fatídico ciclo da vida e finalmente deixou que a família se pronunciasse.
–A Shelby… Não era apenas a lenda da Broadway, ela tinha opinião própria. Era teimosa como uma porta… — Puck dizia entre as lagrimas, passou a mão no rosto tentando afastar as lagrimas, homem duro como uma rocha uma hora ia cair. — Ela era amiga, mãe, esposa e professora. — Puck sorriu. — Nossa historia é complicada, sempre foi… Nada na vida é fácil, nesse momento tudo o que eu quero é tirar ela dali, mas eu não posso… Ela não vai voltar, e Deus sabe o quanto isso dói. Eu não vou contar pra vocês tudo, mas o mais importante ela me amava, e eu ainda a amo.
Puck assentiu e olhou para Kyle que aquiesceu, se sentou ao lado dele e Beth pegou a mão de seu pai novamente.
Rachel que tinha os dedos entrelaçados nos de Kyle, respirou fundo quatro vezes e soltou se levantando quando ela ficou na frente de todos, começou a brincar com seu próprio dedo e o virava para trás tentando achar palavras.
–Minha mãe… Uhn, eu e ela… Nós não tínhamos um relacionamento muito bom, não sei de quem era a culpa, não dá pra julgar, ambas estávamos erradas. Mas quando “isso” acontece, sem mais nem menos. — Rachel chorava, seu lábio tremia, sua voz estava embargada. — Você se arrepende até a ultima celula em seu corpo. É triste… Fiquei com raiva, eu nunca soube que ela estava com câncer. Ela não deixava ninguém me contar, mas sabe o que é pior? Eu nunca procurei saber se ela estava bem. Dessa vez a culpa foi minha. Eu queria mais tempo e também queria menos. Eu não queria sentir o que eu sinto aqui dentro. — Ela colocou as duas mãos na região do coração. — Porque eu não pedi por isso, mas eu estou sentindo, simplesmente por ter ouvido um “Eu sempre te amei, por esse motivo eu nunca pude ser quem eu deveria ser pra você”confuso? Bastante! Eu a perdoei, ela me perdoou. Eu não tenho historias felizes para contar… Porque eu mal vivi com ela, mas sempre houve algo que eu e elas tínhamos conexão.
Rachel olhou para o pianista e aquiesceu, ele tocava suavemente e Rachel começou a cantar.
Always you will be part of me (Você sempre será parte de mim)
And I will forever feel your strength (E eu vou sempre sentir a sua força)
When I need it most (Quando eu mais preciso)
Rachel estava chorando muito e Puck se levantou e ajudou.
You're gone now, gone but not forgotten (Você agora se foi, mas não foi esquecida)
I can't say this to your face (Eu não posso dizer isso no seu rosto)
But I know you hear (Mas eu sei que você ouve)
Santana que estava no primeiro banco soltou a mão de Demi e caminhou pegando as mãos de Rachel a abraçando enquanto cantava.
I'll see you again (Eu verei você novamente)
You never really left (Você nunca realmente partiu)
I feel you walk beside me (Eu sinto você andar ao meu lado)
I know I'll see you again (Eu sei que verei você novamente)
Puck estava se mantendo forte e tentando a todo curto ajudar Rachel, aquilo doía demais.
When I'm lost, when I'm missing you like crazy (Quando eu estou perdido, quando eu estou sentindo falta de você como um louco)
I tell myself I'm so blessed (Digo a mim mesmo, eu sou tão abençoado)
To have had you in my life, my life (Por tê-lo tido em minha vida, minha vida)
Santana ajudava com o contra canto e Rachel puxou folego pra cantar novamente.
I'll see you again (Eu verei você novamente)
You never really left (Você nunca realmente partiu)
I feel you walk beside me (Eu sinto você andar ao meu lado)
I know I'll see you again (Eu sei que verei você novamente)
Santana estava derramando lagrimas, que ela achava que não teria desde a hora que saíra de casa, mas era difícil ver até Kyle sentado no banco aos prantos. Tudo por causa de Rachel, era ela que sofria mais. Puck cantava de olhos fechados com os pulsos serrados.
When I had the time to tell you (Quando eu tive tempo para lhe dizer)
Never thought I'd live to see the day (Nunca pensei que viveria para ver o dia)
Santana tentava passar conforto a Rachel
When the words I should have said (Quando as palavras que eu deveria ter dito)
Would come to haunt me (Viriam me assombrar)
Rachel apenas fazia por sua mãe de todo seu coração.
In my darkest hour I tell myself (Em minha hora mais escura eu digo a mim mesmo)
I'll see you again (Eu verei você novamente)
Santana e Puck observaram Rachel e entraram novamente no refrão.
I'll see you again (Eu verei você novamente)
You never really left (Você nunca realmente partiu)
I feel you walk beside me (Eu sinto você andar ao meu lado)
I know I'll see you again (Eu sei que verei você novamente)
Rachel cantou com força, dando tudo de si. Someday I'll see you again (Algum dia eu verei você novamente)
Puck e Santana deram as mãos e começaram a cantar novamente.
I'll see you again (Eu verei você novamente)
You never really left (Você nunca realmente partiu)
I feel you walk beside me (Eu sinto você andar ao meu lado)
I know I'll see you again (Eu sei que verei você novamente)
Rachel, Puck e Santana cantavam se alternando com contra canto.
I will see you again (Eu verei você novamente)
Oh I'll see you again ( Eu verei você novamente)
I miss you like crazy (Eu sinto falta de você como um louco)
You're gone but not forgotten (Você agora se foi mas não foi esquecido)
I'll never forget you (Eu nunca vou te esquecer)
Someday I'll see you again (Algum dia eu verei você novamente)
I feel you walk beside me (Eu sinto você andar ao meu lado)
Never leave you, yeah (Nunca deixarei você, yeah)
Gone but not forgotten (Ausente mas não esquecido)
I feel you by my side (Eu sinto você ao meu lado)
No oh, this is not goodbye (Não, isso não é um adeus)
Oh I… I’ll see you again (Oh Eu… Eu verei você novamente)
Silencio era isso que reinava ali, Rachel começou a soluçar e foi amparada por Puck, Santana se certificou de que eles estavam estáveis e se sentou ao lado de Demi.
–Que isso nunca aconteça conosco. — Demi disse apertando a mão de Santana.
–Amém. — Santana beijou a mão de Demi a acomodou Lucy que deitou a cabeça em seu ombro.
Rachel se sentou e encostou a testa no ombro de Kyle que passou o braço pelas costas dela a trazendo para perto. Charlie estava com Hiram e Leroy. O pastor voltou a falar e logo encerrou fechando a tampa do caixão.
–Está feito… — Rachel sussurrou, era meio inacreditável.
Puck, Finn, Kyle, Sam, William e Leroy levantaram o mesmo e caminharam para fora levando até a cova. A igreja foi ficando vazia e Rachel continuava sentada no banco.
–Vamos supernova. — Hiram disse baixinho com Charlie em seu colo.
–Não quero ir. — Rachel secou as lagrimas. — Não quero ver.
Hiram aquiesceu e colocou a mão no ombro de Rachel. — Eu vou, tá bem?
–Tá sim. — Rachel acariciou a mão de seu pai.
–Vem mamãe. — Charlie chamou.
Rachel respirou profundamente e se levantou. — Eu vou querido.
Hiram ficou surpreso com a mudança rapida de pensamentos de Rachel, mas entendia que era o poder maternal falando mais alto. Eles caminharam para fora e viram a pequena multidão já longe.
Caminharam devagar.
–Foi ela quem entregou você para gente.
–Oi? — Rachel franziu.
–Foi a Shelby… Ela nunca te deixou em um orfanato, ou qualquer outra coisas assim. — Hiram disse. — Ela me deu você que coube perfeitamente nos meus braços e disse que era pra cuidar de você; Você era o bem mais precioso dela… Ela só queria um futuro, tanto pra ela quanto para você, mas demorou demais.
Rachel franziu, mas não culpou seus pais por isso… Apenas sorriu e continuou a andar. Quando eles chegaram o caixão já estava descendo, Rachel olhou a lapide.
Shelby Concoran Puckerman
1972 — 2014
“Mother, Teacher, Wife — The most beautiful trouble”
A morena riu fraquinho das palavras e olhou para Puck agradecida… Aquela era Shelby.
–A mais bela encrenca. — Hiram riu baixo. — Puck acertou em cheio.
Rachel esperou tudo acontecer e a tampa de granito ser colocada então depositou uma rosa branca em cima ao lado da vermelha que Puck colocou um pouco antes. Rachel, Beth e Puck ficaram juntos e “recebiam” os pêsames das pessoas.
Santana estava mais distante quando viu Brittany. Demi estava conversando com Ashley e Shay, pediu licença e foi atrás da loira.
–Brittany! — Santana chamou fazendo ela parar.
A loira congelou e se virou devagar, a boca de Santana só não abriu mais porque não era possível, mas ela ficou olhando para a bela protuberância na barriga de Brittany.
–Oi Santana. — Brittany disse calma.
Santana fechou os olhos e ao abrir inclinou a cabeça. — Me explica.
Brittany não era boba ou idiota, sabia exatamente do que Santana falava. — Eu já estava gravida, de um rapaz que fez faculdade comigo… Então eu não sabia como agir e como te contar. Por isso eu estava tão focada em tentar manter um relacionamento com você, mas não estava sabendo fazer… E eu não queria a Lucy porque ela não é minha filha assim como eu achava que você não iria querer o Josh, porque ele não é seu filho. — Brittany bufou.
–Você fez escolhas erradas Brittany, agora você tem que aguentar suas consequências. — Santana soltou de uma vez só, mas bem calma. — O que você fez foi errado, porém eu jamais rejeitaria um filho seu.
Brittany se calou. — Eu fiz errado, eu sei.
–Está perdoada Britt. — Santana sorriu.
Brittany fechou os olhos e duas lagrimas escorreram pela bochecha dela e ela sorriu. — Obrigada.
Santana abriu os braços e puxou Brittany a esmagando pelos ombros já que a barriga as fastava muito e assim que soltou, beijou a cabeça da loirinha e voltou para Demi sorrindo a beijou na cabeça, entrelaçando seus dedos e apertando suas mãos, tudo ficaria bem.
Todos embarcaram para casa de Puck e o buffet estava sendo servido para a família e amigos. Beth estava em seu quarto fazendo as malas com a ajuda das Lopez e Quinn foi atrás de Puck.
–O que vai fazer? — Perguntou entregando uma garrafa de cerveja para ele.
–Já me alistei. — Puck disse — Você fica com a Beth, eu vou para aeronáutica.
–E a empresa? — Quinn sabia que ficaria com Beth... A mesma havia dado a entender isso.
–Jake vai cuidar. — Puck assentiu.
–E a casa?
–Faça dela uma casa de verão, para você, Beth, talvez Rachel e Charlie... Se encontrarem nas ferias e quando a Beth for maior ela pode escolher o que fazer com ela.
–Você vai ficar aqui para o Memorial?
–Não sei. — Puck negou com a cabeça.
–Amanhã eu venho com a Beth escolher o que ela vai levar, fora as roupas. — Kyle disse coçando o queixo.
–Diga a Rachel que ela pode pegar o que quiser no guarda roupa de Shelby, vou mandar limpar a casa.
–Eu direi.
Puck olhou para o céu e fez uma linha fina com os lábios.
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